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Exception Handling Framework

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2 NLKD Architecture

2.1 Exception Handling Framework

protocolo do WISC-III, ele sugere que se deve iniciar com os resultados mais gerais (cálculo dos QI’s), análise das discrepâncias existente entre eles e suas implicações. Realizar os cálculos dos Índices Fatoriais com QIs e suas devidas análises, finalizar com os específicos, ou seja, identificar fatores discrepantes entre os subtestes e interpretá-los conforme os domínios cognitivos que este subteste investiga, assinalando as suas conseqüentes implicações. Esse modelo poderá ser utilizado na redação com as conclusões dos resultados da avaliação.

Escalas de Quocientes de Inteligência (QI´s)

Os escores brutos deverão ser transformados em ponderados, respeitando-se a idade cronológica do sujeito.Os índices gerais encontrados oportunizam o cálculo das escalas de QIs que apresentam resultados ponderados com média 100 e desvio padrão 15. Os três QIs (QIV - QI Verbal, QIE – de Execução e QIT – QI Total), segundo Groth-Marnat (1999), citado por Figueiredo (2002), são medidas integradas do funcionamento intelectual. A autora destaca que o “QI Total é considerado como a melhor medida da habilidade cognitiva produzida no WISC III, apresentando um coeficiente de fidedignidade de 0,92 e um erro padrão de medida (EPM) de 3,20” (Figueiredo, 2000 p.605). Ressalta, porém, a importância altamente significativa das diferenças entre os QI’s Verbal/Execução, as variações dos Índices Fatoriais, as dispersões entre os escores dos subtestes, a presença de variáveis , como a fadiga, ansiedade, desmotivação ou privação cultural, que acabam por esmaecer a importância do QIT na avaliação do nível de inteligência geral infantil, e que estes pontos destacados são inerentes à interpretação global dos resultados. Nestes casos, a autora recomenda usar a análise dos Índices Fatoriais, que se mostrou mais sensível às diferenças individuais do sujeitos.

Análise dos subtestes:

Sattler (1992), citado por Figueiredo (2000), diz que os escores individuais

encontrados nos subtestes devem servir não para descrever as habilidades cognitivas

específicas, mas devem ser usados para gerar hipóteses gerais sobre as habilidades

do desempenho cognitivo da criança, facilitando a identificação das capacidades defa-

resultados obtidos nos subtestes apresentam certa variabilidade, que devem ser

interpretadas, pois resultados precisos dispensam interpretação do perfil cognitivo.

Destaca que Groth-Marnat (1999) sugere três processos para a interpretação das

variabilidades encontradas nos subtestes (Figueiredo, 2000, p. 608):

a) determinar se as flutuações são significativas;

b) desenvolver hipóteses relacionadas com o significado da flutuação de cada subteste;

c) integrar essas hipóteses com informações relevantes referentes ao examinando.

Figueiredo (2000), sugere que para categorizar e interpretar os subtestes, pode-se utilizar as sugestões feitas por Sattler (1992), identificando as potencialidades e debilidades cognitivas, a partir dos pontos ponderados no desempenho apresentado pelo sujeito em cada subteste (Quadro 7).

Quadro 7 - Categorias de Potencialidades e Debilidades

Cognitivas sugeridas por Sattler (1992)

Abaixo da Média Média Acima da Média

1 a 7 8 a 12 13 a 19

Fonte: Figueiredo ( 2000, p. 609), organizado pela pesquisadora.

Outros recursos relevantes para interpretação clínica

Figueiredo (2000), sugere outras análises do desempenho cognitivo do sujeito através do WISC III, além das escalas de QI e dos Índices Fatoriais. Informa a existência de outros agrupamentos de subtestes que podem oferecer interpretações úteis a partir dos escores obtidos no WISC-III. Estas interpretações opcionais devem ser utilizadas quando na presença de escores rebaixados em determinados subtestes, geralmente encontrados na população que mostra dificuldades cognitivas. Cita o perfil ACID, agrupamento dos seguintes subtestes Aritmética, Código, Informação e Dígitos. Esse agrupamento foi encontrado, na década de 70, segundo Kaufman (1994), no WISC III, com uma freqüência maior em crianças que apresentavam dificuldades de aprendizagem e déficits de atenção comparados a população normal. Para este autor, o perfil ACID tem correlação com fatores Resistência à Distratibilidade e Velocidade de Processamento, que deve ser priorizados pelos clínicos.

