5. Tests
5.1. Test 1: comparaison entre respeakers avancés et débutants sur une vidéo du 19:30
5.1.4. Classification des techniques de respeaking et des erreurs
O estranhamento da subalternidade das mulheres aos homens, entretanto, foi despertado lá atrás, na infância, enquanto a consciência de que o distanciamento e as desigualdades entre os sexos seriam fenômenos sociais só veio a mobilizar a minha atenção na juventude madura, depois de haver vivido três décadas, ou seja, após ter militado na esquerda, vivenciado um casamento, experimentado ter filho, conhecido o exílio em meio aos chilenos e alemães e me aproximado politicamente do Feminismo. De maneira ainda mais tardia se deu, na realidade, a tomada de consciência de que, fora uma relação arcaica, cheia de emoções, com as mulheres da Zona Canavieira, a marca inicial da minha afinidade com o Feminismo. Porém, devo fazer a ressalva de que as raízes dessa afinidade foram gestadas na própria vivência familiar, que, de um lado, se estruturou longe de uma autoridade masculina concreta – pai e avô – e, de outro, sob o comando de uma mãe convencida de que poderia ser
10 Refiro-me à carta do líder das Ligas Camponesas, advogado e educador social, Francisco Julião (1965), à sua
filha mais nova, intitulada “Até quarta, Isabela!”, escrita em 1964 na prisão que lhe foi imposta pelo golpe de Estado conduzido pelos militares contra o governo de João Goulart.
11 Consultar Simone de Beauvoir (1980), Kate Millett (1970), Juliet Mitchell, (1967), Alice Schwarzer (1985), e
hoje nas teorizações de Henrietta Moore (2009), Sherry Ortner (1979, 2007a, 2007b, 2007c, 2014), Verena Stolcke (2003, 2014) e Marilyn Strathern (2006), dentre outras.
“dona do mundo”, a ponto de não perdoar as traições do marido e, ainda no começo da década de 1950, dele se separar, ficando com os quatro filhos para criar, em uma exposição existencial que, nas sociedades patriarcais, só as mulheres podem conhecer.
Colocando-se, pois, na contramão do destino de uma moça de classe média, nascida em 1928, no seio de uma família de profissionais liberais, em que a educação técnica tinha grande valor para os filhos homens, e a apropriação das firulas da pequena burguesia era o tom da educação para as meninas, Maria Luiza, minha mãe, foi criada para se casar. Instruiu- se no Colégio das Damas da Instrução Cristã até o primeiro ciclo do ensino colegial, adquiriu uma letra delicadamente desenhada e regular, estudou francês, frequentou o Conservatório Pernambuco de Música onde aprendeu a tocar piano, tomou aula de bale clássico, sendo, ainda, agraciada pela natureza com uma bela voz e uma bela figura. Sua genitora foi poetisa, grande leitora de romances e compositora, legando-lhe o gosto pelas letras.
Bonita, generosa e educada, Maria Luiza casou-se muito cedo com o homem que amava, um militar, contrariando a família, pois naquela época as pessoas que escolhiam essa carreira eram consideradas pouco inteligentes. Ao separar-se do marido, foi afastada da casa paterna: punição ordenada por meu avô, cujo objetivo era se aliviar da vergonha de ter uma filha desquitada e preservar o restante da família de tão pernicioso convívio. Como minha avó tinha morrido muito cedo, minha mãe já não contou com seu apoio para enfrentar as hostilidades do mundo. Criou os quatro primeiros filhos apenas com a ajuda de Severina e de sua descomunal força de trabalho e desejo de viver. Voltou a estudar, teve outros amores, trabalhou no Teatro de Amadores de Pernambuco,12 formou-se em Biologia, encantou-se pela esquerda, costurou, bordou e cozinhou com maestria, adoeceu de cansaço por mais de uma vez. Casou-se de novo, teve mais uma filha, perdeu um filho, fez especialização em Educação, foi amiga de intelectuais muito inteligentes, como Paulo Freire, Pelópidas da Silveira, Antonio Baltar, José Otávio de Freitas e Maria Luiza Costa. Colocou-se no mundo sem fazer concessões aos preconceitos e exigiu respeito aos seus desejos, impregnando-nos de coragem. Seu primeiro marido foi só ausência.
