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Dans le document INSTALLATION ET ADMINISTRATION SOLIDWORKS 2015 (Page 129-132)

Ao final de 1918, depois de um ano de resistência impassível e barulhenta, que resultou em vitória, a federação de universitários argentinos (fundada na esteira dos eventos em Córdova) teria um exemplo de luta de sucesso para oferecer aos seus pares. Talvez isto, aliado a noção da similitude de problemas e à vontade revolucionária, seja um indício para percebermos a relevância dos acontecimentos em Córdova para os jovens universitários do período, como uma revolução que havia apenas se iniciado. Esta é a mensagem propagada pela também argentina Universidad de Santa Fé, em 1919, que fundaria sua federação estudantil antes mesmo de ser convertida em universidade:

Vivimos en una hora única en la historia del mundo. De roces del entrevero, de los constantes choques de la refriega, nacieron en los pueblos, fuertes y graves, serenas y profundas, las ideas. Ya a nadie escandaliza este renacer glorioso que pone en cada pecho un motivo de júbilo infinito. Asistimos a un espectáculo que levanta, original caso de estímulo en que el hombre es anulado por el acontecimiento y los ideales se suceden vertiginosamente en una sed de perfección eterna.

(...)

Cansados estamos de escuchar promesas solemnes de labios de hombres buenos. Veintinueve años de vida apacible, de existencia caritativa, de desarrollo parsimonioso, (...) pudieron haberse soportado en épocas en que una verdadera oligarquía espiritual pretendió imponer su imperio en todo el mundo; no hoy que el derrumbe se ha iniciado por la digna encauzadora de la corriente, la valiente Córdoba actualista, que demostró en forma gallarda a veinte pueblos de América, de lo que es capaz una juventud cuando la alienta un gran ideal de justicia, cuando pone en sus resoluciones toda la fuerza característica de la raza.19 Alguns anos depois, em 1926, quando Enrique Cornejo Koster publica sua narrativa sobre o movimento estudantil peruano dos últimos sete anos, considera que as notícias sobre

18 FEDERACIÓN UNIVERSITARIA DE CÓRDOBA, op.cit.. Na esteira da renovação nos quadros docentes, estimulados pela Reforma, o próprio Deodoro Roca assumiu, em Córdova, uma cadeira na Faculdade de Filosofia entre 1918 e 1921.

19 FEDERACIÓN UNIVERSITARIA DE SANTA FE. La Federación Universitaria de Santa Fe al pueblo de republica [Argentina, 1919]. In: CUNEO, Dardo (org.). La Reforma Universitária (1918-1930). Caracas: Biblioteca Ayacucho, 1978, p.13-14. A Universidad de Santa Fé (hoje Universidad Nacional del Litoral), com cursos de superiores desde 1889, foi federalizada apenas em 1919, sendo considerada “filha da Reforma”. Em 1918, Antes mesmo de sua conversão em universidade, os estudantes criaram a Federación Universitaria del Litoral e participaram do primeiro encontro nacional de estudantes, sediado na ocupada Universidade de Córdova.

o “movimento e as conquistas dos estudantes argentinos” haviam sido “um tanto exageradas” na época. Mas vê nelas e nas campanhas oratórias do socialista argentino Alfredo Palacios em Lima (em 1919) atos fundamentais nas campanhas pela “revolución universitaria” no Peru:

(...) llenaron el ambiente estudiantil de inquietud, encauzaron el descontento hacia un objetivo determinado, llevaron al espíritu de la masa estudiantil el convencimiento de la necesidad de reformar la Universidad, reforma que solo podía alcanzarse mediante métodos un tanto violentos.20

Ainda segundo Cornejo, mesmo que as notícias sobre Córdova pudessem ter sido desproporcionais, ele percebia o movimento em seu país como repercussão dos ventos reformistas soprados por seus companheiros da Argentina:

El año 1918 comienza una nueva etapa en la vida de la juventud de América. El manifiesto que los muchachos de Córdoba lanzaron ese año a los hombres libres de todo el continente, vigoroso e magnífico llamado, encontró eco en todas las universidades latinoamericanas porque condensaba la vaga inquietud, la sorda rebeldía, la disconformidad inquietante de los estudiantes frente a la incapacidad y la ignorancia de los viejos profesores, frente a los arcaicos métodos, frente a un régimen universitario de insultante privilegio medieval.21 Para o revolucionário cubano Julio Antonio Mella22, em entrevista a Arturo Roselló, em

