• Aucun résultat trouvé

Phenolic composition of the green tea extract

Dans le document Vol 08 – N01 (Page 62-68)

A instituição possui um planejamento ou política que norteie as ações de pesquisa e sua maior visibilidade?

Sim, eu acho que temos. A gente começou a fazer pesquisa, há alguns anos atrás, quando foi criado o comitê de iniciação científica. Começamos uma relação com o CNPq, passamos a ter bolsa do CNPq. Quando a gente faz uma adesão ao PIBID, conseguiu também levar a questão da pesquisa para as licenciaturas. Eu acho que a ideia ruim na universidade é de que as áreas Ambientais pesquisam, e as Licenciaturas e as Sociais Aplicadas não pesquisam. Para a gente ter um efetivo trabalho na pesquisa, é preciso qualificar docentes e técnicos, porque já passou o tempo em que a universidade vivia só de professor. Eu acho que a universidade, nos últimos 10 anos, fez alguns investimentos, tanto na qualificação docente, quanto na de técnicos, e começou os primeiros passos no engajamento de editais nacionais e também internacionais. Então, ela passa a ter aprovação nos projetos nacionais, desde CNPq, Capes e outros órgãos de fomento que a gente tem, como Finep.

Então, se a Unemat sai de um programa de stricto sensu para 12 programas, isso mostra que existe um trabalho de pesquisa. Houve avanço com a criação de comitê de ética e sistema, mas tem que avançar ainda mais. O programa para cadastramento de pesquisadores deveria ter uma visibilidade, mas está com problemas, e precisa ser melhorado. E o que é mais triste é que ele só fica na pesquisa. Então, quando você põe o discurso da indissociabilidade ensino- pesquisa-extensão, o próprio sistema quebra.

Também há um excesso de burocracia para institucionalizar a pesquisa. Eu tenho um projeto onde que eu passo numa via sacra: eu passo nessa pró-reitoria, eu passo naquela pró- reitoria, eu passo naquela outra. Então a gente fragmenta e quebra o discurso. Faz um discurso e pratica outra coisa, enquanto estrutura.

Pesquisa avançou, mas tem outros desafios: fomento em todas as áreas, estrutura que junta pesquisa com pós-graduação e faz pressupor que pesquisa está ligada à pós-graduação, e não é extensiva ao ensino. Hoje a gente ainda tem essa dificuldade de ter uma Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação que leve à indução da cultura de que a pesquisa está para a pós, e a

graduação está para o ensino, e que não pesquisa. Só essa divisão já traz problemas. Tem que haver uma mudança cultural.

A pesquisa deveria levar à busca da qualificação. Tem também desafio para desenvolver e fomentar pesquisas em todas as áreas. Começaram a caminhar Letras, Literatura, Educação. E as outras, como Administração, Ciências Contábeis, esse povo não pesquisa? O estado, na sua estrutura técnico-orçamentária, não precisa de pesquisas? Então, também se buscou pensar nessas outras áreas. Então, isso também é um lugar que a universidade tem que olhar como um todo.

Quais as metas para o desenvolvimento da C&T da Unemat a curto e longo prazos?

Eu acho que a universidade precisa ter um NIT forte [Núcleo de Inovação Tecnológica]. Esse núcleo foi criado, ficou internado e, hoje, com essa política de estar mais perto do governo, de criar um parque tecnológico, a gente tem que estar mais dentro, mais infiltrado. Então a gente precisa se dar a ver. Aí, a outra meta é trabalhar em parceria com a Fapemat e se fortalecer mais rápido. Porque a gente precisa ter uma face que estude o estado, o estado e o Brasil, para que a gente também faça indução de pesquisa. Senão, eu fico somente naquilo que o pesquisador deseja (às vezes eu falo isso e eu sou mal interpretada). Mas eu brigo para que a FAAP tenha pesquisas induzidas em todas as áreas. Senão eu sou uma pesquisadora, trabalho para a Unicamp, para a UFMG, no edital do CNPQ. E essa minha pesquisa é boa para mim, para o meu grupo de pesquisa, mas não é boa para o estado. Eu nem sei se o que eu estou pesquisando é uma carência de estado. Eu estou fazendo, mas em nada ele tem o nome, que ele está vinculado a uma universidade e com esse nome ele conseguiu chegar. O laboratório não é para ele. Ele deve trabalhar na parceria com a FAAP e com ela, internamente, referenciar o papel das pró- reitorias. Aí o meu desejo de ter um é um pouco mais.