Objetivamente, a descoberta da influência das mulheres canavieiras nos caminhos que percorri se deu nos primeiros momentos da elaboração desta tese, e foi provocada pela
12 Com o grupo do Teatro de Amadores de Pernambuco participou, na década de 1950, da encenação das peças:
Os fuzis da Senhora Carrar, do teatrólogo alemão Bertold Brecht (1991[1937]), e da Paixão de Cristo em
pergunta do antropólogo Dr. Parry Scott,13 sobre qual teria sido o ponto de partida da minha relação com a Zona Canavieira: pesquisa, gestão de políticas públicas ou militância? Isso porque, ao querer responder a ele surgiram muitas mulheres, falas e rostos, lembranças que, mesmo distanciadas pelo tempo, não se haviam perdido e continuavam carregadas de sentimentos e emoções.14 Dessa forma, não sem surpresas, defrontei-me com a revelação de que o contato com indivíduos do sexo feminino, originários da Zona Canavieira e suas histórias e trajetórias, me havia feito constituir, por primeira vez, uma fala sobre as mulheres, mesmo que ela fosse impregnada de comprometimento: estranhamento emocional de uma mulher a comportamentos machistas relatados por outras mulheres, que ainda não identificava como presentes no cotidiano das suas relações. Sob o signo da indignação e da compaixão alicercei, portanto, o desejo de justiça para um coletivo ao qual pensava não pertencer, mas que me chamava para uma ação de contestação em favor da mudança. A diferença entre os estranhamentos ao machismo na cultura de pertença e aqueles advindos da relação com outra cultura é sempre o Outro.15 É ele que, ao permitir o distanciamento, aproxima o fenômeno. No
meu caso, esse Outro é a Outra, pois está composto da linguagem de outras.
Sim, foram meninas, mulheres e senhoras retirantes da falência da monocultura açucareira que me aproximaram da Zona Canavieira e da solidariedade entre as mulheres, já
13 Parry Scott é antropólogo, pós-doutor, ex-diretor, professor aposentado do Departamento de Antropologia
Social e Museologia, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e fundador do Núcleo de Família, Gênero e Sexualidade (Fages), órgão vinculado ao referido departamento, bem como destacado estudioso do gênero e família na zona canavieira de Pernambuco. Por esta última razão, principalmente, ele foi uma das pessoas a quem provoquei para um diálogo sobre o Projeto Chapéu de Palha Mulher para a elaboração deste estudo, como apresentarei na seção teórico-metodológica.
14 Aqui, considero que as emoções correspondem à expressão de objetivos morais, culturais e sociais de cada
sociedade. Quando os homens no Ocidente sentem dores profundas com o fato de suas namoradas ou esposas se relacionarem sexualmente com outros homens, eles estão comunicando, também, a existência da quebra de objetivos morais da sociedade. Seguindo o pensamento de Alison M. Jaggar e Susan R. Bordo (1997), concordo com suas orientações de que as emoções têm parte na observação e essa na emoção. Em suas palavras, “certas atitudes emocionais estão presentes em um nível profundo em toda a observação, tanto nas observações verificadas intersubjetivamente e, portanto, supostamente imparciais da ciência, como nas percepções comuns da vida cotidiana” (JAGGAR, Alison; BORDO, Susan, 1997, p. 168).
