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Résolution de problèmes

Dans le document CCNA 2 - Essentiel (Page 62-65)

Na avaliação dos atletas procedeu-se ao preenchimento de um questionário para obtenção de alguns dados pessoais, como escalão, a idade, posição, lateralidade, nível competitivo, anos de prática e número de horas e treinos semanais. Posteriormente, realizou-se avaliação antropométrica e postural.

Na avaliação antropométrica, observámos o peso, a altura, o comprimento dos membros inferiores, o índice de massa corporal, e a percentagem de gordura. Escalão (n) Idade Massa Corporal (Kg) Altura (m) Estádio Maturacional IMC Anos de Prática Escolas - 92 Infantis - 71 Iniciados - 93 Juvenis - 44 10.30±0.65 12.58±0.49 14.39±0.55 16.33±0.56 36.73±8.14 45.44±9.51 56.54±9.33 67.06±10.51 1.40±0.07 1.53±0.08 1.67±0.07 1.72±0.06 1.52±0.74 2.54±0.73 3.73±0.59 3.93±0.64 18.44±2.83 19.05±2.53 20.07±2.50 22.49±3.14 2.27±1.34 2.69±1.75 4.04±2.20 5.74±2.60 Total 12.95±2.19 49.38±14.10 1.56±0.14 2.79±1.20 19.68±3.01 3.41±2.26

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O estádio maturacional foi determinado através de uma auto-avaliação dos caracteres secundários de acordo com os cinco estádios de desenvolvimento genital e da pilosidade púbica descritos por Tanner & Whitehouse (1982). Os avaliados, após uma explicação acerca das diferenças dos cinco estádios, assinalaram, num questionário individual, e num ambiente de tranquilidade e privacidade, qual deles caracterizava melhor o seu nível de desenvolvimento.

Na avaliação postural, observámos vários desalinhamentos posturais em várias regiões do corpo, registando somente a presença ou ausência de desvios posturais, nomeadamente a projecção anterior da cabeça, a projecção lateral da cabeça, a cifose dorsal, a lordose lombar, o desalinhamento pélvico, valgismo/varismo no joelho, o joelho recurvado, a curvatura do pé, valgismo/varismo no pé e o hallux valgus.

A avaliação postural foi realizada através de um “scan” visual, com os atletas na posição anatómica e em pé, e nos planos: frontal (anterior e posterior e sagital (esquerdo e direito).

A avaliação teve por base a postura padrão descrita por Kendall (2007), que passamos a apresentar de seguida:

Na postura padrão, em vista anterior e seguindo em direcção cranial, o hálux deve estar alinhado com o primeiro metatarso; o antepé deve estar alinhado com o centro do pé; os arcos do pé devem estar preservados; os tornozelos não devem estar inclinados, devem estar na mesma distância que a borda medial dos joelhos; as tíbias devem ser rectas, sem arqueamento; os joelhos não devem tocar-se e devem estar na mesma distância que os maléolos mediais da tíbia; as rótulas devem estar na mesma altura e devem apontar para a frente; a pelve deve estar em igual altura de ambos os lados, sendo isso medido pela altura das espinhas ilíacas ântero-superiores; o tronco deve estar recto, sem apresentar rotações ou inclinações.

Na vista lateral, o alinhamento é baseado na representação de uma linha de referência que, na postura ideal, passa ligeiramente anterior ao maléolo lateral do perónio, ligeiramente anterior ao centro da articulação do joelho, levemente posterior à articulação do quadril; aproximadamente no meio do

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tronco, através da articulação do ombro (desde que os braços pendam em alinhamento normal em relação ao tórax), através dos corpos das vértebras cervicais e através do lóbulo da orelha. É importante observar o paciente de ambas as vistas, direita e esquerda. O ângulo tíbiotársico deve estar aproximadamente a 90 graus; os joelhos devem ter de zero a cinco graus de flexão; a pélvis deve estar alinhada de tal forma que as espinhas ilíacas póstero-superiores e ântero-superiores estejam no mesmo plano horizontal; a coluna deve demonstrar as curvas ântero-posteriores normais de lordose lombar, cifose torácica e lordose cervical; os cotovelos não devem apresentar flexão ou extensão exagerada; os ombros não devem estar protraídos.

