Chapitre II Caractérisation expérimentale des performances de trois réacteurs-
II.4 Etude du réacteur-échangeur à lit fixe milli-structuré
II.4.4 Amélioration de la gestion thermique du réacteur-échangeur : utilisation
Para melhor aferir a real importância do associativismo em Macau, para percebermos a forma como é percepcionado pela população e para identificarmos algumas das suas principais características, decidimos implementar um inquérito. Um inquérito muito simples, sem perguntas articuladas, e cujo propósito era inquirir as pessoas residentes em Macau de forma aleatória, ainda que procurando garantir a conformidade da amostra.
O inquérito foi aplicado no dia 28 de Julho de 2007, um Sábado, por 16 agentes de inquérito, todos jovens chineses estudantes do curso de Língua e Cultura Portuguesa da Universidade de Macau. Foram constituídas três equipas que implementaram o inquérito em diferentes zonas do Território, de acordo com o plano seguinte:
MANHÃ - 9.30-12.30 TARDE - 14.30-17.30
Equipas Zona de levantamento Equipas Zona de levantamento
Equipa 1 4 elementos
Parque Municipal Dr. Sun-Yat Sem, Bairro da Ilha Verde, Fai Chi Kei
Equipa 1 5 elementos
Barra, Manduco, Patane e S. Paulo
Equipa 2
5 elementos Areia Preta, Iao Hon
Equipa 2
5 elementos NAPE, ZAPE, Praia Grande Equipa 3
5 elementos Nova Taipa, Vila Antiga da Taipa
Equipa 3 5 elementos
Horta e Costa, Ouvidor Arriaga, Três Candeeiros
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As áreas definidas abrangem os bairros mais representativos da RAEM, quer na Península de Macau (praticamente coberta), quer na Taipa (onde foram integradas a Nova Taipa e a Vila Antiga).
O inquérito foi realizado em chinês ou em inglês (estas duas versões e o exemplar em português foram integradas no Anexo XII - Inquérito, onde apresentamos também os resultados detalhados da sua implementação).
Conseguiu-se uma boa distribuição face ao sexo, à ocupação profissional e às áreas de residência dos
inquiridos.87
Interessa, pois, começar por caracterizar a população inquirida. Dos 423 inquéritos preenchidos, 336 foram
considerados válidos, constituindo uma amostra bastante razoável tendo em conta os objectivos. Apesar dos
esforços dos agentes de inquérito, não foi possível, no entanto, equilibrar a amostra no que se refere à idade dos inquiridos – na generalidade, as pessoas mais novas foram mais solícitas do que as mais velhas que, frequentemente, se recusavam a cooperar. Esta situação configura uma maior consciência cívica dos jovens de Macau relativamente às gerações mais velhas, menos habituadas a estes processos de recolha de informação e mais desconfiadas quanto aos seus propósitos.
Dos 336 indivíduos que responderam ao inquérito, 175 (52%) são mulheres e 161 (48%) são homens. Relativamente à naturalidade, 60% das pessoas são naturais de Macau, 18% nasceram em Guangdong, 9.2% em Fujian e 3% em Hong Kong. Dos restantes, 4.2% são naturais de outra província chinesa, 1.5% nasceram nas Filipinas, apenas 0.9% são naturais de Portugal e 2.4% são de outro país. Mais de metade da população inquirida (60%) sempre viveu em Macau, sendo que 85.4% residem no Território há mais de 20 anos. Só 4% vive na RAEM há menos de 5 anos.
No que se refere à zona de residência dos inquiridos, 275 pessoas (82%) habitam na
península de Macau, 18% residem na Taipa e 0.6% em Coloane. O Quadro apresentado permite perceber como se distribui a população em cada uma destas áreas. Foram preenchidos mais inquéritos pelos habitantes da
87 Vale a pena lembrar que os dados estatísticos, apresentados no Capítulo 3, assinalam que da população residente: 48% são Homens, 52% são Mulheres; 89% residem na Península de Macau (principalmente nas freguesias de N. Sr.ª de Fátima e Santo António – ver Anexo I – Plantas – Planta n.º 2), 10.33% residem na Taipa e 0.66% residem em Coloane; 20.4% são “Pessoal dos Serviços, vendedores e similares”, 21.2% são “Empregados Administrativos”, 17.3% são “Trabalhadores não qualificados”, 9% são “Quadros técnicos intermédios” e 9.8% são “Quadros Superiores” e “Directores e quadros dirigentes”.
Quadro 16: Zona de residência da população inquirida
MACAU 275 81,8%
Areia Preta/Iao Hon/Natap 53 15,8% Ilha Verde/Tamagnini Barbosa/Fai Chi Kei 56 16,7% Barra/Manduco/Patane e São Paulo 24 7,1% Três Candeeiros (San Kio) 38 11,3% Mong Há e Reservatório 15 4,5% Horta e Costa/Ouvidor Arriaga/Guia 40 11,9%
Zona Histórica/Baixa de Macau 16 4,8% Praia Grande/Colina Penha 12 3,6% NAPE/ZAPE/Praia Grande 17 5,1%
Outra 4 1,2%
TAIPA 59 17,6%
Baixa da Taipa/Jardins do Oceano, etc.. 35 10,4% Vila Antiga da Taipa 24 7,1%
COLOANE 2 0,6%
Cheoc Van/ Hác Sá - 0,0% Vila Antiga de Coloane/ Ká Hó 2 0,6%
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zona Norte da Península, da área da Avenida Horta e Costa/ Ouvidor Arriaga e do bairro dos Três Candeeiros, o que é condicente com a maior ocupação destas zonas.
