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Dans le document THE BLACK BOX SOCIETY (Page 89-93)

3.3.2.1. Expetorantes

Os expetorantes atuam na tosse produtiva por estimulação dos

mecanismos de produção e eliminação do muco, como o movimento ciliar que

impulsiona as secreções até à faringe, sendo posteriormente eliminadas [50, 51].

Em doses elevadas tem uma ação emética, agindo através da estimulação da

mucosa gástrica para produzir uma resposta reflexa no centro do vómito no

cérebro [49]. Contudo, a sua utilização ainda é controversa, havendo poucas

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provas da sua eficácia [48, 49]. Alguns dos expetorantes comercializados em

Portugal são os seguintes [52]:

Guaifenesina (MNSRM) – existe comercializado em Portugal sob a

forma de xarope [52]. Esta aumenta a expetoração do fluido do trato respiratório,

reduzindo a viscosidade do muco [61]. A administração a crianças menores de

6 anos só deve ser feita com indicação médica [61]. O único medicamento

autorizado a ser comercializado em Portugal que contem guaifenesina é o Vicks

Xarope Expetorante®, que tem como excipiente a sacarose, logo este não é

indicado para diabéticos [52].

Hedera helix (MNSRM) – existe comercializado em Portugal sob a

forma de xarope, solução oral e comprimido efervescente [52]. É um

medicamento à base de plantas usado como expetorante na tosse produtiva [62].

Este extrato de plantas está contra indicado em crianças com idade inferior a 2

anos e não deve ser utilizado por períodos superiores a 5 dias [62]. O único

medicamento autorizado a ser comercializado em Portugal que contem Hedera

helix é o Prospantus®, que tem como excipiente a sacarose, logo este não é

indicado para diabéticos [52, 62].

3.3.2.2. Mucolíticos

Os mucolíticos diminuem a viscosidade das secreções brônquicas,

facilitando a sua expulsão [50]. O uso de mucolíticos implica uma diminuição da

viscosidade e a remoção do muco, tanto através da atividade ciliar do epitélio,

como pelo reflexo da tosse, sendo portanto de esperar um aumento da

expetoração e da tosse no início do tratamento [63].

Em Portugal estão a ser comercializados os seguintes fármacos

mucolíticos [52]:

Acetilcisteína (MNSRM) – comercializada em Portugal sob a forma

de comprimido efervescente, pó para solução oral, comprimido dispersível,

solução oral, granulado para solução oral e solução injetável, contudo esta última

é um MSRM [52]. É um aminoácido sulfurado que se caracteriza pela sua ação

fluidificante sobre as secreções mucosas e mucopurulentas nas patologias do

aparelho respiratório [63]. Algumas reações de hipersensibilidade têm sido

relatadas, incluindo broncospasmo, angioedema, erupções cutâneas e prurido

[51]. A sua utilização está contra indicada em crianças com idade inferior a 2

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anos e em casos de úlcera duodenal, visto que, os mucolíticos têm a capacidade

de destruir a barreira mucosa gástrica [63]. A sua administração durante a

gravidez e a lactação deve ser feita com precaução e por indicação médica [63].

Figura 9 - Estrutura química da acetilcisteína e um exemplo.

Ambroxol (MNSRM) – comercializado em Portugal sob a forma de

xarope, comprimido, solução oral, cápsula de libertação prolongada, pastilha

mole e solução injetável, contudo esta última é um MSRM [52]. O ambroxol

aumenta a secreção do trato respiratório e estimula a atividade ciliar. Estas

ações resultam na melhoria do fluxo e transporte do muco, facilitando a

expetoração e a tosse [64]. Este mucolítico esta contra indicado em crianças com

menos de 12 anos e a sua administração não deve exceder os 7 dias [64]. Não

deve ser recomendado o seu uso durante o 1ºtrimestre da gravidez nem durante

a amamentação visto que o ambroxol é excretado para o leite materno [64].

Figura 10 - Estrutura química do ambroxol e um exemplo.