15 Na teoria lacaniana, o Outro, grafado com O maiúsculo, seria tudo aquilo que determina muito do que nos
forma. Em grande parte é nele que estou inspirada, quando penso que foi a fala daquelas mulheres, ressoando no meu ser, que me formaram e ecoaram a fala, já conhecida, da minha mãe. Também a perspectiva de Todorov (1987, p. 7, grifo nosso) fundamenta a ideia de que é o Outro que nos aproxima do fenômeno que estranhamos, quando diz: “Podem-se descobrir os outros em si mesmo, e perceber que não se é uma substancia homogênea, e radicalmente diferente de tudo o que não é si mesmo; eu é um outro. Mas cada um dos outros é um eu também, sujeito como eu. Somente meu ponto de vista, segundo o qual todos estão lá e eu estou só aqui, pode realmente separá-los e distingui-los de mim. Posso conceber os outros como uma abstração, como uma instância da configuração psíquica de todo individuo, como o Outro, outro ou outrem em relação a mim. Ou então como um grupo social concreto ao qual nós não pertencemos. Este grupo, por sua vez, pode estar contido numa sociedade: as mulheres para os homens, os ricos para os pobres, os loucos para os ‘normais’. Ou pode ser exterior a ela, uma outra sociedade que, dependendo do caso, será próxima ou longínqua: seres que em tudo se aproximam de nós, no plano cultural, moral e histórico, ou desconhecidos, estrangeiros cuja língua e costumes não compreendo, tão estrangeiros que chego a hesitar em reconhecer que pertencemos a uma mesma espécie.”
apreendida de minha mãe. Mas foram elas que me informaram sobre a vida nos engenhos e usinas, ensinando-me, com suas presenças na cidade grande, a comparar as realidades. Mais ainda: foram as suas subjetividades e práticas que influenciaram o meu olhar crítico sobre a minha cultura de pertença e tragaram as minhas forças em direção ao trabalho social e político. Relembrar suas narrativas sobre alegrias, dores, opressões e sonhos revela, hoje, o genes da minha intolerância ao patriarcado: a essa tenebrosa subordinação das forças, desejos e talentos dos indivíduos do sexo feminino para fins da satisfação das necessidades cotidianas de seus convivas, face às adversidades históricas e às variedades do imediato.
Foi inesperadamente diante daquela primeira pergunta de Parry Scott que as impressões da meninez se mostraram mais vivas do que as da maturidade. O trecho caudaloso do rio do esquecimento perdeu força (LE GOFF, 1990) e as lembranças tomaram o primeiro plano. Então, em uma espécie de retrospectiva existencial, identifiquei que as raízes do meu envolvimento com o território canavieiro estavam no campo emocional, localizadas muito antes da militância, da pesquisa e da gestão de políticas públicas, influindo na direção das minhas observações. Elas estavam nas conversas e ações de Severina Maria da Silva,16 Salete
Alves, Conceição Leão, Neusa Coimbra, Mariazinha.
A chamada da presença delas, expondo as minhas memórias, convocou outros indivíduos do sexo feminino e favoreceu a coerência do propósito de levar as mulheres para o primeiro plano da narrativa desde o começo deste texto, pois esclarecia que suas falas eram parte do “discurso social”17 sobre a Zona Canavieira.
Tal caminho insere-se, também, no sentido do que Clifford Geertz observa sobre o discurso social baseado na questão proposta por Paul Ricoeur, “O que a escrita fixa?”:
O etnógrafo ‘inscreve’ o discurso social: ele o anota. Ao fazê-lo, ele o transforma de acontecimento passado, que existe apenas em seu próprio momento de ocorrência, em um relato, que existe em sua inscrição e que pode ser consultado novamente. (GEERTZ, 1989, p. 29, grifo nosso).
16 Com exceção de Severina Maria da Silva, com quem estabeleci um diálogo constante no decorrer da
composição desta seção, e me autorizou a revelar o seu nome no texto, os outros nomes são fictícios para pessoas concretas.
