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Allocation des ressources en HAD et problématiques de tournées

Chapitre 3 Organisation et coordination des soins en hospitalisation à domicile

3.3. Particularité des activités en HAD

3.4.2. Allocation des ressources en HAD et problématiques de tournées

Quanto aos critérios de escolha dos inquiridos no momento de compra de maçãs, verificou-se que existem vários critérios em consideração (Figura 30). O critério mais valorizado pelos inquiridos, referido por 74 indivíduos, foi a apresentação/aparência das frutas no expositor, seguida de perto pela variedade mencionada por 62 inquiridos. Em terceiro lugar surgiu a origem, referindo verbalmente uma parte considerável dos inquiridos que privilegiam a fruta produzida em território nacional, sendo por vezes difícil de identificar no expositor. Através destes dados verificou-se que, para a amostra em estudo, os critérios de escolha mais valorizados no momento de compra foram a aparência/apresentação, a variedade desejada/favorita e a origem deste fruto. Em quarta posição surgiu o fator preço, seguindo-se o calibre e a textura. Com menor expressão surgiram os critérios cor/brilho, aroma, modo de produção biológico, embalagem, marca e sazonalidade. Assume particular relevância denotar que a origem das maçãs é um dos critérios de escolha ponderados por mais inquiridos no momento de conta, privilegiando as maçãs de origem Portuguesa.

Um estudo desenvolvido por investigadores de três universidades Portuguesas, com consumidores de frutarias de Coimbra, Lisboa e Porto, pretendeu indagar a preferência dos consumidores relativamente a três variedades de maçã nacionais (Malápio, Bravo e Pêro Pipo) e a três variedades de maçã estrangeira (Fuji, Golden Delicious e Starking), todas produzidas em Portugal. A experiência permitiu concluir que os consumidores envolvidos estavam dispostos a pagar um preço mais elevado pelas variedades estrangeiras. Quanto aos critérios de escolha, as características mais valorizadas na tomada de decisão de compra foram a aparência, o sabor, o preço e a origem. O facto de a origem ser um dos últimos fatores tidos em consideração pelos consumidores pode estar relacionado com o “deficiente” estado

Figura 30 – Resposta à questão «Quais os critérios de escolha que mais valoriza no momento de compra de maçã?» 0 10 20 30 40 50 60 70 80 Núm e ro d e re s p o n d e n te s

70 de conservação das variedades de maçã Portuguesas presentes na frutaria e com o facto de se utilizar variedades específicas e não em termos “genéricos” (Matos, 2014).

Os resultados desse estudo são idênticos aos critérios de escolha mencionados pelos respondentes ao inquérito, visto que a aparência, a origem e o preço são os principais critérios tidos em consideração na tomada de decisão de compra.

Relativamente às respostas às questões “2.2 – Sabe que a Maçã de Alcobaça está qualificada como Indicação Geográfica Protegida?” e “2.3 – Privilegia o consumo de maçãs certificadas relativamente às maçãs convencionais?” não é de mais relembrar que estas questões foram apenas colocadas aos inquiridos que afirmaram ter conhecimento do que são Produtos Qualificados como DOP e IGP na questão “1.1 - Sabe o que são produtos qualificados como Denominação de Origem Protegida e como Identificação Geográfica Protegida (a); e após a apresentação dos símbolos?”. Feita a ressalva constatou-se que, dos inquiridos que sabem o que são produtos qualificados, apenas 46,2% (36 indivíduos) sabe que a Maçã de Alcobaça está qualificada como IGP (Quadro 24). Isto, apesar de aproximadamente 54% dos inquiridos que sabem o que são produtos qualificados terem afirmado privilegiar o consumo de maçãs certificadas relativamente às convencionais. Assim, 49% dos inquiridos sabem o que são produtos qualificados, destes 71% afirma privilegiar o seu consumo reduzindo-se esta percentagem para 54% (42 indivíduos) quando nos limitamos à preferência por maçãs certificadas.

