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Les systèmes d’information, des outils stratégiques au service de l’administration et de sa modernisation

CHAPITRE I : CONTEXTE DE RECHERCHE

3. Les systèmes d’information, des outils stratégiques au service de l’administration et de sa modernisation

Os padrões tipológicos de uso e ocupação da terra na MBHP e os estágios de expansão da fronteira agrícola sul amazônica são mostrados na Figura 1. A fronteira "consolidada" observada na MBHP situa-se ao longo da zona de influência da rodovia Transamazônica e caracteriza-se pelo agronegócio, cujo espaço apresenta uma excessiva concentração fundiária, predominando grandes propriedades rurais. Apenas no trecho que compreende da comunidade do rio Paciá (Km 35 da BR - 230) até o perímetro urbano de Lábrea (AM) mais de 14.000 hectares de terra pertencem a uma dezena de proprietários.

Revista Equador (UFPI), Vol. 4, Nº 3, (2015). Edição Especial XVI Simpósio Brasileiro de Geografia Física

Aplicada. Teresina- Piauí. Home: http://www.ojs.ufpi.br/index.php/equador

No interior das propriedades os pastos dominam a paisagem nos arredores da sede das fazendas, enquanto a floresta nativa pode ser encontrada apenas ao fundo dos imóveis ou às margens dos cursos d'água. Esta área apresenta baixa densidade populacional e grande parte dos colonos que chegaram durante a abertura de BR- 230 deslocaram-se para a cidade de Lábrea ou para frente pioneira de Apuí (AM) (DINIZ, 2002).

Figura 2 – Estágios de uso e ocupação da fronteira agrícola na microbacia do rio Paciá.

Fonte: Mapa elaborado a partir de classificação de Imagens Landsat – TM e base cartográfica digital do IBGE.

Revista Equador (UFPI), Vol. 4, Nº 3, (2015). Edição Especial XVI Simpósio Brasileiro de Geografia Física

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A fronteira agrícola pioneira sul amazônica possui dois padrões espaciais de uso e ocupação da terra: linear e, sobretudo difuso. A fronteira pioneira de padrão difuso vem ocorrendo ao longo do curso principal do rio Paciá. Processo que iniciou no final do século XIX com a migração de nordestinos para trabalho nos seringais. Recentemente, houve intensificação no uso e ocupação no médio curso, aumentado as células de desmatamento de padrão difuso, em especial no interior das propriedades situadas no P.A Umari, cujo arranjo espacial dos imóveis rurais seguiu a trajetória da rede de drenagem principal.

Na fronteira pioneira de padrão espacial linear o uso e a ocupação da terra foi planejado pelo Estado. Pois, em 1997, por ocasião da demarcação do assentamento rural do Palheiral foi construída a estrada do Km 12 iniciando na BR-230. Ao longo desta foram assentadas 70 famílias em imóveis de 50 hectares. Com a finalidade de garantir a posse da terra e devido a falta de capital e a reduzida oferta de trabalho, os colonos organizaram uma rede informal de trabalho comunitário, para realizar a árdua tarefa de fazer a terra produzir. Todavia, um pequeno grupo de lavradores da comunidade Palheiral estão trocando o plantio de tubérculo pelo cultivo de Euterpe oleracea Mart, consorciado com outras espécies arbóreas tropicais. Nesses espaços, evidencia-se o processo de ocupação humana que dá origem a frente agrícola pioneira postulada por Machado (1992).

4. Considerações finais

O uso e a ocupação da terra através da colonização oficial e abertura de estradas rurais tem motivado a migração de colonos de outras microrregiões amazônicas para os assentamentos situados na microbacia do rio Paciá. A agricultura itinerante ou corte-e- queima continua sendo o sistema de cultivo preferido dos colonos na nova fronteira agrícola. Esta prática de manejo da terra pode ter influenciado os índices de desmatamento no médio curso da MBHP-AM.

Os padrões espaciais difuso, linear e transitório, observados ao longo das estradas e às margens do médio curso do rio Paciá são típicos da fronteira agrícola pioneira. Fato que indica um possível aumento no desflorestamento nas próximas décadas, até que alcance o estágio de fronteira consolidada.

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Referências

CENAMO, M.C.; CARRERO, G.C.; SOARES, P.G. Reduções de Emissões de Desmatamento e

Degradação Florestal (REDD+): Estudos de oportunidades para a região Sul do Amazonas.

(Relatório Técnico, vol. 1). Manaus: IDESAM, 2011. 56p.

DINIZ, A.M.A. Migração e Evolução da Fronteira Agrícola. In: XIII Encontro da Associação Brasileira de Estudos Populacionais, 13, 2002, Ouro Preto. Anais... Ouro Preto - MG, UFMG, 2002.p. 0-23 GAVLAK, A.A.; ESCADA, M.I.S.; MONTEIRO, A.M.V. Dinâmica de padrões de mudança de uso e cobertura da terra na região do Distrito Florestal Sustentável da BR-163. In: XV Simpósio Brasileiro de Sensoriamento remoto, 15, 2011, Curitiba, Brasil. Anais... Curitiba, UFPR, 2011.p. 6152-6160. INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. SPRING: tutorial de geoprocessamento. Disponível em: <http://www.dpi.inpe.br/spring/tutorial/>. Acesso em: 25.ago. 2010.

MACHADO, L. A fronteira agrícola na Amazônia brasileira. Revista. Brasileira de Geografia, v. 54, n. 2, p. 27 - 54, abril-junho, 1992.

MARTINELLI, M. Mapas da geografia e cartografia temática. São Paulo: Contexto, 2003. 111p. SOARES, F. V. P. Gênese das mudanças no uso da terra: uma breve contextualização do processo de ocupação e transformação no uso da terra na Amazônia. In: Seminário de Pós-Graduação em Geografia, 1, 2009, Rio Claro, Brasil. Anais... Natal, UNESP, 2009.p. 666-686.

SOARES-FILHO, B.S.; NEPSTAD, D.C.; GARCIA, R.C.; RAMOS, C.A.; VOLL, E.; MCDONALD, A.; LEFEBVRE, P.S.; MCGRATH, D. Cenário de desmatamento para a Amazônia. Estudos Avançados, v. 19, n. 54, p. 137-152, 2005.

Agradecimentos

Ao Instituto Federal do Amazonas – IFAM pelo financiamento através do edital 001/PPGI/2012 e Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas – FAPEAM, pelas Bolsa de Doutorado através do Programa RH-Interiorização (Processo nº 22462.482.28093.1004/2014) e ao Laboratório de Biogeoquímica Ambiental Wolfgang C. Pfeiffer (UNIR).

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ASPECTOS FÍSICO-AMBIENTAIS E O USO E OCUPAÇÃO DAS MARGENS DO