3.2 Les diff´ erentes approches li´ ees ` a notre objectif
3.2.2 k-median/k-center : Formulation
Da mesma maneira que é necessário fazer distinção entre ensino presencial e ensino à distância, é também importante distinguir entre tutor, professor e mentor.
Em muitos casos, os papéis de tutor e mentor parecem confundir-se. Em ambos os casos, o encorajamento e o apoio ao aluno são importantes. A diferença fundamental entre estes papéis é que, geralmente, os tutores são especialistas nos tópicos ensinados, enquanto os mentores não têm necessidade de ter qualquer especialidade. Por vezes, os tutores também participam na avaliação do trabalho dos alunos, enquanto que os mentores raramente o fazem.
Geralmente, quando o docente começa a desenvolver o papel de tutor sente-se esvaziado das suas funções habituais. Ao assumir o papel de tutor, o professor disponibiliza-se para orientar o aluno na construção da própria aprendizagem, ajudando no esclarecimento de dúvidas, identificando dificuldades, sugerindo novas fontes de informação ou actividades, organizando actividades de estudo em grupo e supervisionando práticas oficinais e laboratoriais.
Na realidade, na aprendizagem à distância, o papel do professor é mais exigente. Segundo Klein e Godinet (1999), no processo de ensino-aprendizagem apoiado pela Internet, o papel do professor deve ser, acima de tudo, o de mediador ou seja, aquele que assegura a construção do conhecimento, a fim de garantir o êxito desse processo.
Como mediador, o principal papel do professor pode ser segmentado nos seguintes aspectos: designer, especialista, tutor e avaliador. Enquanto designer, ele é o mediador entre os alunos e o contexto de aprendizagem. O professor age como facilitador, permitindo aos alunos recolherem informações do sistema e contactar os outros colegas. Em termos de trabalho colaborativo entre professores e alunos, ou entre alunos e especialistas, fora do contexto de aula, o professor pode estabelecer diálogo com outros alunos, professores e especialistas de outros países, através de meios electrónicos.
Enquanto especialista, o professor assume-se como um mediador entre os alunos e o conhecimento. No modelo tradicional, é ele quem gere e organiza o conhecimento. No contexto da utilização das TIC, esse papel ainda se torna mais exigente, se se tiver em conta que o
professor gere maior volume de informação. Neste âmbito, ele separa a informação útil da que é prescindível e incentiva os alunos a recorrerem aos recursos em linha.
Enquanto tutor, o professor é o agente facilitador da aprendizagem. É o mediador entre os alunos e os diferentes estilos de aprendizagem. A tutoria em linha permite ao professor dar feedback constante aos seus alunos e, segundo Edward (1997) (Klein e Godinet, 1999), a hipermédia permite a interacção entre os conteúdos, os métodos e a aprendizagem.
O professor avaliador situa-se como mediador entre os alunos e as suas produções. O professor fornece, aos alunos, retorno ao nível do progresso atingido e ajuda-os a ultrapassar as dificuldades de aprendizagem.
Para Berge (1995) (Denning e Davis, 1999), a dinâmica entre o professor e o aluno modifica-se aquando da mudança do papel de professor para tutor. O aluno passa a ser o centro do processo de ensino-aprendizagem. Para este autor, o tutor em linha funciona como um moderador, cujo papel abrange quatro funções distintas, nomeadamente, pedagógica, gestão, social e técnica. A função pedagógica compreende a elaboração e difusão do material do curso e de orientações. Nas discussões, o tutor pode modificar o comportamento dos alunos, estabelecendo desafios, fazendo propostas de investigação, expressando a sua opinião e solicitando clarificação. Esta função é semelhante no contexto presencial. Não obstante, no contexto virtual, os alunos nem sempre obtêm respostas imediatas do tutor, embora possam responder e colocar perguntas, individualmente ou no contexto do grupo.
No que diz respeito à vertente de gestão, nela se incluem os aspectos de difusão do material didáctico e gestão da discussão. Com efeito, numa interacção assíncrona, o moderador não pode manter a conversação fluindo da mesma forma do que na presencial, porque não está sempre "presente". Assim, os alunos também têm a responsabilidade de manter o desenvolvimento da situação e de se encorajarem mutuamente.
