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E.2 Diffraction neutronique sur poudre

F.1.3 Spectroscopie Mössbauer

No contexto da peregrinação e das festas religiosas da Senhora, a pregação constituía um momento a que muitos romeiros não queriam faltar. Para além das principais celebrações festivas do Santuário, ela poderia ter lugar nas homi- lias dominicais, assim como em determinadas alturas do ano, nomeadamente na Quaresma, ou ainda, excepcionalmente, em momentos da visita de missionários. Numa sociedade de fracos níveis de alfabetização, a pregação era um dos melhores processos de transmissão dos dogmas católicos aos peregrinos do Sítio. Era constituída por um discurso público, baseado nas revelações divinas. Tinha como objectivo o desenvolvimento da fé e dos conhecimentos religiosos dos auditores142. Além disso, pretendia contribuir para a conversão do seu modo de

vida e progresso espiritual. Nesse sentido, muitas das pregações salientavam os vícios a evitar e as virtudes a desenvolver, para alcançar a salvação143. Mas o

Padre Brito Alão relata-nos que, no seu tempo, nem todos os pregadores tinham coragem para denunciar os maus costumes dos fiéis, preferindo divulgar os milagres da Senhora, como forma de sensibilizar os romeiros para os princípios básicos do catolicismo. O pregador escolhido pelo Círio de Penela empregava-se “em louuores da Virgem Senhora nossa, & milagres seus, louuando juntamente a perseuerança, & deuação de seus deuotos”, exortando-os a continuar a peregri- nação colectiva para obterem os favores da Senhora144.

141Padre Manuel de Brito Alão, Prodigiosas..., fl. 173 v.

142João Francisco Marques, A parenética portuguesa e a Restauração 1640-1668. Porto, 1989, vol. I, p. 22. 143Padre Manuel de Brito Alão, Prodigiosas..., fl. 41.

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Para comunicar mais facilmente com a assistência e fazer passar o discurso eclesiástico, os pregadores falavam em português e exacerbavam a dimensão ges- tual do discurso. Além disso, usavam a eloquência, a retórica e uma linguagem simbólica, procurando explorar pormenores da vida quotidiana, para atingir os sentimentos e o imaginário mais profundo dos seus ouvintes. Mas esta estratégia também tinha os seus inconvenientes. É que nem sempre o público procurava nos sermões os ensinamentos da Igreja. O Padre Manuel de Brito Alão, com toda a sua experiência à frente do Santuário, diz-nos que “ainda que o que préga, & escreue diga cousas exceilentes, [os romeiros] não reparão nellas, & buscão ninherias a seu paladar”145.

As características do sermão faziam dele um momento apetecido das cele- brações religiosas do Santuário, reunindo uma imensidão de católicos para a sua audição146. O mesmo sacerdote conta-nos também que, antes de 1628, “as mais

das vezes se prèga[va] fóra pello muito grande concurso da Romagem”. A prega- ção estava de tal modo inculcada nos costumes religiosos e sociais das popula- ções, que estas não a dispensavam e, inclusivamente, fomentavam-na. Na Paróquia da Pederneira, por exemplo, os sermões dos Passos, de São Bartolomeu, da Senhora das Neves e da Semana Santa eram momentos ímpares da vivência espiritual comunitária. Por isso, a peregrinação colectiva ao Sítio quase que não era concebida sem a existência da pregação. Verificámos que o Círio de Penela já no século XVII trazia pregador próprio, “escolhido de autho- ridade, & letras”. O mesmo sucedia com as Confrarias do termo de Leiria, Óbi- dos, Porto de Mós, Lisboa, Sintra, Colares e Mafra147. E no século XVIII, em

alguns dias de romaria, cada Círio trazia o seu pregador, como sucedeu em 14 de Setembro de 1766, com o de Abrigada, Mata Cães, Runa e Alcobaça148.

Há ainda a considerar a existência de sermões votivos, solicitados pelos romeiros, algumas vezes em pagamento de promessas ou como agradecimento de mercês obtidas. Já no século XVII, estas encomendas de sermões votivos eram uma prática habitual na Igreja da Senhora149. Depois de 1724, passaram a ser

dadas aos arrábidos do Convento de Santa Maria Madalena150. Estes frades che-

garam a ter de permanecer no Sítio “quinze dias, e mais depois das festas; pre- gando de manhã, e de tarde, sendo até necessário convidar, e pagar aos Sacristas

145Padre Manuel de Brito Alão, Prodigiosas..., fl. 165 v.

146Sobre o antigo púlpito e a importância da pregação antes de 1608, P. Penteado, Tesouros..., p. 61. 147Padre Manuel de Brito Alão, Antiguidade..., fls. 73, 89 v, 91, 94 v e 121.

