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Régime de diffusion vers l’avant : propagation à travers un tissu de cortex

2.1 Propagation de la lumière en milieu inhomogène

2.1.4 Régime de diffusion vers l’avant : propagation à travers un tissu de cortex

Para o desenvolvimento desta pesquisa complementamos o levantamento bibliográfico e a análise documental com o trabalho de campo.

A pesquisa de campo busca a informação diretamente com a população pesquisada e exige que o pesquisador atue no espaço onde o fenômeno ocorre para ter acesso ao conjunto de informações a respeito do seu tema. Segundo Bogdan e Biklen (1994, p. 113), o trabalho de campo se refere a estar dentro do mundo do sujeito ―[...] não como uma pessoa que sabe tudo, mas como alguém que quer

aprender, não como uma pessoa que quer ser como o sujeito, mas como alguém que procura saber como é ser como ele‖.

Com a pesquisa de campo objetivamos o levantamento das percepções e concepções dos sujeitos que atuam como coordenadores de curso em um Centro Universitário do interior paulista a respeito do seu trabalho e das atribuições do dia a dia enquanto partícipes da gestão educacional.

Os dados foram coletados por meio de observações, questionário e grupo focal. O trabalho se iniciou por meio de observações. De acordo com Lüdke e André (1986, p. 26, grifo das autoras), a observação direta

[…] permite também que o observador chegue mais perto da perspectiva dos sujeitos, um importante alvo nas abordagens qualitativas. Na medida em que o observador acompanha in loco as experiências diárias dos sujeitos, pode tentar aprender a sua visão de mundo, isto é, o significado que eles atribuem à realidade que o cerca e às suas próprias ações.

A observação foi utilizada por nós porque, como coloca Patton (2002), a participação direta e a observação do fenômeno de interesse pode ser o melhor método de pesquisa para entender a complexidade de muitas situações. Bardin (1997) salienta que nesta técnica, o observador se coloca na situação dos observados, inserindo-se no grupo a ser estudado como se fosse um deles, para ter, assim, mais condições de compreender os hábitos, atitudes, interesses, relações pessoais e características do funcionamento daquele grupo. Ampliando esta colocação, Bogdan e Biklen (1994, p.128) afirmam: ―Ser-se investigador significa interiorizar-se o objetivo da investigação, à medida que se recolhem os dados no contexto‖. No presente estudo tais observações, realizadas no início do trabalho, contribuíram para o delineamento do nosso projeto de pesquisa.

Os questionários foram realizados com o objetivo de fazermos um levantamento de informações sobre o perfil de cada um dos coordenadores de curso sujeitos da pesquisa. Foram escolhidos dez coordenadores dentre os trinta possíveis no Centro Universitário (os critérios de inclusão foram colocados a seguir no item sujeitos pesquisados)

A aplicação dos questionários ocorreu de forma individualizada, no início de junho de 2013. Fomos às Unidades Universitárias do Centro Universitário e entregamos o questionário aos docentes presentes, que se dispuseram a participar da pesquisa (vinte deles). A seguir, fomos às respectivas salas de coordenação de curso e entregamos o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TeCLE) (Apêndice 1) e o questionário. Ficamos ao lado do participante, à disposição para dirimir possíveis dúvidas.

A outra técnica utilizada na coleta de dados foi o grupo focal, que ―[...] analisa os produtos gerados pela discussão [como o próprio nome sugere] em grupo, através de perspectivas diferenciadas sobre uma mesma questão, como dados capazes de formular teorias, testar hipóteses e aprofundar o conhecimento sobre um tema específico‖ (ANAYA, 2006, p.51-52).

O grupo focal permite, além disso, ―[…] fazer emergir uma multiplicidade de pontos de vista e processos emocionais, pelo próprio contexto de interação criado, permitindo a captação de significados que, com outros meios, poderiam ser difíceis de se manifestar‖ (GATTI, 2005, p.9). Os grupos focais foram gravados com o consentimento dos sujeitos da pesquisa. Optamos pela gravação em áudio, excluindo o registro em vídeo, por entender que este tipo de ação poderia representar uma maior exposição dos participantes da pesquisa e que poderia prejudicar a espontaneidade das discussões. Depois de transcritos, os dados foram submetidos à análise.

Realizamos os dois encontros dos grupos focais em uma sala de aula ampla na Unidade I do Centro Universitário com dez participantes.De acordo com Gondim (2002), normalmente o número de participantes varia de quatro a dez. O número deve ser tal que permita a todos participarem; com mais de dez participantes e com tema polêmico, fica dificultado o controle do processo pelo moderador, havendo a possibilidade de polarização e de conflito. Cada um deles teve a duração de cerca de uma (1) hora e trinta (30) minutos. Nos dois grupos tivemos a colaboração de uma observadora, doutora na área da Saúde, que pertence à instituição e atua como subcoordenadora de curso em período integral.

No primeiro grupo focal, o estímulo desencadeador das concepções e percepções dos participantes foi uma frase: ―O futuro das organizações - e nações -

dependerá cada vez mais de sua capacidade de aprender coletivamente‖ (Peter Drucker, 2001). No segundo grupo focal, utilizamos três pinturas de Pissaro27 como conteúdo imagético para iniciar o trabalho grupal com os Coordenadores de cursos. Estas pinturas são as mesmas que abrem os capítulos Introdução, capítulo 2 e capítulo 4 deste trabalho.

Na condução dos grupos, seguimos as orientações dos autores pesquisados e adotamos a função de mediadora do grupo, atentando para permitir que a conversa e colocações ocorressem entre os participantes naturalmente após a introdução do assunto. Atentamos também para ouvir todas as partes e de modo que não se afastassem muito do tema central e pudessem realmente se expressar com naturalidade, permitindo a assunção de uma identidade grupal.