Eu penso que a Fundação de Apoio tinha que captar recursos e, naquilo que sobra, a gente tinha que fazer pesquisa - e não fazer o edital como a gente fez esses dias atrás de promoção de eventos. Eu acho evento o lugar de Divulgação Científica, mas como nós temos que escolher prioridades, acho que, se a fundação tivesse um volume de atuação pouco maior, poderia captar recursos também e também injetar recursos para fomentar algumas áreas, porque nem todos aparecem nos editais externos.

Se nós somos uma Universidade do Estado, nós temos um papel com o dinheiro público que nós gastamos, de retornar para essa sociedade. Qual é a razão de nós existirmos enquanto produção de ciência? A razão é: aquilo que eu estou pesquisando serve para alguma coisa. Enquanto meta, a gente precisa fortalecer a FAAP, mas fortalecer e participar do Conselho

Curador, fazendo um papel. Aí sim, você tem que ter editais induzidos, mas tem que ter universais também, para aquelas áreas que ainda não estão consolidadas.

Você também tem que fomentar outras áreas, porque o papel da Universidade não é só formar em nível de ensino, senão seria um centro universitário, mas o papel da universidade é trabalhar a indissociabilidade. Você não pode permitir que os cursos sejam eternos cursos de graduação. Em direito, por exemplo, temos que investir para também produzir ciência na área, senão a gente acata só o que está por aí, a gente replica.

Como a senhora considera que deveria ser desenvolvida a visibilidade institucional da Unemat no contexto estadual e nacional?

O que nós fazemos - e o que as pessoas sabem que nós fazemos - é uma coisa inóspita, muito distante. A ponto de o Governador me pedir uma lista de expertise. Eu fui em uma reunião da bancada federal. Eu falei para um deputado assim: Como é que eu faço para esse pessoal enxergar a Unemat, como ela é? Porque vídeo vocês não têm tempo de ver, folder vocês não têm tempo de ler, como é que eu chego? Como é que eu alcanço?

A gente precisa ter uma página que seja um pouco melhor. A gente tem demanda demais e pouca gente. Você não mais qualifica um técnico de nível médio para determinados serviços, você já tem que pensar no técnico de Ensino Superior para ele já acompanhar as demandas que a gente tem. Temos que ter essas ações como metas, para pensar a universidade como espaço de produção de Ciência e Tecnologia.

Conforme dados da PRPPG, a instituição não tem definidas áreas prioritárias de pesquisa. Como priorizar o desenvolvimento de áreas estratégicas para o desenvolvimento da ciência no estado?

A pergunta é: o que você quer com a pós-graduação para os próximos anos? Aí você chama para fazer planejamento estratégico participativo. Aí você fica olhando as discussões, como é que as pessoas discutem uma oportunidade dessas? Como é que elas olham? Elas vêm outras coisas. Com a discussão do Plano Estadual de Ciência e Tecnologia, o que é que a gente pensou? Que não dá para a gente discutir sozinho, sem que o estado defina também.

O Estado está criando esse Plano de Ciência e Tecnologia, então, a expectativa é que, depois disso feito, a PRPPG e as outras Pró-Reitorias vão dizer naquelas possibilidades dos nossos editais internos e também naquelas da própria face olhar para isso. A expectativa é que o plano me diga para onde nós temos que ir para caminhar junto. A gente não pode fazer planejamento de costas para o estado e para o mundo.

