• Aucun résultat trouvé

3.2 Les diff´ erentes approches li´ ees ` a notre objectif

3.2.3 k-median/k-center : Strat´ egies de r´ esolution heuristiques

3.2.3.1 Strat´ egie d’ajout it´ eratif

O ensino à distância é uma modalidade de ensino de grande importância, destinado a atender grandes contingentes de alunos de forma mais efectiva que outras modalidades e com poucos riscos de reduzir a qualidade dos serviços oferecidos em decorrência da ampliação do público- alvo.

A educação à distância não é recente (Sá, sem data). A sua origem está nas experiências de educação por correspondência, a partir da escrita e das primeiras cartas de Platão, Sêneca e Plínio, o Velho. Outros autores referem o surgimento da educação à distância em 1728, em Boston, através do curso por correspondência. Outros ainda, situam o início do ensino à distância no final do século XVIII e relevam o seu largo desenvolvimento a partir de meados do século XIX.

Do início do século XX até à Segunda Guerra Mundial, realizaram-se várias experiências, com o objectivo de desenvolver melhor as metodologias aplicadas ao ensino por correspondência. Mais tarde, estas foram fortemente influenciadas pela introdução de novos meios de comunicação de massas, principalmente no meio rural.

Em 1840, Isaac Pitman implementou um curso de ensino por correspondência no Reino Unido e é este acontecimento que usualmente é associado ao início do ensino à distância. O mecanismo de distribuição era o sistema postal.

No entanto, a grande expansão do ensino à distância deu-se a partir de meados dos anos 1960, com a institucionalização de várias acções nos níveis secundário e superior, com início na Europa (França e Inglaterra) e expansão aos demais continentes. Pery e Rumble (1987) (Holmberg, 1999) referem as experiências que mais se destacaram. Ao nível do ensino

secundário: HermodsNKI Skolen, na Suécia; Radio ECCA, nas Ilhas Canárias; Air Correspondence High School, na Coreia do Sul; Schools of the Air, na Austrália; Telesecundária, no México e National Extension College, no Reino Unido. Ao nível universitário: Open University, no Reino Unido; FernUniversitat, na Alemanha; Indira Gandhi National Open University, na Índia; Universidade Estatal à Distância, na Costa Rica. A estas podem-se acrescentar a Universidade Nacional Aberta, da Venezuela, a Universidade Nacional de Educação a Distância, de Espanha, o Sistema de Educação à Distância, da Colômbia, a Universidade de Athabasca, no Canadá, a Universidade para todos os Homens e as 28 universidades locais por televisão na China Popular, entre outras.

Segundo Aretio (Sá, sem data), os factores que motivaram e possibilitaram esta expansão estão relacionados com a necessidade de o sistema educativo se adaptar às constantes modificações do mercado de trabalho em todo o mundo, a crescente demanda de ensino, o aumento da percentagem de pessoas impossibilitadas de participarem no ensino formal, a necessidade de flexibilizar o ensino convencional e o surgimento de novas tecnologias que possibilitam o encurtamento de distâncias, através de comunicação rápida, segura e em condições desejáveis. Durante várias gerações, o ensino por correspondência esteve relacionado com a educação de adultos. Concretizava-se através de material de auto-ensino, combinado com comunicação por escrito entre alunos e tutores. À medida que a comunicação por escrito passou a ocorrer normalmente no ensino à distância, a sua importância aumentou e começaram a surgir outras terminologias para o ensino por correspondência. Na América do Norte, o estudo independente (Wedemyer, 1981) e o estudo em casa (Lambert, 1983) surgiram como termos competitivos do ensino por correspondência. O mesmo se aplica ao estudo externo, utilizado na Austrália e na Nova Zelândia (Holmberg, 1999).

Nos anos 1960, o ensino à distância conheceu uma nova era, com a criação de muitas universidades e escolas que se tornaram importantes, enquanto que as organizações privadas continuavam a investir em métodos e meios de comunicação sofisticados. Em 1962, a Universidade da África do Sul estabeleceu-se, definitivamente, como universidade de ensino à distância, com um modelo semelhante ao da Universidade de Londres (Boucher, 1973, citado em Holmberg, 1999; Juma, 2001). No Reino Unido, em 1982, o ensino à distância cresceu em termos de estatuto, quando o International Council for Correspondence Education adoptou o nome de International Council for Education.

