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1 · Introdução

Como já foi referido no ponto 3 do Capítulo IV foram ela- borados inquéritos por questionário que foram aplicados a um grupo de vinte e três alunos-professores, subdividido em oito subgrupos, cujos códigos foram mencionados no ponto 4.1 do Capítulo III e que constituíram o grupo em estudo, a frequentar o 3º ano do Curso de Licenciatura de Professores do 1º Ciclo do Ensino Básico da Escola Superior de Educação de Bragança.

As questões formuladas nos inquéritos por questionário ti- veram como finalidade a resposta a questões que pudessem responder aos objectivos, questões e hipóteses enunciadas, respectivamente, nos pontos 4, 5 e 7 do Capítulo I, tal como se pode constatar no Quadro 23.

Os inquéritos por questionário foram respondidos em grupo, sendo sete subgrupos constituídos por três elementos cada um e um subgrupo formado apenas por dois elementos, tal como foi mencionado no ponto 4.2. do Capítulo III. Os subgrupos formaram-se de acordo com o estabelecido pela docente da disciplina de Prática Pedagógica, tendo em conta afinidades e interesses dos integrantes.

conta a possibilidade de uma análise quantitativa, onde foi utilizada a escala de Likert, e qualitativa, permitindo, assim, uma abordagem multifacetada.

O trabalho foi desenvolvido, durante o 1º semestre do ano lectivo de 1998/99, nas escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico do Bairro da Mãe de Água, da Estacada e das Beatas, todas localizadas na cidade de Bragança e conforme protocolo estabelecido entre a Escola Superior de Educação de Bragança e a Direcção Regional de Educação do Norte, tal como estipula a Portaria 336/88 de 28 de Maio, que no seu artigo 10º define:

“Competência para assinatura dos protocolos

1. Serão competentes para firmar os protocolos os órgãos de gestão da instituição de formação e da escola.

2. Os protocolos celebrados com os jardins de infância e com as escolas do 1º ciclo do ensino básico dependentes ou tutelados pelo Ministério da Educação carecem de homologação do director escolar respectivo”.

Todos os subgrupos de alunos-professores foram acompanha- dos pelos docentes cooperantes a leccionar em cada uma das escolas mencionadas e pela docente da disciplina de Prática Pedagógica da instituição de formação, a quem coube a responsabilidade directa pelo acompanhamento da Prática Pedagógica, como define a Portaria acima referida no seu artigo 5º, pontos 2 e 3.

Assim sendo, os subgrupos de alunos-professores SAM1, SAM2, SAM3, SAM4 realizaram as suas práticas de Estudo do Meio Social na Escola do 1º Ciclo do Ensino Básico do Bairro da Mãe de Água, os subgrupos SAE5 e SAE6 na Escola do 1º Ciclo do Ensino Básico da Estacada e os subgrupos SAB7 e SAB8 na Escola do 1º Ciclo do Ensino Básico das Beatas, como referido no ponto 2 do Capítulo IV.

O seu trabalho teve como finalidade cumprir os objectivos da Prática Pedagógica, já referidos no ponto 3 do Capítulo IV, ou seja uma observação, intervenção e reflexão sobre as conteúdos curriculares dos programas do 1º Ciclo do Ensino Básico. Não foram descuradas actividades de complemento curricular de carácter obrigatório, inse- ridas na Área-Escola, nem outras actividades de carácter facultativo que ao visarem a formação integral do aluno o insiram na comunidade e o eduquem para a cidadania. A cooperação manifestou-se também no contributo ou ajuda para a concretização do Projecto Educativo e na planificação estratégica e operatória do plano de actividades de cada uma das escolas.

A fim de poderem realizar o seu trabalho, os alunos-profes- sores em estudo terão de se envolver com as classes que lhe foram

distribuídas, indo de encontro aos seus interesses, às suas necessidades, jogando com todos os recursos disponíveis, aproveitando as oportu- nidades, modificando estratégias e implementando outras, reflectindo sobre o trabalho desenvolvido, em suma ensinando e aprendendo.

Para completar a recolha de informação considerada perti- nente para o estudo foi feita, tal como se refere no ponto 3 do Capítulo IV, no final do 1º semestre do ano lectivo de 1998/1999, em Janeiro de 1999, uma entrevista formal e em grupo aos professores cooperantes em cada uma das escolas atrás referidas. Foi uma entrevista previa- mente planeada, estruturada, com tópicos considerados pertinentes para obtenção de respostas aos objectivos, às questões e às hipóteses formulados nos pontos 5, 4 e 7 respectivamente, do Capítulo I, como se pode verificar no Quadro 24.

No final do 1º semestre do ano lectivo de 1999/2000, em Janeiro de 2000, foi feita uma entrevista formal e em grupo aos alunos- professores, agora no 4º ano do Curso de Licenciatura de Professores do 1º Ciclo do Ensino Básico, referida no ponto 3 do Capítulo IV. Foi uma entrevista estruturada, com guião, semi-directiva, tendo em conta completar as informações já obtidas através dos inquéritos por questionário e através da qual se pretendeu fazer uma reflexão sobre o trabalho realizado. Assim sendo, as questões formuladas neste instrumento de recolha de dados foram orientadas no sentido de pos- sibilitar a consecução dos objectivos, das questões e das hipóteses já referidos, como se pode constatar no Quadro 24.

Foi usada uma metodologia que permitiu uma visão plurifa- cetada, com questões que serão tratadas qualitativa e quantitativamente, tendo as categorias sido determinadas à priori.

A fim de cruzar informação e clarificar determinadas si- tuações foram ainda realizadas mais duas entrevistas, com questões previamente elaboradas de acordo com os princípios acima referidos, com se pode constatar, também, no Quadro 24.

Assim, foi realizada uma:

- Entrevista individual e formal à Responsável de Área da Prática Pedagógica da Escola Superior de Educação de Bragança, que define, com outros docentes, as linhas estratégicas da Prática Pedagógica e a sua articulação com a realidade social envolvente e;

- Entrevista individual e formal à docente da disciplina de Prática Pedagógica, professora do 1º Ciclo do Ensino Básico em re- gime de requisição, que orienta os alunos e que estabelece a ligação entre os conteúdos curriculares, a sua teoria e a sua prática com a realidade sócio-cultural das escolas cooperantes.

Com base nestes dados irá ser feita a análise do estudo em causa, seguindo o modelo proposto nas questões e hipótese formula-

das, respectivamente, nos pontos 4 e 7 do Capítulo I, na definição dos objectivos enunciados no ponto 5 do mesmo Capítulo, interligados com os objectivos específicos necessários à sua consecução, definidos no ponto 2 do Capítulo IV e com as hipóteses formuladas no ponto 7 do mesmo Capítulo.

O tratamento dos dados com vista a inferir resultados do grupo em estudo será orientado partindo da análise das respostas obtidas através dos instrumentos de recolha de dados atrás mencionados.

A interpretação dos resultados será feita com base na triangulação técnica que confirmará os resultados, baseando-se em diferentes fontes de dados que permitirão comparar o sentido dos resultados provenientes dos vários documentos.

A visão será holística, de forma a encontrar linhas de con- vergência que validem ou confirmem as hipóteses e que através do número de frequências ocorridas das variáveis independentes, definidas no ponto 6 do Capítulo I, permitirão uma revisão das ideias essenciais dos documentos produzidos, inferindo relações de proximidade fre- quencial e implicação com a variável resultado, O Estudo do Meio Social como processo educativo de Desenvolvimento Local.