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III.3 Analyse quantitative

IV.1.4 Résultats et discussion

Antes de descrever e analisar as ações de docentes cujas atuações de sala de aula estavam sendo observadas, segundo os objetivos da presente pesquisa, foi necessário caracterizar o que os regulamentos das escolas militares exigem das academias de polícia militar em relação a seus respectivos funcionamentos para atender a formação de soldados policiais. Seguiram-se, nesse trajeto, as reflexões que especialistas da educação faziam sobre as dimensões das práticas pedagógicas quando as comparávamos aos regulamentos elaborados pelas esferas da supervisão pedagógica. Em suma, buscou-se observar se os docentes limitavam-se a seguir em sala de aula os regulamentos exigidos, tanto na perspectiva pedagógica quanto na curricular, sem fazer nenhuma alteração para não correr o risco de não atingirem as metas previstas pela supervisão pedagógica (PIMENTA, 1997). Ou se os docentes, como ressaltam Caldeira e Zaidan (2013), tentavam trazer para si a responsabilidade de organizar em sala de aula os conteúdos a serem ensinados, adaptando-os quantas vezes fossem necessárias para atingirem a meta do aprendizado.

Recuperando o potencial metodológico da observação de campo, método privilegiado na maior parte desta tese, esclarece-se que os procedimentos adotados seguiram os princípios fenomenológicos de que falam Caldeira e Zaidan (2013). Para isso, as auxiliares de pesquisa buscaram observar como os docentes mudavam na medida do possível as suas práticas pedagógicas, quando percebiam as dificuldades dos estudantes para entender o que estava sendo ensinado, de forma a tornar o mais inteligível possível o conteúdo da disciplina por eles ministrada para que todos pudessem entender os significados transmitidos naquele momento específico da aula.

Embora se tenha buscado descrever o mais detalhadamente possível os gestos interativos entre docentes e estudantes, sabia-se de antemão que a observação por si só não permitia desenvolver completamente a perspectiva hermenêutica dos gestos. Para interpretá- los mais densamente seria preciso outro tipo de intervenção, que foram as entrevistas (sobre as quais trata o presente capítulo) que permitiram a coleta de dados acerca do que os docentes pensam de suas aulas, de sua forma de ensinar e assim por diante. Mas aqui também se utilizou uma análise documental sobre o que os regulamentos do ensino propriamente exigido nas academias de polícia propunham como procedimentos a serem seguidos pelos docentes, independentemente da disciplina que estivessem ministrando.

Para concretizar o levantamento documental, recorreu-se a um estudo realizado anteriormente sobre a formação de policiais militares de maior patente, considerando-se principalmente as mudanças históricas pelas quais a própria concepção de formação para a segurança pública passava em função dos avanços sociais promovidos pela sociedade como um todo (HAMADA, 2008). Sintetizando os resultados, de um lado, a formação dos policiais, como assinalava Ribeiro et al. (2001), houve um avanço no modelo de educação profissional na Polícia Militar após a promulgação da Constituição de 1988. Esta trouxe uma série de valores e perspectivas em torno da cidadania, forçando as Polícias Militares a adotarem medidas mais adequadas para formar um novo modo de fazer polícia. “Como consequência, internamente, começou-se a estudar a educação em estabelecimentos de ensino civil, passando-se a ter uma nova perspectiva, que até então seguiam modelos militares reproduzidos das Forças Armadas” (HAMADA, 2008, p. 36).

Ressalta-se que, para evitar a contaminação dos dados advindos dos referidos regulamentos, as duas observadoras seguiram as recomendações específicas descritas no

capítulo 5, trazendo maior segurança para a análise dos resultados da coleta de campo da presente tese.

Como aponta Pimenta (1997), o cotidiano docente requer conhecimentos e habilidades que sirvam para a construção de um saber-fazer a partir das necessidades e desafios do ensino. Dessa forma, os professores do CSTAPO/2014, em sua atuação no dia a dia, constroem o conhecimento e desenvolvem essas habilidades a seu modo para favorecer o aprendizado.