Na distribuição da população por grupos etários, e como tivemos oportunidade de referir, há uma preponderância de população jovem – de facto, 50% da população inquirida tem entre 15 e 29 anos de idade. Todavia, procuraremos contornar esta situação fazendo uma análise dos dados recolhidos por grupo etário.
A população empregada perfaz 168 indivíduos, dos quais: 35% são “Pessoal dos Serviços, vendedores e similares”, 21% são “Empregados Administrativos”, 15% são “Trabalhadores não qualificados”, 13% são “Quadros técnicos intermédios”, 11% são “Quadros Superiores” e apenas 3% são “Directores e quadros dirigentes”.
Foram ainda inquiridos 9 desempregados, 22 reformados, 24 domésticas, 1 incapacitado e 112 estudantes.
Do total de inquiridos, 34% (115 indivíduos) estão inscritos em associações e 29% (98 pessoas) recorrem
efectivamente a estas organizações. Das pessoas que recorrem a associações a maioria tem por objectivo
participar em festas, actividades culturais ou excursões (26%) ou em actividades desportivas (19%), conseguir apoio económico (17%) ou social (14%) ou procura a defesa dos seus interesses políticos ou profissionais (13%). Note-se ainda que 25 pessoas responderam que já haviam pertencido a uma associação no passado. Dos 115 indivíduos (64 mulheres e 51 homens) que estão inscritos em associações (alguns em mais do que uma), a grande maioria (39%) pertence a associações comunitárias-assistenciais. A seguir são as associações culturais-recreativas (16%), corporativas-profissionais (15%) e as associações desportivas (14%) que reúnem a preferência dos inquiridos.
Pedimos às pessoas que nos dissessem que importância atribuem às associações actualmente – 13% dos inquiridos consideram que são “muito importantes” e 63% consideram “importantes” ou “relativamente importantes”. Só 19% atribuem às associações “pouca” ou nenhuma importância e apenas 17 pessoas consideram que “não são necessárias”.
As pessoas que atribuem importância, ou uma importância relativa, ao contributo das associações puderam então distinguir até três áreas em que estas organizações têm um papel de destaque na actualidade. Em primeiro lugar, com 23%, surge o “Bem-estar social, apoio às camadas carenciadas da população e idosos”, seguido das “Actividades Recreativas e Culturais” (18%), da “Educação e formação – jovens e adultos” (15%); e da “Defesa dos direitos dos cidadãos” (14%). Finalmente, 51 inquiridos consideram importante a “Defesa do património, ambiente e qualidade de vida” (opção escolhida por uma larga maioria de população jovem) e 50
Figura 10: Distribuição dos inquiridos por grupos etários 5% 38% 7% 50% <15 15-29 30-59 60 ou mais
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pessoas o “Contacto mais próximo com a população”. A “Representação política” é opção de apenas 23 indivíduos (3%).
Figura 11: Tipo de associação em que estão inscritos os inquiridos 39% 15% 16% 11% 14% 2% 3% 0% Cívico-Política Comunitária-Assistencial Corporativa-Profissional Cultural-Recreativa Religiosa Desportiva Económica Outras
Figura 12: Importância atribuída às associações
13%
39% 24%
13%
6% 5%
Muito importante Importante Relativamente Importante Pouco Importante Sem importância Não são necessárias
Quanto às razões apontadas pelos inquiridos para não recorrer mais às associações, 39% disseram não sentir necessidade, 20% referiram não ter tempo, 11% consideram que estas organizações não dão resposta adequada e 11% dizem que as associações têm pouco poder.
Figura 13: Razões apontadas pelos inquiridos para não recorrer mais a associações
0 20 40 60 80 100 120 140
São pouco interventivas Têm pouco poder Estão ultrapassadas Prefere recorrer a entidades governamentais Sente-se pouco representado/ Ninguém pede opinião Estão muito politizadas Não dão resposta adequada Não sente necessidade Não tem tempo
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Finalmente, 68% (227 pessoas) julgam que as associações devem ter financiamento público, 22% consideram que este deve ser apenas parcial e somente 11% (36 pessoas) dizem que estas organizações não devem ser financiadas pelo Estado, isto apesar de sabermos que uma maior dependência do financiamento do Estado conduz as associações a um nível de vulnerabilidade mais alto e condiciona o seu espaço de manobra (Byrden et al., 1990,pp.123-125).
Se atendermos ao tipo de associação procurada por idade, verificamos que dos 68 indivíduos com menos de 30 anos, 32% estão inscritos em associações comunitárias-assistenciais, 22% em associações desportivas e 22% em associações culturais-recreativas; já no que se refere à população com mais de 40 anos (37 pessoas), mais de metade está inscrita em associações comunitárias-assistenciais. É o grupo etário entre os 40 e os 60 anos que regista maior número de pessoas inscritas em associações corporativas-profissionais. Por outro lado, 54% das pessoas inscritas em associações comunitárias-assistenciais residem em áreas como a Areia Preta/Iao Hon/ Natap, a Ilha Verde/Tamagnini Barbosa/Fai Chi Kei, Três Candeeiros e a Vila Antiga da Taipa. Finalmente, 29% das pessoas empregadas estão inscritas em associações corporativas-profissionais.