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l’utilisation d’antagonistes des récepteurs

4.10. Mécanismes et signalisation intracellulaire mise en jeu dans l’excitotoxicité

4.10.2. Augmentation du calcium intracellulaire et origines

Os Sistemas de Observação que foram utilizados neste trabalho, bem como as fichas de registo, foram adaptadas e decorreram de uma seleção de vários autores. Assim utilizámos a Escala de Apreciação de Supervisão de Sessões de Educação Física e Desporto (EASSED) adaptado de Sarmento (2004), Gestão do Tempo de Aula e Sistema de Observação do Feedback (SOFB) (Aranha, 2007) (Anexos 12, 13 e 14). Para todas as observações realizadas utilizámos a observação direta. As estratégias utilizadas para a realização das observações foram a frequência (número de vezes que a ação decorria); a ocorrência (se a ação ocorreu ou não) e a duração do episódio (tempo de duração de cada ação).

Escala de Apreciação para Supervisão de Sessões de Educação Física e Desporto – EASSED (Sarmento, 1998)

A EASSED é um instrumento que permite de forma expedita realizar uma observação direta a uma série de caraterísticas do ensino das aulas de Educação Física e Desporto. Este instrumento decorre de um conjunto de caraterísticas de algumas técnicas de ensino de Siedentop e algumas adaptações realizadas por (Sarmento, 1998). A organização da apresentação das dimensões e categorias procura seguir a ordem habitual do cumprimento de diversas tarefas por parte do professor.

A escala por nós realizada possui sete (7) dimensões de análise, onde cada dimensão está composta por várias categorias, de acordo com os objetivos por nós propostos para este trabalho. Para realizarmos avaliação de cada uma das categorias, utilizámos uma escala de 1 a 4, onde cada nível tem a seguinte correspondência: Nível 1 (Insuficiente) – representa a existência de dificuldades na categoria que está a ser avaliada, o que pode resultar prejudicialmente a atuação pedagógica do professor; Nível 2 (Suficiente) - representa a existência de dificuldades na categoria que está a ser avaliada, o que pode resultar em perdas pontuais da atuação pedagógica do professor; Nível 3 (Bom) - na categoria que está a ser avaliada, a atuação do professor é feita de forma satisfatória; e Nível 4 (Muito Bom) - na categoria que está a ser avaliada, a atuação do professor é feita de forma muito satisfatória.

As dimensões que observadas foram: (1) Gestão e Organização Inicial (Pontualidade; Local da Reunião; Disposição dos alunos no espaço; Método de assinalar faltas; acessibilidade e prontidão do material); (2) Informação Inicial (Apresentação dos objetivos; Relação com as aulas anteriores); (3) Qualidade da Informação (Linguagem clara e concisa; Velocidade de exposição; Terminologia adequada; Domínio da matéria; duração da preleção); (4) Organização e Gestão da Turma Antes da Prática (Velocidade de organização da turma; Composição dos grupos; Sentido dos deslocamentos; Regras de funcionamento; Colaboração na organização; Velocidade de montagem do material; Reforço da velocidade de organização); (5) Organização e Gestão da Turma Durante a Prática (Posicionamento; Circulação pelo Espaço; Atenção constante à prática; Interações positivas; Utilização do nome dos alunos; Frequência do FB; Especificidade do FB; No de episódios de organização; Duração dos tempos de organização; Equilíbrio na utilização do espaço); (6) Organização e Gestão da Turma no Final (Arrumação feita

pelos alunos; Velocidade de arrumação); (7) Avaliação global (Adequação do plano de aula; Duração relativa das partes; Valoração da aula pelos alunos).

Gestão do Tempo de Aula (Aranha, 2007)

Este sistema de observação permite realizar uma análise do comportamento do professor relativamente à distribuição do tempo por diversas atividades e tarefas onde são analisadas 5 categorias, que representam alguns episódios que acontecem numa aula. A Gestão do Tempo de Aula segundo Aranha (2007) divide-se em 5 categorias: (1) Instrução (I) – período durante o qual o professor fornece informação sobre os objetivos da aula. (2) Organização (O) – período em que o professor organiza ou informa sobre o modo como vai decorrer a aula. Montagem do material. (3) Transição (T) período em que os alunos transitam de uma atividade para outra. (4) Tempo de Empenhamento Motor (TE) – período onde os alunos executam atividades relacionadas com os objetivos da aula. (5) Tempo de Empenhamento Motor Não Específico (TNE) – período em que os alunos estão em atividade motora geral, executam exercícios não relacionados com os objetivos de aprendizagem da aula. A regra de registo para a realização deste tipo de observação é feita por duração de episódio durante toda a aula.

Sistema de Observação Feedback Pedagógico (Aranha, 2007)

O sistema de observação do feedback pedagógico compreende uma análise da Forma, Direção, Objetivo e Valoração. Quanto à Forma pode ser: a) Visual (V) – se é dado para que o aluno o veja (demonstração/gestos; imagens registadas em vídeo; posters; fotografia, etc.); b) Auditivo (A) – se é dado para que o aluno o ouça (verbalmente/descrição ou prescrição das componentes críticas ou do gesto técnico em geral; identificação/avaliação de erros; identificação/avaliação de ações corretamente executadas; correção de erros, etc.); c) Cinestésico (C) – se é dado para que o aluno o sinta (existe uma ajuda mecânica ou manual do gesto a executar; o movimento é executado pelo professor, utilizando uma parte do corpo do aluno); d) Misto: Auditivo- Visual (AV); Auditivo-Cinestésico (AC) – quando o feedback é visual e auditivo ao mesmo tempo, ou quando é auditivo e cinestésico ao mesmo tempo.

Quanto à Direção pode ser: a) Ao Aluno – se o feedback é dirigido apenas a um aluno; b) Ao Grupo –se o feedback é dirigido a um grupo de alunos; c) À Classe – se o feedback é dirigido a toda a turma (classe). Relativamente ao Objetivo pode ser: a) Prescritivo –

quando o professor diz como se deve, ou não se deve, executar o exercício; b) Descritivo – quando o professor diz como o aluno executou o exercício; c) Avaliativo – quando o professor avalia, positiva ou negativamente, a prestação do aluno, identificando as ações corretamente executadas ou as incorretamente executadas (erros).

Finalmente quanto à Valoração pode ser: a) Positivo – quando se refere a aspetos positivos; b) Negativo – quando se refere a aspetos negativos. Neste instrumento utilizou- se o registo por frequência de episódio.

Para análise dos dados foram utilizadas técnicas estatísticas simples: médias, desvio padrão e frequências absolutas e relativas.