Entre as variáveis que influenciam no aprendizado e na estratégia a ser utilizada pelos professores no cotidiano docente, está a disponibilidade de recursos materiais, conforme explicam Farias et al. (2011). Em relação às condições institucionais e materiais fornecidas pela Escola de Formação de Soldados para o exercício docente, os professores, de modo geral, tiveram impressões positivas.

O Prof. 1 destacou o aspecto organizacional no tocante à estrutura metodológica e pedagógica, que na sua opinião atendeu às necessidades e, por vezes, superou as expectativas se comparado a outras instituições de ensino.

Eu considero que as condições são satisfatórias, tanto no aspecto organizacional quanto a estrutura metodológica e pedagógica. Entendo que atendem as necessidades, e às vezes até superam a expectativa dentro do mercado. A infraestrutura de maneira geral. Ela atende à demanda do curso. (Prof. 1)

A mesma opinião foi corroborada pelo Prof. 2, que, dentro da estrutura oferecida pela escola, destacou ainda a padronização do material didático, que teria sido um facilitador para que as aulas fossem ministradas com conteúdos teóricos e práticos definidos.

Para esse curso de formação de Soldados de 2014, eu achei a estrutura interessante para todas as disciplinas que eu ministrei. Foi padronizado o material didático. As questões sobre a sala de aula, foram feitas reuniões para definir como poderia ser levada cada disciplina com os conteúdos teóricos e práticos. Então, eu entendo que foi bem satisfatório. (Prof. 2) A Prof. 3 demonstra satisfação com tais condições e ressalta que está havendo uma evolução em termos de disponibilidade de recursos didáticos, principalmente em relação à utilização de tecnologias digitais.

Eu acho que ela vem evoluindo. Eu comecei no início de 2011, sempre foram boas as condições. Mas elas vêm evoluindo cada vez melhor, em termos de poder passar data show, vídeos, recursos de estrutura. Acho que está cada vez melhor. (Prof. 3)

O Prof. 4, além da própria evolução em termos de disponibilização de recursos, citou a qualidade do ambiente escolar, com tecnologias acessíveis tanto para professores como para os alunos, o que considera como eficiente e adequado em termos de atendimento à demanda da atividade docente na Escola de Formação de Soldados.

Com relação aos recursos e a estrutura da Polícia Militar, eu vejo que evoluiu bastante e tem cada dia melhorado ainda mais. O que já temos hoje de estrutura é de bastante qualidade, atende a todos os alunos. Isso é bastante eficiente. Sala de professor é um ambiente adequado. (...) A polícia oferece, também, bastante recursos didáticos. Todas as salas têm televisões para você instalar notebook. O professor só tem que se preocupar em trazer o material dele para ministrar aulas. Se ele só trouxer um pen drive a matéria com o plano de aula dele, consegue ministrar a aula tranquilamente. (Prof. 4) Percebe-se então, de maneira geral, uma satisfação no que tange ao que se oferece em termos de recursos didáticos aos professores, favorecendo o trabalho docente na Escola de Formação de Soldados, especificamente nas turmas do CSTAPO/2014, que foram observadas na presente pesquisa.

De acordo com Gauthier (1998), Zabala (1998) e Farias et al. (2011), no cotidiano docente, a realização da distribuição do tempo em sala de aula em termos de apresentação de conteúdo, momentos de interação com os alunos e checagem de absorção do conteúdo por parte dos alunos são pontos importantes para o processo de aprendizagem.

Nessa abordagem, verificou-se que o Prof. 1 procura dividir sua aula em quatro partes, cujo conteúdo é distribuído em cada parte dentro de um determinado tempo, seguindo um plano de aula definido, inclusive em aulas que não possuem conteúdo exclusivamente expositivo, estimulando a discussão e a participação, utilizando-se desse recurso para observar o interesse e a absorção de conteúdo.

