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3.3 Analyse syntaxique et détection d’erreurs
3.3.1 Typologies des erreurs
Esta é outra atividade que pode demandar mais de um encontro. Vale frisar que, em caso de necessidade, em quaisquer das atividades aqui descritas, todo recomeço deve partir de uma mesma base de aquecimento. Como se pode notar, a estrutura de aquecimento com retorno à pesquisa individual na sala de aula com andar, postura, olhar e respiração passa a integrar rotineiramente o processo de instalação dos alunos.
PESQUISA INDIVIDUAL:
Após o aquecimento padronizado, sob a orientação do condutor – num comando rápido – o aluno deve desinstalar a personagem e retornar ao seu andar. Isso ocorre num procedimento técnico e sem divagações. O condutor deve ativar no mínimo três vezes esse exercício.
O condutor comanda um retorno à pesquisa com uso do espelho. Separados em pequenos grupos, todos os alunos devem caminhar frontalmente em direção ao espelho com focos de atenção em diferentes partes do corpo: primeiro foco na cabeça e rosto; segundo, tórax e braços; terceiro, na pélvis e quadril; quarto, nas pernas e pés.
RODA DE PERSONAGENS COM ESTÍMULOS DO CONDUTOR:
Após a pesquisa, todos são chamados a um novo círculo de personagens, onde se relacionam com contato do olhar, sem palavras. O condutor dará estímulos às personagens solicitando que, neste círculo, quando estiverem de costas para a roda, todos vestirão “roupas imaginárias” se vendo em seus “espelhos imaginários”. O aluno deve visualizar cada roupa e perceber como ela influencia sua personagem. Ao se virar para dentro da roda, todos estarão “vestidos” com seu novo “figurino imaginário”. Seguindo a prática utilizada no exercício de associações, a cada virada a personagem se mostrará de um modo diferente e os contatos somente ocorrem pelo olhar.
a) Primeira roupa: a cotidiana – “Você gosta dessa roupa? Se sente bem com ela? Ela é confortável? Ela é exatamente aquilo que você gostaria de usar? Você é vaidoso?”
b) Segunda roupa: desarrumada e feia – “No que essa roupa se associa a você? Por que você ainda não se livrou dessa roupa? Você pode se livrar dela? Como ela o revela?”
c) Terceira roupa: linda e maravilhosa – “Esta roupa é real ou é uma fantasia? Essa roupa simboliza algo? Como ela revela seus anseios e desejos? Em que ocasião você poderia se vestir assim?”
d) “Você agora vai passear ou desfilar dentro do círculo se mostrando ‘bonito’ para todos. Um ou dois alunos passam no centro do círculo por vez. Cada personagem deve fazer pelo menos dois “desfiles” – olhando para todos e irradiando58 a partir dessa imaginação.”
58 Aqui utilizado a partir do conceito de Michael Chekhov, irradiação: irradiar no palco significa dar, transmitir a outrem. Sua contraparte é receber. A verdadeira atuação é um constante intercâmbio de ambas as coisas. Não existem momentos em um ator possa permitir a si mesmo – ou melhor, permitir à sua personagem – manter-se passivo nesse sentido sem correr o risco de enfraquecer a atenção do público e de criar a sensação de um vácuo psicológico. (CHEKHOV, 1996, p. 22)
e) Ao final dos desfiles, forma-se um novo círculo. Todos se viram e olham-se no “espelho imaginário”. Neste espelho, pouco a pouco, a fantasia volta a virar a primeira roupa cotidiana. A personagem deve confrontar sonho e realidade. f) Lentamente, a personagem vai despir-se totalmente dessa “roupa imaginária”.
No “espelho imaginário” você vê sua personagem nua, humanizada, desprotegida.
g) “Volte a virar para o círculo. Você está nu, despido, desprotegido... Todas as personagens se olham “imaginariamente nus”. Não há sensualidade, não há vaidade. Há ausência de proteção, fraqueza humana revelada.” (luz diminui). ESTÍMULOS DO CONDUTOR:
O círculo se desfaz e o condutor indica que todos devem caminhar pela sala, na idéia do ser nu, sem luz. O condutor pergunta a todos:
• “Se sua personagem fosse feita de um elemento, qual seria? Congela. Sinta que se forma uma massa enorme desse elemento escolhido acima de você. Jogue nessa massa as melhores lembranças das suas vivências.”
• “Esta enorme massa vem descendo, lentamente, descendo e chega quase a tocá-lo. A ponto de você senti-la bem próxima. A massa sobe, sobe bem alto e desaba inteira sobre você. Agora você é todo deste elemento.”
