des Langues Assisté par Ordinateur
3.3 Analyse syntaxique et détection d’erreurs
3.3.2 Règles syntaxiques et traitement des erreurs
3.3.2.1 Grammaires formelles ou indépendantes du contexte
A aula se inicia com os alunos dispondo seus materiais de desenho e/ou pintura, cada qual num ponto da sala. O condutor reforça, desde o início da aula, que esta atividade demanda silêncio e concentração de todos, não sendo admitidas conversas durante a prática. Realiza-se o procedimento de aquecimento padrão: pesquisa na sala com andar, postura,
respiração e olhar. O aquecimento deve ser feito de modo mais reduzido e ao final o condutor indica que todos devem visualizar seus pontos de segurança.
O condutor passa então a efetuar comandos estanques de entrada e saída técnica da personagem. No mínimo três vezes, o condutor deve alternar circunstâncias propostas concebidas no momento.
RODA DE PERSONAGENS COM ESTÍMULOS DO CONDUTOR:
Todos são chamados a um novo círculo de personagens. O condutor dá estímulos evocando as lembranças das associações: animal; natureza; cor; sabor; forma geométrica; arma e, também, imagens visualizadas em laboratórios; imagens que revelem o conflito, que revelem o sonho; as pessoas; os segredos. Após estas recordações, o condutor propõe a seguinte reflexão:
a) “O que você vê (conhece) de si mesmo e os outros também vêem? Aquilo que é do seu conhecimento e de todos que te rodeiam. Características suas que você não esconde.”
b) “O que os outros vêem (conhecem sobre você), mas você não vê? Aquilo que é do conhecimento de todos, mas você não consegue ver. Características da personagem que ela não consegue ver, mas que os outros à sua volta percebem.” c) “O que você vê (conhece) e não permite que os outros vejam? Aquilo que é só
do seu conhecimento e que você não deixa os outros perceber. Características da personagem que ela procura esconder.”
d) “O que nem você, nem os outros vêem? Aquilo que é mais escondido. Características da personagem que só o ator-criador conhece.”
PRÁTICA:
A prática ideal é de que o desenhista seja a personagem, numa espécie de auto-retrato. O aluno-ator deve se observar para retornar à personagem, sempre que se sentir muito distanciado. O condutor deve insistir que esse não é um trabalho para ser feito com pressa59. Quando terminar, o aluno-ator deve pegar seu desenho e se dirigir para uma área da sala onde aqueles que concluíram, esperam novas orientações.
59 Nas edições de 2004 a 2007, utilizamos um período entre uma hora e uma hora e trinta minutos para a parte prática dos desenhos.
O condutor deve então pegar este grupo que já concluiu e dar as seguintes orientações: o aluno deve agora olhar o desenho como autor e perceber se há algo que a personagem não colocou, mas que você, como autor, sabe que é positivo colocar. O aluno deve deixar pistas nas imagens daquilo que não é dito pela personagem. A última coisa a ser colocada é o nome que não é uma assinatura do desenho ou pintura, mas é o modo como o nome integra o desenho. O condutor deve estar atento para não haver um grande período de tempo entre os grupos que já concluíram e os que permanecem desenhando.
NA PRÓXIMA ATIVIDADE...
Concluída a parte prática com todos os participantes, o condutor passa à explicação da oitava atividade que será composta de apresentações individuais – com média de três minutos – nas quais, outra personagem – um terceiro – virá apresentar a sua personagem. Existe também a opção de ser sua personagem, mas em outra fase da vida – mais velho ou mais novo – aqui não há limites ou convenções estabelecidas.
A personagem que vem apresentar sua personagem é alguém que a conhece e vem defendê-lo aqui. Esta personagem – que o aluno fará – representa alguém que pode “traduzir”, que pode revelar as metáforas do “desenho” da sua personagem. É alguém próximo, mas não necessariamente, íntimo. É importante revelar a personagem através de um terceiro; o aluno deve criar uma nova personagem para esta breve cena. Essa nova personagem somente será utilizada nesta breve cena para apresentar o desenho.