Recentemente, a difusão da educação para grandes audiências, baseada nos cursos por correspondência e pela televisão, tem encontrado novos concorrentes, com a emergência dos mais recentes sistemas de informação e tecnologias de comunicação.

Em Portugal, um dos aspectos do novo conceito de educação concretizou-se com o surgimento da telescola. Este método permitia que, em escolas sem professores, ou com falta de professores qualificados, os alunos pudessem ter acesso a uma educação credível, sem serem obrigados a deslocar-se a grandes distâncias. O grande inconveniente deste tipo de ensino é a falta de interacção entre aluno e docente. Os alunos limitam-se a assistir às aulas como se estivessem a assistir a um filme. Uma outra questão prende-se com a falta de percepção de quando é que o aluno compreendeu e quando tem dúvidas e, ainda, com a rigidez dos horários, dado que a aula é transmitida pelos meios de comunicação social num determinado horário, donde a obrigatoriedade de o aluno assistir à aula nesse horário.

Posteriormente, surgiram os cursos por correspondência, de início apenas no domínio de línguas estrangeiras, onde cada um podia aprender ao seu ritmo. As pessoas podiam estudar em casa, utilizando manuais, cassetes áudio ou até vídeos, que lhes eram fornecidos pelos centros de formação. Quando surgiam dúvidas, podiam contactar um professor, por telefone ou por carta. Este método de formação tem o grande inconveniente de não ser fácil contactar o professor e obter ajuda em tempo oportuno.

Recentemente, surgiram em vários países programas multimédia que têm dado um grande contributo ao ensino à distância, porque as suas capacidades visuais e sonoras têm funcionado como fonte de estímulo para os alunos. Tem-se verificado um aumento do número de programas multimédia interactivos com fins educativos, nomeadamente, programas culturais, históricos, geográficos e artísticos.

Actualmente, mais de 80 países, nos cinco continentes, adoptam a educação à distância em todos os níveis de ensino, em sistemas formais e não formais, atendendo a milhões de estudantes. A educação à distância tem sido largamente utilizada na formação e aperfeiçoamento de professores em serviço, como é o caso do México, Tanzânia, Nigéria, Angola e Moçambique. Os programas não formais de ensino têm sido utilizados em larga escala para educar adultos nas áreas da saúde, agricultura e previdência social, tanto pela iniciativa privada como pela governamental. Hoje, é crescente o número de instituições e empresas que desenvolvem programas de formação de recursos humanos através da modalidade de educação à distância.

Actualmente, utilizam-se diversos meios, que vão desde os impressos a simuladores em linha, em redes de computadores, evoluindo na direcção da comunicação instantânea de dados, voz e imagem via satélite ou por cabos de fibra óptica, com aplicação de formas de grande interacção entre o aluno e o centro produtor.

Nos dias de hoje, o mais proeminente veículo de difusão é a Internet, que tem gerado um novo fenómeno de ambiente virtual de aprendizagem, facilitado pelo ambiente gráfico e intuitivo proporcionado pelos browsers. A atractividade e o fácil uso são as razões porque muitas instituições colocam os seus cursos na Web ou os submetem às organizações através da Internet. A segunda razão para o aumento do uso da Internet na aprendizagem à distância é que os acessos têm, muitas vezes, custos reduzidos, nomeadamente, por força das políticas públicas aplicadas.

Com a chegada da Internet e a crescente facilidade de acesso, muitas instituições e empresas reconheceram-na como um excelente meio para formação, na medida em que não requer grandes investimentos e parece estar disponível a qualquer pessoa, independentemente da região geográfica em que se encontra. Contudo, ainda existe alguma tecnofobia em empresas e organizações. Na educação, ainda há docentes indecisos em mudar a sua estratégia de ensino, talvez por apego aos métodos tradicionais, ou por lhes faltarem conhecimentos na utilização das TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação). E, quando os países não têm recursos, o acesso pode praticamente não existir ou ser muito difícil.

Ao nível do ensino superior, alguns gestores universitários esperam que as tecnologias de teleformação possam ser empregues para diminuir as pressões da procura sobre o ensino convencional e aumentar os recursos de ensino (Winner, 1998, citado em Borgman, 2001), Entretanto, a tendência para a aprendizagem fora da sala de aula não é bem vista pelo corpo docente ao nível internacional. Os professores mostram-se cépticos no que concerne ao desenvolvimento de tecnologias de teleformação como forma de aumentar a oferta de ensino e desvalorizar a experiência universitária (Twigg, 2003).

Documents relatifs