1924, o movimento cordovês não tinha o papel de precursor no reformismo universitário do continente e nem tinha sido um vetor de um “contágio”. Mas Mella também entendia que reverberação reformista se devia aos instintivos sentimentos da juventude “americolatina” que, despertada pela Grande Guerra, questiona a cultura europeia como parâmetro civilizatório. Para Mella, essa aspiração comum e genuinamente latino-americana corria a América:

Este movimiento - nos dijo [Mella] - se inició en Córdoba, en la Argentina, en el año 1918, y parece obedecer a un sentimiento, instintivo, simultáneo, de nuestra raza, porque no tiene precedente ni se funda en adaptaciones de iniciativas exteriores. De allí se extendió a Chile, 20 CORNEJO KOSTER, Enrique. Crónica del movimiento estudantil peruano [1926]. In: MAZO, Gabriel del (org.). La Reforma Universitaria - Tomo II: Propagación americana (1918-1940). La Plata: Centro de Estudiantes de Ingeniería, 1941, p.16.

21 Ibidem, p.15.

22 Nascido como Nicanor MacParland, registrado apenas com o nome da mãe, mas criado pelo pai, Mella conseguiria o reconhecimento oficial da paternidade apenas na adolescência. Na ocasião, mudou não apenas seu sobrenome, abandonando MacPartland, mas adotando também outro nome próprio, Julio Antonio. Egrégio da militância estudantil, Mella foi fundador do Partido Comunista Cubano, em 1925. Neste mesmo ano foi preso, iniciando uma greve de fome que durou 18 dias e causou grande mobilização internacional, constrangendo o governo Gerardo Machado a consentir na expedição do habeas corpus. A mesma greve de fome que impulsionou sua notoriedade, ocasionou sua expulsão do PC cubano, que considerou o recurso à greve de fome um expediente “pequeno burguês”. Exilou-se no México e entrou para o PCM com a autorização da direção mundial da III Internacional, apesar da expulsão da secção cubana e dos protestos desta junto ao partido. Mella envolveu-se em múltiplas iniciativas e campanhas anti-imperialistas e é um dos agentes que abordamos com destaque no decorrer do trabalho. Para uma biografia detalhada do insurgente cubano Cf. HATZKY, Christine. Julio Antonio Mella (1903-1929): una biografía. Santiago de Cuba: Oriente, 2008.

a Uruguay, a Perú, y a otras repúblicas de América. Lo original, lo prodigioso es que casi no ha obrado entre nosotros ninguna razón de contagio. Ha sido una aspiración común, de espontánea violencia, que la juventud americolatina ha sentido. La resultante de la guerra que asoló medio mundo, ha sido para la humanidad la brutal revelación de una verdad amarga. ¿Qué bienes se han derivado para la sociedad? ¿Qué provecho ha surgido de la falsa obra civilizadora? Después de lentos años de esfuerzos y de creación, estallan viejos rencores y toda esa labor se destruye, ¿con cuál objeto, con qué fin, en holocausto a qué progreso?23

Esta entrevista de Mella é ainda mais relevante para percebermos como a repercussão da Reforma foi sendo construída e alimentada por interpretações como esta. Na entrevista concedida a Carteles, com status de jovem liderança política, o então estudante de Direito não está fazendo uma retrospectiva, como Cornejo (também motivado por suas próprias questões políticas), mas justificando as ações do movimento estudantil cubano, para decretar na sequência: “Localizando el tema, diré que en Cuba la revolución es un hecho.”24 Podemos

aventar como hipótese que a efervescência estudantil e obreira, que já se fazia sentir na ilha e no ano seguinte resultaria na explosão de uma bomba no centro de Havana - pela qual Mella foi preso -, tenha ganhado mais um elemento de reflexão (ou causa) após a entrevista em uma das revistas de mais sucesso no período.25 Em um movimento recíproco, os estudantes se

autorizavam coletivamente na “rebeldia espiritual de nuestra América”, nas palavras de Mella, da qual Córdova teria sido a primeira fagulha e, por outra via, reforçavam a mitologia criada em torno da Reforma Universitária.

