Chapitre 2 : Modélisation de l’architecture de pilotage des chaînes logistiques
2.2 Pilotage des réseaux d’entreprises : concepts fondamentaux et structuration
2.2.3 La temporalité dans le pilotage : la planification à horizon glissant
A Figura 5.34, mostra a contabilização de queixas devido, sobretudo, à falta de informação. Vinte e sete queixas referem-se direta ou indiretamente ao facto de não existir informação sobre atrasos e irregularidades nos horários e nas linhas.
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Duas pessoas, queixam-se do facto de o autocarro possuir informação errada no exterior do veículo, nomeadamente, sobre a linha e o destino do mesmo. Outra pessoa queixa-se da inexistência de informação visual na paragem. Duas pessoas queixam-se que a informação disponibilizada é confusa. E ainda, outras duas queixas são sobre o facto de a aplicação ser confusa e uma delas refere, ainda, que o site é obsoleto (ver Q51 e Q113).
5.9.
Síntese
Este capítulo serve, no fundo, o propósito desta dissertação. Nele, foram apresentados e discutidos os resultados da pesquisa tendo como base os objetivos específicos delineados no Capítulo 4.
Começou-se por analisar a entrevista feita ao responsável pela DSP da SMTUC. Essa entrevista permitiu ter algumas bases e criar linhas orientadoras para delinear as entrevistas seguintes, bem como a observação participante. A partir dela, pode olhar-se com outros olhos para os dados e fazer associações interessantes. A entrevista, revelou-se muito importante, para ter em consideração as fragilidades da empresa e os esforços que têm sido feitos.
A observação participante foi o segundo passo do processo de pesquisa. Ela foi importante para que se pudesse realizar um olhar mais atento sobre alguns pormenores e para constatar alguns detalhes derivados de outros elementos da pesquisa (entrevistas à entidade, amostra e queixas). A observação, permitiu também a sistematização dos requisitos que eram ou não eram observados, e ainda os que não se aplicavam.
As entrevistas a uma amostra de pessoas com incapacidade, permitiram saber pela voz de quem usa os transportes, e que apresenta mobilidade reduzida, cegueira ou surdez, as barreiras que enfrenta e o feedback que têm, em relação a diversos parâmetros que constituem o serviço de transporte público. Para a análise do site utilizaram-se os resultados obtidos através das ferramentas AccessMonitor e TAW, e procedeu-se a uma análise descritiva do conteúdo do site, sobre o que pode ser consultado e o que pode ser feito. Os resultados demonstram que o site necessita de ser melhorado em termos do nível de acessibilidade.
A análise comparativa das aplicações Coimbra.Move-me e Moovit, foi feita com base no cruzamento da informação das entrevistas e da experiência de uso pessoal, acrescentado os requisitos do decreto-lei n.º 9/2015, de 15 de janeiro e os resultados da aplicação Teste de Acessibilidade. Conclui-se que,
0 5 10 15 20 25 30
Falta de informação sobre atraso/não comparência do autocarro/ irregularidades de horários ou nas linhas
Site confuso/ pouco amigo do utilizador Aplicação confusa/pouco amiga do utilizador Informação disponibilizada é confusa e de difícil
compreensão
Falta de informação visual nas paragens Informação errada no exterior do autocarro
(identificação -linha e destino)
Mestrado de Gestão e Planeamento em Turismo Universidade de Aveiro
Pági
na
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sobretudo na facilidade de uso, a Moovit supera a Coimbra.Move-me. Contudo, as aplicações poderiam ganhar com o facto de, ao planear a rota, conseguirem informar sobre as características de acessibilidade do autocarro da rota selecionada pelo utente.
Quanto à acessibilidade de uso, embora a Moovit seja mais user-friendly, o Teste de Acessibilidade para Android identifica algumas questões, sobretudo no que diz respeito à área de toque, contraste e à etiqueta legível, que podem ser melhoradas em ambas as aplicações.
Por fim, o último elemento a contribuir para o desenvolvimento desta investigação foram as queixas presentes no Portal da Queixa. Estas permitiram consolidar os dados através da confirmação de alguns padrões, sobretudo no que diz respeito às falhas e barreiras do serviço da SMTUC como um todo. A sua análise permitiu, também, perceber quais os elementos de maior insatisfação e a ligação que existe entre várias barreiras, nomeadamente, como elas se encadeiam. Além de que, permitiu, ainda, compreender como é que às vezes pequenos detalhes do serviço impactam significativamente a vida das pessoas. Embora as queixas tenham sido, na sua maioria, realizadas por pessoas que, aparentemente, não apresentavam incapacidade(s), as questões analisadas, também podem impactar a acessibilidade do serviço para todas as pessoas da amostra de pessoas com incapacidade em análise.
Contudo, queixas específicas como a não paragem para desembarque, a não prestação de auxílio ou assistência, o iniciar da marcha sem que as pessoas estejam todas sentadas ou em segurança, transferes, necessidade de ligar com antecedência a informar da intenção de viajar e a dependência de transporte público podem afetar mais diretamente pessoas com mobilidade reduzida, cadeira de rodas e pessoas com carrinhos de bebé.
O facto de não parar para desembarcar e/ou embarcar, a dependência de transporte, a falta de informação sonora, os botões de STOP avariados ou disfuncionais, são problemas que afetam mais diretamente pessoas cegas, ou com limitações da visão. Já a falta de informação visual é o principal fator que afeta a acessibilidade das pessoas surdas.
Destaque para a organização do capítulo, que corresponde à organização real de como se foi desenrolando o processo de pesquisa e de como foram sendo acrescentados elementos à pesquisa. Sempre que foi possível, foi-se cruzando os dados obtidos através de um ou outro elemento da pesquisa, para que pudesse ser feita uma análise mais coerente e completa.