17 Remete-se ao capítulo I – Uma descrição densa: por uma teoria interpretativa da cultura – do livro de
Assim, a memória18 que se apresentou como uma fonte, se bem que arcaica, para a compreensão das relações de gênero na Zona Canavieira, deu lugar, ainda, à identificação de meus comprometimentos e, pois, à possibilidade de vir a construir o distanciamento necessário à análise acadêmica. Reforço, contudo, a ideia de que, como a proximidade, o distanciamento também jamais é completo. Contudo, como orienta Geertz (1989), a análise antropológica deve ser densa e minuciosa, e igualmente consciente de que aqueles testemunhos, como quaisquer outros, representam uma parte fundamental, mas não o todo, quer da realidade social, quer do discurso social.
Organizar cronologicamente tal memória, classificar seus registros por conteúdos de discriminação e de opressão de gênero, contextualizá-la nos acontecimentos da época, nada mais era do que optar por narrar, por “escrever” os diferentes episódios que conheci da vida daquelas cinco mulheres, retirantes ou retiradas da Zona Canavieira, que tanto marcaram meu espírito, dando início à análise antropológica das relações de gênero no território e ao processo crítico sobre os meus comprometimentos. Essa posição, entretanto, não deveria acarretar a crença de que as emoções e o compromisso político – adquirido em outros momentos, quando a vida adulta me levou para o espaço público – estariam alijados completamente das minhas observações.
Enfim, apoiada nas reflexões do Geertz é que recorro às informações daquelas cinco pessoas sobre a sua vida para compreender o lugar delas e, desse modo, realizar a minha inserção no estudo da Zona Canavieira.
[...] o que inscrevemos (ou tentamos fazê-lo) não é o discurso social ao qual, não temos acesso direto a não ser marginalmente, ou muito especialmente, mas apenas aquela pequena parte dele que os nossos informantes nos podem levar a compreender. (GEERTZ, 1989, p. 39).
18 Segundo Jacques Le Goff (1990, p. 366): “A memória, como propriedade de conservar certas informações,
remete-nos em primeiro lugar a um conjunto de funções psíquicas, graças às quais o homem pode atualizar impressões ou informações passadas, ou que ele representa como passadas.” Esse autor, referindo-se a Pierre Janet, fala da memória como “comportamento narrativo”, cuja principal característica é ter uma função, função
social, conquanto é comunicação a alguém sobre algo que não está presente. Ele explica que a comunicação
como linguagem escrita ou falada “pode sair dos limites físicos do nosso corpo para estar interposta quer nos outros quer nas bibliotecas” (LE GOFF, 1990, p. 367). Enfim diz: “Memória é entendida, nesta obra, em sentido muito lato. Não é uma propriedade da inteligência, mas a base, seja ela qual for, sobre a qual se inscrevem as concatenações de atos. Podemos a este título falar de uma ‘memória específica’ para definir a fixação dos comportamentos de espécies animais, de uma memória ‘étnica’ que assegura a reprodução dos comportamentos nas sociedades humanas e, no mesmo sentido, de uma memória ‘artificial’, eletrônica em sua forma mais [Pg. 426] recente, que assegura, sem recurso ao instinto ou à reflexão, a reprodução de atos mecânicos encadeados [196465, p. 269].” (LE GOFF, 1990, p. 368, grifo do autor). Esse mesmo autor ainda discorre sobre a construção de diferentes memórias acompanhando as épocas, de forma que a proibição às mulheres de escrever as interdita de uma forma de memória.
Ao refletir sobre o fato de que entre o comprometimento, gerado por emoções advindas do contato com mulheres canavieiras na infância e adolescência, e o interesse acadêmico pelo estudo das relações de gênero na Zona Canavieira, tenha transcorrido um tempo histórico de mais de cinquenta anos, o que, para um país, um território geopolítico de quinhentos anos, é significativo, muito mais ainda para um indivíduo, identifico que nesse tempo se deu a passagem do meu comprometimento emocional com as mulheres canavieiras para o meu compromisso político, com a transformação do perfil de gênero das mulheres. Então, é a junção desses dois materiais em contraste com as leituras acadêmicas, que me faz vislumbrar a ideia crítica de que o pensamento social brasileiro sofre de uma incompletude estruturante: a ausência das análises de gênero; portanto, o desprezo do gênero como ordenador da nossa sociedade e da nossa sociabilidade.
