PART ONE BASIC COMPLEXITY CLASSES
Theorem 2.9 The following language is NP-complete:
2.7 MORE THOUGHTS ABOUT P, NP, AND ALL THAT .1 The philosophical importance of NP
Uma grande percentagem dos estudos desenvolvidos sobre a doença oncológica, foram realizados com doentes portadores de cancro da mama, pelo que as conclusões obtidas devem ser analisadas em função da sua especificidade e não generalizados à totalidade dos doentes com tal diagnóstico (Grahn, 1996; Grahn & Danielson, 1996; Keitel & Kopala, 2000). McCaul, Sandgren, King, O'Donnell, Branstetter e Foreman (1999), considerando os estilos de coping e as suas implicações no processo adaptativo, estudaram um grupo de sessenta e uma mulheres com cancro da mama (estádio I e II), na altura do diagnóstico e após quatro meses, concluindo que o maior preditor de distress e deterioração da qualidade de vida após doença, era o coping evitamento, caracterizado pela negação demorada e a crença na realidade do desejo.
Neste mesmo sentido, outros estudos que analisaram o coping associado aos indivíduos com doença oncológica, concluíram que os padrões de coping passivo, com negação, ansiedade e por vezes mesmo depressão, estavam altamente associados a esta situação patológica. Isto acontecia, em especial nas fases mais avançadas da doença ou quando se encontravam a realizar tratamento de quimioterapia e/ou radioterapia, apresentando-se com grave deterioração da qualidade de vida (Grassi, Rosti, Albieri, & Marangolo, 1989; Litwins, Rodrigue, & Weiner, 1994; Oktay, 1998; Su-XY, Zhu-YL, & Cai-YY, 1997). Em alguns casos, estes estilos de coping, que podemos considerar inadequados, foram associados a outras doenças crónicas com exigências comparáveis, como a asma (Farr, 1999; Heim, 1998).
A depressão mostrou-se como uma reacção comum, mas não universal nos doentes oncológicos, com reacções de confrontração e optimismo também manifestadas, sendo o suporte social e a qualidade de vida os melhores preditores (Godding, McAnulty, Wittrock, & Britt, 1995; Grahn, 1996; Grahn & Danielson, 1996).
Dunkel-Schetter, Feinstein, Taylor e Falke (1992) identificaram, numa amostra de 603 doentes com cancro, cinco modelos de coping (procura de suporte social; focado na positiva; distanciamento; escape/evitamento cognitivo e comportamento de escape/evitamento), não apresentando nenhuma associação com as variáveis clínicas (tipo
de cancro, tempo de diagnóstico e fase de tratamento) nem com os problemas específicos por eles mais referenciados (dor e imprevisibilidade futura). Também a auto-percepção de doença e o significado subjectivo da sua recuperação, parecem ser independentes das definições médicas (Crotti, Morasso, Alberisio, & Lagomarsino, 1988).
Nordin e Glimelius (1998; 1999), tentando clarificar as suas próprias dúvidas nesta área, acrescentam que é hoje possível predizer o nível elevado de ansiedade e depressão no decurso da doença, tendo por base o distress subjectivo na altura do diagnóstico.
Outra área de estudo dirigiu os seus objectivos, no sentido de conhecer as implicações do estado emocional e coping para a sobrevivência e longevidade associadas à doença oncológica. Os resultados sugeriram uma diminuição do processo de recuperação e longevidade nos indivíduos com distress emocional elevado, associado a um coping depressivo (Faller et ai., 1999).
Apesar das graves implicações emocionais desta temida doença, podemos pensar com relativa segurança, que os doentes com cancro em fase de remissão, embora persistam fundamentalmente os medos de recorrência, são capazes de encontrar experiências positivas que enriquecem as suas vivências (Fredette, 1995).