Na vista posterior, a avaliação também se baseia numa linha imaginária que começa no entre os calcanhares, estende-se para cima entre os membros inferiores, passa pela linha média da pelve, coluna e cabeça. As metades direita e esquerda devem ser simétricas, tanto estruturalmente (estrutura esquelética) quanto superficialmente (estrutura muscular). O retropé deve ter o apoio simétrico, não apoiado muito medial ou lateralmente; o calcâneo deve estar em alinhamento vertical com o tendão de Aquiles; os maléolos mediais devem ser de igual altura em ambos os lados; as fossas poplíteas, assim como as pregas glúteas, devem ser de igual altura; a pelve deve ter igual altura em ambos os lados, com as espinhas ilíacas póstero-superiores niveladas no plano horizontal; a coluna deve ser recta, sem apresentar desvios laterais; os triângulos de Tales devem ser simétricos, de ambos os lados; as escápulas devem estar equidistantes a partir da coluna e achatadas contra a caixa torácica; o ângulo inferior das escápulas deve estar nivelado no plano horizontal; os ombros devem ter igual altura; a cabeça e o pescoço devem estar rectos, sem qualquer inclinação ou rotação lateral.

Dada a definição da postura padrão, qualquer desvio relativamente à postura padrão descrita foi considerado como alteração postural.

Para registo dos desvios posturais observados, optámos por atribuir um número consoante a presença ou ausência de desvio (0= Sem Desvio e 1= Com Desvio).

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Para despiste de eventuais dismetrias, foi registado o comprimento real dos membros inferiores, onde se faz a comparação entre membro dominante e não dominante.

No registo do comprimento real do membro inferior, a medição realizou- se da espinha ilíaca antêro-superior até à protuberância do maléolo interno (Soares, 2005).

A amostra foi dividida em quatro categorias: em função do escalão competitivo, dos anos de prática, da posição ocupada no terreno de jogo e do estádio de maturação.

A categoria “escalão” foi estabelecida da seguinte forma: escolas (n=92, 10,3±0,7 anos de idade), infantis (n=71, 12,6±0,5 anos de idade), iniciados (n=93, 14,4±0,6 anos de idade) e juvenis (n=44, 16,3±0,6 anos de idade).

A categoria “anos de prática” foi estabelecida da seguinte forma: um primeiro grupo onde se situam os jovens com menor tempo de prática, com 0 e 2 anos de prática (n=133, 12±1,9 anos de idade), um segundo grupo com 3 e 4 anos de prática (n=65, 12,6±1,9 anos de idade), um terceiro grupo com 5 e 6 anos de prática (n=60, 14,2±1,7 anos de idade), um quarto grupo com 7 e 8 anos de prática (n=23, 15±1,6 anos de idade), e por último o grupo mais experiente com 9 a 11 anos de prática (n= 8, 16,1±0,9 anos de idade).

A categoria “posição no terreno de jogo” foi estabelecida da seguinte forma: Guarda-redes (n=28, 12,4±2,0 anos de idade), Defesa central (n=51, 13,0±2,1 anos de idade), Defesa lateral (n=54, 12,9±2,1 anos de idade), Médio (n=95, 13,1±2,3 anos de idade) e Avançado (n=69, 12,8±2,1 anos de idade).

A categoria “estádio maturacional” foi estabelecida consoante os 5 estádios descritos por Tanner & Whitehouse (1982): estádio 1 (n=59, 10,3±0,8 anos de idade), estádio 2 (n=61, 11,8±1,4 anos de idade), estádio 3 (n=64, 13,3±1,6 anos de idade), estádio 4 (n=93, 14,7±1,2 anos de idade), estádio 5 (n=9, 15,8±0,9 anos de idade).

No tratamento estatístico dos dados, para além da análise descritiva, utilizámos o teste não paramétrico qui-quadrado, para análise das diferenças intra-grupo e entre grupos em função das várias categorias e variáveis em estudo, e também a análise de variância (ANOVA), para analisar as diferenças

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de comprimento entre o membro inferior dominante e o membro inferior não dominante, em função da amostra geral e as várias categorias em estudo.

O nível de significância foi estabelecido em p<0.05.

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