INDICAÇÕES AO CONDUTOR:
A “atividade do desenho” é utilizada como mais um modo de apresentar as personagens. Portanto, não pode se abrir mão da concentração, do respeito ao outro e do silêncio que são fundamentais para esta prática. Se o processo for realizado num clima desfavorável, ele perde seu sentido. Sendo assim, é muito importante estimular a evocação de imagens aos alunos, o condutor deve criar um clima propício para os desenhos, música suave é recomendada.
Se um aluno-ator disser a já esperada justificativa: “eu não sei desenhar”, o condutor deve responder, calmamente: “por isto você estuda para ser ator e não desenhista...”
A prática do exercício é a de representar, em imagens bidimensionais, a personagem. Não é uma obra de arte, é apenas outra ferramenta do processo. Contudo, uma alternativa que também vem se mostrando eficaz nos últimos anos é a prática de colagens com imagens de revistas usadas. Mas, o condutor deve incentivar os alunos a desenhar, a interferir nas imagens, para deixar as pistas não reveladas.
Nos estímulos do condutor faço referência à teoria dos quadrantes, também chamada
Janela Johari60. Vale destacar que a teoria não é utilizada aqui como base psicológica, mas
como ferramenta de trabalho para o aluno-ator-criador ver sua personagem em diferentes ângulos e perspectivas.
Quanto às apresentações da próxima atividade, o condutor deve entender que a personagem do “terceiro distanciado” serve como alívio para as práticas tão intensas de pesquisa realizadas. O condutor deve estimular os alunos a dar asas à imaginação, que a única regra é que este alguém nos revela quem é a personagem. Lembre-se: é alguém que pode “traduzir” o desenho. Aliás, este desenho/pintura é o “prévio roteiro” da cena que será feita. O condutor deve também confirmar que esta não será uma cena improvisada na hora. A cena deve ser ensaiada antes, pois é uma apresentação em sala de aula.
• Concentração e respeito ao outro são fundamentais para o ambiente. • É bom deixar “pistas” das informações não reveladas nas imagens. • A personagem nova é alguém que pode traduzir o desenho.
• A cena não é para ser improvisada na execução, deve ser ensaiada antes.
60 O processo da percepção de um indivíduo em relação a si mesmo e aos outros foi objeto de estudo dos psicólogos norte-americanos Joseph Luft e Harry Ingham. Os autores desenvolveram a chamada Janela Johari ou teoria dos quadrantes. A personalidade do ser humano é algo difícil de compreender, pois muitos são os seus meandros. Agrava-se, ainda, esta complexidade quando se pensa no ser humano em suas relações com os outros. O método consiste na representação de “áreas da personalidade” para ilustrar as relações interpessoais e os processos de interação e aprendizado em grupo. Os quadrantes verificados são:"Eu Aberto" - constitui o comportamento humano em muitas das suas atividades, conhecido por este e por qualquer outro que o observe. É o quadrante mais exposto, já que é conhecido pelos dois pólos. Tal comportamento tem grande poder de variabilidade conforme o entendimento da pessoa sobre o que é correto ou não, em um determinado ambiente, grupo ou situação. Esta área caracteriza nossas atitudes gerais."Eu Cego" - se caracteriza por aqueles comportamentos que são facilmente percebidos por aqueles que observam a pessoa, porém que esta, geralmente, não está ciente. Manifestações nervosas, reações agressivas ou introspectivas, respostas sob tensão são alguns exemplos que caracterizam este quadrante. Evidências apontam que nesta área somos mais críticos com o comportamento dos outros sem nos dar conta de tal atitude em nós."Eu Secreto" - representa situações da própria pessoa que esta tem consciência, mas que ela, propositadamente, não deseja revelar aos outros. Em uma situação fechada ou autoritária é provável que haja muito mais deste aspecto do que em uma situação aberta."Eu Desconhecido" - inclui situações das quais nem a pessoa, nem os outros que a rodeiam estão cônscios. É constituído, por exemplo, por memórias da infância, potencialidades latentes e aspectos desconhecidos. (LUFT, 1961, tradução nossa)