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CHAPTER 2: Agricultural Productivity: Developments, Determinants and Impacts

E. Summary

sidade. Daí a sua colocação enquanto prioridade básica da UFES.

Todas as ações de área meio e área fim devem estar voltadas à melhoria da qualidade do ensino de gra- duação: Biblioteca, laboratórios, informatização, obras e também o esforço despendido no desenvolvimento de cursos de pós-graduação.

A UFES oferece à sociedade 39 cursos de gradua- ção nos seus quatro campi, totalizando uma média de 9.517 alunos matriculados em 1994. Por ser a única uni- versidade pública no Estado, a demanda para ingresso tem aumentado ano a ano, chegando a aproximadamente 20.000 candidatos para 2.360 vagas.

Um dos principais problemas encontrados na gra- duação em 1992 foi a grande quantidade de alunos em situação de abandono de curso (5.741 alunos). Isso levou à necessidade de regularizar minimamente os casos irre- gulares de alunos nessa situação, alguns inclusive tendo ultrapassado o período regular de permanência na Uni- versidade, estando, portanto, na situação de jubilamento. Esse esforço culminou com o desligamento/jubilamento de cerca de 6.000 alunos até 1994.

As ações prioritárias da Pró-Reitoria de Gradua- ção foram centradas estrategicamente na atuação pla- nejada sobre quatro fatores pedagógico/organizacionais determinantes do desempenho acadêmico: o vestibular, o gerenciamento da graduação, a avaliação da graduação e o apoio acadêmico ao estudante.

No que se refere ao vestibular, a primeira inter- venção da nova gestão foi substituir a Comissão Coorde-

nadora do Vestibular (CCV) pela Comissão Executiva do Vestibular (CEVEST). No entanto, os desafios maiores estavam localizados:

• na montagem de uma equipe técnica que pudesse implementar estudos técnicos de embasamento de políticas. A estratégia nessa área foi buscar dentro da própria Universidade parcerias com departamen- tos/professores, para o desenvolvimento de estudos mais aprofundados de avaliação do vestibular, que pudessem servir de subsídio ao desenvolvimento de políticas de ingresso e de graduação;

• no acesso aos bancos de dados do NPD e tra- tamento estatístico dos dados cadastrais e de desempenho. Esse desafio foi atacado através do desenvolvimento de novo questionário socioeconô- mico que permitisse a leitura ótica e posterior uti- lização em banco de dados; um trabalho de maior parceria com o NPD e utilização de software esta- tístico mais atualizado.

A terceira e última dificuldade encontrada estava relacionada à cultura fechada criada e mantida pelo MEC em torno do vestibular. A estratégia utilizada para contor- nar esse problema envolveu primeiramente um trabalho e aprendizado de toda a equipe no sentido de se inteirar de todos os fatos e decisões relativas ao concurso vesti- bular e contou também com um trabalho de parceria com as bancas de elaboração e correção das provas.

Em síntese, a preocupação da gestão da UFES rela- tivamente ao vestibular é poder, a partir dele, fazer uma “leitura” das demandas da sociedade, por um lado, e, por outro, orientar toda a política de graduação da Univer- sidade. Trata-se de uma estratégia que visa uma maior inserção da UFES na sociedade, colocando-a como fonte de dinamismo e de transformação da sociedade.

O gerenciamento da graduação envolve dois aspectos-chave: aqueles de ordem organizacional, rela- cionados com a indefinição e a fragilidade estruturais dos

órgãos de coordenação da graduação na UFES (colegiados de curso, câmara de graduação); e aqueles de ordem téc- nica, relacionados com o controle e registro acadêmico.

Quanto à dimensão institucional do problema, a estratégia adotada foi a de descentralização de responsa- bilidades e compartilhamento na condução de uma polí- tica voltada para o ensino de graduação. Nessa direção, têm papel fundamental os colegiados dos cursos, que pas- saram a ser acionados diretamente através da Câmara de Graduação. Na verdade, essa dimensão do problema tem relação direta com a avaliação do ensino de graduação, uma vez que toca mais diretamente na estrutura institu- cional que dá suporte ao desempenho dos cursos, dentro dos seus respectivos currículos.

Essa estratégia parte da premissa de que a Pró-Rei- toria de Graduação deve ser a condutora do processo rela- tivo à graduação e a instância natural de intermediação dos colegiados e dos conselhos superiores.

As questões técnicas de gerenciamento acadê- mico passam por um processo de modernização tecno- lógica e de procedimentos (rotinas etc.) e o grande salto culmina com a descentralização informatizada de todo o processo de matrícula no primeiro semestre de 1995. Com a implantação do sistema de rede centrada no NPD, todo os procedimentos de matrícula passam a ser efeti- vados em cada curso, on-line. Esse sistema passou a ser chamado SISAC - Sistema Acadêmico.

Outro projeto considerado prioritário para a UFES é o Projeto de Avaliação da Graduação, que passou a ser desenvolvido com maior velocidade no ano de 1994. Essa avaliação pretende-se que seja a mais abrangente pos- sível, envolvendo fatores externos, instituições pares, professores e alunos. É um trabalho inédito, que com cer- teza servirá de base para a formulação de uma política de ensino e contribuirá para a melhoria da qualidade dos cur- rículos hoje oferecidos pela UFES.

Por último, destaca-se o apoio acadêmico ao estu- dante. O apoio acadêmico ao estudante nunca teve raí- zes profundas na UFES, limitando-se tradicionalmente à dimensão de assistência social, além da recepção festiva

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aos calouros e das bolsas de monitoria.

Desde o início da atual gestão, houve a intenção de desenvolver um novo conceito de apoio ao estudante que, sem descartar o lado social da questão, buscasse for- necer-lhe suporte de natureza acadêmico-pedagógica.

Nessa perspectiva, já existem resultados visíveis obtidos pelo trabalho em parceria, sendo o principal deles representado pelo Programa Integrado de Bolsas para Estudantes de Graduação, com participação das demais Pró-Reitorias e da Secretaria de Produção e Difusão Cul- tural. Através do Departamento de Apoio Acadêmico ao Estudante, a PROGRAD coordena o programa, além de administrar as Bolsas de Monitoria e o Auxílio ao Estu- dante para participação em eventos. Uma das conquistas foi o aumento do número total de bolsas de 300 para 400; outra foi a publicação do Guia do Estudante.

Com vistas à melhoria do ensino de graduação e também de pós-graduação, a UFES passou a inves- tir fortemente na área de laboratórios. A UFES pra- ticamente passou uma década sem investir em seus laboratórios.

Dans le document THE LEAST DEVELOPED COUNTRIES REPORT 2015 (Page 93-0)

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