11.4 Le thread de gestion des ´ev´enements
11.5.3 Principaux types d’´ev´enements
liberações de material para o sistema torna-se quase obrigatória.
Para esses autores, no entanto, independente da complexidade do sistema que será utilizado, informatizado ou não, para fazer a liberação de material no início do processo, o padrão de comportamento de liberar o material no início do processo assim que esses recursos, não- restritivos, ficarem ociosos, é o conceito mais difícil de ser superado. Para isso, é tarefa da administração criar a mudança cultural necessária para a aceitação desses conceitos.
4.5.4 Gerenciamento do Pulmão e o Processo de Melhoria Contínua
Até aqui foram apresentadas a importância dos CCR no Throughput e no inventário dos sistemas de produção e a necessidade de serem protegidos contra muitas interrupções diárias que ocorrem na produção. Uma observação cuidadosa desses pulmões pode evidenciar muito as causas das flutuações inevitáveis no sistema de produção e no seu mercado.
Para Souza e Baptista (2010) o Gerenciamento do Pulmão (GP), apresentado por Goldratt e Fox (1989) é o mecanismo proposto pela TOC para controle e execução do plano “Tambor”, ou seja, é utilizado como um método para assegurar que a programação da restrição e a programação de montagem e entregas seja cumpridas, e concentrar os esforços de melhoria. Consiste na divisão do pulmão em três partes iguais cada uma delas correspondendo a uma categoria de prioridade. Durante a primeira parte do pulmão (passados um terço do pulmão de tempo), denominada região verde, não se espera que a ordem já tenha chegado ao seu destino (O CCR, a Montagem ou a expedição, dependendo do tipo de pulmão). Contudo, durante a segunda parte, ou região amarela, a expectativa é que a ordem já tenha chegado. Caso contrário, o gestor deve localizá-la e monitorá-la, porém, não há a necessidade de apressá-la. Entretanto, se mais de dois terços do pulmão se passarem, atingindo a região vermelha, a não chegada da ordem a seu destino deve levar o gestor a tomar uma atitude imediata. Fazer o que for possível para acelerar a ordem. Como uma das premissas desse mecanismo é que o tempo efetivo de processamento das ordens não seja maior do que 10% do lead time de produção, uma premissa válida para a grande maioria dos ambientes de manufatura, mesmo as ordens vermelhas têm ainda 33% do lead time
para ser concluída, um tempo maior que o tempo de processamento propriamente dito (SOUZA e BAPTISTA, 2010)
O entendimento de como gerir adequadamente os pulmões de tempo, sendo esses os únicos inventários do sistema, podem evidenciar as causas das flutuações da produção, permitindo atacá-las possibilitando a redução gradativa desses pulmões e a exposição ainda maior de certas flutuações.
O inventário contido em um pulmão leva em consideração o período seguinte de tempo da programação do CCR (ou da montagem) o que faz com que os produtos contidos nesse inventário variem conforme a programação futura desse recurso. Esse conceito de “inventário giratório” no pulmão é muito diferente do entendimento usual de estoque de segurança, como um nível constante de inventário de cada peça (GOLDRATT e FOX, 1989).
Como o propósito dos pulmões é proteger contra certas interrupções no fluxo, é natural que, caso elas ocorram, o conteúdo real do pulmão seja diferente do conteúdo planejado, conforme ilustrado na figura 4.11. O primeiro caso, mostra um pulmão planejado de três dias, em que todas as peças para os três dias estão disponíveis. O segundo caso apresenta uma situação onde todas as peças necessárias para o próximo dia estão presentes, porém, enquanto nem todas as peças necessárias para o segundo dia já chegaram ao pulmão, algumas para o terceiro já estão presentes nesse pulmão. Caso o pulmão esteja sempre cheio é um sinal claro de que não existem interrupções significativas afetando o fluxo planejado de material. Consequentemente, o pulmão não é necessário e esse inventário pode ser eliminado, ou reduzido, sem afetar negativamente o Throughput e a despesa operacional. Na realidade, espera-se de fato, uma redução da despesa operacional, conforme apresentado na seção 4.2.
Portanto o modelo desejado de pulmão é representado pelo perfil da figura 4.12. O material planejado para estar no primeiro terço do pulmão de tempo, aquele material que será consumido primeiro pelo CCR, deverá estar sempre presente. Por outro lado, deve-se descobrir que a maioria do material previsto para estar no último terço do pulmão esteja faltando. O conteúdo real versus o planejado do meio do pulmão deve estar em algum lugar entre esses dois extremos. Esse perfil do pulmão deve proteger as operações críticas de praticamente todas as flutuações, com exceção das mais extremas.