O moderador social deve estabelecer objectivos em linha que permitam satisfazer os desejos das pessoas de "ouvirem" os outros e de se sentirem ligadas. O moderador deve ainda cumprir a função de suporte, através da disponibilização de consultas aos alunos e ter consciência da dinâmica do grupo. As respostas em tempo oportuno constituem um elemento chave na dinâmica das relações intra-grupo. Os novos utilizadores têm expectativas imediatistas e necessidade de respostas pessoais e sentem-se desapontados quando isso não ocorre. No início, alguns alunos podem precisar de ser encorajados relativamente ao tempo. Nos primeiros dias, a necessidade de gerir a interacção por computador parece ser crítica para o sucesso da mesma.
A função técnica é completamente diferente da experimentada pelo tutor presencial. Na realidade, não há necessidade de ser realizada pela pessoa responsável pelos conteúdos académicos. Ela abrange muitos aspectos, como efectuar cópias de segurança de ficheiros e proporcionar um ambiente calmo para o desenvolvimento de cursos. É claro que é interessante que o tutor consiga desenvolver essa função e tenha competências para conciliar as diferentes funções. Proctor (1998) (Denning e Davis, 1999) reconhece que ter apoio técnico de um informático ao nível da comunicação é um luxo que tende a desaparecer.
Os alunos da aprendizagem à distância, particularmente quando aprendem por si sós e à distância, podem sofrer de efeitos de isolamento. Este condicionalismo reflecte-se a vários níveis, devido à ausência de feedback quotidiano acerca do nível de progresso e de comunicação entre os interlocutores, o que dificulta o processo de aprendizagem, relativamente à aquisição de conhecimentos.
A motivação para a aprendizagem pode diminuir, pelo facto de os alunos não terem alguém para encorajá-los quando surgem dificuldades. Estas necessidades justificam, por si só, a figura de mentor, mas outras se afiguram importantes, nomeadamente, o retorno feito por pessoas, embora o feedback possa ser disponibilizado por computador através de respostas de auto- avaliação das questões e exercícios dos materiais didácticos. Apesar de o retorno também ser feito pelos tutores, o feedback do mentor se faz necessário, por ser de carácter informal.
À partida, todas as pessoas reúnem condições para serem mentores de alunos de aprendizagem aberta, dependendo dos objectivos em que esta é estruturada. No entanto, é recomendável que seja o aluno a escolher o seu mentor. No grupo das pessoas aptas a desempenharem este papel incluem-se os colegas, que se podem apoiar e encorajar mutuamente. Isto ocorre, geralmente, quando dois ou mais alunos estão a estudar os mesmos programas.
O mentor pode ser um amigo ou colega de confiança escolhido pelos seus pares. O mentor poderá, eventualmente, ser um supervisor ou gestor. Para os alunos, há vantagens em envolver gestores ou supervisores na actividade de mentor, nomeadamente, por terem maior conhecimento dos temas que os alunos estão a desenvolver. O mentor poderá, ainda, ser alguém que recentemente aprendeu os mesmos conteúdos. Um familiar também poderá desempenhar essa função. Recrutar um amigo ou familiar para desempenhar o papel de mentor pode ser uma forma interessante de melhorar as relações interpessoais. Escolher um desconhecido como mentor poderá constituir uma vantagem, na medida em que possibilita a criação de vínculos afectivos positivos e sólidos.
Ser um mentor por correspondência é outra possibilidade. Este tipo é raro, mas existem pessoas que desenvolvem este tipo de actividade. Existem, contudo, requisitos chave, designadamente, dar retorno no prazo previsto, mesmo que seja para solicitar um prazo maior para reagir.
A interacção entre os vários intervenientes no ensino-aprendizagem à distância ocorre através da utilização das tecnologias educativas. Estas ferramentas propiciam o acesso à educação/formação, nomeadamente, telecomunicação em rede, computadores ou livros. Estas ferramentas são referidas como tecnologias de distribuição. Há outras como testes, tutores, exercícios, guias ou exemplos, designados como tecnologias de ensino ou estratégias de ensino, que incluem aulas, projectos de grupo e individuais, exercícios e experiências laboratoriais (Clark, 1994, citado em Belanger e Jordan, 2000).