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Terroir des fromages traditionnels et classification

A definição de objectivos e benefícios, dentro do contexto colaborativo, pode ser um processo extenso e moroso. No âmbito da análise de eficiência, os objectivos e benefícios obtidos pelas empresas, podem ser utilizados como guias na procura de indicadores para servirem como inputs e/ou outputs.

Um estado mais alongado sobre esta temática poderá ser consultado na obra de Abreu (2006), onde são discutidos com mais pormenor as definições de benefícios, as suas categorias e a forma de os calcular.

Os benefícios podem ser interpretados como sendo os resultados obtidos pela presença de uma empresa numa rede colaborativa. Recorrendo a uma lista de indicadores, utilizados para medir o nível de colaboração de cada empresa, é possível identificar quais os que melhor se adaptam para servirem como inputs e quais os que podem ser utilizados como outputs.

Para desenvolver este estudo, utilizaremos 12 empresas como grupo amostral, designadas como DMUs, e três inputs e três outputs.

Tabela 21 - Indicadores utilizados para o estudo de análise de eficiência do caso de estudo

Indicador Tipo Natureza

Qualidade Input Indicador global de qualidade, que reflecte a capacidade de um actor36 fornecer produtos e/ou serviços de qualidade.

Fiabilidade Input

Referente á fiabilidade que um actor apresenta, que espelha a sua capacidade de apresentar como produto/serviço final o que tinha sido proposto inicialmente.

Situação

Económica Input Indicar que agrega toda a informação de cariz económico-financeiro de cada actor. SCB (Benefícios

de

Contribuições Sociais)

Output

Determinação do valor dos benefícios fornecidos por um actor ai, num determinado contexto ou num dado intervalo de tempo, em relação a um conjunto de actores.

EB Output

Determinação do valor dos benefícios recebidos por um actor ai, num determinado contexto ou num dado

intervalo de tempo, com origem num conjunto de actores

Colaboração Output

A determinação deste indicador permite medir o nível de participação efectiva de um actor em processos de colaboração solicitados por terceiros. Em termos de análise de redes sociais, corresponde ao grau exterior de um actor.

Os inputs utilizados, de seguida detalhados, foram interpretados como contribuições para a rede colaborativa.

O input Qualidade define-se como o nível de qualidade que uma empresa possui. O índice de qualidade está directamente relacionado com a qualidade que uma empresa oferece nos seus produtos, serviços, entre outros.

È uma medida global de qualidade, englobando vários factores, que visa dar a um potencial cliente uma indicação da capacidade da empresa fornecer um serviço de qualidade. Quanto mais elevado for este indicador maior o potencial colaborativo da empresa, uma vez que é provável que colabore com mais empresas dentro da rede.

Por seu lado, Fiabilidade, é um indicador de confiança, que está directamente ligado á capacidade que cada empresa tem de cumprir o estipulado, seja em termos de prazos de entrega, especificações do produto, etc. Tal como o input Qualidade, em Fiabilidade, espera-se que o índice de cada DMU seja o máximo possível dentro da escala, indicando assim, que é um potencial bom parceiro numa rede colaborativa.

O terceiro input que vai ser considerado no nosso modelo é a Situação Económica que se relaciona coma avaliação da situação financeira da empresa. Este valor é máximo quando a empresa possui uma situação financeira que é considerada pelos avaliadores como tendo um baixo risco de incumprimento dos seus compromissos com a banca, por exemplo,

capacidade de endividamento da empresa, capacidade de obtenção de crédito junto dos bancos.

Cada DMU analisada vai contribuir com os seus produtos ou serviços, mas para encetar processos comerciais e/ou colaborativos, vai ter de ser analisada através dos indicadores que a caracterizam e que são comuns a todas as empresas, permitindo que se criem rankings associados a cada indicador, que a posteriori ajudarão gestores e administradores a escolher os melhores parceiros.

Do outro lado do processo colaborativo, do lado do retorno, encontramos os benefícios ou resultados, chamados outputs.

A(s) empresa(s) com melhor mix de inputs é de esperar que apresentem melhores resultados, ou que retirem mais benefícios, através da participação na rede. Os resultados como vimos, serão analisados por três outputs.

O primeiro dos três outputs, SCB (Benefícios de Contribuições Sociais), é definido como sendo o total de benefícios que uma DMU, num determinado contexto ou intervalo de tempo, concede a um outro conjunto de DMUs. Pode ser entendido como uma medida que afere a quantidade de ligações estabelecidas entre uma DMU e outras DMUs presentes na rede, através da medição do número de benefícios total que a DMU em causa concede ao grupo de DMUs com as quais colaborou.

Por seu lado, os Benefícios Externos (EB) é o inverso do anterior, é o conjunto de benefícios que uma determinada DMU recebe pela cooperação com um grupo de DMUs presentes na rede colaborativa.

O terceiro e último input, Colaboração, mede o número de processos colaborativos iniciados por uma determinada DMU dentro da rede Virtuelle Fabrik. È de esperar que um maior número de processos colaborativos seja sinónimo de maiores benefícios, pecuniários e não só, para a DMU em análise.

A análise por DEA procura encontrar um único indicador, chamado indicador de eficiência, que analisa as contribuições e retornos obtidos por cada empresa para a rede colaborativa, ou seja, agrega todas as informações relativas aos indicadores que caracterizam cada DMU e compara com a capacidade de cada DMU retirar benefícios da mesma rede. È de esperar que uma empresa ou DMU que tenha bons indicadores de entrada, inputs, consiga estabelecer muitas e “frutuosas” relações com os restantes membros que pertencem á rede, com conseguintes valores elevados de resultados obtidos pela sua inserção na rede.