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Intérêt des matériaux structurés polymère-points quantiques : exemples d'applications

Visando apresentar novas soluções, na qual aparentemente deve ter um custo mais baixo em relação às demais ferramentas e plataformas de TI, destaca-se o Web-based SCM, que é uma solução de SCM implementada através da Internet. A especialização do Web-based para a área de varejo é denominada Collaborative Planning, Forecasting and Replenishment

(CPFR) ou Colaboração no Planejamento, Previsão e Reposição (DE SORDI, 2003). A figura

a seguir apresenta como o Web-based pode facilitar a comunicação e o processo de compartilhamento das informações entre os participantes da cadeia.

Figura 18: Entidades participantes dos SCM e as principais informações compartilhadas Fonte: Adaptado De Sordi (2003, p. 65).

Um dos problemas do supply chain é o da comunicação entre seus participantes. A solução Web-based SCM contorna esse problema através da rede Internet. As primeiras soluções de SCM necessitavam da montagem de uma rede de dados para a troca de informações entre as empresas participantes do supply chain, criando restrições tecnológicas e financeiras (DE SORDI, 2003).

Outro facilitador do SCM para troca de dados através da Internet é o XML (Extensible

Mark-up Language) que possui um formato flexível para entrega de dados via Internet.

Devido à diversidade tecnológica que compõe o supply chain, o XML reduz as limitações impostas por categorias e gerações de computadores. Também tem a capacidade de trabalhar com tags, rótulos identificadores de dados, permitindo aos profissionais de informática descreverem diferentes tipos de dados que podem ser lidos por diferentes aplicações e processada de diferentes maneiras, permitindo ao usuário liberdade quanto ao uso de seu próprio sistema de informação (DE SORDI, 2003).

A desvantagem do XML é da necessidade de maior capacidade dos meios de comunicação e de processadores. Apesar da adequação e do uso para soluções web-based SCM, seu ambiente tecnológico deve congregar tecnologia XML com tecnologia EDI que tem uma melhor performance no tratamento de grandes volumes de transações, como, por exemplo, habilidade de processar centenas de milhões de transações por hora (DE SORDI, 2003).

O emprego da Internet no Web-based SCM atrai às empresas, tanto na melhoria operacional através da integração das informações, da sincronização dos planejamentos e da coordenação dos fluxos de trabalho, quanto na geração de novos modelos de negócio. Porém, o envolvimento de diferentes áreas de atuação, se torna um fator crítico para implementação da solução, pois essa mudança cultural se estende não apenas para o pessoal da empresa, mas também às demais empresas da cadeia. O desafio é fazer com que os profissionais que atuam na solução SCM esqueçam dos procedimentos antigos, como o uso de fax e telefone, passando a utilizar os novos recursos do web-based SCM (DE SORDI, 2003).

No quadro a seguir descrevem-se os elementos e benefícios das dimensões da aplicação da Internet no SCM.

Dimensão Elementos Benefícios Integração da Informação - compartilhamento e transparência

da informação

- acesso direto e em tempo real

- detecção antecipada de problemas - respostas rápidas

- geração de relacionamentos de confiança

Sincronização do planejamento - planejamento colaborativo da previsão e reposição

- projeto conjunto

- redução do custo

- otimização da capacidade de uso - melhoria dos serviços

Coordenação do fluxo de trabalho - coordenação do planejamento da produção, de compras, processamento de pedidos e projetos da engenharia

- processos de negócios automatizados e integrados

- ganhos de eficiência e exatidão - respostas rápidas

- agilidade de ir para o mercado - expansão da rede

Novos modelos de negócio - recursos virtuais

- reestruturação da logística - customização em massa - novos serviços

- melhor utilização dos ativos - melhor eficiência

- penetração em novos mercados - criação de novos produtos Quadro 03 - Dimensões da aplicação da solução web-based SCM

Fonte: Adaptado de De Sordi (2003, p. 66).

2.9.3.1 - Collaborative Planning, Forecasting and Replenishment (CPFR)

Devido à diferença entre o consumo e as previsões, alterações climáticas, atrasos nos meios de transportes, problemas de produção, erros administrativos e as promoções que também criam oscilações, bem como a dificuldade para determinar a demanda de um produto específico, em determinada loja e determinado dia, fornecedores passam a criar estoques de segurança ou assumem riscos, resultando em aumento de custos, perda de vendas e frustração de clientes. Com o próprio consumidor às vezes falta ou tem volumes excedentes de produtos. Quanto mais longe o consumidor estiver do participante do supply chain, maior é o desvio em relação ao consumo do mercado (DE SORDI, 2003).

Varejistas e fornecedores têm um relacionamento difícil, pois cada um tenta reduzir a lucratividade do outro e negociam com os concorrentes da outra parte. De acordo com De Sordi (2003), a solução CPFR tem o objetivo de otimizar as operações entre os participantes do supply chain, evitando perdas devido ao desencontro entre oferta e demanda. O Voluntary

Interindustry Commerce Standards (VICS) é um comitê de desenvolvimento da solução

CPFR, composto pelas empresas de varejo, fornecedores e prestadores de serviços. Na origem desta solução está a ECR (Efficient Consumer Response), que possui uma função mais restrita

e limitada. Estão descritas abaixo as etapas sugeridas pela VICS, no sentido de implementar uma solução CPFR (DE SORDI, 2003, p. 68):

Desenvolver um acordo inicial: o varejista e o fornecedor estabelecem regras e direções para o relacionamento colaborativo, com as expectativas das partes e definição das ações e os recursos necessários. Desenvolvem um acordo que declara o entendimento geral, os objetivos, política de confidencialidade das informações, além da declaração das ações e compromissos de cada um;

Criar um plano de negócio conjunto: fornecedor e varejista trocam informações de estratégias corporativas e planos de negócios, com o objetivo de desenvolver o plano conjunto. Os parceiros criam um acordo estratégico com regras, objetivos, táticas e um arquivo para gerenciamento dos itens importantes da parceria;

Colaboração na previsão de vendas: compartilham previsão de demanda, identificam exceções quando os planos conjuntos não batem ou quando há mudanças significativas;

Colaboração no planejamento de pedidos: os dados dos pontos-de- venda, de estoques estratégicos são combinados para gerar uma previsão de vendas especificas que atenda à previsão de vendas e ao plano de negocio conjunto. Os itens que tiveram suas previsões imprecisas são investigados, visando identificar exceções e definir os meios para o tratamento destas;

Geração de ordens e entrega: são compartilhados os dados resultantes e problemas de precisão de planejamento e questões operacionais são identificados e resolvidos. [grifo nosso]

A CPFR traz como benefícios a redução de inventários, aumento de vendas, melhoria de qualidade do relacionamento entre as partes que compõem o supply chain, principalmente fornecedores e varejistas. Percebe-se que a maioria da implementação do CPFR ocorre no mercado varejista, portanto acredita-se que também há oportunidades em outros segmentos de mercado (DE SORDI, 2003).