148CNSN, RCNSN, pasta 49, livro de registos e acórdãos, fls. 157-158. Não são conhecidos muitos textos

de sermões realizados no Sítio, até 1785. Contudo, cf. Gabriel Coutinho, Sermões... Lisboa, 1744, que inclui o “Sermaõ de Nossa Senhora da Nazareth prégado no sitio da Pederneira (...) em dia da Exaltação da Cruz”.

149Padre Manuel de Brito Alão, Prodigiosas..., fl. 41.

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para os irem ouvir”151. Como se pode constatar por este exemplo nem sempre a

pregação no Santuário servia a sua função doutrinadora de peregrinos. Diríamos antes que os sermões votivos foram, muitas vezes, apenas um serviço encomendado que o sacerdote tinha de cumprir, fosse em que condições fosse. E por isso, algumas vezes os pregadores chegavam ao púlpito embriagados e sem a dignidade dos trajos eclesiásticos152. Por outro lado, não era possível os romeiros

concentrarem-se na pregação quando, simultaneamente, decorriam outras cele- brações, ali próximo, no altar-mor153.

Contudo, é necessário dizer que pela Igreja do Sítio passaram grandes prega- dores e catequizadores. Uma parte importante deles pertenciam ao clero regular. Referimo-nos sobretudo aos cistercienses, como Frei Domingos Cabral, Frei Bernardino de São Bernardo, Frei Luís de Faria e Frei Luís de São Bento, aos apre- ciados dominicanos do Convento da Batalha que ali vinham “a instancia de alg~u deuoto, ou elles por sua deuação”, aos religiosos da Trindade como D. Francisco Ponce de Leão e aos franciscanos e arrábidos, como Frei José de Ressurreição e Frei Dionísio de Santo António154. Entre os seculares que pregaram na Igreja de

Nossa Senhora de Nazaré contam-se muitos dos clérigos da Real Casa, assim como os reitores do Santuário que sucederam ao Padre Pedro de Azevedo, o pri- meiro a possuir a obrigação “de pregar todos os dias de Nosa Senhora”155.

No processo oral de catequização tiveram ainda um papel considerável as chamadas missões do interior. Nelas, padres missionários, bem preparados, com- batiam a ignorância doutrinária e os costumes religiosos tradicionais das popula- ções. Em alternativa, propunham a substituição destes costumes por comporta- mentos e valores próximos da cultura eclesiástica, apresentada como fundamento de um projecto superior de sociedade156. Nos séculos XVII e XVIII, vários grupos

de missionários católicos estiveram no Sítio com objectivos doutrinários e de fomento da conversão dos peregrinos. Os últimos de que temos notícia foram enviados pelo administrador D. Tomás de Almeida, numa conjuntura de conflituo- sidade local. Este dado não é de menosprezar, uma vez que a actuação destes padres visava também a pacificação social. O Professor Eugénio dos Santos dá-nos conta de que numa das missões realizada próximo do Santuário, em 1755, “fizeram-se

151CNSN, RCNSN, pasta 115, manuscrito de José d’ Almeida Salazar, Memórias..., vol. I, p. 395. 152Ibidem, p. 379-380.

153CNSN, RCNSN, pasta 49, livro de registos e acórdãos, fls. 157-158.

154CNSN, RCNSN, pasta 51, maço 10, documento 29. Ainda CNSN, RCNSN, pasta 115, manuscrito de

José d’ Almeida Salazar, Memórias..., vol. I, p. 223-224. Padre Manuel de Brito Alão, Prodigiosas..., fl. 10 v e Antiguidade..., fl. 121.

155CNSN, RCNSN, pasta 49, livro de registos e acórdãos, fls. 4-4 v e pasta 77, livro de provimentos e con-

tas, fls. 114 v, 115 v e 116.

156O precursor dos estudos sobre esta temática, entre nós, foi Eugénio dos Santos. Veja-se o seu estudo

Les missions des temps modernes au Portugal. In Jean Delumeau (dir.), Histoire vecue du peuple chrétien. Toulouse, 1979, tomo 1, sobretudo p. 432.

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(ao parecer de todos milagrosamente) umas grandes pazes entre dois irmãos, dos principais da terra, que andavam em antigas e mais escandalozas inimizades”157.

Mas as estratégias e as técnicas utilizadas pelos missionários, bem como a incidência dos discursos, eram diversificadas. No século XVII, cerca de 1628, um dos noviços jesuítas que se encontravam no Santuário, “se pos a fazer a doutrina com tanta erudição, (...) que os ouuintes estauão atonitos, aos quais fez muitas perguntas sobre os artigos da fé, & Mandamentos, & declarou a forma em que se auião de entender”. Esta pedagogia jesuítica assentava na oralidade e nas per- guntas e respostas pré-estabelecidas, que fomentavam a repetição e memoriza- ção dos dogmas. Além disso, este processo de catequização pretendia que as res- postas dos crentes se situassem o mais próximo possível da versão difundida pelos padres. Aliás, é significativo que estes, depois de contar “muitos milagres da Virgem Senhora nossa (...) [tivessem dado] Rosarios, & veronicas, & contas bentas às pessoas e meninos que melhor responderaõ”158. Há ainda outro facto

importante neste processo de compensação das respostas normalizadas: a dádiva de meios de acesso à salvação.