Eu faço uma análise prévia do assunto a ser ministrado. Verifico o tempo necessário para a abordagem de cada conteúdo. Divido as aulas em quartos. Nestes quartos eu divido um conteúdo a ser abordado em cada ponto. Claro que neste tempo verifica-se o interesse de cada turma e as particularidades. Geralmente faço uma projeção de identificação de tempo, através de uma sistemática do tema da aula. Nesse plano de aula, eu faço a distribuição de

tempo. (...) Não ficando restrita a aula expositiva, fazendo a opção por uma aula mais dialogada e através do fomento a participação, é um mecanismo que você tem para verificar se tem tanto o interesse quanto a absorção de conteúdo. (Prof. 1)

Já para o Prof. 2, o planejamento do tempo busca a adequação do conteúdo a ser explanado, deixando-se uma reserva para que se possam dirimir dúvidas na exposição, sendo que os momentos de interação se dão no início da aula e no decorrer dela, quando se percebe a dispersão dos alunos, utilizando-se de perguntas, inclusive para fazer a avaliação de aprendizado.

Em relação ao conteúdo, eu procuro planejar as aulas, para primeiro explanar o conteúdo, e deixar um tempo para tirar a dúvida. E as questões práticas, com exemplos do cotidiano, do dia a dia da atividade policial. (...) eu procuro fazer um momento de interação no início, antes de começar as aulas, para retomar a disciplina da turma e toda vez que eu percebo que há alguma dispersão, seja por questões de sono ou qualquer outro motivo que dificulte, um pouco, o aprendizado do aluno. Eu faço algumas perguntas durante as aulas, e procuro sempre tá colhendo o feedback, seja antes da aula, ou ao término da aula, de como foi ministrado aquele conteúdo e a absorção dele. (Prof. 2)

A Prof. 3 adota a estratégia de revisar o conteúdo da aula anterior, cujo tempo gasto irá depender da disponibilidade das aulas para aquele dia, seguindo-se logo após para a apresentação dos objetivos e as atividades a serem realizadas. Ao final, a avaliação é realizada por meio de perguntas, que também são aproveitadas para realizar momentos de interação, buscando-se sempre o estímulo à atividade reflexiva por parte dos alunos.

Eu em primeiro lugar eu faço uma retrospectiva rápida da aula anterior, é eu não sei em termos assim muito de tempo, mas depende do tempo das aulas, se é um tempo só ou dois, más eu faço uma retrospectiva da aula anterior, depois eu vou apresentar os objetivos da aula que eu vou dar naquele dia e falo como que a gente vai fazer aquilo e depois eu coloco em prática e no final faço também uma avaliação. Vejo daquele aprendizado o que eles conseguiram, se tem alguma dúvida. Não quer dizer que eles não possam me perguntar antes mas no final sempre faço uma avaliação. Momentos de interação é sempre, ou uma aula dialogada, interativa sempre. Eu sempre procuro fazer com que eles pensem. (...) Então eu acho que a aula é muito mais proveitosa quando eles podem pensar também e não ficam só assimilando passivamente. (Prof. 3)

Como o Prof. 4 ministra aulas para mais de uma disciplina, naquelas em que há dois encontros semanais não faz revisões no início da aula, porém faz o reforço de conteúdo

ao final, entendendo que o aluno tenha assimilado aquilo que foi passado na última aula. Já nas disciplinas em que há apenas um encontro semanal, o Prof. 4 acha necessário realizar a revisão no início da aula acerca do conteúdo ministrado no último encontro, que se deu na semana anterior. O conteúdo desenvolve-se de forma gradual e a verificação da sua assimilação, segundo o Prof. 4, dá-se durante momentos específicos da aula, em que são realizadas perguntas dirigidas aos alunos e, caso precise, interrompe a exposição para os esclarecimentos necessários. Uma atitude julgada importante, principalmente para a interação com os alunos, é quando o Prof. 4 chega à sala de aula e cumprimenta-os, procurando, dessa forma, trazer maior descontração entre professor e alunos.