• “Caminhe pela sala, tomado por este elemento.”
• “Quais são os seus sonhos? Faça movimentos, ações que representem seu sonho. Escolha dois desses movimentos que se ligam ao seu sonho.”
• “Qual é o seu conflito? Faça movimentos, ações que expressam o conflito. Escolha dois movimentos que se ligam ao conflito.”
• “Quem são pessoas que você ama? Quem você odeia? Faça movimentos e escolha um para cada sentimento ou pessoa.”
• “Quais são suas fraquezas ocultas? Seus segredos? Faça movimentos e escolha um.” A luz aumenta. O condutor indica aos alunos que, de posse destes sete movimentos, eles devem escolher uma seqüência de movimentos com começo, meio e fim. A seqüência não precisa ser na ordem dos estímulos. O aluno escolhe um primeiro movimento e percebe qual
outro movimento poderia se ligar a este. Todos devem fazer gradualmente as seis ligações e construir sua seqüência, repetindo-a continuamente.
• “Faça agora um exercício de expansão nesta seqüência. Como se todos os movimentos fossem ampliados.”
• “Faça agora um exercício de redução para a seqüência. Repita os movimentos “ressecando-os”.
• “Você irá, agora, preparar uma apresentação simbólica com movimentos e palavras. Pesquise nos seus sete movimentos aqueles que lhe parecem mais íntimos. Você pode alterá- los, aumentando ou reduzindo, ou ainda, suprimindo alguns destes.”
• “Inclua palavras, três ou quatro, dentro dos movimentos ou nas suas transições.” • “As palavras vão virar pequenas frases, textos de improviso. Mas, é importante que elas surjam a partir do movimento. Sua apresentação deve ser contínua e não fragmentada.”
APRESENTAÇÃO:
Após os estímulos, o condutor deve dar um tempo mínimo de cinco minutos para a preparação de cada apresentação. O condutor estabelece uma ordem de apresentações e todos apresentam a sua seqüência. Ao final da apresentação, a personagem deve olhar o grupo firmemente. Quando a última personagem se apresentar, volta-se para um círculo de personagens. No círculo, as personagens voltam a falar de si mesmas, expondo-se com relatos que revelem características de si mesmo. Não é o aluno quem fala da personagem.
PARTILHA:
Ao final desta atividade, o condutor novamente repete a partilha, solicitando que os alunos que pouco se expressaram na anterior, complementem como eles estão percebendo sua personagem. É um modo de trazer os que não estão acostumados a se expressar para uma situação mais confortável na partilha. O condutor deve atentar para fornecer uma atenção mais individualizada.
NA PRÓXIMA ATIVIDADE...
Logo após a partilha, o condutor fará a explicação sobre o próximo encontro: a “atividade dos desenhos” em que o aluno fará um desenho (e/ou pintura) que represente sua personagem através de imagens. É importante dizer que a própria personagem fará o desenho, que ele é uma forma de mostrar a si mesmo. Nesse sentido, todo material utilizado tem
importância; o papel e os materiais escolhidos ajudam a revelar sua personagem: as cores, canetas, giz de cera, hidrocor, colagem de imagens, carvão...
INDICAÇÕES AO CONDUTOR:
O condutor deve alertar seus alunos de que uma rápida prontidão para ativar os pontos de segurança da personagem é o melhor procedimento de instalação. Muitas vezes, alguns alunos insistem que precisam das mais diversas condições para instalar a personagem, mas são apenas pretextos para justificar seu despreparo. O condutor tem o dever de demonstrar que este trabalho é técnico e não “mágico”.
O exercício com “roupas imaginárias”, novamente requisita concentração e capacidade de mergulho num universo imaginário. Após tantos trabalhos, os alunos ganharam a capacidade para esta prática. Diante disso, o condutor aproveita o exercício para conversar sobre como esta visualização pode auxiliar na definição do figurino. A escolha do figurino revela dados significativos da personagem.
O condutor deve explicar também que os estímulos dos sonhos e conflitos visam dar suporte a uma dramaturgia que os alunos estão construindo e que será, posteriormente, usada em cenas solos. É muito positivo que o aluno tenha o prévio conhecimento dessas futuras apresentações em sala de aula. Após tantas experimentações, as próximas atividades ganharão mais consistência.
• Prontidão para instalação: pontos de segurança. O trabalho é técnico. • A escolha de figurino revela algo maior. Revela a personagem.
• A dramaturgia de cada personagem vem sendo construída. As cenas que serão feitas contam com essas bases.