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Runaway Profi les

Dans le document THE BLACK BOX SOCIETY (Page 39-43)

No decorrer do meu estágio, desenvolvi o projeto sobre a proteção e os hábitos de exposição solar da população, uma vez que a procura pelo aconselhamento farmacêutico sobre o tema é maior com a chegada do verão. O projeto consistia na entrega de um questionário (Anexo II) aos utentes, no qual eram abordadas questões simples e de resposta rápida. O objetivo era avaliar o conhecimento e as práticas da população. No fim, entregava um panfleto informativo (Anexo III), onde facultava informações sobre a proteção solar e também onde alertava as possíveis alterações cutâneas devido à exposição solar.

Considerei adequada a divisão do panfleto informativo em quatro partes: na primeira parte é efetuada uma introdução ao tema, com informações sobre a radiação solar e os seus efeitos benéficos e prejudiciais; na segunda parte, desenvolvi o tópico sobre a importância da

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proteção solar; na terceira, é abordado o tema “cancro de pele”; e, por último, apresentei alguns conselhos adicionais para a proteção solar.

7.1.

Análise e Discussão dos Resultados

Ao questionário responderam 81 pessoas, sendo que 56 pessoas eram do sexo feminino e as restantes 25, do sexo masculino (Anexo IV). Para uma análise mais precisa dos resultados, defini a idade em três intervalos: o primeiro com idade inferior a 25 anos, obtendo um total de 10 respostas; um segundo intervalo com idades entre os 25 e os 45 anos, onde está inserida a maioria dos inquiridos, com cerca de 44 respostas; e um último intervalo, com idade superior a 45 anos, dispondo de 27 respostas (Anexo IV).

À questão sobre a cor da pele, 63% dos inquiridos afirmaram ter pele clara, 36% pele morena e apenas 1% pele negra (Anexo IV).

No que toca à sensibilidade a queimaduras, a maior parte da população em estudo revelou não sofrer queimaduras com grande frequência, ao contrário dos 12% que afirmaram ser uma situação habitual (Anexo IV). Estes

resultados podem estar acoplados ao facto de os utentes terem preferência pelo uso de protetores solares com FPS elevado, uma vez que, pela análise dos questionários, 60% opta pelo FPS 50+ e somente 10% não usa protetor ou usa FPS inferior a 20 (Figura 2). No entanto, este não é o único fator que explica a sensibilidade a queimaduras, estando igualmente envolvida a cor da pele, entre outros aspetos. Pela observação das

respostas e tendo em conta o que referi anteriormente, apesar da maioria das pessoas optarem por um protetor com FPS elevado e cerca de 41% raramente sofrer queimaduras, ainda assim existem 70% de utentes com histórico de queimaduras solares (Anexo III).

5 5 30 60 - 10 20 30 40 50 60 70

FPS que costuma usar (%)

Nenhum FPS inferior a 20 FPS 30 FPS 50+

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Contudo, verificam-se também

alguns erros nas práticas de proteção solar, tendo como exemplos o tempo e o horário de exposição e a frequência de reaplicação do protetor solar. As respostas obtidas mostram que, ainda assim, 31% dos inquiridos têm como horário preferencial de exposição solar entre as 11 e as 16 horas e cerca de 33% tem uma exposição superior a 4 horas diárias (Figura 3). Quase metade dos utentes refere também que não reaplica o protetor de 2 em 2 horas, como seria mais apropriado (Anexo IV). Porém, é de salientar

o cuidado que a maioria das pessoas mostra ao evitar o horário de maior risco de radiação UV. Grande parte da população em estudo afirma ter uma boa capacidade de bronzear, mas só 21% refere ser um evento raro (Anexo IV). Apenas 5% opta por usar bronzeadores sem FPS, o que evidencia, mais uma vez, o cuidado com a proteção da pele contra os raios UV. Uma pele bronzeada é muitas vezes associada, de forma errada, a um ótimo estado de saúde e, como se pode verificar, cerca de 35% das pessoas consideram o bronze, no mínimo, importante (Anexo IV).

Quase 85% assumiram usar protetor solar no rosto e no corpo no verão, mas apenas 52% revelou ter os cuidados de proteção solar do rosto durante todo o ano (Anexo IV). Desta forma, o farmacêutico deve aconselhar o uso de protetor solar não apenas no verão, mas também quando há exposição solar fora da referida época, de modo a prevenir as complicações associadas. Decidi ainda questionar sobre a utilização de protetores solares do ano anterior, dado que os mesmos têm um prazo de validade depois de abertos, ao qual obtive uma resposta afirmativa de 38% (Anexo IV). Neste ponto, o farmacêutico precisa de alertar os utentes para o facto de os protetores solares perderem parte das suas características quando ultrapassam essa validade.

O uso de pós solar ou creme hidratante após a exposição solar mostrou ser uma preocupação da maioria dos inquiridos, com um alcance de quase 85%, mostrando assim um cuidado adicional com a pele (Anexo IV).

Mais de 70 % das pessoas estudadas referem ter o hábito de vigiar as alterações cutâneas, mas ainda existe uma pequena percentagem que não tem esse cuidado (Figura 4). Neste sentido, o farmacêutico, como profissional de saúde, deve fornecer

informações sobre a prevenção do cancro da pele e sobre o diagnóstico precoce do mesmo.

16 31 27 26 - 20 40

Horário mais frequente de

exposição solar (%)

Antes das 11h Entre as 11h e as 16h Depois das 16h

Antes das 11h e depois das 16h

Figura 3 Horário mais frequente de exposição solar

72

28 -

100

Hábito de vigiar os sinais

e/ou alterações cutâneas (%)

Sim Não

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A exposição solar pode provocar alterações cutâneas e cerca de 27% dos utentes refere possuir essas mudanças na pele, sendo que algumas pessoas referiram o “envelhecimento cutâneo” como o principal efeito (Anexo IV).

7.2.

Conclusão

Com a análise dos resultados, notam-se alguns erros nas práticas de exposição solar, que comprometem o estado de saúde cutânea do indivíduo. A vigilância dos sinais e das alterações da pele ainda não está incutida nos hábitos da população e, desta forma, acredito ser essencial a realização de campanhas sobre o tema, alertando sobre as possíveis alterações cutâneas que os raios UV podem provocar e sobre as formas de diagnóstico e tratamento de cancro da pele. Também seria importante desaconselhar exposições solares prolongadas ou em horários com elevado risco de radiação UV.

Durante o desenvolvimento do projeto, quando os utentes preenchiam o questionário referiam que as perguntas eram pertinentes e lógicas e, após responderem, falavam sobre o assunto, explicando quais os seus hábitos de exposição solar. Nesse momento, eu e os meus colegas da FP entregávamos o panfleto e explicávamos a importância da proteção solar, alertando sempre para a necessidade de vigiar os sinais da pele. Assim, o panfleto informativo encontrava-se em cima do balcão, para que fosse acessível a quem quisesse saber mais sobre o tema.

Após a finalização deste estudo, considero importante a intervenção farmacêutica no âmbito da proteção e dos hábitos de exposição solar, com o objetivo de educar e consciencializar a população.

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