3.1 Théorie dynamique et affinement de structures
3.1.2 Les étapes de l’affinement dynamique
A recolha de dados para este estudo, foi protagonizada pelo investigar do estudo em referência, no qual se iniciou na segunda quinzena do mês de fevereiro e finalizou no inicio do mês de abril. O levantamento decorreu durante os cinco dias úteis da semana em função do horário normal de aulas em cada escola e o mesmo foi auxiliado por duas professoras da Escola de Educação Especial do Lubango. No sentido de serem recolhidos os dados indispensáveis para este estudo foram realizados os procedimentos que serão descritos de seguida:
Durante os 5 dias úteis por semana destes dois meses a investigador deslocou-se as seis escolas para a recolha dos dados.
2.5.1. Ética e autorizações dos superiores
Numa primeira fase foi dirigido um pedido de autorização ao sector de apoio aos estudantes bolseiros junto à Embaixada de Angola em Portugal para realização do estudo junto as escolas primárias na cidade do Lubango, município sede e capital da província da Huíla-Angola, que por meio de uma guia autorizou a respetiva deslocação/passando uma guia autorizando o devido estudo. Seguidamente, chegado a cidade do Lubango, procedeu-se ao contacto com a Secretária da Repartição Municipal da Educação do Lubango, sendo-lhe apresentado pessoalmente, na segunda semana de fevereiro, o pedido o pedido escrito formal de autorização, que disponibilizou uma credencial para a realização da investigação, pedido e despacho e/ou credencial). Em posse e através da credencial, na segunda quinzena de fevereiro, procedeu-se os pedidos a três (3) Direções de Escolas Primárias e a
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três (3) em Complexos Escolares. Assegurou-se, de igual modo, que ao longo de todo este processo estaria garantido o cumprimento escrupuloso dos indispensáveis procedimentos éticos e deontológicos, nomeadamente, a garantia de confidencialidade no tratamento e na divulgação dos dados obtidos.
Após a permissão das direções das escolas, de modo a obter a sua consecução para realização deste estudo, pessoalmente ao investigador, foram indicadas as salas e as respetivas professoras titulares de duas (2) turmas, nisto foram, uma turma da 1.ª e uma da 2.ª classe, por parte dos diretores de cada escola, com a finalidade objetivo de apresentar o estudo a desenvolver. A apresentação do estudo teve uma boa aceitação por todas as professoras, que automaticamente mostraram grande interesse, curiosidade ao tema e disponíveis para colaborar. Muitas destas profissionais de forma sincera e honesta, com muitos anos de experiência, afirmaram se tratar de um tema raramente investigado desde que começaram as suas carreiras e que uma percentagem muito insignificante de educadores e professores cumprem o seu papel na monitorização da linguagem e da fala dos seus alunos
Por outro lado, grande parte não prestam devida atenção e/ou observação, durante a realização das suas atividades letivas e extra letivas, em aspetos ligados as componentes da linguagem e suas repercussões para linguagem recetiva e linguagem oral (fala). As mesmas ainda se mostraram resilientes, muitas professoras não têm conhecimento nesta área, tida como uma chave mestra para o processo de ensino e aprendizagem e socio integrativa da criança. Ainda, outros profissionais têm conhecimento, e que a estes não faltam vontade em prestar o apoio devido, apontando como um dos principais fatores, a falta de condições, elevado número de alunos na sala de ulas, tempo a dedicar a cada aluno e a baixa colaboração por parte dos pais e encarregados de educação.
Acrescentaram que existem situações em que as famílias não conhecem as dificuldades de linguagem e da fala, que muitas vezes são informados dos problemas de linguagem dos seus educandos, por parte da escola. Existem casos em que a escola, professores nem os familiares têm domínio dos aspetos do desenvolvimento da linguagem elementares em criança em idade escolar, que estudos ou investigações na área da linguagem e da fala auxiliam de certa forma a todos envolvidos e responsáveis pela formação das novas gerações e na melhoria da qualidade educação para todos.
Seguido aos professores, solicitou o consentimento dos encarregados de educação dos alunos participantes, por via de um pedido por escrito, através do qual estes tomaram conhecimento do estudo (ver anexo E). A entrega e receção das autorizações contou com apoio das professoras titulares de turma, do investigador, e a duas professoras da escola do ensino especial, este processo
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foi concretizado da seguinte forma e com a s seguintes distribuição tarefas: As professoras titulares de turma (só uma única professora e sem professores de apoio), algumas tiraram proveito da agenda de reunião da escola com os encarregados para entrega e recção da autorização e por outra via, em forma de recado por intermédio dos educando e presencial do encarregado. As professoras da escola do ensino especial (prestaram o seu auxilio do principio ao fim da recolha de dados) e o investigador a porta da sala de aulas para receção. Este procedimento, também foi útil na obtenção de dados ligadas ao perfil sociodemográfico do aluno por forma a evitar a falta de informação. Com o auxilio destas professoras foi possível efetuar a recolha turmas e em escolas nas distintas escolas. Por outras, estas foram as via que melhor convinham ao investigador do estudo.
Destes procedimentos, foi possível obter autorizações para efetuar o estudo e informações relativas as habilitações e profissões de 470 encarregados de educação que por sua vez, demostraram interesse em conhecer os resultados obtidos no estudo.
2.5.2. Implementação ou administração da Lista de Verificação da Fala e da Linguagem em Crianças dos 6 aos 10 anos LV 6-10)
Cumpridos os critérios éticos e deontológicos ou conseguido todos os consentimentos de dentro do quadro dos critérios éticos e deontológicos necessários, seguiu-se para fase da implementação da LV 6-10, após a concordância com as professoras das turmas indicadas relativamente aos dias da semana e horário de aplicação da prova do instrumento em causa.
