PART ONE BASIC COMPLEXITY CLASSES
CHAPTER 8 Interactive proofs
8.6 PROGRAM CHECKING
A Mental Adjustment to Cancer Scale (MAC Scale) foi desenvolvida por Watson et al. (Greer, Moorey, & Watson, 1989; Watson, Greer, & Bliss, 1989; Watson et al., 1988).
A MAC-Scale teve por base um estudo realizado no King's College Hospital e no Royal Marsden Hospital de Londres, com 235 doentes com diversos tipos e estádios de doença oncológica. Foi concebida para estudos clínicos de grande dimensão, com a finalidade de avaliar a extensão pela qual os doentes adoptam determinadas respostas no processo de ajustamento ao diagnóstico e tratamento da doença oncológica. Pode ainda ser utilizada na monitorização de resultados da intervenção psicológica (Fukui et ai., 2000; McLachlan et ai., 1999; Nordin & Glimelius, 1999; Santos et ai., 1994).
Mostrou-se como uma escala adequada, fiável, estável e de fácil aplicação (Greer & Watson, 1987). Posteriormente foi utilizada em diferentes estudos, traduzida e adaptada para diferentes idiomas, sendo também aqui considerada como um instrumento válido para a avaliação simultânea das estratégias de coping e reacções emocionais à doença oncológica (Nordin & Glimelius, 1999).
Trata-se de uma escala de auto-preenchimento, composta de 40 itens, que incluem declarações em que o indivíduo deve assinalar a medida em que essas afirmações se aplicam à sua situação individual. As respostas são apresentadas segundo uma escala de concordância de tipo Liken), com 4 opções de resposta. Ao número 1 corresponde a resposta "não se aplica de modo nenhum a mim", ao 2 "não se aplica a mim", ao 3 "aplica-se a mim" e ao 4 "aplica-se totalmente a mim".
Não pretendendo abranger todos os tipos de reacções possíveis, esta escala mede um conjunto de respostas psicológicas ao diagnóstico de cancro, nomeadamente: Espirito de Luta; Desespero/Desamparo; Preocupação Ansiosa, Preocupação Fatalista e Evitamento/Negação. O último grupo mencionado, dado conter apenas um item, não foi considerado pelos autores como uma sub-escala.
A sua cotação é realizada de acordo com as indicações inscritas no manual específico dos autores (Watson, Greer & Bliss,1989).
Adaptação da MAC Scale ao grupo de doentes oncológicos
A Escala de Ajustamento Mental ao Cancro (MAC Scale) utilizada neste estudo para ser aplicada ao grupo de doentes oncológicos, resulta de um trabalho de tradução para o idioma Português desenvolvido por Baltar, Ribeiro e Araújo (não publicado) com base na Mental Adjustment to Cancer Scale (MAC Scale) de Watson et al. (1988).
Foi solicitada autorização aos autores para a sua utilização, e a escala foi mantida com as suas características originais, relativamente ao sistema de mensuração/cotação. Embora não concordante com as indicações dos autores, e conscientes da redução na sua eficácia, foi substituída a palavra "cancro" por "doença" ao longo de todo o questionário, no sentido de facilitar a sua aceitabilidade nos serviços de saúde, a que se recorreu neste estudo.
A selecção deste instrumento de medição das estratégias de coping, deveu-se à sua especificidade para a amostra em estudo. No entanto, a sua ainda escassa aplicação no nosso país, nomeadamente na versão utilizada, levou-nos a realizar um estudo de adaptação, após a sua aplicação à primeira amostra (Av.1) de doentes oncológicos que compõem este trabalho (N=385), e cuja caracterização foi apresentada em estudo de adaptação anteriormente exposto (pág.142).
No sentido de analisarmos a sua validade da constructo, realizámos a ACP seguida da validade convergente-discriminante dos itens. Decidimos eliminar os itens que apresentaram baixa correlação com os restantes e muito baixo poder discriminativo entre as sub-escalas (Polit & Hungler, 1997). Assim, para a eliminação de itens, utilizámos os seguintes critérios:
1. Itens com carga factorial inferior ou igual a 0,30.
2. Itens com validade discriminante igual ou inferior a 0,05 entre as duas sub-escalas com carga superior.
3. Itens que diminuem a consistência interna (alpha de Cronbach) da sub-escala a que pertencem.
A ACP forçada a 4 factores (no sentido de nos aproximarmos da versão original), foi seguida do estudo da validade convergente/discriminante dos itens. A solução obtida, explicava uma variância total de 36,69% embora a sua distribuição não fosse uniforme. Concluímos que os 40 itens que compõem a escala se organizavam, na presente amostra, de forma distinta da apresentada pelos autores. Os dois últimos factores, apresentavam uma variância muito baixa (entre 4,30 e 3,90) e um alpha de Cronbach também baixo (entre 0,50 e 0,44). Por outro lado, todos os itens que os incluíam se apresentavam também em outro factor, na maioria dos casos com validade discriminativa muito baixa (£0,10). Após analisado o conteúdo dos itens e tendo em conta o princípio da descontinuidade (Polit & Hungler, 1997), foi decidido extrair apenas dois factores, obtendo-se uma estrutura factorial que explica 31,28% da variância total.
De acordo com os critérios previamente definidos, eliminámos 3 itens (itens, 27 e 33), por apresentarem carga factorial inferior a 0,30, e mais 5 itens (itens 5, 6, 10, 13 e 17) por
apresentarem um baixo poder discriminativo entre as duas sub-escalas (validade discriminante <0,05), resultantes da ACP.
Foram então analisados os valores de fidelidade da escala, sendo retirado o item 19 por diminuir o valor de consistência interna dessa sub-escala.
Características da MAC Scale: Versão adaptada
A escala em análise mostrou caracterizar-se, na presente amostra, por uma organização conceptual diferente da apresentada pelos autores. A escala, na sua versão final para estudo, é constituída por 31 itens, distribuídos em dois factores.
1. Desânimo/Fatalismo - Composta por 17 itens. Apresenta um valor de consistência interna de 0,85.
2. Espírito de Luta/Aceitação - Composta por 14 itens. Apresenta um valor de consistência interna de 0,82.
A leitura dos resultados será realizada tendo em conta que, quanto maior o valor atribuído ao somatório dos itens de cada componente, maior é a adopção das estratégias de coping para lidar com a doença oncológica, avaliadas por cada uma delas. Assim, altos scores na sub-escala Desânimo/Fatalismo correspondem a altos níveis de coping considerado como pouco adaptativo ou coping negativo e, em contrapartida, altos níveis de Espírito de Luta/Aceitação correspondem a altos níveis de coping considerado como mais adaptativo ou positivo (Greer, Moorey & Watson, 1989; Watson, Fenlon, McVey, & Fernandez-Marcos, 1996).
Em anexo, são apresentados os resultados globais deste estudo de adaptação.
(Anexo VII)
5.5.6. Mental Adjustment to Cancer Scale - Partner (MAC Scale - P): Aplicada aos