Comparaison des résultats sur les particules inertes avec la simulation
CHAPITRE 4. COMPARAISON DES RÉSULTATS SUR LES PARTICULES INERTES AVEC LA SIMULATION NUMÉRIQUE
4.2 Mise en donnée du problème
4.2.3 Choix du maillage de la chambre de combustion
Tal como ficou patente no capítulo 2.5.1 – o Turismo e o seu impacto a nível económico –, esta actividade é, sem dúvida, um dos sectores mais proeminentes actualmente. De acordo com esta ideia, podemos dizer que esta
categoria se posiciona no plano estratégico e mesmo político, já que quanto mais oferta turística existir numa dada localidade, maior será a sua visibilidade, com tudo o que se isso significa sob o ponto de vista de desenvolvimento local. Assim sendo, parece justificar-se que seja na entrevista do autarca da CMRM que esta categoria se torne mais pertinente. Com efeito, de acordo com o autarca, Rio Maior apresenta-se como um forte potencial turístico em várias perspectivas, nomeadamente, através da promoção desportiva, de uma forma geral, e na promoção das AFAN, em particular. Nas suas palavras: “Em Rio
Maior (…) em termos estratégicos, a Cidade do Desporto tendo já a dimensão que tem e estando ligada em termos físicos a um património natural e turístico como são as Salinas, Marinhas do Sal e Serra D’Aire e Candeeiros, é lógico que a promoção do desporto pode ser associada à promoção turística do concelho”152.
Segundo declarações do Presidente de Câmara de Rio Maior153, o município optou pelo desenvolvimento do concelho pelo desporto, desde há 20 anos, pela implementação do Complexo Desportivo de Rio Maior, o Centro de Estágios e a Escola Superior de Desporto de Rio Maior, entre outros equipamentos. A implantação desta vasta área de equipamentos de desporto e lazer com equipamentos de natureza educativa, e também o facto da zona norte do território do Concelho estar integrada na área do PNASC e a Direcção de serviços do Parque está sedeada na Cidade de Rio Maior, parece conferir benefícios, vantagens, bem como, constituir um passo essencial na concretização dos objectivos de Rio Maior, como Cidade do Desporto. Com efeito, Rio Maior é hoje denominada por Cidade do Desporto. Para o entendimento desta designação, socorremo-nos de Fortuna e Silva (2002) que confirmam que os nomes que as cidades ganham para além do que têm, são amplamente difundidos e socialmente partilhados, uma vez que, retirados da paisagem social, geográfica ou histórica, a todos permitem identificar a cidade sem que o seu nome seja referido.
A ideia de que existem condições para o desenvolvimento do turismo em Rio Maior é complementada pela análise da entrevista efectuada à responsável do Parque. De acordo com esta entrevista, “o Parque tem várias estruturas
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disponíveis para os visitantes”154; “algumas delas decorreram da recuperação
de edifícios de guardas florestais que foram recuperadas numa perspectiva de recuperação turístico”155. Ou seja, estas estruturas de suporte contribuem também para o incremento e desenvolvimento turístico de Rio Maior.
Por conseguinte, parece consensual entre a responsável do PNSAC e o autarca, que Rio Maior dispõe de características naturais e culturais para o desenvolvimento do turismo e, por sua vez, para a prática e AFAN, pois “apesar das áreas protegidas serem territórios sensíveis, são um palco ideal
para, a prática das mesmas”156. Na opinião do autarca “a tendência é para
aumentar”157, quanto ao número de praticantes e de actividades. Este aumento no número de AFAN é justificado pelo entrevistado da ESDRM pelas “tendências em termos da procura, motivações, interesses das populações,
que cada vez mais (…) procuram a realização dum chamado o turismo de natureza, ou Turismo Desportivo (…) ou Turismo de Aventura, ao fim ao cabo é um Turismo Activo, em contacto com a natureza (sic)”158. De facto este entrevistado prevê “que haja um aumento de quer no número das entidades
privadas, quer no número das públicas a prestar, a oferecer, a ter mais iniciativas relativamente a este tipo de actividades”159. Este tipo de resultados está em consonância com os valores da nossa sociedade que se repercutem na crescente importância do Turismo, do lazer em geral, das AFAN em particular (Pereira & Félix, 2002). Por outro lado, são tendências previstas desde há algum tempo para Camps, Carretero e Perich (1995). Já em 1995, estes autores sugerim que as AFAN tenderiam a registrar não só um incremento progressivo no número de praticantes, mas igualmente nas estruturas e em todo o tipo de recursos inerentes a estas actividades. Previam, pois, uma tendência generalizada a todo o contexto que envolve a oferta e serviços das AFAN.
Segundo as declarações do autarca, “em Rio Maior, o desporto já
começa a ter uma dimensão económica assinalada e é de facto o motor
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económico principalmente da cidade”160. Expôs também que, “como o desporto
também deve estar quase em tudo e como também o turismo ligado ao desporto, ligado ao ambiente só assim é que terá futuro” (sic)161. Na realidade, o desporto e o turismo só poderão ser uma componente relevante da estratégia de desenvolvimento da economia se forem dirigidos de forma ecológica, integrada e sustentável.
Em análise ao Plano de Desenvolvimento Desportivo (1999) e ao Programa “Mais Desporto mais Saúde” verifica-se que houve a preocupação de traçar linhas orientadoras da política desportiva do Concelho, através do levantamento da situação desportiva, na União Europeia, Portugal e em Rio Maior, em contraponto com as preocupações com a saúde, com as doenças civilizacionais, que derivam da inactividade física, da deficiente alimentação, do tabagismo, sedentarismo, etc. Assim, é indicado que “o incremento da
Actividade Física e Desportiva de uma população, está relacionado com o respectivo desenvolvimento sócio-económico. Em regra, os países mais desenvolvidos são os que registam maiores índices de participação desportiva das respectivas populações”162. Percebe-se, deste modo, que o programa vê no desporto o elixir para o desenvolvimento do concelho. Perante esta consciência, o autarca também afirma que “já (…) apareceram várias propostas
nesse sentido (…) neste âmbito de Desporto de Natureza para criar, aqui, alguma actividade económica e também assim gerar mais valias que depois serão utilizadas para a prática deste tipo de desporto”163. Verifica-se, desta forma, a consequente tomada de consciência sobre o papel do turismo e do desporto, na economia e no emprego, bem como das implicações sociais e ambientais. Todas as informações, e tal como já apresentámos na categoria – preservação ambiental –, confirmam o valor da actividade turística, como uma actividade estratégica na indução do desenvolvimento regional, na manutenção da coesão social, na preservação da identidade cultural e do ambiente (INFTUR, 2006). Em suma, os espaços naturais que caracterizam Portugal constituem os cartazes de promoção do turismo nacional, sendo que, tal como
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162 Programa de Actividade Física para a População do Concelho de Rio Maior – Mais Desporto
Mais Saúde”
verificámos, tanto as entidades, como os praticantes de AFAN, pelos seus interesses directos e objectivos, terão de ser os primeiros defensores do meio ambiente.