Porém, recomenda substituir pelo SCAD (agrupamento dos subtestes Símbolos, Código, Artitmética e Dígitos),

O perfil ACID teve como resultado de pesquisa, segundo Figueiredo (2000) citando a pesquisada realizada por Watkins et al. (1997) num grupo de 612 crianças que apresentavam distúrbios de aprendizagens, resultados pouco consistentes para discriminar crianças que apresentavam ou não dificuldades de aprendizagem. Porém, as pesquisas com SCAD demonstraram resultados mais consistentes, mas nenhum deles recomenda que sejam utilizados como critério para determinar excepcionalidade.

Sobre o SCAD

Figueiredo destaca o perfil SCAD realizado por Kaufman (1994) com agrupamento dos seguintes subtestes: Procurar Símbolos (Si), Código (Cd), Aritmética (A) e Dígitos (D) (SCAD). O perfil SCAD caracteriza-se por um rebaixamento nestes subtestes, que fazem parte dos quatro subtestes que compõem os fatores Resistência à Distratibilidade e Velocida- de de processamento. Segundo este autor: “.... o índice SCAD, além de indicar presença de dificuldades de aprendizagem, é adequado também para identificar crianças com dificuldades neurológicas ou com excepcionalidades associadas à disfunção cerebra”(p.610).

A fórmula 1,7 (Si + Cd + A + D) + 32 permite calcular o índice SCAD, que apresenta média 100 e desvio padrão 15 (Groth-Marnat, 1999). O perfil SCAD (Quadro 8) pode ser comparado com o desempenho da criança em Organização Perceptual, considerada a melhor estimativa do funcionamento cognitivo para a maioria das crianças encaminhadas para avaliação. Uma diferença (Organização Perceptual (OP) - SCAD) de 9 (p < 0,05) ou 12 pontos (p < 0,01) é significativa. Grandes diferenças não indicam presença ou ausência de determinada excepcionalidade, mas são mais prováveis de ocorrerem em amostras de crianças com deficiências na aprendizagem e na atenção. Em crianças com dificuldades vísuo-per- ceptuais moderadas ou graves, que provavelmente têm dificuldade nos subtestes Cubos e Arranjo de Figuras, o índice de Compreensão Verbal é mais adequado para ser comparado com o índice SCAD = ( Compreensão Verbal (CV) - SCAD) e uma diferença de 8 e 11 pontos entre os dois índices aponta significância em nível de 0,05 e 0,01, respectivamente.

Quadro 8 - Perfil SCAD Perfil SCAD

• Identifica crianças com dificuldades neurológicas ou com excepcionalidades associadas à disfunção cerebral;

• Significativo para dificuldades de aprendizagem.

SCAD = Procurar Símbolos (Si); Código (Cd); Aritmética (A); Digito (D) – quatro

subteste que compõem os fatores RD e VP(índices fatoriais)

Considerar = Média 100 e desvio= 15 Comparar = (OP – SCAD)

Diferença /resultado Fórmula = índice SCAD:

1,7 (Si + Cd + A + D) + 32

9 (p < 0,05) ou 12 pontos (p < 0,01) é significativa.

Obs:

1) Grandes diferenças não indicam presença ou ausência de excepcionalidade;

2) Probabilidade mais acentuada para ocorrer em amostras de crianças com deficiências na aprendizagem e na atenção.

CRIANÇAS COM DIFICULDADES VÌSUO-ESPACIAIS MODERADAS OU GRAVES Dificuldades nos subtestes: Cubos e Arranjo de

Figuras Comparar (CV – SCAD) Fonte: Figueiredo (2000), adaptado pela pesquisadora.

Algumas considerações de estudos do WISC III com grupos especiais:

O WISC III mostra varias particularidades, que facilitam a avaliação de crianças com algum comprometimento, pois seus itens não exigem do sujeito habilidades para leitura. Somente nos últimos itens do subteste Aritmética, que, no caso de dificuldade, podem ser lidos pelo examinador. O domínio da escrita aparece apenas nos dois subtestes da escala de execução, Código e Procurar Símbolos. O manejo da técnica e a administração individual dos subtestes facilitam ao psicólogo observar algumas dificuldades relacionadas a déficit de atenção (impulsividade, distratibilidade) e a distúrbios de conduta (recusa em responder) (Figueiredo, citado por Cunha (2000)).

