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Acte II : Continuer

3. La « matrice sociale » : un contexte de stigmatisation

3.3. Deux familles figuratives

Os professores que fizeram parte deste estudo são do Curso Integrado de Desenho em Construção Civil na modalidade EJA do IFPB/ Campus de Cajazeiras.

Com o objetivo de caracterizar os sujeitos pesquisados, aplicamos um formulário sociocultural (Apêndice C) para o levantamento dos seguintes dados: gênero, idade, titulação, graduação, vínculo funcional, entre outros. Acreditamos que esses eixos têm impactos diretamente na atuação dos professores.

O referido formulário foi respondido pelos onze docentes e, a partir dos dados apresentados, constatamos a predominância do sexo masculino (73%), seguido do sexo feminino (27%). Esses dados refletem uma equivalência do quadro geral dos docentes do IFPB/Campus de Cajazeiras, que tem um total de 57 docentes - 38 do sexo masculino e 19 do sexo feminino. Em relação à idade, constatamos que a maioria se encontra na faixa etária entre 20 e 30 anos (46%), seguido de 27%, entre 41 e 50 anos, 18%, entre 51 e 60 anos, e 9%, entre 31 e 40 anos. Outro aspecto que registramos foi que os professores da EJA, no IFPB, são jovens entre 20 e 30 anos, a maioria iniciante no exercício da docência.

GRÁFICO 1: Gênero dos docentes 27%

masculino feminino

73%

Fonte: Própria autora/2010.

GRÁFICO 2: Idade dos docentes Fonte: Própria autora/2010.

Quanto à titulação (gráfico 3), a maioria dos docentes pesquisados é especialista (55%), 36% são mestres, e apenas 9% são graduados.

Cabe destacar que um dos graduados encontra-se no Curso de especialização do PROEJA, no Polo de Sousa, e dois dos especialistas são alunos do Mestrado Interinstitucional da UFPB (MINTER), sendo que um deles está desenvolvendo sua pesquisa sobre leitura na EJA.

No que diz respeito ao tipo de graduação (Gráfico 4), 73% dos docentes são bacharéis, e 27%, licenciados. Cabe destacar que, mesmo os licenciados não têm uma preparação específica para trabalhar no PROEJA.

Quanto à distinção entre Licenciatura e Bacharelado, Rosa (2003) assevera: 46% 9% 27% 18% 20 a 30 anos 31 a 40 anos 41 a 50 anos 51 a 60 anos

A separação entre Bacharelado e Licenciatura tem como pressuposto que o primeiro forma o pesquisador, compreendido como produtor do conhecimento, e o segundo forma o professor, entendido como aquele que apenas reproduz os conhecimentos. Sob esse prisma, o docente não precisa desenvolver a atitude investigativa, pois o que é visto como sua competência específica é assimilar os conhecimentos produzidos por outros e repassa-los de modo acessível. (ROSA, 2003, p.166).

A autora afirma que, com essa relação hierárquica, perde-se a unidade entre teoria e prática.

9% Graduação 36% Especialização Mestrado 55%

GRÁFICO 3: Titulação dos docentes Fonte: Própria autora/2010.

27%

Bacharelado Licenciatura

73%

GRÁFICO 4: Tipo de graduação dos docentes Fonte: Própria autora/2010.

No entanto, seguindo uma tendência descrita na citação de Rosa (2003), anteriormente destacada, quase todos os professores do PROEJA, objeto de nossa investigação, são bacharéis, mas não vêm atuando como pesquisadores, porquanto

incorporam muito mais as características de reprodução do conhecimento que caracterizam os professores licenciados. Ainda não há uma preocupação com a pesquisa em EJA, conformedemonstrado no gráfico a seguir:

0%

Produziram Não produziram

100%

GRÁFICO 5: Produção acadêmica sobre EJA Fonte: Própria autora/2010.

Vale ressaltar que a pouca produção científica dos professores, no que diz respeito à produção acadêmica nessa instituição, não se restringe aos que atuam no PROEJA, visto que quase todos são os mesmos que exercem suas atividades também no ensino técnico regular, no subsequente e no superior, no entanto, a pesquisa no IFPB/Campus de Cajazeiras ainda não se configura como um ponto forte, apesar de algumas iniciativas.

Atualmente, está sendo criado o Núcleo de Pesquisa, mas ainda há muito que se fazer para o desenvolvimento do professor pesquisador nessa instituição. Assim, como diz Giroux (1997, p. 162), “[...] podemos começar a repensar e reformular as tradições e condições que têm impedido que os professores assumam todo o seu potencial como estudiosos e profissionais ativos e reflexivos.”

Nesse sentido, os estudos de Pimenta (2002) evidenciam uma pesquisa teórica e empírica realizada pela autora, que subsidia a proposta de se superar a identidade necessária aos professores de reflexivos para a de intelectuais críticos e reflexivos.

Ao analisar o tempo de experiência dos professores na EJA, constamos que eles têm pouca experiência de trabalho nessa modalidade de ensino, ou seja, de 1 a 3 anos. Os 37% dos docentes, representados no Gráfico 5, encontram-se na primeira experiência, entre esses, no primeiro emprego. Os demais correspondem ao tempo em que o IFPB implantou o PROEJA, o que significa que o tempo de experiência com a EJA é uma novidade para todos.

até 1 ano

36% 37%

entre 1 e 2 anos de 2 a 3 anos

27%

GRÁFICO 6: Tempo de serviço na EJA Fonte: Própria autora/2010.

Em relação ao vínculo com a instituição, expressos no Gráfico 7, encontram-se os seguintes resultados: 46% dos docentes são efetivos, 45% são substitutos, e 9%, cedidos (as) pela Secretaria Municipal de Cajazeiras, devido ao fato de que o Programa funciona em convênio com a Prefeitura do Município. Pode- se ainda constatar que o índice de professores substitutos é muito significativo (45%), considerando-se que o curso tem duração de três anos e mais 300 horas de estágio, e o tempo máximo do contrato do professor substituto é de dois anos. Esse dado merece atenção, porquanto a rotatividade de professores exige do alunado uma readaptação aos novos docentes, e isso poderá incidir também na descontinuidade de algumas propostas na implementação do curso.

9% Efetivo 46% Substituto Cedido 45%

GRÁFICO 7: Vínculo funcional dos docentes Fonte: Própria autora/2010.

Quanto ao município onde os professores residem, os dados da pesquisa revelam que 54% não moram na cidade de Cajazeiras, 36% residem em João Pessoa, 9%, na cidade de Pombal, 9%, em Patos, e 36%, em Cajazeiras, conforme o gráfico abaixo: Cajazeiras 36% 46% Pombal Patos João Pessoa 9% 9%

GRÁFICO 8: Local onde residem os docentes Fonte: Própria autora/2010.

Os professores que residem em outras cidades se deslocam semanalmente de suas cidades para ministrar as aulas, não apenas no PROEJA, mas nos diversos cursos que a instituição oferece.