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8.6 La trompette voit le fond

8.7.1 Forme de la gaine

As organizações fazem parte da vida contemporânea, do ciclo de vida das pessoas, gerando impactos nas comunidades, nas sociedades e no mundo. Dessa forma, este estudo abordou o surgimento das IES na sociedade brasileira, falou dos órgãos competentes pela educação no Brasil e de como essas instituições vem se desenvolvendo no contexto atual. Procurou ainda entender o que são organizações, por que as IES (instituições de ensino superior) são definidas como organizações sociais, suas complexidades e o modo como se desenvolvem em seus processos burocráticos, centralizadores e políticos. Fundamentalmente, este estudou buscou compreender tal desenvolvimento, levando em conta a relação de poder entre as estruturas acadêmicas e administrativas no processo de tomada de decisões estratégicas.

Nesse contexto, foram abordados vários pontos de vista encontrados na literatura acerca do conceito do poder e das relações entre indivíduos ou entre grupos com interesses iguais ou divergentes, atribuindo-se maior relevância à autoridade, à influência, à coerção, à liderança e à capacidade de tomada de decisões estratégicas. Identificou-se que as IES brasileiras, majoritariamente, adotam os modelos burocráticos, baseados no princípio orientador da racionalidade formal, e políticos, calcados na razão.

Houve o entendimento de que o poder só pode ser exercido se for legitimado, ou seja, aprovado socialmente, além do fato de que a popularidade e o carisma são características de dominação.

Foram igualmente observados resistências e antagonismos decorrentes da imposição de idéias por parte dos centros de poder acadêmico e de poder administrativo, causadores de um conflito que comprova a falta de institucionalização de processos.

Identificou-se que realizar ações numa IES requer das estruturas ter como foco os impactos no ensino, no âmbito legal e na parte física, bem como a aplicabilidade do conhecimento.

A universidade foi identificada como uma organização cada vez mais burocrática, com seus processos inseridos num contexto de dominação e de controle de resultados.

Além de ser analisado o poder nas organizações, também foi examinado o poder que as organizações têm perante a sociedade, de forma a atender aos interesses dos indivíduos e de grupos, e a concorrência interorganizacional.

Os indícios constatados de que a falta de conhecimento de processos de gestão pelas estruturas de poder na maioria das universidades brasileiras privadas faz com que este estudo proponha alternativas que mudem as práticas administrativas. Na medida em que os atores constroem o conhecimento sobre gestão, respeitando e entendendo a posição e a prática entre as estruturas, poderão ser estabelecidos processos eficientes e eficazes para a tomada de decisões estratégicas. Isso diminuirá o espaço entre as relações, dando maior contribuição para o processo organizacional.

Conclui-se que cada universidade tem a sua identidade, missão, crenças e valores. Porém, os objetivos são sempre parecidos entre as organizações sociais privadas: todas precisam de receita e lucro para investimento. Assim, os conhecimentos da missão de uma universidade somados aos conhecimentos sobre práticas de gestão permitirão, às estruturas acadêmicas e administrativas, saberem quais ações devem ser empreendidas nas tomadas de decisões estratégicas, com otimização de custos e sem perda do foco na qualidade dos serviços prestados.

Sugere-se para a continuidade do estudo, uma abordagem com maior relevância sobre governança corporativa, uma prática de gestão empresarial, composta por um conselho de administração, acionistas, executivo principal, auditoria independente e os stakeholders:

associações, credores, sindicatos, fornecedores, governo, opinião pública e outros responsáveis por gestão participativa, com objetivos a serem alcançados em prol dos resultados organizacionais e da sobrevivência no cenário educacional.

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