Figura 4.11 - Perfis do Pulmão
Fonte: adaptado de Goldratt e Fox (1989)
Figura 4.12 - Perfil do Pulmão
Fonte: adaptado de Goldratt e Fox (1989)
Caso o pulmão se desvie desse perfil, e apresente constantemente um dos casos a seguir (figura 4.13), algumas ações devem ser tomadas com foco na melhoria de processo:
1. caso 1: Se o pulmão real se estender além do pulmão planejado, é uma indicação de que o material está sendo liberado antes de quando exigido no início do processo. Esse fato indica que a cultura de liberar material para manter os recursos não- restritivos trabalhando não foi mudada e será necessário intensificar o treinamento dos responsáveis por esses recursos.
2. caso 2: Se o pulmão estiver constantemente quase totalmente cheio, é uma indicação de que o pulmão é muito grande e o sistema está pagando um preço muito alto (inventário) por um excesso de segurança. O pulmão deve ser reduzido para a situação em que apenas o primeiro terço esteja totalmente cheio.
3. caso 3: De forma oposta, se a parte totalmente preenchida é constantemente menor do que o primeiro terço do pulmão, indica que o pulmão é muito pequeno e corre-se o risco de deixar o CCR sem peças e perder Throughput.
Figura 4.13 - Perfis do Pulmão - Correção
Fonte: adaptado de Goldratt e Fox (1989)
Uma outra atividade importante do Gerenciamento dos Pulmões é tomar medidas para eliminar os furos nos pulmões. Se for possível eliminar consistentemente esses furos, pode-se reduzir o pulmão sem afetar Throughput
A comparação dos pulmões planejados com os pulmões reais revelará as peças do pulmão que deveriam estar lá e não estão, formando os furos do pulmão. Esses furos são causados por interrupções no fluxo de material nos processos anteriores ou dos fornecedores. Ao reconhecer um furo no pulmão, é possível identificar o impacto que esse furo pode causar no CCR, em horas de produção do CCR, representada por Y na figura 4.14, e quanto tempo existe, representado por W na figura 4.14, para preencher esse furo sem que afete a programação do CCR, o Tambor.
Pode-se também verificar a localização (simplesmente indo e vendo, ou por meio do sistema de controle de inventário) das peças que estão faltando e a origem da interrupção que causaram essa falta. A importância de cada interrupção pode ser expressa em um fator de
interrupção pelos fatores Y e W descritos acima e de um terceiro fator P, que representa o tempo de processamento necessário para que as peças cheguem ao pulmão.
Figura 4.14 - Furo no Pulmão e Localização
Fonte: adaptado de Goldratt e Fox (1989)
Por meio da avaliação e classificação por origem dos diversos fatores de interrupção, pode-se chegar a um fator de interrupção por recurso (ou fornecedor). Esses fatores, priorizados por grau de importância pelo princípio de Pareto, se tornam a lista de prioridade dos esforços de melhoria continua.
Mediante essa priorização, pode-se direcionar os esforços de melhoria continua com utilização das técnicas certas para a correção de cada uma das causas de interrupção, começando pelas mais críticas. Alguns exemplos podem ser a redução do tempo de setup no caso de interrupções causadas por longos tempos de preparação, TPM (Total Productive Maintenance) no caso de interrupções causadas por problemas de confiabilidade das máquinas, 6 sigma no caso de problemas de qualidade, treinamento no caso de problemas de comportamento e gestão dos recursos da produção entre outras.
Esse processo de priorização e a solução das principais causas das interrupções e furos no pulmão possibilitam a redução constante dos pulmões e, como eles contêm a maioria do estoque em processo do sistema, a vantagem competitiva do sistema aumenta, como apresentado na seção 4.2, pela redução dos lead times de produção, despesa operacional, investimento em inventário, simultaneamente com o aumento da qualidade, do desempenho no atendimento do prazo de entrega e da velocidade de introdução de novos produtos.
E como o mercado pode responder com uma demanda ainda maior, possibilita um aumento no Throughput, sem o aumento proporcional do Inventário e da Despesa Operacional.
Dessa forma, Lucro Líquido, Retorno sobre Investimento e Fluxo de Caixa aumentam, levando toda a organização em direção à Meta (GOLDRATT e FOX, 1989).