Quando foi o primeiro evento da Abruem, quando eu assumi a pró-reitoria de graduação, eu queria largar a pró-reitoria. Eu cheguei lá e o pessoal estava discutindo mobilidade acadêmica. Eu olhava para a pró-reitoria que eu estava assumindo e eu pensava: “O mundo está há 30 anos na nossa frente, e nós estamos aqui atrás discutindo currículo com dificuldade, achando que aumentar os anos de currículo é que é o legal”. Então falta isso, eu pensar que eu tenho que atuar aqui, mas eu não posso ser de uma universidade do mesmo jeito que eu sou de uma escola. Eu ainda acho que nem na escola deveria ser assim. Na escola só é assim porque as pessoas pensam assim. Mas como é que a gente vai fazer isso? Olha, eu sou funcionário da Unemat, eu não posso falar a mesma coisa que todo mundo fala, porque eu trabalho em uma universidade. Então isso é a grande dificuldade. Então Plano Estadual de Ciência e Tecnologia é uma expectativa também para fortalecer a FAAP

Como a política de pesquisa da Unemat se articula com políticas de Governo?

Acho que é de governança primeiro. Ela tem que acompanhar um Plano de Ciência e Tecnologia, participar dos conselhos e ouvir o Estado, ter uma escuta do Estado. Porque uma pesquisa bem-feita aqui pode servir para outras regiões. Então, eu acho que essa articulação a gente tem conseguido fazer ultimamente, mas ela precisa ter uns canais melhores de instrumentação, que não faz isso só porque você acha que é importante. Você tem que ocupar conselhos, você tem que estar dentro da secretaria de educação, já que é ela que forma pessoas para a educação, você tem que ter pesquisa na área da Educação, porque isso é o que a Secretaria de Estado de Educação precisa que você pesquise. Ela está no caos com o ensino médio, os números da educação estadual não são bons. E do que a nossa área de licenciatura pesquisa, o que retorna para eles? Então a gente tem que estar sempre articulada com a secretaria de governo. Quem entra nesse estado, a gente tem que convencê-lo de que a Unemat existe - e deve continuar existindo -- a gente tem que reivindicar um pai. A gente é aquele filho que briga por continuar vivo. Mas a gente não tem o reconhecimento como a gente vê aí em nível de estado, por parte do Governo. Pega as paulistas [as universidades que atuam no estado de São Paulo], por exemplo, pega a de Manaus, que o governo assume. Então, nós nunca tivemos isso na história do Estado.

Conforme levantamento realizado em nossa pesquisa, no acompanhamento do site da Unemat por um ano, a competência da Universidade menos divulgada é a pesquisa. A que a gestão atribui esse número?

Maior desafio eu acho que a gente tem e a universidade não sabe. O programa do qual eu participo, que é o da Linguística, participa de periódicos de um monte de lugares e eu nem conheço, porque nós não temos uma política de Editora. É o nosso desejo agora. Uma outra importância da FAESPE, a nossa Fundação, é que eu quero abrir editais para publicação. Nós temos que ter uma política de Editora, nós não temos. Se você perguntar para mim o que é editora financia, quais as linhas do Conselho editorial, eu não sei. Estamos fazendo pela primeira vez. Porque, senão, eu publico o seu livro porque eu te conheço, eu não tenho um critério. A gente precisa ter uma editora como um espaço de divulgação. Editora que tem uma livraria, porque nós não temos livraria. Você já viu alguma Editora que não tem livraria? Tem que ter. E outra, como é que a gente regula os periódicos da Unemat? Tem 300 periódicos que saem, que o mundo conhece, mas você que trabalha aqui não conhece. E como isso entra no cômputo do anuário estatístico sobre visibilidade? Será que os nossos governantes e nós mesmos não sabemos o que é produzido nessa Universidade? Dos artigos que os professores mandam para as revistas, nós não temos o retorno, porque esse é feito lá nos programas.

Falta gente e se eu hoje, como reitora, exigir, eu vou matar os funcionários de trabalhar. Eu quero a comunicação produzindo informação, divulgação. Aí eu falei do jornal, mas o jornal fez muitos efeitos importantes para as pessoas. A revista que a Lígia [jornalista responsável pelo setor de comunicação] está montando, ela é essencial. E outras coisas, por exemplo, como é que o setor de comunicação pode pensar em uma outra visibilidade para produção, casada com a editora? Eu sei que é importante a cobertura jornalística, mas, para mim, valorizar o jornalista é dar condições para o jornalista fazer o que sabe fazer. Vocês estão aqui em uma instituição, então, o foco de vocês é dizer dessa instituição. Falta isso. Não dá para comprar uma super ilha [de edição], mas dá umas coisas, dá para melhorar lá. Então a gente vai melhorar isso. Eu acho que é assim. Hoje, como que nós vamos pensar a política de divulgação da Universidade? Ela tem que ser uma coisa urgente, porque as pessoas desconhecem. Eu vou te dizer, vai lá no meu programa e você vai ver o tanto de publicações que nós temos, nacional e internacional. Quem sabe isso? Ninguém sabe. E a editora tem que entrar nessa linha, porque Editora tem que fomentar e distribuir. Sem livraria ela não recebe.