(...) quando tem duas aulas por semana, a pessoa ainda assimilou um pouco da aula anterior, por causa do tempo. Então, eu não fico revisando muito a matéria. Eu dou continuidade e, ao final da aula, sempre faço uma revisão para ver se realmente eles estão entendendo. (...) Nas aulas que são uma vez por semana, e como o aluno tem bastante aula aqui, sempre na próxima aula eu reviso todo o conteúdo antes, de forma que o aluno se inteire e dê continuidade no assunto que está sendo ministrado. Eu chego à sala de aula, cumprimento todos os alunos. Sempre é bom você dar uma descontraída, para que ele mesmo possa esquecer os problemas dele e voltar para a aula. Na hora que eu perceber que ele começou a assimilar a aula, eu costumo fazer algumas perguntas para ele em relação ao que foi passado. Porque daí eu sei qual é o nível de entendimento que eles estão em relação à aula anterior, até mesmo para que possa dar continuidade na aula. Verificando que eles estão bem na aula, eu posso continuar com o meu conteúdo. Se eu verificar que eles estão em dificuldade em alguma coisa, eu prefiro perder algum tempo para tentar esclarecer tudo o que eles estão com dúvida, do que já encarretar novos conteúdos em cima deles e eles não entendem nada. (Prof. 4)

Assim, com estratégias diferentes, os professores do CSTAPO/2014 realizam a distribuição do tempo e o respectivo conteúdo das disciplinas, porém com um objetivo em comum, que é o de conduzir as aulas dentro dos objetivos propostos. As interações entre professor e aluno são constantes e decorrentes das próprias avaliações de entendimento do conteúdo ou de momentos de dispersão dos alunos.

Perrenoud (2002) e Machado (2008) destacam no papel do professor a sua capacidade de planejar, organizar, gerir e avaliar as suas atividades. No que tange à organização da sala de aula em dispositivos onde as carteiras são colocadas em formato de círculos e semicírculos, entre outros, foi indagado aos professores se esse fator interfere no aprendizado, obtendo-se as respostas que se seguem.

Para o Prof. 1, o dispositivo tradicional não atende aos objetivos do aprendizado em sala de aula, principalmente em se tratando de ensino profissionalizante como o realizado na Polícia Militar. Ressalta-se que, apesar de considerar a mudança do formato tradicional, já ultrapassado, o Prof. 1 admite que não aplica nos cursos da Polícia Militar, somente em outras instituições de ensino.

Acredito que a disposição tradicional não mais nos atende. Acho que tanto o ensino tradicional nas instituições quanto o ensino que tem um cunho profissionalizante, essa abertura física e estrutural traz uma noção de abertura de diálogo e aprendizado. É interessante. Uma estratégia que eu já uso em instituições de ensino, mas que junto a Polícia Militar ainda não foi utilizada. (Prof. 1)

O Prof. 2 vislumbra que o formato de círculo e semicírculo favorece o aprendizado na medida em que reúne condições para a realização de atividades que envolvam maior interação dos alunos, principalmente os que estejam voltados para o debate, o que leva, consequentemente, à maior participação em sala de aula.

Dependendo do conteúdo a ser ministrada, se for um conteúdo que requer mais interação, mais discussão, de debate, com certeza, o círculo e o semicírculo, possibilita ao aluno visualizar um ao outro e consequentemente participar mais da aula. (Prof. 2)

A Prof. 3 gosta da ideia de sair do formato tradicional, pois, ao sair da rotina, o aluno se torna mais interessado, gerando uma curiosidade natural ao sair do dispositivo a que está acostumado, lembrando apenas que esse novo dispositivo vai depender da proposta construída para aquela aula.

Eu acho que depende muito da aula, da proposta da aula. É bom quebrar aquela rotina. Eu gosto de quebrar aquele dispositivo oficial. Só de você quebrar isso já causa uma curiosidade, já movimenta, já causa um interesse maior e eu procuro fazer uma dinâmica, acho interessante. (Prof. 3)

O Prof. 4 não coloca nenhum obstáculo em relação a dispositivos diferentes do tradicional, desde que haja uma proposta definida e que seja facilitadora em termos de aprendizado. Apesar de, na maioria das vezes, as carteiras serem dispostas em fileiras, o Prof. 4 concorda que o formato de círculo ou semicírculo seria um formato adequado para as turmas do CSTAPO/2014.