Os estudos feitos com os diversos grupos que apresentam comprometimentos cognitivos mostraram resultados esclarecedores. A maioria desses grupos apresenta escores rebaixados nos Índices Fatoriais RD e VP. Nos grupos que demonstram prejuízos na aprendizagem ou no desenvolvimento da linguagem, o fator CV aparece comprometido direta ou indiretamente (Kaufman, 1994 apud Cunha, 2000). Figueiredo, destaca que “o fator CV

não avalia a capacidade intelectual na maioria destas amostras, sendo OP a melhor estimativa do potencial cognitivo destes grupos”(p.612).

Sobre o WISC-III, cabe destacar que a adaptação e padronização para a população brasileira, como nas edições anteriores, foi organizada para avaliar os domínios cognitivos de crianças, sendo utilizada tanto na avaliação psicológica quanto nas baterias neuropsicológicas (Lezak, 1995). Nota-se que continua sendo um dos instrumentos mais bem preparados para este propósito (Kaufman, 1994, Figueiredo, 2002, Cunha, 2000).

A autora da adaptação do WISC III realizou várias melhorias e muitos dos seus ítens foram revistos e alterados, mas a estrutura básica das escalas anteriores manteve-se, como também a consistência dos requisitos psicométricos, como apresenta o manual do teste (Wechsler, 2002), em amostragem de padronização bastante representativa (N = 2.200). Outro ponto altamente significativo que a escala adaptada WISC III oferece é que, além dos dados referentes às escalas de QI, foram incorporados à análise clínica, resultados dos quatro escores fatoriais, ampliando a interpretação dos domínios cognitivos da criança. Estudos e pesquisas têm sido realizados com grupos especiais com os agrupamentos do tipo ACID e SCAD entre outros que favorecem o levantamento de hipótese nos quadros de disfunções cognitivas de varias ordens como distúrbios neurológicos, problemas de aprendizagens etc., facilitando a investigação do quadro patológico apresentado pela criança. Entretanto, Figueiredo (2000) faz uma ressalva muito importante na utilização da escala, o de utilizá-la com precaução para os grupos especiais, pois a escala carece ainda de maiores investigações, nesta área clínica quanto às características psicométricas deste instrumento.

Conforme Antunha (1996), num processo de avaliação neuropsicológica, o examinador deve estar atento às investigações nas áreas de conexões neuronais existentes na região pré-frontal com as outras áreas do cérebro. Diz que “estas conexões são bidirecionais, aferentes e eferentes, isto é, pertencem a circuitos que se dirigem ao cérebro, ou, ao contrário, partem do cérebro” (p.121). A autora exclarece que as conexões mais importantes são realizadas pelo tronco cerebral em suas partes superiores, juntamente com as estruturas talâmicas.

A autora, faz uma relação de atividades informais que podem ser altamente auxiliadoras na investigação do funcionamento do sistema nervoso. Da relação destacada por Antunha, algumas atividades são encontradas nos subtestes do WISC III (2002) como:

1. Quebra-cabeças com cubos- Subteste de Cubos – Um conjunto de padrões geométricos bidimensionais, feitos com cubos ou impressos, que a criança

reproduz usando cubos de duas cores.

2. Montagem de peças - Subteste Armar Objetos: Um conjunto de quebra-cabeças de objetos comuns, cada um apresentado em configuração padronizada, que a criança junta para formar um todo significativo.

Para os desempenhos destas tarefas, Antunha fala do envolvimento do comportamento motor, as praxias construtivas. Explica que esses domínios não envolvem somente as áreas posteriores do cérebro: occípito-parietais, mas também as áreas frontais. Diz, ainda, que estas provas requerem uma organização programada, que devem obedecer a uma organização seqüencial . Analisa estas provas relacionando-as com as funções do hemisfério direito devido às exigências vísuo-espaciais, embora necessitem também do raciocínio abstrato para realizar a tarefa solicitada de forma integrada. Com base nessas constatações de Antunha, a pesquisadora infere, como exemplo, as áreas que envolvem gnosias visuais (como as regiões occípito-parietais), destacando os Subtestes do WISC III como: “Armar objetos”, que propõem a solução de quebra-cabeças e o “Completar Figuras”, que propõem a identificação do elemento em falta numa figura.

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