Contudo, nem sempre a principal faceta das missões católicas era a catequi- zação. Muitas vezes, os missionários serviam-se do sermão para assustarem e intimidar os fiéis a mudarem os seus costumes ancestrais. Pretendiam criar inse- guranças colectivas que só se poderiam combater pelo recurso a Deus, à Virgem, aos Santos e sobretudo, aos meios de salvação eclesiásticos, nomeadamente a confissão. O terramoto de 1755 permitiu a promoção desta “pedagogia do medo”, nos arredores do Santuário. Os cistercienses de Alcobaça aproveitaram o evento para culpabilizar os fiéis. Na sua óptica, Deus teria castigado os homens e os seus costumes degradados, com uma grande calamidade física - o terra- moto. A ideia teria sido difundida por uma missão daqueles monges, nas vilas dos Coutos, e pela pregação de Frei Luís de São Bento, no Sítio159.

Seria interessante avaliar até que ponto, à medida que avançamos pelo século XVII e XVIII, se intensificam os discursos eclesiásticos de culpabilização dos fiéis. Na sua generalidade, assentavam no princípio de que o pecado se encontrava associado à natureza humana. O pecador não convertido, após a sua morte, seria penalizado por um Deus temeroso. Após o Juízo final, as almas que não fossem redimidas seriam destinadas ao fogo do Inferno, onde sofreriam eternamente. Para a esmagadora maioria dos homens daqueles tempos o Inferno era um lugar real. Frequentemente, era descrito pelos sacerdotes e representado em imagens religiosas, nas igrejas. Na segunda obra do Padre Manuel de Brito

157Eugénio dos Santos, Missões do interior em Portugal na Época Moderna: Agentes, métodos, resulta-

dos. Arquipélago, Série Ciências Humanas. VI, (Janeiro de 1984), p. 57.

158Padre Manuel de Brito Alão, Antiguidade..., fl. 110 v. Teriam, provavelmente, usado estes métodos na

Pederneira, para onde seguiram.

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Alão, o Inferno é apresentado como estando no centro da terra, e tendo no seu interior “infinita gente [a] chorar & gemer (...) no qual estauão muitos homens, & molheres de diuersos estados, todos nús, padecendo crueis tormentos; porque uns se vião estendidos no chão com a boca pera baixo, metidos por todas as par- tes do corpo muitos pregos de ferro em braza (...) [lançando] pella boca lauare- das de fogo”. Outros tinham as entranhas devoradas. No inferno existiam ainda imensos demónios e dragões160.

Do nosso ponto de vista, é significativo que apenas em 1637 o referido sacer- dote se tenha referido com grande intensidade às consequências do pecado. Se adicionarmos a este dado a pouca representatividade dos milagres de assombração no santuário do Sítio, a existência das primeiras informações sobre a condenação da festa profana, o fomento das indulgências e a pouca procura da confissão, obte- mos uma ideia da fraca relevância do problema do pecado e da sua penalização, na relação dos peregrinos com a Virgem. Adiante, voltaremos ao assunto.

Um outro processo de doutrinação dos devotos da Senhora de Nazaré era o recurso aos livros religiosos. O seu alcance, embora menor, não deixa de ser rele- vante. A segunda obra do Padre Manuel de Brito Alão, de 1637, aproveitava o facto de divulgar os milagres da Virgem para teorizar sobre alguns dos dogmas e princípios da Igreja. A forma escrita de catequização foi ainda promovida, pelo menos, por D. Tomás de Almeida. Em 1785, por exemplo, uma das despesas da Real Casa de Nossa Senhora de Nazaré foi com a “conduccao de hum caixote de livrinhos de doctrina das Caldas para aqui”, por mandado daquele administrador. O grande problema consiste em saber até que ponto estes esforços de ensino religioso, no Santuário, foram compensados. A questão pode ser colocada de outra maneira: até que ponto a existência de interpretações próprias da dou- trina, por parte dos devotos, não representará o fracasso da catequização e a per- manência de outros modos de ver o Mundo e a Religião? Poderíamos citar aqui, a título ilustrativo, o caso de Francisco de Almeida Negrão, um dos confrades da Senhora e antigo mesário, acusado em 1673 pelo Santo Ofício de ter dito que “Christo Senhor Nosso não morrera na crus por todos os homens”, o que “se provava daquellas palavras da consagração do caliz “pro vobis, et pro multis”, donde se colhia claramente que não fora por todos, porque noutra forma dissera “pro vonibus”161. Para o século XVIII, poderíamos referir os exemplos de man-

cebia e adultério, existentes nos arredores do Santuário162. Este problema dos

modos de recepção e interpretação da mensagem cristã, divulgada no Santuário e nas próprias paróquias dos peregrinos, remete-nos para um outro de maior dimensão. Referimo-nos à pluralidade de vivências dos rituais católicos. Para

160Padre Manuel de Brito Alão, Prodigiosas..., fls. 18 e 27. 161IAN/TT, Santo Ofício, Inquisição de Lisboa, Processos, n.º 746.

