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Estimation de l’orientation de l’axe y 2 permettant d’avoir le point M 2

4.4 Choix de l’axe y 2 pour le positionnement am´elior´e

4.4.1 Estimation de l’orientation de l’axe y 2 permettant d’avoir le point M 2

Um exame clínico aprofundado e eficaz pode ser suficiente para realizar o diagnóstico final. Os sinais clínicos variam conforme o tipo de deslocamento, a possibilidade da livre passagem da ingesta e o grau de afecção vascular do abomaso 103,119,157.

O exame do estado geral tende a avaliar externamente o animal e a proceder-se ao exame físico, ou seja, à monitorização da temperatura rectal, auscultação da área pulmonar e cardíaca, da frequência cardíaca, frequência respiratória, estado de hidratação e mucosas, avaliação dos linfonodos, e finalmente à auscultação abdominal e dos movimentos de mistura ruminal 119,157.

8.2.2.1 – Exame visual externo

O exame começa por uma inspecção visual, à distância, para tentar averiguar o estado mental, postura, atitude, temperamento, condição corporal, silhueta abdominal (em quatro quadrantes), o que nos permitirá focalizar depois na afecção abomasal 119,157.

Podem haver manifestações de dor abdominal, que incluem o pontapear do abdómen, relutância em levantar ou deitar, movimentos mais lentos e cuidados. Pode também haver alguma vocalização por parte do animal 39,41,68,119,141.

Deve ser avaliada também a excreção fecal e o apetite. Situações de tenesmo, diarreia e depressão poderão também ser observadas. A ruminação deverá estar presente e ser observada numa situação normal 68,97,102,157.

Deve também ser avaliado o afundamento do globo ocular, bem como a qualidade do pêlo 37,39,41,103,141.

A observação do flanco é também ela importante, pois em situações de distensão exagerada, pode ser notória uma alteração de conformação do flanco. A postura é também importante ser avaliada. Em caso de DAE, poderá ser notória na fossa paralombar esquerda alguma proeminência provocada pelo abomaso dilatado e deslocado. Em caso de DAD, o flanco direito pode estar mais distendido, em forma de meia-lua, ou mesmo uniformemente, na porção posterior à décima costela, na zona mediana entre o dorso e o ventre do animal, caso se trate de VA e DAD simples. Já no caso de torção abomasal, pode haver uma distensão bilateral 41,64,97,103,119,141

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8.2.2.2 – Exame Físico

A temperatura rectal está geralmente normal, excepto numa situação de DAD, principalmente se for um VA, no qual aparece algo aumentada, ou num DAE agudo (39,5ºC) 22,103,158

.

A auscultação pulmonar e cardíaca dever-se-á revelar normal, exceptuando em casos de patologia associada em que haja comprometimento pulmonar ou doença cardíaca 22,103,158.

A frequência cardíaca não deve apresentar alterações em caso de DAE, excepto se bastante grave. Já no caso de DAD, tende a aumentar ligeiramente e mais ainda em VA, na qual aumenta com a gravidade da patologia. Em estado de gravidade tal, em que o animal se encontre em endotoxémia, tende a haver taquicardia 22,29,103,158.

No caso da frequência respiratória, o comportamento é similar ao da frequência cardíaca 103,158

.

Os linfonodos dever-se-ão apresentar normais, salvo haja alguma patologia concomitante em que haja compromentimento do sistema imune 68,119,158.

Quanto ao estado de hidratação do animal e às mucosas, em qualquer caso de DA, o animal tende a aparecer com alguma desidratação. Esta desidratação tende a agravar-se com o grau de deslocamento e se for um caso de DAD e VA. Um sinal característico que pode ser observado é o afundamento do globo ocular e olhos mais secos, tal como a mucosa ocular, o que revela uma desidratação profunda. Tal situação pode também ser comprovada pela prega de pele e mucosas secas (ver figura 5) 37,39,41,102,103,141,144,145.

Fig. 5 – Afundamento pronunciado do globo ocular (foto do autor)

Os movimentos de mistura ruminal (auscultação abdominal) encontram-se diminuídos ou haver atonia, tal como os intestinais, diminuidos ou ausentes, dada a diminuição do trânsito intestinal, provocada pela diminuição da passagem do alimento, devido ao DA. À auscultação, não se ouvem, portanto, borborigmos intestinais, ou estes encontram-se bastante diminuídos. É também notório em DAE que, na zona de projecção do abomaso distendido, o rúmen não será audível, mas poderão ser ouvidas contracções mais diminuídas no cavado do flanco esquerdo. É

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possível ouvir no abomaso deslocado uns sons espontâneos de ressonância timpânica e em intervalos regulares 68,119,128,158.

Já a auscultação do abomaso é raramente efectuada, dado não possuir interesse de maior, uma vez que os sons são raramente audíveis, ou seja, borborigmos de baixa frequência acústica 68,119,158,17,57,77.

