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I.3 Les systèmes de refroidissement miniaturisés

I.3.3 Les micro-boucles diphasiques à pompage capillaire

Entre as condições para a construção de um ambiente favorável em sala de aula, está a atuação dos sujeitos no contexto escolar, com suas interações e seus movimentos que conduzem para o interesse de professores e alunos a um objetivo comum, que é o aprendizado, situação esta que, para docentes em início de carreira, torna-se desafiadora, conforme explica Mariano (2005). Existe comunicação na sala de aula, e de diferentes formas, criando um ambiente de interatividade entre os alunos no qual o professor pode se tornar um coadjuvante, desde que perceba e entenda os sinais presentes nessa relação. Já os movimentos são as dinâmicas que os alunos dão ao seu cotidiano escolar, com as suas maneiras de interagirem fisicamente dentro de sala de aula, quer seja pelo andar, ou pelo simples fato de se virarem para o lado ou de costas para conversarem com seus colegas. Essas passagens são objeto desta análise de relações entre os sujeitos, em que o professor também se comporta como expectador e, ao mesmo tempo, exerce um papel ativo quando toma as decisões em decorrência dessas interatividades e movimentos, o que para Zabala (1998) constitui funções para mobilização da interatividade e autodesenvolvimento dos alunos em um processo de construção conjunta de conhecimento.

Quanto às interações dos alunos presentes nas turmas do CSTAPO/2014, verificou-se que acontecem, na sua grande maioria, pela conversa aberta entre eles mesmos, porém, os “códigos” são utilizados também para a comunicação. Tais códigos compreendem sinais e vocabulários particulares construídos pela convivência entre os alunos e são utilizados para transmissão de mensagens em sala de aula.

Na disciplina de Policiamento Ambiental, às vezes os alunos conversavam de forma discreta e em voz baixa uns com os outros, porém não houve reclamação por parte do professor. Já na disciplina de Psicologia Aplicada nas Relações Humanas e nas Organizações, os alunos relacionavam-se por meio de conversas, olhares e sorrisos, diferentemente da professora, que se dirigia à turma usando expressões como “né, gente...”.

As comunicações também se deram, em menor intensidade, por meio de tecnologias portáteis, como celulares, notebook e tablets, além do próprio papel. Na mesma disciplina de Policiamento Ambiental, também foi observado que os alunos se comunicavam por meio de uma folha que todos estavam assinando e, ao final da aula, descobriu-se que era

um cartão com uma homenagem que foi entregue ao professor, em agradecimento pelas aulas e pelo término da carga-horária prevista para aquela disciplina.

Gráfico 6.46 – Tipos de interação entre os alunos - 2014

Fonte: Dados da pesquisa

Os movimentos em sala de aula traduzem uma forma de interação peculiar dos alunos. Esse comportamento demonstra que os alunos não ficam estáticos em seus lugares, cuja dinâmica envolve a sala de aula como se fosse um cenário no qual os personagens assumem um papel nesse ambiente sem, necessariamente, significar desordem, pois dessas interações podem surgir discussões importantes para a prática docente.

Nas turmas do CSTAPO/2014, os movimentos dentro da sala de aula se dão de forma majoritária quando os “alunos se viram para o lado”, em uma demonstração de proximidade com o colega ao lado para se consumar a interação. Da mesma forma, em duas turmas os “alunos voltam-se para trás”, o que também forma o círculo de relação próxima uns com os outros em sala de aula. Movimentos mais distantes e dinâmicos, quando os alunos andam pela sala, foram observados com menor frequência, mas estão presentes, o que significa que o ambiente permanece dinâmico e em uma atividade de constante interação.

Gráfico 6.47 – Tipos de movimentos entre os alunos em sala de aula - 2014

Fonte: Dados da pesquisa

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Por códigos construídos entre eles Por mensagens em papel Pela tecnologia (celular, notebook,

tablet)

Pela conversa

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Alunos vão para o fundo da sala Movimento durante dinâmicas Alunos andam pela sala Alunos se viram para o lado Alunos voltam-se para trás

No cotidiano escolar, da mesma forma que os professores querem a atenção dos alunos, estes também necessitam de atenção de seus mestres para responder às suas dúvidas e incompreensões do conteúdo da disciplina, formando o diálogo professor-aluno descrito por Perrenoud (1993). Professores desatentos aos anseios da turma tendem a ter alunos desmotivados, pois não atendem às necessidades de atenção que estes demandam na condução da aula. Isso também faz parte da gestão que o professor faz de seu planejamento, que deve ser flexível a ponto de se adaptar a novas proposições que os alunos demonstram e que não constavam nos objetivos iniciais.