Como já foi referido na primeira parte dos procedimentos de recolha de dados, este estudo iniciou na segunda quinzena do mês de fevereiro e finalizou no inicio do mês de abril e, contou com auxilio das duas professoras da Escola de Educação Especial do Lubango.
Antes, porém, para sua implementação, foram consultados os horários de aulas das turmas das 1.ª classes e das 2.ª classes, nas distintas escolas. A partir dos mesmos, verificou-se que duas escolas cumprem 6 horas letivas de aulas por dia e em regime de turnos as quatro restantes apenas 4 horas, isto é, entrada as 7 horas e saída as 30 ás 12 horas e 30 minutos para duas primeiras escolas, único turno. As quatro restantes na modalidade de dois turnos, sendo que primeiro turno entra as 7 horas e 30 minutos até 10 horas e 30 minutos e das 10 horas e 40 minutos ás 14 horas no segundo turno. No sentido de organização do processo de recolha de dados do instrumento em caso, o investigador traçou a seguinte plano de trabalho, numa primeira fase, as professoras receberam
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instruções sobre o instrumento. Outro aspeto importante foi o número de turmas das classes-alvo, o que obrigou o investigador a optar por trabalhar em uma turma da 1.ª classe e uma turma da 2.ª classe em cada escola como estratégia.
Com objetivo de se evitar qualquer inquietação na administração do instrumento, realizou-se a recolha com presença destas professoras e as professoras de turma, nos primeiros dias. Apos alguma prática as professoras colaboradoras dirigiram-se a outras escolas, uma na Escola de Educação Especial e outra na escola primária B. As seguir apresenta-se o quadro do resumo das atividades de recolha de dados com a LV 6-10 da fala e da linguagem (ver quadro 11):
Quadro 11 Resumo das Atividades de Recolha de Dados Estabelecimento
de ensino Nome do bairro aplicação dos Tempo de instrumentos Tempo por classes (1.ª e 2.ª classe) N.º de alunos na 1.ª classe (F-M) N.º de alunos na 2.ª classe (F-M) Tempo de aplicação da LV 6-10 por cada aluno/minuto s (1.ª e 2.ª classe) Complexo Escolar A 1 Fevereiro 8 dias/ 4 dias 21-12 34-14 10-15
Escola Primário
B 2 Fevereiro 8 dias/ 4 dias 28-17 25-23 10-15
Escola Primária C 3 8 dias/
Março 4 dias 24-17 16-15 10-15
Complexo Escolar
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Quadro 11: Resumo das atividades de recolha de dados (Continuação)
Escola Primário B 2 Fevereiro 8 dias/ 4 dias 28-17 25-23 10-15
Escola Primária C 3 8 dias/
Março 4 dias 24-17 16-15 10-15
Complexo Escolar D 4 15 dias/ Março
5 dias 30-28 13-25 10-15
Complexo Escolar E 5 8 dias/
Março 4 dias 21-11 15-10 10-15
Escola Primária F 6 Março-Abril 8 dias/ 4 dias 13-18 15-16 10-15
TOTAL -6 6 55 60 dias 264 263 60 dias
A Lista de Verificação da Fala e da Linguagem em Crianças dos 6 aos 10 anos (LV 6-10) foi aplicada a todas as crianças que compõem a amostra e de forma individual, responderam aos itens, em função do horário de cada classe, turno e escola, nas suas salas de aulas. Procurou-se ao máximo trabalhar num ambiente calmo e descontraído e, assegurar as condições físicas do espaço, do material e aplicação e dos sujeitos tal como recomendado por Almeida e Freire, (2008), em função das condições de cada escola e o máximo que as setas podiam oferecer para realização deste estudo. Pois que em algumas escolas existem turmas com numero de carteiras reduzidas, outras ao ar lento a titulo de exemplo é complexo escolar. Estas turmas encontraram-se muito próximas umas das outras, sendo que de certa forma, foi fator de embaraço na administração da lista verificação da linguagem e da fala. Tratando-se de um período de chuvas o investigador tinha de interromper por três vezes a aplicação do instrumento e regressar no dia seguinte a escola para dar continuidade.
De modo a salvaguardar a compreensão do instrumento de modo a evitar inequívocos o que se pretendia que fizessem, a investigador e as professoras que colaboraram neste estudo, explicaram detalhadamente e individualmente a cada criança, aquando da aplicação da lista de verificação da linguagem e da fala, as características e funcionamento da LV 6-10, de uma forma clara e precisa. De seguida, perguntou-se à criança se tinha compreendido o que lhe foi dito e pediu-se que respondessem o primeiro item da primeira seção. Após o preenchimento dos seus dados pessoais, o aluno dispunha de 10 a 15 minutos, para realizar completar as seções.
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A aplicação contou com a presença das professoras de turma que colaboraram na logística da aplicação da lista de verificação. O instrumento em referencia foi aplicado durante o horário normal na sala de aulas em algumas escolas. Devido a falta de espaço e carteiras noutras, foi necessário recorrer varandas e pátio/quintal da escola para administrar o instrumento. Chamava-se individualmente cada aluno e após completar as seções o aluno regressava sala para aulas e assim sucessivamente. Uma boa parte dos alunos manifestaram sempre curiosidade e interesse em participar com agrado, porque tinham confiança nas suas capacidades, outros nem tanto, sentia-se pouco retraídos e, ainda por últimos aqueles que de antemão rejeitaram participar no estudo e que não fazem parte das estatísticas, pois que o instrumento nada refere sobre estas crianças.