Pétrie, Buick, Weinman e Booth (1999), num estudo realizado com doentes após enfarte de miocárdio e com cancro da mama, encontraram que os principais efeitos positivos descritos se situavam nas alterações ao estilo de vida não saudável, no caso dos cardíacos, e na maior proximidade das relações com os outros, nas doentes com neoplasia.
Alguns trabalhos desenvolvidos no sentido de verificarem o efeito das crenças espirituais e religião nos estilos de coping para lidar com a doença oncológica, utilizando um instrumento específico (Spiritual Beliefs Inventory - SBI 54) encontraram uma correlação positiva entre as crenças espirituais e religiosas, e a utilização de estratégias de coping de tipo cognitivo e activo, com implicações a nível da qualidade de vida (Baider et ai., 1999; Holland et ai., 1998; Holland et ai., 1999). Estes autores sugerem, que as crenças espirituais providenciam um quadro útil, de tipo activo-cognitivo, para os indivíduos enfrentarem as crises existenciais ameaçadoras, favorecendo o suporte social e o bem-estar.
Segundo Mães et ai. (1996), apesar das doenças crónicas, nomeadamente o cancro, constituírem indubitavelmente um violento stressor, estudos empíricos mostraram que os doentes não reportam altos níveis de stresse e baixos níveis de bem-estar, ao longo da história das suas doenças, em comparação com populações saudáveis. Excepção para as fases iniciais e terminais da doença. Segundo estes autores, o processo de adaptação deve ser analisado, tendo em conta o tempo específico da história da doença.
Outros estudos analisaram a ligação entre as estratégias de coping e a sobrevivência na doença oncológica. Neste contexto, as estratégias activas de coping (nomeadamente o espírito de luta), bem como a negação/evitamento, aparecem associadas a longa
sobrevivência, enquanto que as estratégias de coping depressivo (nomeadamente o desespero e o fatalismo), e o distress emocional, predizem uma menor sobrevivência, independentemente dos factores biomédicos de prognóstico, no doente com cancro do pulmão (Faller et ai., 1999). Estes resultados sâo explicados de duas formas: o processo de coping pode influenciar o curso da doença oncológica de uma forma directa, interferindo no processo de produção e actividade das natural killers (células NK), ou indirectamente, interferindo na adesão às indicações terapêuticas.
Referindo-se a estudos anteriormente realizados, Watson, Law, Santos, Greer, Baruch e Bliss (1994) consideram que as mulheres com cancro da mama, que reagiram ao diagnóstico da doença com "fighting spirit ou "deniar, apresentavam maior probabilidade de estar mais tempo livres de recorrências e viver mais. Em contrapartida, o "helpless/hopeless'' surge associado a altos níveis de psicopatologia.
Embora os estudos realizados com estas populações sejam escassos, as referências teóricas sobre o coping em geral, indiciam uma possível diferenciação entre os estilos de coping, de acordo com o género (Billings & Moos, 1984; Daly & Juban, 1999; Hagedoorn, Buunk, Kuijer, Wobbes, & Sanderman, 2000; Marin et al., 1995).
Tendo em conta os tratamentos associados ao cancro, nomeadamente a quimioterapia e a radioterapia, a evidência mostra que produzem distress psicológico moderado e deterioração funcional. O período após cirurgia e o que precede o início dos tratamentos adjuvantes são visivelmente períodos caracterizados por perturbações nas relações sociais, ansiedade e irritabilidade (Buick, Pétrie, Booth, Probert, Benjamin, & Harvey, 2000).
Segundo Buick et ai. (2000), os períodos que antecedem o início dos tratamentos (de quimioterapia ou radioterapia), são de elevado nível de distress. No entanto, a especificidade do tratamento parece influenciar o seu confronto, verificando-se uma diminuição do distress, durante os períodos de tratamento com radioterapia, contrariamente aos doentes que realizam quimioterapia, cujo distress e as perturbações funcionais se mantêm (ou mesmo aumentam) por longos períodos, e até mesmo algumas semanas após terminado o tratamento.