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3.3 Notre impl´ ementation du probl` eme k-center

3.3.1 Etape 1

O ensino e a aprendizagem à distância baseiam-se em dois elementos: a pré-produção de conteúdos e a comunicação não contígua entre os alunos e a estrutura de suporte, constituída por tutores e orientadores.

As modernas tecnologias têm propiciado um grande desenvolvimento destes elementos. Anteriormente e, ainda hoje, em alguns países, o material didáctico geralmente é impresso e frequentemente complementado por gravações. Estas são difundidas pelas estações de rádio e/ou televisão, por vídeo e outros meios de comunicação.

Os cursos pré-produzidos constituem um tipo de ensino que requer auto-aprendizagem. Podem ser completos, ou funcionar como guias para o estudo, ou podem sugerir bibliografia, disponibilizar textos e outros materiais de suporte. São divididos em unidades, no fim das quais os alunos são convidados a responder a perguntas, efectuar cálculos, ou traduções, resolver problemas, escrever ensaios e, posteriormente, submeter o trabalho ao centro de formação para correcção e comentários.

O papel do segundo elemento, a comunicação não contígua, permite que a comunicação durante o ensino/a formação ocorra pela via bidireccional, principalmente no sentido aluno-tutor, através da escrita, telefone, áudio, computador ou qualquer outro dos vários meios de ensino à distância. Em alguns casos, utiliza-se o meio mais simples, ou seja a escrita por via postal; noutros, ele é substituído, parcial ou mesmo totalmente, pela correcção dos exercícios pelo próprio aluno e/ou sessões com o tutor. Entre esses dois extremos existe uma variedade de situações intermédias que reconhecem a interacção presencial como recurso complementar. Segundo Holmberg (1999), os modelos de organização que oferecem ensino à distância variam com os contextos sociais e culturais, o grupo alvo do ensino/formação e os níveis de ensino a disponibilizar.

O modelo simples tem como objectivo oferecer apenas o ensino à distância. É o caso das universidades e escolas. As organizações que seguem este modelo empregam todo o pessoal na análise do material didáctico (impresso, cassetes áudio, vídeo cassete, filmes e laboratório de línguas) e na organização e disponibilização da comunicação bidireccional mediada.

Na modalidade dupla, a instituição oferece ensino à distância e ensino convencional nas suas instalações e os dois públicos são separados. Este tipo de instituição não tem intenções de abranger grandes populações ou vários países e, por isso, o material é produzido em pequena escala.

O terceiro modelo é seguido por organizações de serviços especializados que fornecem especialistas em metodologias de ensino à distância e gestores que actuam na maioria das universidades de ensino à distância.

Por último, o modelo de rede. Neste modelo, as instituições oferecem cursos e complementam os oferecidos por outras instituições.

Juma (2001) distingue três modalidades de instituição de ensino à distância. Os dois primeiros modelos coincidem com os de Holmberg, mas o terceiro é diferente. Este tipo caracteriza-se por instituições que oferecem, simultaneamente e ao mesmo público, disciplinas à distância e outras disciplinas no regime de ensino tradicional.

Keegan (1998) prevê cinco modelos de instituição de ensino à distância: instituições autónomas, departamentos de ensino à distância nas instituições convencionais, modelo de consulta, que agrupa dois sub-modelos e o modelo integrado australiano. Keegan (1998) defende que existe uma distinção entre instituições autónomas de ensino à distância e departamentos que oferecem ensino à distância. A autonomia refere-se ao financiamento, avaliação e acreditação, currículo, material e sua disponibilização e ao sistema de apoio aos alunos.

Das instituições autónomas fazem parte as escolas de ensino por correspondência públicas e privadas e as universidades de ensino à distância. Nas escolas de ensino por correspondência, o material didáctico é enviado por via postal e o nível de contacto com os alunos é bastante reduzido, porque a filosofia deste tipo de ensino considera que o serviço de apoio aos alunos e as sessões presenciais infringem a autonomia do aluno. Assim, a principal forma de contacto com os alunos é através dos serviços postais. Nas universidades de ensino à distância não existem alunos internos. Estudam a partir de suas casas. A filosofia destas universidades é baseada na democratização do ensino superior. Diferem das instituições de ensino por correspondência pelo facto de disponibilizarem mais material impresso, os meios de comunicação com os alunos serem diferentes dos utilizados pelas instituições de ensino por correspondência e o nível de ensino oferecido ser universitário enquanto que as escolas por correspondência disponibilizam educação às crianças e aos adultos ao nível do ensino básico e profissional.

Os departamentos de ensino à distância são departamentos de instituições tradicionais que oferecem ensino convencional e à distância. Nestes departamentos, os docentes elaboram o material e disponibilizam o ensino.

O modelo de consulta compreende dois tipos: num, o material impresso e o feedback das tarefas e exercícios desenvolvidos pelos alunos são disponibilizados através dos serviços postais. No outro modelo, são disponibilizados o material de estudo e consultas/orientações. Em alguns casos, os alunos inscrevem-se em instituições de ensino à distância e recebem apoios do centro de estudo mais próximo de onde vivem. O apoio pedagógico consiste em sessões de orientação relacionadas com os conteúdos de ensino e são de frequência obrigatória.

O modelo integrado australiano consiste numa mesma instituição com um departamento que oferece ensino presencial e à distância a grupos diferentes de alunos. Os alunos de ensino à distância recebem cassetes aúdio das aulas ministradas no ensino presencial. De tempos a tempos, os alunos comparecem na instituição para contactos face-a-face. O departamento organiza, para os alunos de ensino à distância, actividades interactivas com períodos de ensino tradicional a tempo inteiro. Os docentes da instituição têm a responsabilidade total pelo processo de aprendizagem, incluindo a produção de material, a articulação do material com encontros presenciais, a avaliação através de actividades desenvolvidas e exames. Denomina-se modelo integrado porque existe integração dos dois tipos de ensino e o mesmo corpo docente avalia os dois grupos de aluno. Estes inscrevem-se no mesmo curso, são submetidos aos mesmos exames e acedem aos mesmos certificados ou diplomas.

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