Nós crescemos muito. Eu fui no campo, tinha carros e carros adquiridos nos projetos das pessoas, e eles não eram patrimoniados. Porque, se patrimoniar, você fica sabendo que o carro é da instituição e você fala: “Mas ele está parado, eu posso usar”. Então é essa cultura do “meu”

que a gente tem que resolver. Eu conto muito com seu retorno, nessa expectativa de você ir pensando em como articular pela comunicação, Editora, PRPPG [Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação], como é que nós vamos dar visibilidade à produção científica que a gente faz aqui?

Há um novo direcionamento para o setor de comunicação institucional, que busca dar maior ênfase às atividades fins da instituição. Há alguma política formalmente definida?

A comunicação produziu um material com a equipe que está já para dar uma olhada - e inclusive padronizar [o material gráfico e uso de marca]. E aí me perguntam: Você não vai mudar a marca? Você não vai colocar aqui o nome da sua gestão? Eu falei: De jeito nenhum, isso é um conceito, não foi criado agora. Depois, padronizar. Eu recebo isso tudo de folder da Unemat, corre cada um em um padrão, tem que estar escrito para fazer uma instrução normativa. Então, para formar, precisa escrever uma política que elas começaram e agora não damos conta delas, produziram, fizeram a parte delas. Nós pensamos assim, não vamos levar para conselho. Vamos ser uma diretriz interna, já que está ligada para a Reitoria. Aí, depois, a gente deixa as pessoas viver um pouco com defeito e crítica, aí dá uma melhorada e a gente transforma em uma política. Só para ir dando um começo, vamos chegar assim: Então é isso que a gente tem para 2016 para terminar. E aí a coisa da divulgação está bem marcada nela como espaço.

Você acredita que internamente, os pesquisadores são sensibilizados para a importância da divulgação científica?

Não, eu acho que falta eles entenderem que é só eles começarem no lattes e cumprirem com a regra da avaliação capes que é dura nos programas. E você tem que entender que isso conta para a universidade. E muitos não sabem disso. Eles não sabem e nem nós fazemos essa política para ele: Olha, meu filho, canta que você botou o ovo. Nós somos pato que coloca e não canta para ninguém.

Como ser desenvolvida a visibilidade institucional da Unemat?

A gente tem que ter uma política de divulgação da universidade, que eu também não sei dizer o desenho dela. Acho que a gente vai começar isso para o ano que vem, trabalhando o marketing institucional, porque Cuiabá deveria ter, pelo menos, uns outdoors ou algo assim, mas ninguém conhece em Cuiabá, ninguém sabe que essa universidade existe. Então, eu acho que a gente precisa ter um plano de marketing. E eu tenho ciência de que preciso fazer isso,

mas não tenho isso pronto, mas a gente tem que ter. Não é porque não tem um câmpus em Cuiabá, que ela não deveria estar lá. Mas inclusive nos câmpus, o Ariel fez alguns vídeos em Sinop dos 25 anos e foi criando alguns dizeres para marcar aquilo, porque se cada um no seu lugar irradiasse, mas ele pode irradiar a partir de alguma coisa que nascesse para todos. Então a gente está se devendo isso. O que eu diria? Que eu sou consciente de que precisa ter, mas também sou franca em dizer que não tenho pronto e preciso fazer.

A Carta de Cáceres, assinada entre Unemat, UFMT e IFMT, prevê ações de integração da pesquisa e popularização da ciência?