A atenção que o professor dá aos alunos nas turmas do CSTAPO/2014 foi observada em seis das oito turmas observadas, o que mostra um ambiente propício ao desenvolvimento de uma interação participativa e recíproca entre os sujeitos. Dessa forma, poderá ser construída nesse ambiente uma atividade que tem o aluno como sujeito ativo, tanto quanto o professor em sua prática. Nas outras duas turmas restantes do CSTAPO/2014 observadas, essa situação foi notada “às vezes”, significando uma atividade menos intensa da prática do professor no sentido da discussão ora analisada.

Gráfico 6.48 – Atenção prestada pelo professor a todos os alunos, igualmente, nas turmas do CSTAPO - 2014

Fonte: Dados da pesquisa

Alunos sempre precisam de ajuda de alguma forma, pois não são detentores dos saberes em termos de conteúdo a eles destinado. Para Perrenoud (2002), tais saberes fazem parte da constituição do habitus, cujas rotinas levam a esquemas operatórios capazes de conduzir condutas em detrimento de determinados contextos. Situações novas são uma constante e, nessa situação, eles recorrem a algum tipo de ajuda, seja do professor ou mesmo de colegas que tenham mais aptidão com o conteúdo da disciplina. Esse socorro surge em

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Às vezes Não Sim

momentos que, para alguns alunos, assumem um clima de tensão por não estarem entendendo da forma como eles acham que o professor deseja.

No CSTAPO/2014, os alunos solicitam ajuda, na sua maioria, perguntando diretamente ao professor e direcionando a questão ao colega, separadamente. Assim, percebeu-se que o socorro vem daquele que conduz a turma, no caso o professor, ou, talvez para facilitar a resposta ou não se constranger diante do professor, do próprio colega da turma. Recorrer ao professor e aos colegas ao mesmo tempo também foi um recurso observado no comportamento dos alunos ao solicitarem ajuda. Em relação à atitude do aluno de levantar a mão e aguardar a aproximação do professor para solicitar ajuda, ações que estiveram presentes em duas turmas do CSTAPO/2014, há um sentido de passividade que antecede à ação, ou seja, o aluno aguarda que lhe seja dada a palavra ou a atenção, para depois se expressar. Essa atitude passiva também pode ser considerada uma maneira de demonstrar respeito para com o professor, bem como para com a organização didática que se apresentava na sala de aula naquele momento, em termos de discussão de um ponto da temática desenvolvida em sala de aula que mereça um cuidado maior ou reflexão de conteúdo.

Gráfico 6.49 – Formas de requisição de ajuda por parte dos alunos - 2014

Fonte: Dados da pesquisa

O cotidiano escolar é dinâmico e envolve muitas decisões que estão relacionadas à gestão da sala de aula, em que o professor é o “maestro” de todas as peças a serem movidas e acomodadas de modo que haja uma harmonia entre o formal e o informal no ambiente escolar. Machado (2008) assinala que, na educação profissional, como é o caso do CSTAPO/2014, o perfil do educador engloba dimensões próprias de planejamento, organização, gestão e avaliação. Nesse contexto, o aprendizado apresenta-se de uma forma

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Esperando aproximação do professor Levantando a mão Perguntando a um colega Pergunta direta ao professor Recorre a professor e alunos

particular, e o aluno tem uma responsabilidade na medida em que ele participa das atividades e direciona esforços para uma gestão compartilhada com o professor.

Dessa forma, as tarefas adquirem uma responsabilização por parte do aluno que, por sua vez, tende a ser mais produtivo em razão de seu comprometimento. Nas turmas do CSTAPO/2014, a participação na tomada de decisão das atividades e conteúdo das aulas não está muito aparente, os alunos ficam em uma posição de menor responsabilidade nesse sentido. Em apenas duas turmas foi observada essa participação, o que também indica que é uma prática que tem sido utilizada, principalmente envolvendo os professores, o que é positivo para o aprendizado, mesmo que em intensidade reduzida de ocorrência em sala de aula.

Gráfico 6.50 – Participação de alunos na tomada de decisão acerca das atividades e conteúdo das aulas - 2014

Fonte: Dados da pesquisa