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IV. CONCLUSION DE LA PARTIE THEORIQUE : SIG, Analyse systémique,

2. Aspects physiques

2.7. Système climatique

De acordo com Bessonnat (1988), o parágrafo em si não é considerado, por muitos estudiosos, como uma unidade semântica pertinente do texto que teria seu lugar na hierarquia canônica (palavra-frase-texto). Por isso, quando as gramáticas de texto sentem a necessidade de tomar uma unidade maior que a frase, geralmente acabam não usando a noção de parágrafo, mas determinam unidades mais largas como sequências, macroestrutura ou episódio.

Por outro lado, quando o parágrafo é tomado para análise, afirma o supracitado autor, quase sempre é tratado isoladamente, gerando um problema de articulação do texto. Mesmo assim “o parágrafo parece ser um dado textual aceito por todos e raramente questionado em si mesmo8” (BESSONNAT, 1988, p. 81).

Nessa pesquisa reconhecemos que os parágrafos estão intimamente ligados ao ato de ler e produzir textos.

No que tange à leitura, algumas questões emergem: ter conhecimentos sobre a paragrafação (quais critérios podem ser utilizados, as diferentes formas de organização de um texto, os tipos de relações que podem ser estabelecidas entre os parágrafos, etc.) colabora para o desenvolvimento da compreensão leitora? Um texto organizado em parágrafos torna-se mais fácil de ser compreendido do que um texto sem essa organização? Se sim, a que se deve essa possível facilidade?

Não é nossa intenção darmos respostas prontas a essas questões, mas explorar um pouco essa relação, levantando pontos que merecem ser mais discutidos e investigados em outros estudos/pesquisas sobre o tema.

Ratificando essa íntima relação entre parágrafo e leitura, Bessonnat (1988) argumenta que há ao menos três funções básicas do parágrafo e todas elas estão relacionadas à leitura. São elas: 1) facilitar a leitura; 2) programar a leitura; 3) dialogar (escritor e leitor).

Sobre a primeira função sinalizada, Bessonnat (1988, p. 85) esclarece:

A distribuição em parágrafos é um instrumento que facilita a leitura: - A alínea assinala ao leitor que este acaba de tratar de uma unidade de sentido e que vai passar a uma próxima unidade

- A alínea permite ao olho descansar e gravar as informações contidas no parágrafo anterior antes de tratar do conjunto seguinte9.

8 Le paragrafe semble être une donnée textuelle admise par tous et rarement interogée en elle-même. 9

Assim, os parágrafos ajudam o leitor na tarefa de descobrir as unidades de sentido de um texto, de armazenar as informações e, ainda, proporcionam uma pausa (pequena) para descanso durante a leitura.

A segunda função, programar a leitura, se configuraria como um meio de quebrar a organização linear do texto (leitura frase por frase): “no quadro de uma progressão temática derivada, os parágrafos se constituem em muitas gavetas sucessivas, anunciadas pelo tema geral inicial, autorizando uma leitura tabular e não simplesmente linear10” (BESSONNAT, 1988, p. 85).

É preciso, então, entender esses blocos de sentidos e relacioná-los. Essa divisão do texto e o estabelecimento de ligações entre suas partes não se dá de forma aleatória. O leitor/escritor precisa encontrar uma lógica para tudo isso, é o que salienta também Abarca e Rico (2003):

Para que o processo de ligação se realize adequadamente, o leitor/escritor não deve ligar as frases do texto de qualquer maneira, mas deve-se ligá-las de forma que se vá construindo ao mesmo tempo o que Van Dijk e Kintsch (1983) chamam de macroestrutura do texto, isto é, uma estrutura hierárquica a partir das relações semânticas entre as ideias do texto (p. 142).

Como é possível perceber, todo esse movimento é, sobretudo, dialógico, fruto de uma negociação entre escritor e leitor.