Prevê tudo, mas a UFMT furou, porque ela era para ser semestral e esse segundo semestre era para ter sido feito na UFMT. Ela, por conta daquela greve e depois por conta das eleições internas, que vai haver agora, tem 5 chapas de candidatos a reitor lá, então eles estão sem condições de fazer esse evento. E nós também ficamos assoberbados, então, no primeiro semestre nós vamos puxar pelo IFMT. Mas a ideia era: fazer uma rede de pesquisa, fazer uma política pró-estado de Mato Grosso. Ter uma política pública de Ensino Superior para o Estado. Essa era a ideia das três IES. Partiu da gente, foi um bom começo, mas aí nós fomos extremamente prejudicados pela greve e eleição deles, então, o IFMT tem condição de puxar ou repetir pela gente. Mas, nessa parte nós vamos investir, porque a gente sabe que isso é importante.

A Senhora acredita que as ações conjuntas de comunicação entre as instituições de pesquisa de MT contribuem para uma projeção maior da imagem do estado como produtor de C&T?

São importantíssimas certamente, sem dúvida nenhuma. Porque hoje o Estado tem, pela Seciteci, uma política de Ensino Superior para o estado de Mato Grosso e a UFMT levou muito dinheiro da FAAP, porque a maioria dos gestores que passaram pela PAAP eram todas pessoas da UFMT, que já tem recurso nacional. E nós, enquanto universidade do estado, sempre fomos prejudicados por isso. Parece que a gente está pedindo esmola, quando a gente reivindica os espaços. Então, eu penso que isso é condição para o estado ser forte. Portanto, eu penso que Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia tinha que ser uma secretaria que tivesse uma visão política há 200 anos na frente. Teria que ser a secretaria guia dos outros, mas a nossa secretaria é sem destaque nenhum. Então eu acho que a gente precisa fortalecer ainda muito para chegar a esse patamar.

Quais os principais avanços e desafios para a popularização científica da Unemat?

Acho que vou ficar nos desafios. Os avanços, a gente falou lá atrás: das resoluções revistas, da criação da jornada científica em conjunto, isso é importante, pois a jornada era só da pós-graduação, agora ela junta os meninos da extensão, do ensino. Aquele é um lugar de popularização bastante interessante.

Mas quais os desafios? Aquilo que volta para a editora ter uma política, ter políticas prioritárias na pesquisa, que não temos, ter uma Secom nossa e que também uma parte dela se volte para isso. Aí a extensão é muitíssimo importante. E aí a gente chama ela de prima pobre. Por que ela é a prima pobre? Precisa pensar na extensão, precisa pensar nos startups, precisa pensar no escritório modelo, precisa pensar nas empresas juniores, precisa dar visibilidade, senão fica parecendo que a extensão é para cuidar do Siriri e Cururu [dança e canto típicos da expressão mato-grossense], com todo o respeito porque tem que cuidar sim da cultura, mas o lugar da extensão é o lugar da popularização. A extensão precisa fazer isso, ela precisa ter um papel social. Eu acho que, entre tantos desafios, é a extensão ser um lugar da popularização de resultados. Trabalhar junto com a pesquisa para jogar no mundo seus resultados. Só que ainda tem aquele conceito assim, você faz extensão, mas eu só faço pesquisa. Isso é uma mudança de mentalidade.

O que a gente precisa fazer é, sobretudo, aquilo que você falou: Como é que a gente vai pegar tudo o que é produzido e dar visibilidade? E aí você pode pegar na PRPPG um banco de teses, maravilhoso, mas quem vai saber? E onde eu faço isso? Em cada pró-reitoria ou faço na comunicação um trabalho diferenciado? Não sei como, não. Esse, para mim, é um desafio.

E aí você que está estudando, vai trazer um pouco mais de knowhow para nós todos. A gente também precisa estudar. Eu só quero dizer para você que eu reconheço isso como importante, é maravilhoso. Mas se a gente não tiver pessoas que vão atrás, que tomam iniciativa, falam “vamos começar por aqui”, não dá para ser enorme, mas dá para começar pequeno. Eu espero que você me ajude, nos ajude na Unemat, para a gente ver o que a gente faz.

Dans le document Vol 08 – N01 (Page 62-68)