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muitos devotos, estes rituais funcionaram como um meio de alcançar a graça de Deus e a salvação e de conseguir protecção das forças sagradas para a sua vida. Contudo, é difícil apurar o grau de pressão comunitária, na assistência às ceri- mónias religiosas, ou de representação de um papel social.

A CONFISSÃO

Verificámos anteriormente que no início da centúria de Seiscentos alguns devotos da Senhora vinham ao Santuário procurar a sua intercessão para se livrarem das suas enfermidades e do mal que os perturbava. A libertação dos resíduos malignos contidos nos peregrinos fez-se algumas vezes através da cele- bração eucarística e de exercícios piedosos. Não possuímos nenhuma descrição de que o sacramento da penitência fosse essencial para essa purificação humana, embora isto não queira dizer que não tivessem sido realizadas promessas de carácter penitencial. Aliás, o Santuário, nessa época, nem possuía sacerdotes vocacionados directamente para a execução dessa prática sacramental. Uma das poucas referências que possuímos sobre a penitência no Sítio indica-nos que eram sobretudo os clérigos regulares e pregadores que ali se deslocavam que promoviam as virtudes da confissão.

Há, contudo, alguns factos a realçar. O primeiro é que a promoção do sacra- mento reforçou-se, no final da década de 1630, com o aparecimento das indul- gências no Santuário da Senhora de Nazaré, pela acção da Confraria local e pela edição da segunda obra do Padre Manuel de Brito Alão, a que já nos referimos. Recordamos que o livro fomentava a confissão, pela divulgação do Juízo Final e da penalização dos pecadores163. Por outro lado, a obra apresentava também as

virtudes da penitência e a sua obrigatoriedade no bom cristão164. Contudo, esta

obrigatoriedade tinha um preço: o encobrimento dos pecados, comportamento que não era tão invulgar quanto se possa pensar165. De alguma forma, ele revela

que as populações nem sempre assimilaram a essência do sacramento ou o soli- citaram com o intuito de “descarregarem suas consciências”.

Da segunda metade do século XVII em diante, a confissão tornou-se uma das principais práticas dos peregrinos de Nossa Senhora de Nazaré, obrigando a Casa a constantes contratações de pessoal religioso para satisfazer esta solicitação dos romeiros. Em 1661, o aditamento do regimento informa-nos que existiam “muitas pessoas da romagem vem a esta Santa Caza sómente a confeçar-se de cazos que talves não querem, e rezervão confeçar a seus curas, e parochos”166. 163Padre Manuel de Brito Alão, Prodigiosas..., fl. 26 v.

164Padre Manuel de Brito Alão, Prodigiosas..., fl. 55. 165Padre Manuel de Brito Alão, Prodigiosas..., fl. 41.

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E na segunda metade do século XVIII, o Padre Manuel Tavares relatava-nos que “grande parte dos romeiros chegam a este Santuario de terras muito remotas só com o fim de limparem suas consciensias aos pes de hum confessor douto”.

Seria interessante apurar se a crescente procura dos confessionários do Sítio, representa uma interiorização dos mandamentos da Igreja, uma necessidade de purificação espiritual pela acção dos sacerdotes, uma prática social ou uma fuga à obrigatoriedade da confissão paroquial. Este problema levanta um outro mais vasto: o do ensino religioso no catolicismo e o da sua apreensão167. Já atrás nos

referimos ao facto de, em algumas paróquias de onde os peregrinos eram oriun- dos, o nível de conhecimentos do catecismo romano, em pleno século XVIII, ser deficitário. A consciência eclesiástica desse problema terá conduzido, por certo, ao fomento da doutrinação no Santuário.

167CNSN, RCNSN, pasta 49, livro de registos e de acórdãos, fls. 139-141. CNSN, RCNSN, pasta 35, docu-

mento 82 e pasta 37, documento F. 226 e pasta 51, maço 5, documento 3.

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“Ao chegarmos à Barquinha parámos novamente segundo o estylo, voltámo-nos para traz, descobrimo-nos saudosos, e os arriei- ros disseram reverentemente: “Lá fica a Senhora de Nazareth! (...)”.

Júlio César Machado168