Acreditamos que, ao elaborar um texto, o escritor lança mão de vários recursos, para indicar possíveis sentidos textuais que precisam ser construídos pelo leitor. O leitor, por sua vez, se apoia nas pistas deixadas pelo autor do texto para fazer essa construção. Por isso, atualmente, a leitura é considerada um processo interativo entre leitor e escritor:

Cada texto constitui uma proposta de significação que não se acha fechada e inteiramente concluída, porque se destina ao outro, no caso, o leitor. O sentido se dá no encontro dos olhares de um e outro, autor/leitor e leitor/autor. Porque cada um carrega seus acervos e

- l’alinéa signale au lecteur qu’il vient de traiter une unité de sens et qu’il va passer à une unité ultérieure. - l’alinéa permet à l’oeil de se reposer comme pour permettre lénrigistrement des informations contenues dans le paragrafe précédent avant de traiter l’ensemble suivant.

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Dans le cadre d’une progression thématique dérivée, les paragraphes constituent autant de tiroirs successifs annoncés par l’hyperthème initial, autorisant em retour une lecture tabulaire et non simplement lineaire du texte.

repertórios que vão se cruzar e atualizar no ato da leitura (YUNES, 2009, 53).

Kato (1995, p. 72) percebe essa questão e comenta: “o texto-produto é visto como um conjunto de pegadas a serem utilizadas para recapitular as estratégias do autor e através delas chegar a seus objetivos”.

Assim, entender por que o autor organizou o texto de determinada forma, quais relações quis estabelecer entre as partes do texto, perceber o encadeamento das ideias é fundamental nessa construção de sentidos. Não há como negar, portanto, o leitor terá que passar pela noção de parágrafo.

A terceira função de um parágrafo, sinalizada por Bessonnat (1988), é justamente a de favorecer o diálogo entre esses sujeitos da interação. Apoiando-se nas ideias de Bakhtin, o referido autor comenta que os parágrafos seriam como respostas sucessivas aos questionamentos do interlocutor (fictício) do texto. Para reforçar sua posição, ele traz uma citação de Bakhtin (2002, p.141) sobre a questão:

Indo cada vez mais na essência linguística dos parágrafos, nós nos convenceremos que em alguns de seus traços essenciais, eles são análogos às replicas de um diálogo. São, de uma certa forma, diálogos enfraquecidos e transformados em enunciações-monólogos. Na base da divisão do discurso em partes, denominadas parágrafos na sua forma escrita, encontra-se o ajustamento às reações previstas do ouvinte ou do leitor. Quanto mais fraco o ajustamento ao ouvinte e a consideração das suas reações, menos organizado, no que diz respeito aos parágrafos, será o discurso.

Na intenção de reconstituir o diálogo implícito inerente a todo texto monologal, Bessonnat (1988, p. 87-88) traz um exemplo bastante esclarecedor das suas ideias. Nesse, os parágrafos podem ser lidos como respostas a esses questionamentos fictícios. Eis alguns parágrafos do texto:

Cultivar é um gosto que cada um tem. Herança de antigos ancestrais e sentido com maior força que a vida na cidade, a maioria de nós proíbe este prazer simples. Então, o primeiro desejo daqueles que recebem algum pedaço de terra e ter um jardim.

[Questão: Por que?]

É o inicio de uma aventura tão cativante que pouco, entre aqueles que a experimentaram, se cansam de ver, a cada primavera, renascer o milagre da germinação de uma semente ou permanecem indiferente ao espetáculo da terra que se cobre de vegetação dia após dia.

[Questão: Então, como fazer isso?]

Claro, a horticultura é uma arte difícil e é preciso cuidar para não negligenciar os princípios, se nós desejamos ter sucesso numa empresa de jardinagem. Mas o propósito do jardineiro amador é outro, ele aspira acima de tudo o relaxamento na natureza, a contemplação serena do crescimento das plantas, e a consumação (deveríamos dizer a degustação) dos produtos de seu carinho11.

(...)

(30 legumes fáceis de cultivar – A Devignes –introdução, pp.7-8, edição Hatier)

Diante do que foi discutido até então, nota-se que a apropriação das habilidades mais específicas ligadas à paragrafação (relacionar partes dos textos, encontrar qual o critério adotado para a organização do texto, entender o encadeamento das ideias) é fundamental para o desenvolvimento da capacidade de compreender textos. Além de Bessonnat (1988), outros autores também sinalizam nessa direção.

