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Dans le document CCNA 2 - Essentiel (Page 65-69)

Nesta região anatómica, os desvios apresentados são: Projecção anterior da cabeça, projecção lateral do pescoço, cifose dorsal, escoliose e hiperlordose. Em relação à variável projecção anterior da cabeça, a sua prevalência apresenta um valor baixo, com apenas 30,4% da amostra geral. No entanto, podemos verificar que na categoria anos de prática existe uma diminuição considerável da prevalência ao longo do tempo de prática. Já nas categorias escalão e estádio maturacional esse padrão não se encontra tão nítido.

Em termos comparativos, o estudo de Rego & Scartoni (2008), onde foi realizada uma avaliação postural a crianças estudantes com média de idades de 13,2 anos, sem qualquer referência à prática metódica e sistemática de desporto, verificaram que a anteriorização da cabeça apresenta somente 24% de prevalência. Isto poderá indicar que a prática desportiva poderá influenciar a prevalência deste desvio postural, contudo a diminuição dos valores ao longo do tempo na categoria anos de prática contrária esse facto.

Em relação à variável projecção lateral do pescoço, a sua prevalência dentro da amostra geral é considerável, com 50,3% dos casos. Em comparação com o estudo anteriormente referido (Rego & Scartoni, 2008), os autores encontraram uma prevalência de apenas 8,5 %, nesta variável. Estes valores podem significar que também esta variável poderá ser influenciada pela prática desportiva.

Nesta região anatómica, a variável assimetria de ombros apresenta-se como a variável com valores mais consideráveis, com 76,7% de prevalência.

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Nas várias categorias estabelecidas esta variável não apresenta um padrão de predominante descida ou subida dos valores.

No estudo de Rego e Scartoni (2008), as crianças observadas apresentaram uma prevalência de 12,8%, o que não corrobora com os nossos dados. Contudo, como referimos anteriormente, estas crianças não foram referenciadas como possíveis atletas, o que nos leva a pensar que a prática desportiva pode influenciar fortemente esta variável.

A variável cifose dorsal apresenta uma fraca expressão em termos de prevalência, com apenas 21,8%. Esta variável também não apresenta nenhum padrão de predominância de subida ou descida de prevalência ao longo do tempo. Em comparação com outros estudos, não conseguimos obter nenhum estudo ligado ao futebol, somente desportos distintos.

No estudo de da Silva et al. (2008), as ginastas também apresentaram uma baixa prevalência de cifose dorsal, com 10,5%. Isto poderá indicar que, de facto, a prática desportiva, nomeadamente do futebol, não influencia o aumento ou diminuição da prevalência de desvio postural.

A categoria anos de prática vem corroborar esta afirmação, onde não existe um padrão de predominância de aumento ou diminuição da prevalência ao longo do tempo.

A variável escoliose apresenta uma fraca expressão em termos de prevalência, com apenas 17%. Contudo, Massada (2006) refere no seu estudo que os futebolistas, com 13,3% de prevalência, revelam, entre os desportistas estudados, ser os portadores da maior prevalência de escolioses.

Sendo assim, a aparente fraca expressão de 17% apresentada no nosso estudo parece forte relevância. Apesar da fraca prevalência dentro da amostra e em comparação com outras variáveis, a escoliose parece ter forte influência da prática desportiva.

Massada explica-nos a prevalência de escoliose e atitudes escolióticas nos futebolistas, da seguinte forma: “O futebol é uma modalidade desportiva

que implica a execução iterativa de apoios monopodálicos. O acto de passar ou rematar implica obrigatoriamente a transferência do peso corporal para um dos membros inferiores. Durante o apoio monopodálico, a pélvis, pela acção do

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musculo gluteus medius (médio nadegueiro) homolateral, determina uma elevação do membro inferior contralateral que, neste caso, bate a bola. A variação do posicionamento da bacia no plano frontal determina uma angulação da extremidade superior do tronco em direcção ao membro do apoio, desenhando uma curvatura dorsolombar, que necessariamente terá de ser compensada por uma segunda curvatura de localização proximal e de sentido oposto, na tentativa da manutenção do equilíbrio. A repetição incessante deste gesto corporal poderia justificar o elevado número de atitudes escolióticas dorsais detectada entre os futebolistas.”

A variável lordose lombar apresenta uma prevalência considerável com 42,6%. No estudo de Ribeiro et al. (2003), a prevalência de lordose lombar também apresenta um valor muito considerável com 63%. Apesar de se tratar de futsal, este estudo vem de certo modo corroborar com os nossos dados, revelando a elevada prevalência deste desvio postural neste desporto. Este facto poderá significar que a prática de futebol tem forte influência na prevalência deste desvio.

Mas contrariando este facto, as três categorias estabelecidas (escalão, anos de prática e estádio maturacional) apresentam um padrão de diminuição da prevalência ao longo do tempo.

Comparando com um desporto completamente distinto (Ginástica), o estudo de da Silva et al. (2008) demonstra também uma prevalência muito elevada com 84,2%. Os autores identificam um dos factores causais com o encurtamento e hipersolicitação lombar, o que poderá ter relação com o futebol, visto que os jogadores são muito solicitados, nomeadamente nos cabeceamentos.

Aires (1995) acrescenta que a hiperlordose lombar està associada a extensores da coluna fortes e encurtados, tendência agravada pelo acto de cabecear a bola, podendo conduzir a sobrecarga das apófises articulares posteriores e originando quadros dolorosos. Este quadro associa-se a uma anteversão pélvica, agravada por adutores e rectos anteriores das coxas, fortes e encurtados, condicionando micro-estiramentos ao nível das inserções dos retrovesores da bacia (abdminais e isquiotibiais). Um programa preventivo

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deverá ser instituído visando a correcção postural e desenvolvimento da extensabilidade dos diferentes grupos musculares, fortalecimento muscular fundamento. A extensabilidade deverá ser promovida através de exercícios excêntricos de alongamento respeitando a regra não dor e de exercícios excêntricos.

Noutro desporto completamente distinto, provas de potência muscular, Junior, Pastre & Monteiro (2004) demonstram que a prevalência de hiperlorose lombar também é muito elevada com 73% dos casos. Isto reforça a ideia que a hiperlordose poderá ter forte influência da prática desportiva.

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