Chapitre III. Analyse et synthèse de la commande rapprochée de l’onduleur sans défaut
4. Résilience des méthodes en mode dégradé
Um fator que vem atraindo cada vez mais a atenção é o papel da fé nos caminhos das pessoas que lidam com situações adversas (HARROWFIELD; GARDNER, 2010). Para Rokeach (1981, p. 101) a fé refere-se a “uma ou mais crenças que uma pessoa aceita como verdadeiras, boas ou desejáveis, não obstante o consenso social ou a evidência objetiva que é percebido como irrelevante”.
Segundo Abbagnano (1998), fé, do latim fides, trata-se de crença religiosa, como confiança na palavra revelada. Enquanto a crença, em geral, é o compromisso com uma noção qualquer, a fé é o compromisso com uma noção que se considera revelada ou testemunhada pela divindade.
A fé, para Lalande (1999), é definida como fidelidade a um compromisso. Em um sentido subjetivo, pode ser confiança absoluta, quer numa pessoa, quer numa afirmação garantida por um testemunho ou um documento seguro.
Reportando-se à Bíblia (1995), verifica-se em Hebreus, capítulo 11, versículo 1 (Hb 11:1), um conceito para fé: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não veem”. Analisada isoladamente, essa definição, nos escritos sagrados, pode ser interpretada como uma forte expectativa naquilo que em que se acredita. Outra passagem na Bíblia (1995), entre muitas sobre fé, encontra-se em Coríntios, capítulo 5, versículo 7, (Co 5:7): “[...] porque andamos por fé, e não por vista”. Em outras palavras, pelos registros bíblicos, o indivíduo se move em função do que ele crê, do que ele põe fé.
Howlett e Paulus (2015) defendem que a fé é o estado de sensação subjetiva que pode estar envolvido no sentimento de determinada crença sem provas.
Assim, verifica-se um limite, ainda que tênue, entre as definições de crenças e de fé. Pode-se sugerir que a fé, apresentando-se de forma subjetiva, é a crença mais pertinente à esfera da religiosidade.
Silva, Bezerra e Medeiros Júnior (2014), ao pesquisarem os motivos para determinadas ações empreendedoras na realização de um empreendimento, verificaram um elemento que chamou atenção pela intensidade e quantidade de vezes que foi mencionado. Esses autores observaram que muitas das conquistas realizadas foram atribuídas a um elemento metafísico, a fé, que foi citada na entrevista, inúmeras vezes, induzindo o entrevistador a acreditar que, de fato, tal característica possui uma representatividade determinante no alcance daquilo que havia sido idealizado pelo empreendedor.
Silva, Bezerra e Medeiros Júnior (2014) identificaram que o exercício da fé é essencial para se ter credibilidade em si próprio. Ao tratar da fé, o indivíduo se mostra proativo e sua crença faz com que ele se mova para que o negócio possa se desenvolver. Esse elemento evidencia o fato de a fé poder ser altamente relevante para que se explore o que é possível fazer.
Harrowfield e Gardner (2010) relatam que a maturidade da fé é provável que seja um dos fatores que ajudam os trabalhadores em organizações cristãs a lidar com demandas estressantes relacionadas ao trabalho. Esses autores observaram que os indivíduos com maior grau de maturidade da fé eram mais propensos a avaliar fatores estressores como desafios.
Walker (2013), em um estudo sobre integração da fé e trabalho com a vida e os resultados no trabalho, concluiu que o estudo fornece evidências de que a integração de fé e trabalho é realmente relacionada com a vida e resultados importantes no trabalho e, portanto, digno de estudo futuro. Especificamente, o estudo forneceu evidências de que a integração de fé e trabalho está associada com níveis mais elevados de satisfação com a vida e com formas de comprometimento organizacional. Considerando a fé envolvida à religiosidade, Walker (2013) alega que o estudo fornece a primeira evidência empírica que a integração de fé e trabalho pode realmente ser associada com a vida positiva e os resultados relacionados com o trabalho.
Neubert et al. (2014) acreditam que as crenças sobre a ordem cósmica e do propósito da vida são fundamentais para os seres humanos. No entanto, segundo os autores, a ligação entre crenças e comportamentos relacionados com o trabalho tem recebido limitada atenção devido a desacordos em curso entre os pesquisadores religiosos a respeito da importação de crenças religiosas ao comportamento e uma escassez de escalas disponíveis e validadas sobre crenças específicas. Neubert et al. (2014) contribuem com resultados apontando para o potencial de que as crenças que envolvem o papel do trabalho em honrar ou expressar gratidão a Deus estão relacionadas com o comportamento empreendedor. Empregados com essas crenças parecem fornecer assistência aos colegas de trabalho, além de um sentido que
essas atitudes agradam a Deus. Isso aponta para o potencial de que essas crenças promovem um comportamento que contribui para o sucesso da organização (NEUBERT et al., 2014).
Entretanto, Neubert et al. (2014) verificaram que, em contraste com os comportamentos que têm benefício coletivo, as crenças que fé e comportamentos fiéis a Deus levam ao sucesso no trabalho e nos negócios podem motivar os indivíduos a se envolverem em comportamentos individuais de desempenho, tais como fazer vendas para ganhar uma comissão ou completar tarefas que podem levar a um aumento ou promoção. Entretanto, há a necessidade de se explorar outras crenças e sua relação com o comportamento no trabalho.
DeYoung (2008) aprofundou os estudos nas vidas e nas palavras dos líderes que, inspirados pela fé, desafiaram a sociedade e trabalharam por mudança social no século XX. DeYong (2008) constatou que, emergindo das vidas dos ativistas, temas comuns os inspiravam, entre eles, a fé religiosa que os motiva e uma identidade baseada na crença de que fazem parte de uma humanidade comum.