Partie I. : État des lieux de l’accès au marché et stratégies d’accès précoce à l’innovation
2. Une diversité de moyens permettant un accès rapide à l’innovation en vue de l’obtention
2.2. Programmes de mise à disposition précoce avant l’AMM
A partir de 1950 a comunidade geotécnica passou a determinar um conjunto de procedimentos para a elaboração de trabalhos de cunho geotécnico, o que foi denominado mapeamento geotécnico. Diversas metodologias foram propostas por volta de 1970 com dois pontos de vistas diferentes. O primeiro voltado para o aproveitamento de informações pré-existentes em regiões onde havia bons registros de dados e, o segundo ponto de vista, para geração de informações geotécnicas em regiões onde não havia informações em número suficiente nem banco de dados organizado (ZUQUETTE; GANDOLFI, 2004).
De acordo com Rodrigues (2008) muitos países desenvolveram metodologias que foram aplicadas de acordo com as necessidades e as características de cada região. Desses métodos, alguns sofreram modificações e são utilizados até hoje. O mesmo autor descreve em seu trabalho as principais metodologias internacionais de mapeamento geotécnicos, são elas:
PUCE (Pattern Unit Component Evalution): É baseada na compartimentação da paisagem de acordo com as características geológicas/geomorfológicas,
geotécnicas, uso do solo e quanto à escala do estudo. A elaboração dessa metodologia iniciou-se em 1970 com os trabalhos de Grant na Austrália.
IAEG: Foi elaborada pela International Association of Engineering Geology and Environmental em 1968. Para a elaboração do mapa geotécnico é considerado o caráter das rochas e solos, condições hidrogeológicas, geomorfológicas e fenômenos geodinâmicos;
Metodologia Francesa: Os fatores analisados estão ligados à geologia, geomorfologia e geotecnia, resultando na produção de cartas de documentação, substrato rochoso, materiais de cobertura, hidrogeologia e geomorfologia que são integradas para a elaboração de cartas de aptidão;
Medotologia Mathewson e Font: Nessa metodologia os documentos cartográficos são divididos por ordem hierárquica e cada ordem é destinada a um tipo de usuário. Os mapas de 1ª ordem (observação) e de 2ª ordem (engenharia) são destinados aos técnicos, os mapas de 3ª ordem (adequação aos recursos) ao público em geral e os mapas de 4ª ordem (planejamento) às prefeituras e empresas;
Medotologia ZERMOS: O mapeamento geotécnico realizado por meio dessa metodologia objetiva analisar a probabilidade de movimentos de massa ou instabilidades e apresentar um zoneamento do risco sem previsão de tempo;
Metodologia Matula: Foi desenvolvida por Matula em 1976 na Tchecoslováquia. É baseada na análise de geofatores que influenciam negativamente ou positivamente a ocupação urbana.
No Brasil, o pioneiro na elaboração de trabalhos de mapeamento e cartografia geotécnica foi o professor Haberlehner da Universidade Federal do Rio de Janeiro nos anos de 1965-1966. Deste então, vários grupos de pesquisas surgiram principalmente ligados às universidades e várias metodologias foram propostas (ZUQUETTE; GANDOLFI, 2004). Dentre as mais importantes, as desenvolvidas na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP), Universidade Estadual Paulista (UNESP/Rio Claro) e Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).
A proposta metodológica da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP) foi desenvolvida por Zuquette (1987, 1993) e visa avaliar e retratar os possíveis comportamentos do meio físico frente às diferentes formas de uso do solo, processos naturais e induzidos, por meio da combinação de diversos atributos do meio físico, biótico e socioeconômico para a definição de unidades com o mínimo de heterogeneidade. Os
documentos cartográficos gerados são hierarquizados por ordem de importância ou por cadeia de dependência de informações. Os resultados gerados em cada nível devem considerar sempre os usuários potenciais e o tipo de informação que será apresentada, bem como uma escala adequada que permita representar os elementos com uma exatidão compatível.
A metodologia elaborada pelo IPT, de acordo com Prandini, Guidicini e Grehs (1995), expõe as potencialidades dos terrenos e estabelece diretrizes de ocupação diante de uma ou mais formas de uso. A elaboração desse documento se resume nas seguintes etapas:
Levantamento preliminar: Identificação dos problemas existentes/previstos e compilação dos dados;
Investigação orientada: Identificação dos fatores condicionantes dos problemas, mapeamento destes fatores e definição das escalas de trabalho;
Compartimentação final: Análise integrada dos fatores mapeados e delimitação dos terrenos com comportamento homogêneo frente ao seu uso;
Análise das medidas de controle: Levantamento das práticas e técnicas de implantação e manutenção dos usos do solo e proposição de medidas preventivas e corretivas;
Representação: Representação cartográfica em linguagem adequada ao usuário.
A outra metodologia, UNESP/Rio Claro, foi desenvolvida por Zaine (2000) com o objetivo de produzir instrumentos adequados para a gestão e planejamento urbano frente às necessidades de seus principais usuários. O método consiste na adoção de diferentes escalas de abordagem para a elaboração de cartas e/ou mapas geotécnicos. O desenvolvimento dos trabalhos é feito em três etapas sucessivas, em níveis de detalhe crescentes, são eles:
1ª Etapa (geral): Estudos geológico-geotécnicos possibilitam a determinação de zonas de proteção e problemas ambientais. É essencial para a seleção das áreas para a etapa de semidetalhe;
2ª Etapa (semidetalhe): É realizada a quantificação dos parâmetros envolvidos com o objetivo de avaliar a susceptibilidade e adequabilidade e definição e/ou orientação dos estudos de detalhe;
3ª Etapa (detalhe): Estudos de detalhe são auxiliados por ensaios de campo e laboratório, como SPT e granulometria.
Quanto à elaboração de mapas geoambientais, Cendrero e Díaz de Terán (1987) apresentam duas abordagens metodológicas que podem ser seguidas. A primeira é a abordagem sintética, que subdivide a região de estudo de forma hierárquica (ambientes, sistemas, unidades e elementos), que devem apresentar características homogêneas quanto ao clima, landforms, processos, depósitos superficiais, etc. Essas subdivisões são descritas for meio de uma serie de "características variáveis" (parâmetros observados ou quantificados) e "qualidades significativas" (propriedades que são avaliadas) que podem ser apresentadas em forma de tabela. Em seguida, as diferentes subdivisões "homogêneas" podem ser avaliadas para atividades de uso e ocupação do solo por métodos sinópticos ou weighting/scaling aplicados às "variáveis" e "qualidades".
A segunda abordagem, dita analítica, consiste na elaboração de uma série de mapas temáticos que representem os diferentes elementos, como rochas, solos, vegetação, etc. Posteriormente, esses mapas devem ser combinados utilizando o método weighting/ scaling para gerar novos mapas que possibilitem uma avaliação integrada da capacidade, impacto ou aptidão para as atividades de uso do solo.
Outras metodologias que fazem referência ao mapeamento geoambiental são descritas no trabalho de Silva (2005), são elas: Amorim (2003), Fontes (2004), Lopes (2000) e Francés et al. (1990).