Quanto ao consumo de Maçã de Alcobaça certificada, cerca de 34% dos inquiridos (54 dos 160 indivíduos da amostra) afirmaram ser consumidores destas maçãs contra cerca de 66% dos inquiridos que afirmam não o ser. Assim, um número significativo de consumidores de Maçã de Alcobaça certificada, prefere o seu consumo, desconhecendo que o fruto está qualificado como IGP e apesar de não privilegiar o consumo de maçãs certificadas, ou seja, para uma percentagem dos inquiridos a preferência por Maçã de Alcobaça certificada não está seguramente relacionada com a certificação.

Quanto aos motivos pelos quais as os inquiridos não compram Maçã de Alcobaça certificada 84 referiram desconhecer a existência do produto, 6 mencionaram não encontrar diferenças entre este produto e os restantes existentes no mercado, 2 referiram não encontrar

Quadro 24 – Respostas às questões 2.2; 2.3 e 2.4, respetivamente. Resposta

Sabe que a Maçã de Alcobaça está qualificada? Privilegia o consumo de maçãs certificadas? É consumidor de Maçã de Alcobaça certificada? Nº % Nº % Nº % Sim 36 46,2 42 53,8 54 33,8 Não 42 53,8 36 46,2 106 66,2

71 a variedade desejada com esta certificação. Também foram apresentados outros motivos, mas com menor expressão, sendo eles: não ser consumidor de maçã, não encontrou maçã produzida de acordo com o seu modo de produção desejado (biológico), é transacionado a um preço “elevado” e não efetua as compras de casa (Figura 31). Por sua vez os inquiridos que afirmaram comprar, fazem-no principalmente pelo seu sabor (mencionado por 31 inquiridos) e pelo seu local de produção/origem (mencionado por 15 inquiridos). A acrescentar a estes dois motivos a sua qualidade, a sua aparência/apresentação, o seu aroma, a confiança no produto, o facto de ser certificada e a existência de promoções, mencionados por cinco ou menos inquiridos (Figura 32).

Dos inquiridos que afirmaram consumir Maçã de Alcobaça certificada, 32% classificou o seu estado de conservação como “Muito Bom”, 60% como “Bom” e 8% como “Satisfatório” (Figura 33). Deste modo, 92% afirmaram que a Maçã de Alcobaça certificada está muito bem ou bem conservada.

Figura 33 – Resposta à questão «Como classifica o estado de conservação da Maçã de Alcobaça Certificada?»

32%

60% 8%

Muito Bom Bom Satisfatório 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 Núm ero de r es po nd en tes 0 5 10 15 20 25 30 35 N úm ero de r es po nd en tes

Figura 31 – Motivos referidos para não comprar Maçã de Alcobaça

Figura 32 – Motivos referidos para comprar Maçã de Alcobaça

72 Por fim, relativamente ao valor máximo pelo qual os consumidores estão dispostos a pagar por 1 quilograma de Maçã de Alcobaça certificada, verifica-se que os inquiridos estão dispostos a pagar entre 1 e 5 €/kg, sendo o valor médio determinado de 2,16 €/kg e o valor mais frequente (moda) de 2 €/kg (Quadro 25).

9.2.4 Principais Conclusões

Após o tratamento dos dados, verificou-se que quase metade da amostra (49% dos inquiridos) sabe o que são produtos qualificados como DOP e IGP e destes 71% privilegia o seu consumo em detrimento dos produtos convencionais. Fazem-no sobretudo devido à garantia de qualidade e origem assegurados através da certificação, sendo que parte considerável dos inquiridos afirmou privilegiar o consumo de todos os produtos certificados da mesma forma, isto é, não privilegiam nenhum tipo de produto em particular. Os restantes inquiridos que responderam a esta questão afirmaram privilegiar maioritariamente o consumo de “carne (e miudezas frescas), “queijos”, “produtos à base de carne” e “frutas e produtos hortícolas”.