Dell'isola (2001, p. 37), por exemplo, afirma que o leitor precisa possuir conhecimentos de tipos muito variados para poder abordar com êxito sua leitura e entre esses estão os conhecimentos sobre a organização dos textos:

Quando se invoca a natureza interativa do tratamento textual, é preciso ter em mente todos os tipos de conhecimento que o leitor utiliza durante a leitura – conhecimentos e crenças sobre o mundo, conhecimentos de diferentes tipos de texto, de sua organização e estrutura, conhecimentos lexicais, sintáticos, semânticos, discursivos e pragmáticos.

Camps e Colomer (2002) também defendem que a compreensão textual é muito determinada pela capacidade de o leitor escolher e ativar esquemas de conhecimentos variados e pertinentes a um texto concreto. Entre esses esquemas estariam aqueles

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Cultiver est um gôut que chacun porte en soi, héritage de lointains ancêtres, et ressenti avec d’autant plus de force que l avie citadine – celle de la plupart d’entre nous- interdit ce plaisir simple. Aussi, le premier souhait de ceux à qui échoient quelques arpents de terre est-il d’avoir un jardin.

[Question: pourquoi?]

C’est le début d’une aventure à ce point captivante que bien peu, parmi ceux qui l’ont tentée, se lassent de voir, chaque printemps, renaître le miracle de la germination d’une graine, ou clemeurent indifférents au spectable de la terre qui se couvre de végétation jour après jour.

(...)

[Question: Alors, comment s’y aprende?]

Certes, l’horticulture est um art difficile et dont il faut se garder de négliger les príncipes si l’on veut réussir dans une entreprise maraîchère. Mais le propôs du jardinier amateur est tout autre, qui aspire avant tout au délassement dans la nature, à la contemplation sereine de la croissance des plantes, et à la consommation, (on devrait dire à la dégustation) des produits de son amoureuse sollicitude.

(...)

referentes ao conhecimento sobre o escrito, dentre os quais podemos encontrar a paragrafação.

As autoras esclarecem que nesse “conhecimento sobre o escrito” estão incluídos os conhecimentos paralinguísticos: elementos tipográficos, convenções na distribuição e separação do texto (com destaque para o parágrafo), que também são tomados pelo leitor no seu trabalho de construção de sentidos, como já salientamos mais acima.

Por isso, Camps e Colomer (2002) acreditam que a falta de divisão interna do texto (espaços entre palavras, ausência de blocos lógicos/parágrafos) atrapalha a compreensão do texto, uma vez que o sujeito não pode utilizar algumas informações importantes para a sua compreensão, por exemplo, as pistas dadas pelo autor em relação às unidades de sentido (que ideias devem ser relacionadas).

Fortalece-se, portanto, a ideia de que um texto paragrafado colabora com o leitor, uma vez que permite um melhor acompanhamento do desenvolvimento das ideias, em seus diferentes estágios. Os parágrafos, então, podem ser entendidos como prateleiras que dividem uma sequência de informações, organizando-as de forma lógica. Além disso, como vimos, servem para dar folga ao leitor, pois não há como negar que a leitura de um texto sem parágrafos, de maior extensão, pode se tornar cansativa e tediosa, salvo algumas exceções (ex: O estilo de escrita de Saramago).

Da mesma forma que encontramos contribuições importantes para o leitor, compreender o papel do parágrafo, desenvolver a habilidade de paragrafar também se torna fundamental para o escritor. Como já apontamos acima, o escritor sempre escreve pensando em veicular determinado sentido para seu texto e, para tanto, toma diversas decisões, inclusive em relação à melhor forma de organizá-lo.

Schneuwly (1988), ao formular sua teoria sobre os processos de produção textual, trata dessa tomada de decisões e sobre as operações mentais envolvidas no ato de escrever um texto.

Para o referido estudioso, ao escrever um texto, o sujeito constrói uma base de orientação (representações sobre a situação de interação: finalidade textual, destinatários, modos de circulação do texto, dentre outros aspectos). Apoiando-se nesse conjunto de representações, que não estão cristalizados, pois podem mudar no próprio processo de escrita, ele desenvolve atividades de planejamento, linearização do texto e revisões contínuas, monitoradas, permanentemente, pelas operações de gestão textual.