No âmbito desta pesquisa, nossa abordagem sobre a(s) Reforma(s) Universitária(s) não objetiva compreender o fenômeno em toda sua complexidade, mas sim perceber o papel do ambiente universitário na formação tanto de uma rede de debate anti-imperialista dos anos seguintes. Consideramos como indícios principais, os vários quadros políticos relevantes que advêm da militância estudantil e também a propagação de repertórios de ação política, entre teses e práticas, disseminado no caudal daquilo que ficou conhecido como a Reforma Universitária.26 Para traçar essa linha, ainda que sutil, e perceber os reformistas

23 MELLA, Julio Antonio. Sobre la revolución universitaria [Nuestras entrevistas, por Arturo A. Roselló. Carteles. Havana, Cuba, 23/11/1924]. In: Escritos revolucionarios. México, Siglo XXI, 1978, p.61.

24 Ibidem, p.61.

25 Fundada em 1919, o mensário de variedades Carteles viu sua demanda aumentar e passou a semanário em 1924. Com projeto gráfico e direção artística de Conrado Walter Massaguer, foi dirigida também por Alejo Carpentier e Emilio Roig de Leuchsenring. Carteles, Havana, Cuba (1919-1960).

26 Marcelo e Maria Cristina Hayashi fazem um amplo levantamento sobre os artigos científicos sobre Reforma de Córdova que, segundo os autores resultam em quase uma centena e possuem grande amplitude temática, “(...) desde o significado desse movimento reformista (...) até seus impactos e projeção futura no contexto das universidades da América Latina e do Caribe.” HAYASHI, Marcelo; HAYASHI, Maria Cristina. A Reforma de

universitários desta década como conjunto, utilizamos a categoria de demandas, compreendidas como unidades que, quando articuladas, conformam a unicidade de grupos. De acordo com Ernesto Laclau:

(...) la unidad del grupo es, en nuestra perspectiva, el resultado de una articulación de demandas. Sin embargo, esta articulación no corresponde a una configuración estable y positiva que podríamos considerar como una totalidad unificada: por el contrario, puesto que toda demanda presenta reclamos a un determinado orden establecido, ella está en una relación peculiar con ese orden, que la ubica a la vez dentro y fuera de él.27

Esse projeto de nova universidade, com liberdade de cátedra e representatividade estudantil, pela qual lutavam os reformistas, demandava também outra inserção dos universitários ante as questões sociais. Esse, entretanto, era tema bem menos consensual entre os estudantes. Ainda em Córdova, Osvaldo Loudet, presidente da federação argentina, se colocava contra a adição de pautas não relacionadas de maneira direta à universidade: “Este es un Congreso Universitario [de 1918] y ha de estudiar los problemas con espíritu universitario. Quiero decir, que es todo ajeno a él, menos las cuestiones de pedagogía superior.”28 A pretensão de reduzir a ação do movimento aos limites da universidade foi

constantemente tensionada entre os grupos de orientação socialista. A recém bem-sucedida Revolução Russa, alimentou sonhos e expectativas revolucionárias dos estudantes reformistas, como avalia o líder estudantil da Universidad Nacional de La Plata, Julio V. González, em 1923:

La guerra europea, la revolución rusa y el advenimiento del radicalismo al poder en nuestro país, son las tres llaves que nos abren a las puertas a la verdad. Lo primero, bien lo sabemos, sacudió al mundo con la crisis más aguda que haya sufrido la humanidad desde la Revolución Francesa. La civilización occidental, con todos sus postulados, se presentaba en bancarrota, producía con ello el caos y daba así libre juego a todas las fuerzas que un sistema de civilización había encauzado por largos siglos. En medio de la desorientación, de la incertidumbre y del escepticismo que dominaba a los espíritus, aparece en el escenario la Revolución Rusa trayendo una luz nueva, ofreciendo ideales de humana redención, levantando una voz acusadora y profética al mismo tiempo. (...) La Revolución Rusa, que para la mirada fría de la historia, era un hecho escueto que obedecía a leyes inmutables, fue para media humanidad el símbolo de un idealismo rebelde y reconstructor.29

Córdoba de 1918: Estado do Conhecimento Baseado em Artigos Científicos (1978-2018). Revista Internacional de Educação Superior, Campinas, vol.5, 2019, p.19.

27 LACLAU, Ernesto. La razón populista. Buenos Aires: Fondo de Cultura Económica, 2015 (1ªed. 2005), p.9. 28 LOUDET, Osvaldo. Primer Congreso de la FUA, julio de 1918 apud BORCHES, Carlos. A 90 años de la Reforma Universitaria - Córdoba se redime. La Ménsula. Revista do Programa de Historia de la Facultad de Ciencias Exactas y Narurales, UBA. Buenos Aires: año 2, nº5, agosto de 2008, p.6.

