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Teneur en chlorophylles et caroténoïdes Les chlorophylles qui sont des substances

Dans le document Vol 08 – N01 (Page 43-46)

MATÉRIEL ET MÉTHODES

2. Teneur en chlorophylles et caroténoïdes Les chlorophylles qui sont des substances

As questões foram divididas sequencialmente e buscam discorrer sobre as temáticas: 1) Comunicação empresarial; 2) Caracterização da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) na instituição de Ensino Superior; 3) Divulgação Científica na Instituição.

5.1.1 Política de comunicação formal

De acordo com as respostas obtidas, é possível afirmar que, tanto a universidade estadual quanto a federal, não possuem uma Política de Comunicação formal. Entretanto, as duas instituições guardam significativas diferenças no entendimento, organização e status do setor de comunicação, assim como no desenvolvimento das ações de Comunicação Empresarial.

Contudo, apesar de ter sido apontado na entrevista nº 6 que haveria um livro com a política de comunicação UFMT, esse material não foi encontrado e não é de conhecimento dos demais profissionais do setor. Por isso, apesar de haver orientações para o setor e definições de suas principais linhas estratégicas, operacionais e editoriais, não há uma Política de Comunicação formalizada, na concepção do termo adotada nesta Tese, já que não é conhecido pelos demais profissionais do setor e ainda não está plenamente divulgado internamente.

Considerando a relevância do assunto, ressalto, novamente, que a adoção de uma Política de Comunicação seria importante para unificar critérios e procedimentos de comunicação e contribuiria para integrar todas as atividades desenvolvidas em cada IES, com maior eficiência e eficácia dos modelos de gestão organizacional.

5.1.2 Estruturação do setor de Comunicação Empresarial

A UFMT mantém uma estrutura de comunicação mais bem articulada e estruturada do que a Unemat. Na universidade federal há composição de equipe de forma mais ampla e multidisciplinar (incluindo jornalistas, radialistas, publicitários, técnico de TV, biblioteconomista), há funções delimitadas e definição das linhas prioritárias da comunicação. Na Unemat, o quadro dedicado ao setor de Comunicação é restrito a 5 jornalistas, cinegrafistas, um editor e um técnico de rádio, número considerado bem inferior ao que seria necessário. Uma força relatada em sua equipe de comunicação é a existência somente de

profissionais concursados para o cargo, assim como do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) que possibilita desenvolver ações de qualificação e treinamento.

Além de o corpo profissional ser maior e mais diversificado, considerando-se os recursos humanos e materiais, a Assessoria de Comunicação da UFMT está ligada diretamente ao reitor, com status de pró-reitoria. Na estadual, por outro lado, subordina-se ao Chefe de Gabinete, o que representa menor poder e autonomia. Uma Comunicação Empresarial que não esteja ligada ao órgão máximo de decisão numa organização dificilmente poderá ser considerada estratégica.

5.1.3. Objetivos e diretrizes da política de comunicação

Mesmo sem contar com uma política formal de Comunicação, os gestores das universidades, assim como os respectivos profissionais de comunicação indicaram, em suas respostas, alguns objetivos e diretrizes que deveriam constar nesse documento, para que as atividades desenvolvidas pudessem contribuir com as metas globais definidas para o desenvolvimento institucional.

Na Unemat, dentre os objetivos e diretrizes mencionados, apontaram-se o fortalecimento da imagem da instituição perante seus diferentes públicos, principalmente o interno, mas também com o Governo do Estado e sociedade em geral. Nesse aspecto, os diferentes gestores destacaram, veementemente, que a própria comunidade interna desconhece as pesquisas realizadas pela Universidade.

“As pessoas não têm noção do que é a Unemat”, esta é a ideia mais fortemente evidenciada pelas falas dos diferentes depoentes. A percepção do público mato-grossense, na concepção dos gestores, seria que a sociedade em geral pensa que essa Universidade atua somente na formação de professores; o Governo do Estado não teria a menor noção do que a universidade faz, a ponto de pedir um “banco de expertises”, contendo elucidação das áreas em que a instituição poderia contribuir com as demandas do estado. Já o público interno desconheceria completamente pesquisas e as formas de comunicação, como revistas científicas e linhas editoriais da Unemat Editora.

Já na UFMT, os entrevistados afirmaram que há um direcionamento consolidado da comunicação. A política de comunicação da universidade objetivaria: 1) apresentar a UFMT como uma instituição social; 2) colocar a IES à disposição do desenvolvimento regional. Quer dizer, como instituição social, ela está sujeita a toda regra, fiscalização, tudo o que a população quer saber, ela está sujeita a ser chamada, a ser convocada pela sociedade a ajudar a resolver

problemas da sociedade. “Enquanto no eixo de desenvolvimento regional, ela quer participar e se coloca à disposição como parceira como qualquer outra coisa no que diz respeito àquilo que é bom para Mato Grosso”, afirmou o depoente 6. Não seria apenas uma perspectiva econômica, mas humana, política e social também.

5.1.4. Responsabilidades do setor de comunicação

Na Unemat, foram apontadas, como atribuições da Supervisão de Imprensa, assessorar a reitoria, abastecer o site e o atendimento à imprensa. Já na UFMT, mostrou-se um conceito mais ampliado e estratégico, que abrangeria as ações de planejar, executar e orientar a política de comunicação institucional, objetivando a uniformização dos conceitos e procedimentos de comunicação, assessoramento da administração, organização de documentos e relatórios.