A planificação ou planejamento global do texto pode ser visto como a unidade de um processo duplo: um primeiro processo são “os procedimentos de

sequencialização que garantem a ativação e organização sequencial dos conteúdos presentes na memória (macro-estrutura)”12 (p. 36). Já no segundo processo, temos “o modelo de linguagem ou o plano do texto, escolhido em função da interação social e que garante a forma linguística global, a estruturação linguística dos conteúdos, de acordo com as regras mais ou menos convencionais (superestruturas, esquematizações)13”(p. 36). Assim, para Schneuwly (1988), o planejamento envolve não apenas a ativação, organização e sequencialização dos conteúdos, como também a forma linguística que esses tomarão.

Já a linearização, responsável mais precisamente pelas operações de nível local, apresenta dois conjuntos básicos de operações: a referencialização e a textualização.

A referencialização é a produção de enunciados, a criação de estruturas linguísticas mínimas que entram em interação com operações de outras instâncias, dependendo do contexto e do cotexto. Faz parte desse conjunto de operações aquela que tem a função de atribuir os termos/palavras, escolhidos através de um filtro lexical. De acordo com Schneuwly (1988, p. 39), “Ela não permite produzir diretamente um enunciado, mas constitui um esquema geral de enunciados. (...). Esta estrutura aberta que constitui o léxico ou núcleo predicativo é passível de uma série de outras operações que se articulam às operações de textualização”14.

Em relação a essas operações de textualização, tomamos a fala de Francischini para melhor explicar o que elas significam nessa teoria:

As operações de textualização são as responsáveis pela progressão do conteúdo temático do texto e pela construção das relações de continuidade, de ruptura ou de contraste. Elas agem no nível local e se realizam através de categorias específicas de recursos expressivos, organizados de acordo com as ralações a serem estabelecidas (FRANCISCHINI, 2000, p. 71).

Tais operações também estão em dependência do contexto e do co-texto. Em outras palavras, tanto a sequência global do texto quanto as exigências decorrentes da

12 les procédures de séquentialisation assurent l' activation et l'organisation séquentielle des contenus présents en mémoire (macro-structure)

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le modèle langagier ou le plan de texte, choisi en fonction de l'interaction sociale, garantit la forme langagière global, la structuration langagière des contenus, en suivant des règles plus ou moins conventionnalissées (super-structures, schématisations)

14 “elle ne permet pas de produire directement un énoncé, mais constitue un schéma générateur d'énoncés. (…). Cette structure ouverte que constitue la lexis ou le noyau prédicatif est passible d'une série d'autres opérations qui l'articulent aux opérations de textualisation”.

representação da interação social, principalmente a relação com o destinatário, determinam seu funcionamento.

São três os tipos de operações que fazem parte da textualização: as operações de coesão, as de conexão/segmento e as de modalização. Interessa-nos, aqui, falar das operações de coesão e de conexão/segmentação, pois elas estão intrinsicamente ligadas ao nosso objeto de estudo.

A coesão textual é um dos temas, hoje, em foco no trabalho com a gramática na escola. Tal ênfase ocorre justamente pelo papel fundamental dessa dimensão textual para a construção da coerência textual.

Segundo Schneuwly (1988), as operações de coesão são necessárias para organizar os elementos linguísticos, fazendo ligações globais do texto e do contexto, mantendo a progressão textual. Ou seja, é através delas que se procura estabelecer ligações entre orações, períodos e parágrafos do texto. Nesse sentido, as operações de coesão implicariam o uso de pistas linguísticas para introduzir referentes novos, retomar referentes já presentes nos trechos anteriores do texto, diferenciar referentes.

Apoiando-se nos estudos de Bronckart e em outros teóricos, Schneuwly (1988) postula que o trabalho de conservação e progressão das informações deve ser feito pelos mecanismos da coesão verbal e da coesão nominal.

A coesão verbal se relaciona com o emprego dos tempos verbais diferenciados no texto. Para ilustrar, podemos dar como exemplo o caso da escrita de um conto. Nesse gênero usamos verbos no imperfeito e no pretérito perfeito simples, característicos do discurso narrativo. A alternância desses tempos verbais acaba por fornecer ao destinatário pistas para identificação da sequência (no caso de narrativas) e da posição do personagem ou evento nos determinados segmentos do texto.

