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Activité du secteur bancaire 42

Section IV - A CTIVITÉ DU C RÉDIT DU M AROC

5. Marché bancaire marocain

5.6 Activité du secteur bancaire 42

A definição de métricas para garantia da qualidade ocorre ao definir padrões de medidas e coleta para o produto e para o processo com o objetivo de entender, controlar e gerenciar todo o processo de desenvolvimento de software. O que resulta

na identificação de efetividade do processo e melhorias, quando necessário (MPS.BR, 2011).

Sommerville (2007) define métrica de software como um tipo de medida atribuído a um sistema, documento ou até mesmo ao processo de desenvolvimento de software, ou seja, a partir da conversão de um atributo em valor numérico ou símbolo, este é comparado aos padrões de qualidade ou regras definidas, visando prover e identificar melhorias ou identificar não conformidades.

Uma medida é conceituada por Pressman (2006) como a “indicação quantitativa da extensão, quantidade, dimensão, capacidade ou tamanho de algum atributo de um produto ou processo”. Embora utilizados sob o mesmo contexto, medida, medição, métrica e indicador possuem diferenças. Medição é o ato de determinar uma medida e métrica é o relacionamento de medidas individuais para se avaliar o grau em que um sistema se encontra em relação a um determinado atributo. Um indicador é uma métrica ou uma combinação de métricas que visa fornecer informações para compreensão do processo, produto ou projeto.

Os aspectos a serem medidos para Garantia da Qualidade de software devem considerar os processos de desenvolvimento e produtos de software. Métricas distintas devem ser aplicadas para a medição de produtos e de processos. Sommerville (2007) divide as métricas em de controle e preditivas. Métricas de controle são voltadas a processos e preditivas ao produto de software. As métricas preditivas ou de produto visam obter dados quantitativos a partir das características do próprio software, estas o mesmo autor subdivide em duas classes, dinâmicas e estáticas.

Métricas dinâmicas são coletadas com o programa em execução e avaliam a eficiência e a confiabilidade do software, por exemplo. Métricas estáticas são coletas por medições realizadas em documentos e permitem avaliar a complexidade e facilidade de compreensão e manutenção do sistema. Por exemplo, na fase de análise devem ser utilizadas métricas que avaliem a qualidade da especificação de requisitos. Já na fase de construção do produto, as medições envolvem o código fonte e na fase de testes do produto avaliam a cobertura (Pressman, 2006; Bartié, 2002).

Mais fáceis de serem medidas as métricas de processo são utilizadas para obter dados quantitativos sobre o processo de software. Esta medição fornece dados para a melhoria do processo. Normalmente, este tipo de métrica quantifica

atributos relacionados ao tempo, ou seja, medição para identificar em quanto tempo atividades são concluídas, esforço ou recursos necessários para um processo específico, e número de ocorrências que são incidências de eventos específicos.

Importantes empresas como a Hewlett-Packard são citadas por Sommerville (2007) como exemplo de organizações que adotaram programa de métricas, através de programas de gerenciamento de qualidade de software. Estas abordadas através da medição de defeitos e processos de validação e verificação.

Contudo, Sommerville (2007) conclui que o uso de métricas é pouco comum, visto que seus benefícios não são bem definidos, e justifica sua conclusão argumentando que os motivos deste comportamento são: processos de software definidos precariamente e software não suficientemente aperfeiçoados para aplicarmos métricas, para o segundo motivo o autor afirma que com frequência, não é possível medir os atributos de qualidade de software diretamente e explica que se pode utilizar algum atributo interno do software e supor que exista uma relação entre o que é possível medir e o que se deseja saber.

Para medir se faz necessário primeiramente definir o que medir, o padrão IEEE 1061 – 1998 Standard for a software Quality Metrics Methodology (Padrão de Metodologias para Métricas da Qualidade de software) cita dois métodos que podem ser úteis para o planejamento do trabalho de medição. São eles: o Método GQM -

Goal-Question-Metrics - e o Método PSM (Practical software Measurement). Em

seguida, componentes a serem avaliados devem ser selecionados, esta seleção pode ser representativa dos componentes que se deseja avaliar ou pela importância destes para o produto.

A precisão de uma avaliação de qualidade depende muito da escolha das métricas. Conforme a norma ISO/IEC 14598 algumas características das métricas podem aumentar a confiabilidade das mesmas. São elas:

a) Significância: a métrica deve agregar informação sobre o comportamento do software ou sobre suas características de qualidade;

b) Custo e complexidade: a aplicação da métrica deve ser econômica e tecnicamente viável;

c) Reproducibilidade e Repetibilidade: capacidade de uso da métrica em diferentes momentos e/o produtos deve produzir resultados idênticos; d) Validade: demonstrar a corretude e precisão ou a margem de erro dos

e) Objetividade e Imparcialidade: os resultados da medição devem ser objetivos e não deve ser tendenciosa.

A norma NBR ISO/IEC 9126-2 fornece métricas para avaliar o produto de

software. Ela determina desdobramentos das 6 características que apresenta, o

primeiro deles é define subcaracterísticas e o seguinte são os atributos. A partir destes pode-se realizar medições e determinar, por exemplo que: “O tempo de uso do produto de software até que se tenha domínio operacional do mesmo deverá ser inferior a 20 horas”, facilitando a difícil tarefa de obter a avaliação de produto de

software. (Koscianski, et. al., 1999).

Muito específicas e preciosistas, muitas das métricas da norma exigem que o

software seja desenvolvido pensando em medi-las, por exemplo, na característica

eficiência, a subcaracterística, utilização de recursos, apresenta a medição de “utilização máxima de transmissão” referenciando o barramento.

Para selecionar as métricas Pressman (2006) orienta que para equipes de até 20 (vinte) pessoas de software, é irracional e até inviável esperar programas abrangentes de métricas, o que não exclui a recomendação medir e aplicar métricas para aperfeiçoar processo, qualidade e pontualidade dos produtos.