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Priorities for rural transformation in the post-2015 era

Dans le document THE LEAST DEVELOPED COUNTRIES REPORT 2015 (Page 159-167)

CHAPTER 5: Transforming Rural Economies in the Post-2015 Era: A Policy Agenda

B. Priorities for rural transformation in the post-2015 era

Antes do apresentação dos resultados à prática em epígrafe, repisa-se brevemente que o comportamento habitual desta prática contribui no estabelecimento de uma conexão forte entre o líder e liderado uma vez que aquele se expõe de forma sincera e humilde no tocante aos seus valores e crenças que são alinhados com os dos seus liderados e com os da organização, sem esquecer, portanto, que tal postura do líder deve ser manifestada através das suas ações experimentadas por todos os que o rodeiam diariamente para só assim obter a confiança e credibilidade de todos (KOUZES; POSNER, 2018).

Como subsídio na formulação dos resultados e na análise destes a tabela 10 expõe os indicadores estatísticos da primeira prática exemplar.

TABELA 10 – Medidas estatísticas da prática “MODELE O ESTILO”

Nº DA QUESTÃO

MÉDIA E MEDIANA DE RESPOSTAS DE CADA QUESTÃO CONFORME AS CATEGORIAS DE RESPONDENTES E DESVIO PADRÃO DAS MÉDIAS

FINAIS

“AUTOMED” “OBMED” “SD” “O – OUTRO”

MÉDIA MÉDIA MÉDIA MÉDIA

1 9,43 7,89 8,29 7,73

6 7,43 7,84 8,68 7,52

11 9,00 7,92 8,68 7,62

21 8,43 8,09 9,26 7,63 26 7,71 7,85 9,00 7,39 SOMA DAS MÉDIAS 48,86 45,98 52,00 43,62 Nº DA QUESTÃO

“AUTOMED” “OBMED” “SD” “O – OUTRO”

MEDIANA MEDIANA MEDIANA MEDIANA

1 10,00 8,50 9,00 8,00 6 8,00 8,00 9,00 8,00 11 10,00 8,00 9,00 8,00 16 7,00 7,00 9,00 6,00 21 8,00 9,00 9,00 8,00 26 9,00 8,00 10,00 8,00

DESVIO PADRÃO DADO A PARTIR DA DISTRIBUIÇÃO DAS QUATRO

MÉDIAS FINAIS: 3,62 Fonte: elaborado pelo autor (2020) com base nos dados da pesquisa.

Como esclarecimento geral, todas as médias relacionadas às questões, como demonstradas na tabela 10, foram processadas com base nas amostras para cada categoria de respondentes que foi definida na pesquisa à medida que, para representação de tais valores das tabelas 10, 11, 12, 13 e 14, foram acessados 07 líderes (AUTOMED) e 110 liderados (OBMED) entre os quais, por sua parte, foram consideradas mais duas categorias, sendo uma de 31 liderados como subordinados diretos (SD) dos líderes, e a segunda de 79 outros (O) tipos de liderados que não se configuram como aqueles primeiros igualmente diferenciados na relação próxima com os líderes.

Cabe ainda chamar atenção para o fato de que em todas as cinco tabelas supracitadas as suas médias estão representadas apenas com duas casas decimais, de modo que não é estranho se porventura algum leitor deste trabalho se deparar, para conferência, com uma mínima divergência no somatório delas a partir dos valores atribuídos a cada questão e, respectivo, tipo de respondente. Isso se deverá ao fato do programa Microsoft Excel, o qual foi usado, considerar mais de duas casas decimais nos seus cálculos.

Ademais, presentes em todas essas tabelas afetas às medidas estatísticas das cinco práticas, os resultados das medianas17 de cada questão, de acordo com

17 É o valor que divide a distribuição pela metade. Ou seja, a metade dos casos fica abaixo da mediana e

respectivo tipo de respondente do estudo, vêm subsidiar a partir do que seria o “ponto de inflexão” das possíveis respostas (de 1 a 10) uma melhor assimilação dos resultados médios obtidos visto que elas apontam o valor médio que divide a distribuição de pontuações conferidas, o que possibilita localizar, desta forma, a predominância das maiores e menores pontuações dadas as assertivas do questionário.

Reforçando o entendimento acerca da soma das pontuações dadas a cada questão como a representação do resultado concreto quanto à percepção de todos os avaliadores no que diz respeito ao nível de frequência com que os líderes estão empenhados nas cinco práticas exemplares da liderança, impende salientar que os extremos do intervalo possível desse(s) somatório(s) sinalizam, respectivamente, que todos os valores consolidados que estejam mais próximo do seu polo inferior (6) indicam baixa aderência do líder na prática, ao passo que aqueles valores que se aproximam do polo superior (60) denotam progressiva frequência do líder na prática específica.