À palpação abdominal nota-se essencialmente o que é possível observar no perfil abdominal, ou seja, pode ser possível sentir o abomaso repleto de gás, mas apenas quando a distenção é bastante grande. Neste caso, palpa-se a nível do cavado do flanco esquerdo, justamente após a última costela. Esta, porém, é difícil de interpretar 34,39,41,97,103,119,141.

8.2.2.3 – Exames específicos

Como os exames anteriores podem ser inconclusivos, restam-nos exames específicos que poderão dar o diagnóstico definitivo.

8.2.2.3.1 – Percussão

A percussão, embora não fornecendo dados quanto à dor, pressão, contornos do abomaso, permite obter informações de valor diagnóstico extremo, essencialmente quando associada à auscultação 49,68,119,128.

Quando o abomaso está dilatado (DA), a sua percussão produz um som timpânico, porque se encontra repleto de gás, ou, pelo menos, em parte. É possível delimitar uma zona timpânica, frequentemente oval, que mascara a falta de sonoridade normal do rúmen, num DAE, e dissimula de forma evidente a sonoridade normal do fígado no caso de DAD 49,68,119,128.

8.2.2.3.2 – Auscultação com percussão

A auscultação com percussão revela-se uma técnica essencial e pode dar o diagnóstico definitivo de uma situação de DA. A auscultação com percussão baseia-se na auscultação com ajuda de um martelo plexímetro, ou simplesmente com o bater dos dedos, percutindo a área em redor do estetoscópio. Como o abomaso se encontra distendido por líquido ou gás, o som obtido é claro, timpânico, de ressonância metálica e timbre variável, denominado geralmente de Ping de DA 41,68,103,119,128,141,102.

É de referir que 3,5% das vacas não apresentam o som ping de DA, sendo estes devidos provavelmente aos casos raros em que o abomaso se posiciona entre o retículo e o fígado (DAA), em vez de ficar aprisionado junto da parede ruminal. O mesmo se passará com a Dilatação Abomasal simples 103,123,134,168.

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No caso de DAE, o som Ping de DA é quase sempre encontrado, mas em alguns casos de difícil audição. Este deve ser audível desde a nona até à décima terceira costelas (ver fig 6). A zona de ressonância é variável em extensão e em posição e depende bastante do estado de distensão abomasal. É possível encontrar um som metalo-timpânico numa posição mais dorsal e no cavado do flanco. Raramente o ping de DA está situado craneal e ventralmente, na zona de projecção reticular 34,102,128,146.

Fig. 6 – Zona de auscultação do Ping de DA em DAE (esquerda) 68 e DAD e VA (Direita) 102

Em DAD, a zona de ressonância (Ping de DA) não é fácil de encontrar e pode ser intermitente durante um período de 24 horas. O Ping de DA pode ser encontrado, em geral, da nona à décima terceira costelas e, frequentemente, na metade ou terço dorsal da zona delimitada por estas duas costelas (ver fig 6). No caso de torção, o Ping de DA encontrado é forte e a percussão desta zona revela um som líquido. O som de ressonância é raramente encontrado na fossa paralombar 34,128,146.

Em DAA, a auscultação com percussão deve ser efectuada de ambos os lados do abdómen. Na maioria dos casos de DAA, grande parte dos sons, se não todos, são audíveis no terço cranial do abdómen, logo após o limite da silhueta cardíaca, e de ambos os lados do tórax. Podem também ser audíveis logo anteriormente ao retículo, sendo algo variável a posição do abomaso num caso de DAA. Assim, deve ser percutida toda esta zona 5,18,31,65.

Com alguma frequência, durante o exame físico não é possível a auscultação do Ping de DA característico, mais em casos de DAE, do que em DAD. Isto pode ser devido a uma situação de DAA, ou em casos de resolução espontânea do DA. Estes casos são conhecidos por “floaters”, ou seja, o grau de deslocamento varia, uma vez que, em caso de DAE, por exemplo, o abomaso flutua entre o rúmen e a parede costal esquerda, adoptando diferentes posições. Noutros casos, apenas com uma regulamentação do regime alimentar pode haver resolução espontânea do DA, desde que este seja pequeno. De modo a evitar estas situações, deve ser-se mais persistente no exame físico 103,151.

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8.2.2.3.3 – Sucussão

Na sucussão, são aplicadas forças de tensão ligeira no abdómen da vaca (na zona e abaixo do cavado flanco esquerdo e direito), prevendo assim ouvir som de líquido na cavidade abdominal. O som presente num DA é o de “splash” ou de uma “onda em rebentação”, o que implica a presença de líquido e gás no mesmo órgão 68,102,119.

8.2.2.3.4 – Auscultação com sucussão

Fig. 7 – Auscultação com Sucussão abdominal 102

Na auscultação com sucussão, prevê-se ouvir melhor ainda o som da sucussão, uma vez que este pode ser difícil de ouvir quando se aplica apenas sucussão. O estetoscópio deve ser aplicado na zona onde mais se ouve o som Ping de DA 68,102,119.