Quanto aos critérios de escolha de maçã, importa reter que os principais critérios tidos em consideração pelos inquiridos são a apresentação/aparência, a variedade, a origem e o preço. Importa também reter que mais de metade dos inquiridos que sabem o que são produtos qualificados prefere o consumo de maçãs qualificadas, porém apenas 34% consome Maçã de Alcobaça certificada. Destes, 92% classificam o seu estado de conservação como muito bom ou bom. Os inquiridos que privilegiam o consumo deste fruto certificado fazem-no principalmente pelo seu sabor distintivo e pela origem geográfica de produção. Uma parte dos consumidores de Maçã de Alcobaça consome-a desconhecendo que está certificada como IGP, não influenciando assim a certificação na sua decisão de compra. Os inquiridos estão dispostos a pagar entre 1 e 5 euros por quilograma de Maçã de Alcobaça, sendo que o preço médio foi de 2,2 €/kg.

Quadro 25 - Resposta à questão «Qual o valor máximo que está disposto a pagar por este produto (€/kg)?».

Nº de respostas Moda Média Mínimo Máximo

36 2,0 2,2 1 5

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10 Conclusões Finais

A elaboração da presente dissertação de mestrado permite retirar as seguintes conclusões:

No agente produção, verificou-se que a adoção de práticas agrícolas sustentáveis, nomeadamente nos pomares de macieiras, é essencial para assegurar a preservação dos recursos naturais e, consequentemente, garantir a sustentabilidade da produção de produtos agrícolas, como a maçã. Através da implementação de práticas agrícolas sustentáveis é possível assegurar a continuidade da produção de maçã e contribuir para a viabilidade da sua cadeia de valor.

Na componente prática deste projeto, verificou-se que os “produtores certificados” adotaram modos de produção mais intensivos, estando a modalidade de regadio presente num maior número de explorações. Porém, estes produtores implementaram medidas para minorar o seu impacto no meio ambiente, nomeadamente através da implementação de técnicas que permitam reduzir o consumo de fatores de produção e através do enrelvamento da entrelinha. Os produtores associados às “centrais certificadas” também estão, de um modo geral, certificados com mais normas voluntárias de certificação que estão associadas à implementação de práticas que promovem a proteção do ambiente e um uso racional dos fatores de produção.

A maçã assume uma maior importância para as “centrais certificadas”, visto que este fruto tem um maior peso na quantidade total anual de fruta transacionada. Quanto às variedades produzidas, verificou-se uma distribuição semelhante das principais variedades produzidas nos dois tipos de centrais, sendo que nas “centrais convencionais” também ocorre a produção da variedade Starking. Por sua vez, o preço pago aos produtores pode variar consoante a central fruteira, sendo que a certificação permite ao produtor valorizar economicamente as suas maçãs.

No agente central fruteira é essencial para assegurar a preservação das propriedades da maçã durante o período pós-colheita, de modo a disponibilizar ao consumidor maçãs com as características desejadas. No tocante às principais técnicas pós-colheita aplicadas às maçãs nas centrais em estudo, verificou-se uma “homogeneidade” entre as principais técnicas aplicadas pelas “centrais certificadas” e pelas “centrais convencionais” que manuseiam maiores quantidades de maçã. Comparando as principais técnicas aplicadas pelas “centrais certificadas” com as principais técnicas aplicadas pelas “centrais convencionais” que preparam maiores quantidades de maçã, verificou-se que a principal diferença está nas condições em que a maçã está sujeita no período de armazenamento. Nas “centrais

74 certificadas” os frutos estão submetidos a condições de conservação mais “stressantes” que permitem retardar os processos fisiológicos, contribuindo para melhor preservar as suas propriedades. Por sua vez, ao comparar as principais práticas implementadas pelas “centrais certificadas” com as praticadas pelas duas “centrais convencionais” que preparam baixos volumes de maçã, verificaram-se diferenças mais significativas. Uma delas é a inexistência da lavagem antes do armazenamento, que contribuiria para reduzir a temperatura de campo das maçãs e para a sua lavagem e desinfeção. A outra diferença assinalável passa pelas condições de armazenamento da maçã na central, onde o controlo da humidade relativa das câmaras é inexistente nestas duas “centrais convencionais”.

