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User Modules

Dans le document Proceedings of the Linux Symposium (Page 162-166)

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3.2 User Modules

Tenho medo da hora “H”. Namorar este ano ou no ano que vem. Medo de expor meus sentimentos.

Medo de ser recusado por alguém (mulher).

Medo da pessoa não me aceitar como sou, ou me discriminar por nunca ter tido uma relação sexual.

De que ela goste de mim e me aceite como eu sou.

Medo de fazer alguma besteira. De não fazer nenhuma besteira. Tenho vergonha de ficar pelada na lua de

mel com meu marido.

Tornar-me independente para ter mais liberdade para namorar.

Casar muito tarde ou ter filhos muito tarde.

Medo de doenças – DST’S.

Medo de não conseguir segurar em algum momento e engravidar.

Espero ter uma boa família, bastante filhos e ser uma pessoa legal com meus filhos.

Medo de estar realmente gostando de alguém que já gostou de mim, só que agora eu não sei se a pessoa vai

corresponder porque eu já maltratei muito essa pessoa.

De nada de mal me acontecer e não me desviar dos caminhos do Senhor.

O percurso, ao longo dos doze encontros, transcorreu da seguinte forma: inicialmente o grupo se comportou com bastante inibição, sendo suas questões evidenciadas mais aos aspectos intra-psiquicos do que as questões físicas, a percepção feita com relação às indagações foram de aliviar a angústia e a necessidade de interagir, prevalecendo o narcisismo.

Em seqüência, percebemos a necessidade de compartilhar a operatividade grupal, a partir da aprendizagem e da flexibilidade; são identificadas mudanças físicas, na forma de pensar, na temporalidade e uma mobilização interna decorrente da constante interação do mundo interno e externo.

As preocupações com os desejos e as manifestações da cultura e o seu conceito de temporalidade ocorrem nos contatos “corpo a corpo”. Existe uma percepção consciente, sobre as conseqüências de uma relação sexual sem precauções, surgindo o medo do ataque e da perda, nas manifestações de angústia relacionada aos pais. Bem como as inquietações sobre gravidez, métodos contraceptivos e sua eficácia.

O medo de perder a identidade do grupo revela-se nas inibições, confusões, instabilidade emocional, desejo de agradar o outro, ser aceito e principalmente o julgamento da “turma”. Surgindo os conteúdos implícitos de medo da perda e do ataque, nas relações com o outro e nas adaptações com a realidade.

Apontamos para a produtividade conjunta nos vetores: a pertença na integração do grupo, a pertinência na capacidade criativa para que os mesmos executassem as tarefas e a cooperação na contribuição, mesmo silenciosa, integrando a história pessoal e a grupal, perante as dificuldades de uma produção conjunta.

A comunicação verbal fica interditada nos receios do diálogo com os pais, alguns por desinformação e outros por valores morais arraigados, restando o mal entendido ou não dito no grupo familiar. Em alguns momentos, denotamos uma frustração no funcionamento familiar, pois além da perda do corpo, o adolescente também perde seus pais idealizados. A pouca tolerância às frustrações e limites impostos pelos pais, sem o devido diálogo sobre as regras familiares resta ao adolescente o característico anseio à liberdade.

É inquietante no adolescente a questão do desejo, prazer e controle dos desejos e as prováveis conseqüências, caso os mesmo se realizem, no exercício lúdico da sexualidade relacionada aos animais; vêm à tona as manifestações inconscientes, como: mistério, ferocidade, agressividade, receio, fertilidade e sensualidade.

Algumas reações emocionais e conflitos psíquicos são ressaltados pelas dúvidas em relação aos sentimentos, ansiedade, gerando vergonha (pudor), inibição, introversão, dificuldades de comunicação, confiabilidade, timidez e angústia.

Nas manifestações familiares, observa-se a dificuldade dos pais em admitirem o crescimento dos filhos, surgindo por parte dos adolescentes a rebeldia, revolta inibição, oposição; e, em conseqüência, a procura dos mesmos por novos modelos.

A cultura e as implicações são manifestas pelas formas de radicalismo, exageros, preconceitos e percepções distorcidas ou desconhecidas quanto à gravidez, virgindade e homossexualismo.

Os projetos de transcendência, sonhos, desejos e namoro; trazem à tona uma discussão sem acordos de ambas as partes (moças e rapazes), e o debate foi a fidelidade masculina e a não confiabilidade feminina. Os sonhos reaparecem com um forte desejo de ser o que o outro quer ou almeja.

Nos relacionamentos interpessoais, como escola, amigos e outros, evidenciamos a criticidade, o conservadorismo coincidente com a família, em confronto com seus desejos e impulsos sexuais.

O amadurecimento das relações afetivas verdadeiras acontece na transição da experimentação para a realidade, ou seja, da masturbação às relações sexuais; mesmo com a repetição à critica e à veracidade do outro. Aparecem mitos e preconceitos, em decorrência da imaturidade, da instabilidade e devido à sua identidade estar em formação.

Inquietações e necessidades são esclarecidas e aprendidas no processo grupal, na medida das possibilidades de uma produção conjunta, onde destacamos algumas destas produtividades conjuntas: a excitação critica e as contestações, como normalidade, e parte do cotidiano da adolescência; as questões reais sobre

fecundação, gravidez, período fértil e ejaculação; a clareza com nomes científicos às questões da genitalidade e a possíveis dúvidas; rebeldia, contestação e polemização reaparecem na rivalidade entre os sexos, reiterando que as verdades tendem ser individuais e não coletivas; conceitos sobre repressão; o respeito às diferenças sem discriminação e contestação por preconceito; o quanto pode ser lúdica a aprendizagem sobre sexualidade, quando nos referimos aos animais; a necessidade do conhecimento de si e do outro, biológica e emocionalmente; a partir da confiabilidade no grupo, rompe-se a estrutura estereotipada, a vergonha diminui e se recupera a espontaneidade; e o objetivo só pode ser atingido por meio da realização das tarefas, proporcionando uma diminuição dos medos, possibilitando fantasias e criando condições de comunicação e expressão.

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