Já os mecanismos de coesão nominal são os responsáveis, por um lado, pela introdução de temas e/ou personagens novos (se referindo a narrativas) e, por outro, pela retomada ou substituição deles no decorrer do texto. Por exemplo, ao escrevermos um texto, relatando algo que aconteceu com um amigo, para nos referirmos a esse podemos utilizar variadas formas: o seu próprio nome, o pronome “ele”, a palavra “amigo”, entre outras.

Por outro lado, as operações de conexão/segmentação, ainda de acordo com Schneuwly (1988), seriam relativas às estratégias de segmentar o discurso em partes, o que também pode ser reconhecido como uma operação de articulação, pois, ao

segmentarmos as partes do texto em orações, períodos, parágrafos, dentre outros, salientamos unidades a serem articuladas.

Ao abordar as operações de conexão/segmentação, o autor apresenta diferentes tipos de marcas. Inicialmente, faz referência as marcas que separam grandes blocos de enunciados, tais como os subtítulos, os boxes, a mudança de página. Depois, cita também as marcas que separam as unidades menores do texto (pontuação, marcadores gráficos diversos, operadores argumentativos), assim como os processos de subordinação e coordenação entre proposições. Nesse conjunto de operações de segmentação e conexão, podemos situar as operações de paragrafação.

Para esclarecer um pouco mais o que seriam estas operações de conexão/segmentação, Schneuwly (1988, p. 40) comenta:

A característica comum das operações de conexão/segmentação é, por um lado, "pontuar" o discurso, dividi-lo em partes e, ao mesmo tempo, funcionar como "cimento" que rejunta as unidades atomizadas resultantes da referenciação; por outro lado, articular essas unidades ao contexto. Sua característica formal é de agir sobre os núcleos predicativos, distribuindo-se, em consequência, no nível predicativo15. Bessonnat (1988, p. 93) também fala sobre essas relações de conexão/segmentação do texto, mas refletindo especificamente o papel dos parágrafos para essa articulação. Para ele, temos dois níveis de análise:

a articulação local: ou como se opera a passagem de um parágrafo para o outro.

- apertando ou alargando o tema. - com ruptura ou reprise do tema

- conforme uma estrutura de questão – resposta, de oposição, de paralelismo...

a articulação global: ou como se opera a distribuição geral do texto em parágrafos

- o grau de segmentação do texto

- a distribuição dos parágrafos em função da progressão temática16.

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La caractéristique commune de ces opérations est d’une part de “ponctuer” le discours, de le segmenter, de la découper em parties et en même temps de fonctionner comme “ciment” que reli elles unités atomisées résultant de la référentialisation et d’autre part, d’articuler ces unités au contexte. Leur caractéristique formelle est donc d’agit sur des noyaux prédicatif.

16 - l’articulation locale: ou comment s’opère Le passage d’um paragraphe à l’autre - par resserrement ou élargissement Du thème

- avec rupture ou reprise thématique

- selon unde structure de question-réponse, dópposition, de parallelism…

-l’articulation globale: ou comment s’opère la distribution generale du texte en paragraphes -le degré de segmentation du texte

Outro aspecto importante, referente às operações de conexão/segmentação é a estreita ligação entre a divisão do texto em parágrafos e o ato de pontuar. Schneuwly (1988) coloca que essas duas ações têm o objetivo de delimitar ou segmentar as unidades textuais. É importante lembrar que a utilização do sistema de pontuação e a organização do texto em parágrafos funcionam em dependência estreita com outros níveis e tipos de operação. Ao pontuar e construir parágrafos, o escritor leva em conta o possível destinatário de seu texto e o objetivo da atividade de linguagem em curso; o gênero discursivo adotado para a situação interativa; o planejamento geral do texto, enfim, pensará no sentido que pretende dar ao seu escrito.

Discutiremos um pouco mais essa relação da paragrafação com a pontuação no próximo tópico, no qual apresentaremos os resultados de um estudo feito por Rocha (1996), que buscou investigar a apropriação pelas crianças da pontuação e pôde descobrir também dados importantes sobre a apropriação da paragrafação.

Poderíamos nos perguntar, no entanto, se diante da complexidade envolvida no ato de paragrafar, as crianças teriam condições de desenvolver os conhecimentos/as habilidades de relacionar os tipos de parágrafos às características dos gêneros textuais.