29 GONZÁLEZ, Julio V. Significado de la Reforma Universitaria [1923]. In: CUNEO, Dardo (org.). La Reforma Universitária (1918-1930). Caracas: Biblioteca Ayacucho, 1978, p.188. Julio V. González é considerado o primeiro historiador da Reforma, seu primeiro livro sobre o tema foi publicado em 1922, quando era ex-presidente da federação argentina e “socio correspondiente” da federação estudantil do Peru, títulos que

A vida universitária foi assim entendida para muitos jovens como um despertar para a política, seu primeiro campo de luta e mesmo a revelação das grandes implicações da vida pública. Essa é a leitura de Raúl Roa, em 1936, sobre as vidas de seus recém-falecidos amigos, os também cubanos, Rubén Martínez Villena e Julio Antonio Mella, o primeiro morto em 1934 vivendo na clandestinidade em seu próprio país, e o segundo assassinado a mando do ditador Gerardo Machado, em 1929. De acordo com Roa:

El ambiente universitario, por su parte, operará sobre Rubén como un tónico poderoso. Bajo el laurel centenario fermenta la vida y el futuro se atisba sobre la realidad del presente. Tuvo allí, a su sombra fragante y cargadas de trinos, como Julio Antonio Mella más tarde,

la revelación turbadora y confusa de la realidad circundante, del mundo político, hasta

entonces inexistente para él. Y era hosca y era fea, y toda estaba enturbiada por un humo hediondo de apetitos oscuros y pasiones bajas, de pugnas comineras y sangrientas por el mangoneo de la cosa pública y del predominio cada vez más amenazante y letal de los intereses norteamericanos en la economía y control del país, aquella realidad súbitamente revelada.30

Avaliação semelhante à de Deodoro Roca, em 1936, que vincula este despertar social do estudantado não apenas à vida universitária, mas diretamente à Reforma de 1918, da qual havia sido um dos mais destacados líderes. A memória da luta, o impacto nas gerações seguintes - lembrando que em 1936 já haviam se passado quase vinte anos -, e sobretudo o “descobrimento” da raiz social e de política pública dos problemas da universidade, fora para Roca o grande florescimento daquela geração, imbuída da sua missão histórica de transformação social. Nas palavras de Roca:

La Reforma fue todo lo que pudo ser. No pudo ser más de lo que fue, en drama y actores. ¡Dio de sí, todo! Dio pronto con sus límites infranqueables. Y realizó un magnífico descubrimiento. Esto solo la salvaría: al descubrir la raíz de su vaciedad y de su infecundidad notoria, dio con este hallazgo: “Reforma Universitaria” es lo mismo que “reforma social”. Sin reforma no puede haber Reforma Universitaria. En la memorable lucha, la Universidad fue para la juventud una especie de microcosmos social. Descubrió el problema social. Y ligado a su dramático destino. Bien pronto advirtió que Estado, Sociedad, Universidad, se alimentaban de la misma amarga raíz.31

Além do despertar, apontado por Roa e Deodoro Roca, a universidade dispunha aos estudantes variados acervos bibliográficos que chamavam atenção daqueles preocupados com temas políticos e sociais. Retomando o relato de Cornejo Koster, temos algumas pistas da

ostenta na primeira folha da obra. GONZÁLEZ, Julio V. La Revolución Universitaria 1918-1919. Buenos Aires: Nosotros, 1922. Só na década de 1920, González publica três livros sobre a Reforma.

30 Bibliografia escrita por Raúl Roa dois anos após o falecimento de Rubén Martínez Villena, acrescida como prólogo a coleção póstuma de poemas de Martínez, La Pupila Insomne. ROA, Raúl. Prólogo (Bosquejo biográfico). In: MARTÍNEZ VILLENA, Rubén. La Pupila Insomne. La Habana: Editorial Lex, s.d (1ªed.1936), p.21-22, grifo nosso.

formação dos estudantes peruanos em inícios dos anos 1920. O autor destaca a atuação de alguns professores na formação intelectual dos universitários, em especial, a revolução operada pelo filósofo Pedro Zulen. Quando assumiu a direção da biblioteca da Universidad de San Marcos, o professor Zulen renovou seu acervo com “ideias contemporâneas”, nas quais se destacam as socialistas e comunistas:

Además Zulen, como director de la biblioteca de la universidad [San Marcos, Lima], la renovó totalmente. Creó una sección llamada “Ideas contemporáneas”, que fue la más consultada. Lenín, Trotky [sic], Marx, Engels, Spengler, Freud, Born, Einsten, Russell [sic], Croce, y muchos más de los más notables pensadores y escritores representativos del pensamiento contemporáneo, eran frecuentemente leídos, y lo eran a tal punto que al publicarse la estadística de libros consultados en la biblioteca, los diarios gubernistas la llamaron, poniendo el grito en el cielo, “sucursal de Moscú”.32

Essa era também a posição de um dos intelectuais mais relevantes na época, o ítalo-argentino José Ingenieros, que dois anos antes da Reforma em Córdova havia publicado La universidad del porvenir. Ingenieros preconizava que a universidade deveria ser adaptada ao seu meio social, bem como prover uma formação universitária que capacitasse o cientista com “técnicas de economia social” para intervir neste meio de forma a alcançar o bem comum:

El nuevo ideal [universitário] se manifiesta como tendencia a aumentar la función social de la cultura, que no debe considerarse como un lujo para entretener ociosos sino como un instrumento capaz de aumentar el bienestar de los hombres sobre el planeta que habitan. Mientras la enseñanza superior fue un monopolio reservado a las clases privilegiadas, se explicaba que las Universidades viviesen enclaustradas y ajenas al ritmo de los problemas vitales que mantenían en perpetua inquietud a la sociedad (...). La cuestión, en nuestros días, tiende a cambiar sustancialmente; las Universidades comienzan a preocuparse de los asuntos de más transcendencia social y las ciencias se conciben como instrumentos aplicables al perfeccionamiento de las diversas técnicas necesarias a la vida de los pueblos.33

32 A referência de Cornejo Koster às estatísticas da biblioteca se relaciona ao trabalho de biblioteconomia do professor Zulen. Formação que havia adquirido em Harvard, sendo o primeiro a exercê-la no Peru. Atualmente, Pedro Zulen dá nome a principal biblioteca da Universidad de San Marcos. CORNEJO KOSTER, op.cit. p.15, grifo no original. Edgar Carone faz um levantamento sobre as principais edições europeias e o volume de tiragem das obras de Marx e Engels entre 1845 e 1914, destacando-se a proeminência das edições alemãs, seguidas pelas inglesas e, a partir de 1895, um crescimento expressivo do mercado editorial marxista na Itália. É possível observar também quais são as obras mais editadas, e provavelmente mais lidas, como Manifesto Comunista (Marx e Engels), Contribuição à crítica da economia política e O Capital Livro I, ambos de Marx. Cf. CARONE, Edgard. O marxismo no Brasil - das origens a 1964 [texto de 1986]. In: Leituras marxistas e outros estudos. SECCO, Lincoln; DEAECTO, Marisa Midori (org.). São Paulo: Xamã, 2004.

33 Ingenieros trocou correspondência com os estudantes de Córdova e enviou um artigo para ser publicado em La Gaceta, um apoio de bastante prestígio para a causa da reforma cordovesa. INGENIEROS, José. La universidad del porvenir. Buenos Aires: Ateneo del Centro de Estudiantes de Medicina, 1920 (1ªed. 1916), p.78. A trajetória intelectual de Ingenieros começa com a criação socialista advindas dos pais, militantes que fugiram de perseguição política na Itália quando ele ainda era criança; jovem médico e intelectual conhecido na América e na Europa, especialista em psicologia e criminalogia, Ingenieros voltou seus estudos para o positivismo e o

As sucessivas reavaliações, em coletâneas, memórias, estudos e homenagens às quais o movimento reformista foi submetido nos últimos cem anos – como as de Gabriel del Mazo, González, Cornejo, Portantiero, Cúneo e tantas outras – evidenciam a tessitura de uma narrativa de grandiosidade que foi compondo as memórias da Reforma desde seus inícios e, ainda, revelam ênfases de análise despertadas pelas emergências políticas vividas por estes bardos da Reforma. Uma delas, particularmente interessante para o nosso trabalho, foi o questionário promovido em 1936 por Deodoro Roca em comemoração aos dezoito anos da Reforma e publicada em seu periódico Flecha.34

As seis perguntas do questionário, elaborado por Roca, têm três eixos temáticos: um de balanço, das perguntas 1 e 2, que pede aos entrevistados que definam o que foi a Reforma, o que ela alcançou e o que não conseguiu fazer; outro que admite a Reforma como uma questão presente, e pergunta o que ela é e o que ainda pode vir a ser (questões 3 e 4); e por último,

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