As carteiras são dispostas em fileiras. Dependendo do que está sendo ministrado, nada obsta de alterar a estrutura daquelas carteiras, até mesmo

para facilitar o aprendizado. Quando for um assunto a ser debatido, eu entendo que utilizar a sala em círculo facilita mais porque um aluno está olhando para o outro e acaba se tornando um bate papo interessante em que todos participam. Para ser sincero, eu acho que se estivesse na forma de semicírculo eles estariam melhor acomodados do que esta forma que é hoje bem tradicional de um aluno atrás do outro. (Prof. 4)

Observa-se que, de maneira geral, todos os professores entrevistados concordam que o formato tradicional de disposição de carteiras já não atende mais às necessidades em relação à prática docente no CSTAPO/2014, porém, nem todos aplicam os dispositivos de círculo e semicírculo rotineiramente, sendo esta mais uma exceção do que regra. Também convergem as opiniões no sentido de que os formatos de círculo e semicírculo favorecem o aprendizado na medida em que os alunos interagem e ficam mais interessados na aula.

Outro ponto questionado com os professores do CSTAPO/2014 foi em relação aos aspectos do contexto em sala de aula que interferem na aprendizagem, tais como temperatura, claridade da luz, barulho do ambiente, entre outros. Nesse sentido, ressalta-se que Neufert (1998) e Melatti (2004) argumentam que a estrutura escolar deve propiciar condições de visibilidade e conforto adequados para que atendam às necessidades de aprendizado.

O Prof. 1 destaca como um ponto negativo da infraestrutura da EFSd o fato de haver aspectos que causam distração dos alunos, cujas salas não têm uma luminosidade adequada e não conseguem evitar ruídos. Com relação à temperatura em sala de aula, relata o Prof. 1 que esse fator não foi impeditivo para que o CSTAPO/2014 fosse executado, porém, em momentos pontuais, houve prejuízo para o aprendizado.

Esse é um ponto negativo de infraestrutura. Um dos poucos pontos que nos trouxeram transtorno, eu acredito que não tenha sido o único professor que tenha tido este tipo de problema. A questão de uma luminosidade adequada, questões sonoras, evitar ruídos, é interessante porque faz com que o aluno prenda a sua atenção a outros objetos. Isso vira uma distração. Tem que ter um ambiente adequado para a aprendizagem. De maneira geral, [a temperatura] em grande parte do curso não foi um impeditivo. Em alguns momentos pontuais isso realmente trouxe um prejuízo. (Prof. 1)

O Prof. 2 destaca a necessidade de haver um ambiente saudável que favoreça o aprendizado, mas destaca também a questão da temperatura como fator que provoca interferências negativas, reconhecendo que a administração da escola se preocupa em oferecer condições para melhorar a situação, como a instalação de ventiladores nas salas de aula,

porém, não é o suficiente, e o Prof. é obrigado a tomar atitudes como permanecer com a porta aberta e deixar os alunos tomarem água para se refrescarem.

Eu entendo que o ambiente de sala de aula tem que ser o mais saudável possível. (...) A questão da temperatura, dependendo da sala de aula, se tiver muito quente ou muito frio, também, interfere. E a escola preocupa em colocar ventiladores, alguma coisa que auxilia a gente. A gente deixa a porta aberta, de vez em quando, autoriza ao aluno tomar água, se for o caso, para poder facilitar esse ambiente e contribuir para o aprendizado. [a temperatura] Interfere, com certeza. (Prof. 2)

Para a Prof. 3, a temperatura não faz tanta diferença como no caso dos Prof. 1 e Prof. 2, mas observou que há uma interferência relativa ao barulho oriundo do ambiente externo à sala de aula em razão de horários diferentes de intervalos entre as turmas e quando os alunos se deslocam para a cantina, ocasiões nas quais a movimentação provoca ruídos que acabam por dispersar a atenção de seus alunos.

Eu acho que o que incomoda mais é o barulho que às vezes tem algumas salas que o recreio é diferente, o horário é diferente. Então as turmas passam e isso causa uma dispersão na sala. Ou então quando as aulas são naquele