Por fim, relativamente à perceção do consumidor final, observou-se que cerca de metade dos inquiridos não tinha conhecimento do que são produtos qualificados. Dos inquiridos que que afirmaram conhecer estas certificações, a maior parte valorizou-as pela garantia de qualidade transmitida pela qualificação e pela origem dos produtos. Alguns inquiridos afirmaram não privilegiar o consumo destes produtos devido ao seu preço superior, ao facto de não valorizarem a certificação e a fidelização a determinadas marcas como os principais motivos para não comprar estes produtos certificados.

Aquando da tomada de decisão na compra de maçãs, os inquiridos mencionaram que os principais critérios de escolha são a sua apresentação/aparência, a variedade, a origem e o preço. Dos inquiridos que sabem o que são produtos qualificados a maioria privilegia o consumo de maçãs certificadas, porém muitos não sabem que a Maçã de Alcobaça está qualificada como IGP.

Cerca um terço dos inquiridos afirma ser consumidor de Maçã de Alcobaça, mencionando faze-lo essencialmente pelo seu sabor distintivo e a pela sua origem. Quase todos os inquiridos (92%) afirmaram que a Maçã de Alcobaça está presente nos estabelecimenos comerciais em “Muito bom” ou “Bom” estado de conservação, estando os inquiridos dispostos a pagar em média 2,2 €/kg de Maçã de Alcobaça certificada.

Em suma, ao nível da produção estão implementadas medidas que contribuem para assegurar a sustentabilidade da produção de Maçã de Alcobaça certificada, comparativamente aos produtores de “maçã convencional”. No pós-colheita também foram implementadas técnicas distintivas que permitissem preservar as propriedades diferenciadoras das maçãs certificadas da região em estudo. Estas propriedades são reconhecidas e valorizadas pelo consumidor, sobretudo devido ao seu sabor característico.

75

11 Trabalhos futuros

Tendo em consideração o trabalho desenvolvido e as limitações encontradas, propõe- se o desenvolvimento de alguns trabalhos futuros, sendo eles:

- Desenvolvimento de um estudo mais alargado que inclua os produtores que têm unidades de armazenamento de fruta nas suas explorações. Na região elegível para a produção de Maçã de Alcobaça certificada existe uma considerável atomização da produção, sendo que em alguns casos os produtores têm na sua exploração unidades de armazenamento de fruta. Estes produtores armazenam as maçãs produzidas e comercializam-nas diretamente ao agente grossista/retalhista e ao consumidor sem que as maçãs passem por uma central fruteira;

- Desenvolvimento de um estudo de análise sensorial com um painel de provadores com o objetivo de:

i) Perceber se o consumidor identifica e distingue parâmetros como sabor, aroma e textura entre a Maçã de Alcobaça e a outras maçãs certificadas;

ii) Comparar as propriedades sensoriais (sabor, aroma e textura) da Maçã de Alcobaça certificada com as propriedades sensoriais das “maçãs convencionais” produzidas no mesmo território, preparadas por produtores nas unidades de armazenamento que têm na sua exploração e pelas centrais fruteiras da região de modo a perceber o impacto que as principais técnicas pós-colheita adotadas têm nas propriedades sensoriais das maçãs da região;

iii) Perceber a influência que o modo de produção adotado (tradicional, semi-intensivo, intensivo, modalidade de rega ou sequeiro) tem nas propriedades sensoriais da Maçã de Alcobaça.

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