Ambroxol + Clenbuterol (MSRM) – é comercializado em Portugal

sob a forma de comprimido, xarope e granulado, contudo só pode ser

comercializado por indicação médica [52]. Esta associação é usada para afeções

das vias respiratórias agudas e crónicas que decorram com broncospasmo e

alteração da formação e transporte das secreções, em especial: bronquite aguda

e crónica, asma brônquica, enfisema, laringotraqueíte, bronquiectasias e Fibrose

Cística [65]

Bromexina (MNSRM) – é comercializado em Portugal sob a forma

de xarope, comprimido, gotas orais, comprimido dispersível e solução oral [52].

Este fármaco possui a capacidade de diminuir a viscosidade do muco e de

estimular a atividade do epitélio ciliado, permitindo o aumento da depuração

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mucociliar [66]. Alguns efeitos adversos gastrointestinais podem ocorrer

ocasionalmente e um aumento nos valores das transaminases tem sido relatada.

Outros efeitos adversos relatados incluem dor de cabeça, tonturas, sudorese e

erupções cutâneas [51]. A utilização deste fármaco só é aconselhada a crianças

com menos de 2 anos de idade com supervisão médica [67].

Figura 11 - Estrutura química da bromexina e um exemplo.

Carbocisteína (MNSRM) – é comercializado em Portugal sob a

forma de xarope, solução oral, cápsula e pó para solução oral [52]. A

carbocisteína (5-carboximetil L-cisteína) é um muco-regulador e atua através da

alteração da estrutura do muco, reduzindo a sua viscosidade e facilitando a

expetoração [68]. Alguns efeitos adversos relatados foram náuseas, desconforto

gástrico e erupções cutâneas [51]. Está contraindicado em casos de úlcera

gastroduodenal e não se recomenda a grávidas e na lactação [68].

Figura 12 - Estrutura química da Carbocisteína e um exemplo.

Sobrerol (MNSRM) – encontra-se comercializado em Portugal sob

a forma de xarope, cápsula e pó para solução oral [52]. É utilizado como

mucolítico em perturbações do aparelho respiratório com aumento da secreção

brônquica, nomeadamente, bronquite crónica ou DPOC (Doença Pulmonar

Crónica Obstrutiva) [69]. O sobrerol (ciclidrol) aumenta o volume das secreções

brônquicas através de um mecanismo de hidratação, agindo desta forma como

fluidificante, além de, modificar a composição bioquímica e celular do muco e

assim facilitar os movimentos ciliares. Estas ações conjuntas, favorecem os

mecanismos de depuração das vias aéreas e promovem uma melhoria da função

respiratória [69]. A sua utilização não deve ultrapassar os 10 dias e está contra

indicado a crianças com idade inferior a 2 anos [69].

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Carbocisteína + Sobrerol (MNSRM)

– esta associação é

comercializada em Portugal sob a forma de cápsula e xarope [52]. A utilização

em crianças com menos de 5 anos deve ser feita apenas com prescrição médica

e a duração do tratamento não deve ultrapassar os 14 dias [70].

Erdosteína (MNSRM) – é comercializado em Portugal sob a forma

de comprimido dispersível e cápsula [52]. É indicado no tratamento de infeções

respiratórias agudas e exacerbações de DPOC na presença de hipersecreção

[71]. O seu uso não deve exceder os 10 dias e está contraindicado em crianças

com idade inferior a 2 anos e em casos de úlcera gastroduodenal [71]. Devido à

provável interferência de metabolitos produzidos pelo metabolismo da metionina,

a erdosteína é contraindicada em doentes com cirrose hepática e deficiência da

enzima cistationina-sintetase [71].

Figura 13 - Estrutura química da Erdosteína e exemplo.

Fenspirida (MSRM) – é comercializado em Portugal sob a forma de

xarope e comprimido gastro resistente, contudo é um MSRM, logo só pode ser

comercializado por prescrição médica [52]. Está indicado no tratamento de

rinofaringites, laringites, manifestações respiratórias e otorrinológicas da alergia,

otites, sinusites e afeções das vias respiratórias inferiores [72]. A fenspirida

possui propriedades anti-broncoconstritoras e anti-inflamatórias [72].

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