Com isso, quero retomar a pergunta de Parry Scott e, levando o sentido da mesma para o plano macro da vida social, me questionar à luz das relações de gênero, cujas respostas, acredito, podem revelar a imbricação dos caminhos da minha vida adulta e os focos das tensões sociopolíticas existentes no país. Desde já chamo a atenção para o fato de que o período em questão foi palco de comoções sociais,19 econômicas e culturais, dentro e fora de
suas fronteiras, que impactaram nos comportamentos, sonhos e realidades de homens e mulheres, também em Pernambuco. Buscarei, pois, ao longo desta seção, introduzir, em contraste com os fenômenos sociais que testemunhei, as narrativas sobre: (i) Qual militância me levou a conhecer a Zona Canavieira in loco; (ii) Quando e em que condições passei a refletir sobre as relações de gênero como fenômeno social; (iii) Que significado atribuo às políticas públicas voltadas para as mulheres e para a democratização do Estado e da Sociedade; (iv) Qual o papel do Feminismo na democratização das relações de gênero na Zona Canavieira. Acredito, portanto, que a apresentação desse material testemunhal é, por um lado, pertinente à abertura de um estudo antropológico e, por outro, ao se basear no gênero como categoria de análise, constitui um pré-requisito para uma leitura feminista do pensamento social brasileiro sobre a formação nacional.
Esta seção, que antecede a formulação teórico-metodológica desta tese, vai retratar um movimento pessoal de retomada da memória em dois tempos: o do comprometimento
19 Esse outro tempo, o do compromisso político, caracterizava-se pelo entrelaçamento dos destinos da Nação
com os caminhos do indivíduo adulto. Assim, esse tempo nos remete, por um lado, ao golpe militar de 1964, à implantação de uma ditadura, ao esfacelamento das ligas camponesas, a maio de 1968, ao aparecimento do Proálcool, à entrada em cena da segunda onda do Feminismo e à redemocratização do país. No campo individual, esse foi o tempo da militância na esquerda, do exílio, da aproximação com o Feminismo, da realização dos primeiros trabalhos de pesquisa e de atividades de formação, orientados pela categoria gênero, bem como da gestão de políticas públicas para as mulheres na zona canavieira.
emocional e o do compromisso político, enunciando a compreensão de cada um desses termos, para depois chamar à cena seus conteúdos específicos. Assim, trazendo as mulheres para o primeiro plano das narrativas, esclarecerei as minhas aproximações com mundos distantes e os influentes comprometimentos emocionais daí advindos.
Na sequência, é a minha trajetória como agente que ganha protagonismo, ilustrando que o compromisso político de contribuir para a transformação das relações sociais pode constituir condicionante valiosa para o distanciamento exigido para a consolidação da pesquisadora, mas também para ratificar a importância de ela permanecer próxima da vida social, como ilustra Geertz ao falar da natureza de seus textos: “De fato, em sua maioria, esses ensaios são mais estudos empíricos do que indagações teóricas, pois me sinto pouco à vontade quando me distancio das imediações da vida social.” (GEERTZ, 1989, p. 7).
Enfim, a construção de políticas públicas posicionadas em favor da emancipação das mulheres rurais esteve, então, todo o tempo relacionada com o comprometimento gerado pelos remotos conhecimentos, fazeres e sentimentos adquiridos na convivência com Severina Maria da Silva, Salete Alves, Conceição Leão, Neusa Coimbra, Mariazinha e suas condições de retirantes rurais acolhidas nos espaços domésticos da cidade. No entanto, o formato que essas políticas públicas assumiram está relacionado com o compromisso político com a esquerda e o Feminismo.