O gráfico 1 abre a apresentação dos resultados a partir da prática exemplar de modelar o estilo.

GRÁFICO 1 – Resultado para prática exemplar: “MODELE O ESTILO”

Fonte: elaborado pelo autor (2020) com base nos dados da pesquisa.

43,62

52,00 45,98

A partir das médias expostas no gráfico 1 representando o conjunto final de dados da prática de “modelar o estilo”, reforçou-se ainda mais, através do cálculo do desvio padrão18, com valor obtido de 3,62, que de fato a percepção entre os respondentes categorizados são díspares. Essas desigualdades matematicamente testadas relevam pontos e aspectos curiosos que se aplicam, da mesma forma, as outras quatro práticas arroladas a seguir, visto que a distribuição das suas médias também se apresentou muito similar a desta primeira prática em comento.

Primeira questão percebida é a supremacia positiva da autopercepção dos líderes (AUTOMED) ante a impressão de todos os seus liderados (OBMED). Os líderes tenderam a se avaliar como mais habituais à prática do que em relação ao que os seus liderados responderam. Embora os dados da pesquisa apontem uma baixa média de desvio entre esses dois metaconjuntos de respondentes, depreende-se, segundo referência trazida por Alajlan (2017), que essa diferença de avaliação constatada nesta pesquisa, que é sim significante para o estudo, não é estranha de ocorrer uma vez que líderes em posições de alta gestão organizacional têm maior propensão de se classificarem mais positivamente em comparação à percepção dos seus liderados para com eles.

Outro aspecto interessante possível de observar surgiu com a subdivisão de todos liderados (OBMED) entre aqueles que se reportam diretamente aos líderes, denominados como subordinados diretos (SD), e aqueles outros (O) que não precisam ou não têm um contato tão direto e frequente com os líderes. Vê-se que quem está mais próximo do líder, em função somente da estrutura hierárquica formalizada, teve a impressão mais positiva quanto à aderência dele na prática exemplar. No outro prisma, onde estão aqueles que formalmente mantêm pouco contato com o líder, percebeu-se que a percepção se afasta “negativamente” até da média incluindo todos os liderados (OBMED).

Muito embora não seja objeto de análise deste estudo, os resultados diferenciados também obtidos com tal divisão feita à amostra total dos liderados talvez possam ser entendidos através da “lente do viés” sustentada, de acordo com Alajlan (2017), por

18 É a média de desvio das pontuações em relação à média que é expressa nas mesmas unidades dos

Brutus, Fleenor and London (1998), no sentido de que os pares do ambiente de trabalho se classificam com mais suavidade, ou seja, aqueles que trabalham mais próximos costumam ser mais generosos na avaliação dos seus colegas. Ademais, ainda segundo apresentação daquele autor, essa amenidade é por vezes mais comum no setor educacional.

Além disso, uma resposta possível à avaliação mais positiva observada dos subordinados direto (SD) em relação à autoavaliação dos próprios líderes pode residir no fato de que, conforme ainda os achados de Brutus, Fleenor and London (1998), trazidos por Alajlan (2017), os gestores públicos com boa performance de atuação tendem a subestimar seu desempenho. Neste caso, aqueles liderados (SD) que estão mais próximos percebendo essa boa impressão dos seus líderes acabaram ficando com uma avaliação superior em comparação à feita pelos gestores. Mesmo esses dois pontos discorridos não sendo a busca que foi proposta, constata-se que esta pesquisa, mediante também o uso daqueles perfis das amostras (tabelas 8 e 9), possibilita o teste de algumas hipóteses para corroborar os resultados obtidos.

Por fim, e no tocante ao desdobramento a partir das médias principais (AUTOMED e OBMED), reputa-se que há bom indício de que os altos gestores da UFRN estejam sim traçando um caminho rumo à congregação de todos em valores comuns (institucionais), mas que pelo afastamento notado entre essas médias, bem como daquela referente aos outros liderados (O) que são, na sua grande maioria, apenas estrutural e formalmente mais distantes dos líderes; e ainda também pelo espaço existente de todas as quatro médias para se chegar mais perto da pontuação máxima de 60, percebe-se que há oportunidade e espaço para que essa prática possa ser melhor desenvolvida nos gestores da instituição.

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