5.1.5. Públicos de interesse da Instituição

O setor de comunicação da Unemat afirmou não existir um perfil de público definido, sendo enumerado somente como prioritário o público externo (de forma ampla e indefinida). Tal público prioritário seria justificado, conforme Entrevista 3, por querer se fazer conhecer enquanto instituição. Além desse público externo, os gestores apontaram a necessidade de ampliar diálogo com o Governo do Estado e suas secretarias, e público interno (notadamente docentes que desconhecem as ações da universidade).

Na UFMT há um entendimento de que os públicos prioritários seriam constituídos pelos públicos internos, a saber, alunos, professores, servidores técnico-administrativos da graduação e pós-graduação e externos, estudantes do ensino médio, potenciais alunos da instituição, entidades sociais comunitárias, empresariais, gestores públicos nas três esferas de poder, integrantes do Legislativo, Judiciário e outras instituições de ensino e pesquisa. Os gestores apontaram, ainda, a necessidade de a Gestão fazer representar a universidade junto às secretarias de Governos e órgãos representativos da categoria, dentre os quais, Andifes, Fórum de Reitores de Universidades Públicas, comissões vinculadas a secretarias de estado.

5.1.6 Focos básicos da comunicação para a instituição

Na Universidade do Estado, a comunicação e divulgação de pautas e releases, assim como produtos de comunicação, é feita sob demanda, não havendo definido os focos básicos

da comunicação. Os gestores e técnicos da Unemat relataram a necessidade de padronização de técnicas e procedimentos, utilização de procedimentos comuns, referentes ao uso de materiais impressos, definição de critérios para a cobertura jornalística (os “valores-notícia”), além de produção de manuais de padronização de conduta jornalística, de identidade visual e utilização correta da marca.

Já a ênfase adotada na UFMT está relacionada à divulgação dos valores da instituição, como instituição social, que atua para o desenvolvimento regional, princípios éticos, transparência e envolvimento com a comunidade. Assim, tais valores seriam evidenciados nos diferentes espaços de divulgação institucional (eventos, congressos, seminários, colóquios, decisões administrativas acadêmicas, oportunidades de cursos de graduação, pós-graduação, extensão, capacitação, aperfeiçoamento, editais de seleção e de concursos) e de divulgação científica (pesquisas produzidas por meio da pós-graduação e projetos registrados na Pró- Reitoria de Pesquisa, projetos contemplados por órgãos financiadores, oportunidades de participação nos editais dos órgãos de fomento e financiamento).

5.1.7 Veículos de comunicação utilizados pelo departamento de comunicação

A Unemat mantém, como seu principal canal de comunicação institucional, o site (www.unemat.br), abastecido de notícias, fotos e vídeos pela equipe de comunicação. Além do Portal, a Universidade relançou, em 2015, o impresso Unemat Comunica, ambos utilizados como veículos de comunicação para a comunidade interna e externa. A instituição não adota veículos segmentados por públicos. Dentre novas iniciativas, está sendo construído um jornal com conteúdo científico, denominado Eureka, que ainda não foi lançado.

A Unemat não tem política de uso e conduta nas mídias sociais. A IES mantém perfis no Facebook, Twitter e YouTube, entretanto, não há definição e planejamento do conteúdo e delimitação de temas de interesse a serem postados, assim como inexiste produção de conteúdo específico e exclusivo para esses canais. Conforme informações fornecidas, um profissional fica responsável por alimentar essas mídias, mas não é dedicado exclusivamente para tal atividade. A Instituição ainda não prioriza esses canais de relacionamento, a despeito de seu público ter declarado se informar sobre temas relativos ao C&T, prioritariamente, pela internet, seja por portais ou mídias sociais.

Já no site institucional da UFMT, não há divisão das matérias por editorias, entretanto, há subdivisão de uma página mais geral para o aluno, uma para o servidor e uma para o professor.

Os canais impressos de comunicação para o público interno são: 1) ComVivência: para público interno, vai por correio para a casa do servidor e professor; 2) Boa notícia: boletim anual, coletânea de todas as notícias do ano que são consideradas de mérito da UFMT. É distribuído no câmpus e colocado no site em PDF; 3) Boletim dos Bacharelados e Boletim das Licenciaturas: experiência didática, em parceria com a Pró-reitoria de Ensino de Graduação e é distribuído por eles mesmos para o público dos cursos de licenciatura e bacharelado. Para público interno e externo: 1) Revista UFMT Ciência (impressa): uma parcela vai para o câmpus e outra, junto à Secretaria de Educação, para as escolas de Ensino Médio; 2) Jornal da UFMT: distribuído nas bancas e no câmpus gratuitamente e também vai para as autoridades, Governo do Estado e prefeituras; 3) Acontece na UFMT: agendinha impressa, distribuído na guarita para todos os que passam. Folheto com informação rápida de interesse geral. 4) Revista Fapemat Ciência: público externo, segmentado por público em geral, iniciados ou não em assuntos científicos, e espaço dedicado para crianças; 5) UFMT.Ciência (online): o site vai ser lançado.

Os canais de mídias sociais dessa instituição, como Facebook e Twitter, conforme entrevista 8, congrega mais o público interno apesar de, em época de ENEM, atuarem como canal de comunicação, tirando dúvidas dos candidatos.

5.1.8 Relacionamento com a mídia

A Unemat declarou que não tem procedimentos formalizados no atendimento à imprensa, mas atua enviando releases e sugestões de pautas e atendimento às demandas.

Mesmo sem contar com políticas formais de comunicação para a imprensa, as políticas informais da UFMT estão voltadas ao cultivo de um clima de cooperação da equipe. Nesse sentido, fazem o atendimento à imprensa, direcionando os pesquisadores através do guia de fontes e assessoria também para propor temas à imprensa, por meio de releases, sugestão de pauta e dos próprios veículos de JC.

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