Quanto à metodologia proposta, apesar de limitações e pontos para melhora, acredita-se que os termos propostos e características levantadas tenham sido de correta escolha para o tempo e o universo que se possuía. Foi realizada com atenção e visando a imparcialidade, apenas aplicando-se uma visão de cientista ambiental.
A escolha de termos, mesmo se alterados um pouco, não interferiria o resultado final. De início, alguns termos não foram incluídos na pesquisa, sendo alterados conforme a pesquisa andou, de modo que, ao final desta, os primeiros sites, em que não foram pesquisados os termos novos, tiveram suas pesquisas refeitas. Os resultados destes não foi alterado, assim, não prejudicando a pesquisa.
Para este trabalho, escolheu-se angariar dados referentes à dosimetria (exemplo: SAR, ou campos magnéticos ou elétricos), também dados sobre modulação, ambiente onde foi tratado o estudo, duração da exposição (no caso de apenas medição de SAR), e frequência analisado, no entanto, AKBAR, A. et al. (2016, p. 1299, tradução nossa) colocam que "Parâmetros de exposição RFW, tais como frequência, duração, forma de onda, frequência e modulação de amplitude, etc., são importantes determinantes de respostas biológicas". Conforme colocam FALCIONI et al. (2018, p. 497, tradução nossa) "Embora SAR seja um parâmetro chave para efeitos térmicos de frequência de RF, vários outros parâmetros de exposição, como duração da exposição, frequência, polarização, modulação e campos magnéticos ambientais são importantes para traçar efeitos biológicos de RFR".
Dentre as limitações do trabalho, atenta-se ao fato de, mesmo que os resultados se apresentem equilibrados, as bases não tiveram esses perfis, com algumas com muitos resultados e outras com poucos. Dentre as bases procuradas, houve problemas com as bases da EMBRAPA. De fato, a Bases de Dados da Pesquisa Agropecuária: BDPA (também da EMBRAPA) não chegou nem a funcionar. A base Scielo, que se esperava ser a melhor, e, de fato, foi, somente resultou artigos desta em pesquisas realizadas pela ferramenta de indexação
se em acessar a plataforma de acesso da Capes pelo CAFe, no entanto, após diversos repetidos erros de conexão, bem como textos que se dizia estarem disponíveis não estarem, decidiu-se acessar pelo proxy da UFC, que funciona apenas no navegador Mozilla Firefox, sendo este um limitante ao mudar-se de computador e o novo não possuir o navegador necessário. Ainda na mesma temática, o fato de a maioria das bases não permitirem um acesso às pesquisas nem o
download em conjunto de todos os artigos foi um grande limitante, uma vez que era necessário
sempre realizar a pesquisa, e, em algumas vezes, teve-se a impressão de que os resultados não eram os mesmos. Há chances, apesar do extremo cuidado durante as pesquisas, de alguns resultados disponíveis nas bases não terem sido incluídos na pesquisa final (n0) por isso. Além disso, houve a necessidade de se mudar a pesquisa para cada site, devido a limitações entre eles. Pode-se dizer que a demora da pesquisa se deu mais no passo referente à pesquisa em si que a leitura e extração de dados dos artigos.
Pode ser considerado uma limitação o fato de não ter criado hipóteses sobre os impactos, sendo isso feito apenas no final da pesquisa, quando se percebeu a falta de outros impactos que não os eletromagnéticos. Claro que é possível fazer uma pesquisa destinada apenas aos impactos por aqui levantados, mas, e outros impactos não pensados, como identificá- los? Outra consideração é o fato de a classificação do grupo A ter sido feita manualmente e sem se basear em nenhuma outra metodologia, uma vez que os artigos se diferiram muito entre si. Pode ser que a leitura aprofundada dos mesmos artigos ou referências neles traga novas considerações. Não foi parte da metodologia o uso de ferramentas digitais para facilitar a pesquisa, apesar de saber-se da existência dessas.
Tentou-se, também, obter informações a respeito da abertura de artigos para usuários não cadastrados (dado o nome de open access), no entanto, estas informações não estavam presentes nos artigos, apenas, em alguns casos, nos bancos de artigos, o que custaria mais tempo para a pesquisa e não seria de grande relevância, por isso esta possibilidade foi descartada. O fato de ter sido necessária a busca de termos-chave em cada um dos artigos também pode ter sido uma limitação da busca.
Alguns artigos estavam fora da zona de espectro limitada para antenas de telefonia celular. No entanto, pela metodologia, por estes tratarem destas antenas, foram incluídos na pesquisa. Apesar de não serem incluídos na pesquisa, muitos artigos do grupo B tratavam do termo interferência, mas não tratavam de impactos das antenas. Muitos artigos do grupo B tratavam apenas de ondas de celular, sem mencionar o termo antena. Muitos artigos, também do grupo B apresentavam a palavra base ou estação como base de... ou estação de... ao invés de o esperado ao se pesquisar estação base, juntos pelo termo booleano E. Vale colocar que
para ondas de celulares/wi-fi, por exemplo, é ainda mais complicado uma vez que não se sabe as várias origens delas. Um par de artigos apareceu com formatações diferentes, mas com o mesmo conteúdo de publicação, o que causou confusão durante a limpeza dos dados para a apresentação do quadro.
Mais termos também foram encontrados para significar os mesmos objetos no estudo pesquisados. Notou-se que, no entanto, caso usado excessivo número de termos truncadores, os resultados iam de zero a mil, possibilitando uma pesquisa mais profunda, no entanto, bem mais demorada. O mesmo ocorreu utilizando-se o termo booleano OU, mas, para a pesquisa não ficar muito generalizada, este deveria ser utilizado com mais cautela. Seria interessante verificar os artigos que mencionam pouco a palavra antena, para ver se são realmente interessantes para este estudo.