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Le point de d´epart : JFrame et une application minimale

Como vimos o DBR dentro da manufatura sincronizada tem a finalidade de sincronizar e balancear o fluxo de produção. Ele também faz parte do processo decisório de melhoria contínua da TOC agindo nos passos dois e três desse processo decisório apresentado na seção 4.3. A seguir, será apresentado um olhar mais detalhado em cada um dos três elementos do DBR, o Tambor, o Pulmão e a Corda e como eles interferem no processo de melhoria contínua, de acordo com Goldratt e Fox (1989).

4.5.3.1 A Batida do Tambor

O CCR limita o Throughput, ou seja, o ritmo das vendas e controla o desempenho do prazo de entrega. Sua programação, o Tambor, é o passo dois do processo de melhoria contínua da TOC, e tem como objetivo explorar ao máximo a restrição do sistema e deve, portanto, levar em consideração alguns pontos importantes:

a) Não ser programado acima de sua capacidade; b) Maximizar sua utilização;

c) Programar de forma que sua sequência resulte num bom desempenho de entrega A sequência no CCR pode sempre ser determinada, preliminarmente, pelas datas de entrega de cada produto. Porém existem, 4 situações que aumentam a complexidade da determinação da sequência do Tambor, ou seja, da programação do CCR:

a) Lead times diferentes para os produtos após o CCR; b) Um CCR que alimente outro CCR

c) Tempo longo de preparação do CCR, causando mudança na sequência em função da otimização dos lotes de processamento

d) Um CCR que fornece mais de uma peça para a montagem do mesmo produto.

Na seção 4.7.2, será descrito em detalhes o algoritmo de programação do Tambor, tornado público por Goldratt (1991).

4.5.3.2 Pulmão de Tempo - Time Buffer

O Pulmão de Tempo é um dos dois elementos do terceiro passo do processo decisório de melhoria contínua da TOC, que tem como objetivo subordinar todos os demais recursos à programação do CCR.

A TOC reconhece que a variabilidade, sob a forma de flutuações estatísticas, existe em cada sistema. Portanto, o Pulmão de Tempo, expressos em dias ou horas, é um intervalo de tempo que uma tarefa deve ser liberada antes do momento que ela seria liberada caso não houvesse tal variabilidade (GOLDRATT, 1991). Daí a importância dos pulmões de tempo para absorver tais flutuações que podem afetar o Throughput do sistema pela interrupção de um CCR, o Pulmão de Recurso, ou de uma operação de montagem que utiliza peças que tenham passado por um CCR, o Pulmão de Montagem.

É importante ressaltar que não é necessário proteger com um pulmão de tempo todas as operações de montagem. Os pulmões de tempo são necessários apenas nas operações de montagem que recebem material de um CCR e de um não CCR simultaneamente, e na frente do próprio CCR.

Dessa maneira, desde a matéria prima até o produto acabado, nenhum material passará por mais de um único pulmão de tempo.

Segundo Goldratt (1991) existe, porém, um terceiro tipo de pulmão de tempo que deve ser utilizado para proteger uma restrição de mercado, ou seja, para garantir que todas as entregas sejam feitas no prazo, protegendo as entregas ao mercado de possíveis oscilações do CCR. Para isso, necessita-se de um Pulmão de Mercado, ou de Expedição, posicionado nos armazéns de

produtos acabados. Esse pulmão se refere a um período de tempo em que o produto deverá estar pronto antes da data de entrega requerida pelo cliente para garantir as entregas no prazo. Quando esse pulmão é estabelecido, a programação do CCR, o Tambor, tem início a partir dele e não das datas finais de entrega ao cliente.

Além desses tipos de pulmão, é fundamental que todos os estoques em processo do sistema sejam eliminados, pois atrapalham em muito o sistema de produção atingir a sua meta (GOLDRATT e FOX, 1989).

4.5.3.3 A Corda

Segundo Fernandes e Godinho (2010) o sistema DBR é um SCO híbrido, uma vez que o CCR é geralmente programado pelo PCP e o consumo do estoque pulmão “puxa” a produção por meio da Corda.

A corda no DBR sinaliza às operações iniciais do roteiro de fabricação para que elas ajustem suas taxas de liberação de matérias primas ou componentes para o sistema produtivo ao ritmo estabelecido pelo Tambor, a programação do CCR. A Corda programa as liberações de material de modo que não seja ultrapassado o limite máximo de estoque, em período de tempo, no pulmão.

Portanto, a Corda funciona como a autorização para a liberação de material para a produção pelo consumo do pulmão de tempo em frente ao CCR, à operação de Montagem ou ao Pulmão de Mercado (produtos acabados).

Goldratt e Fox (1989) afirmam que, como os demais conceitos do DBR, o conceito da corda é simples e pode ser implementado sem o uso de um sistema informatizado, porém, devido à complexidade de alguns sistemas de produção, como a alta quantidade de dados a serem processados, constantes mudanças de demanda, necessidade de simulação, alta quantidade de CCRs, além das quatro condições que aumentam a complexidade de um sistema citadas anteriormente, como os lead times diferentes para os produtos após o CCR, um CCR que alimente outro CCR, tempo longo de preparação do CCR que causam mudança na sequência em função da otimização dos lotes de processamento e um CCR que fornece mais de uma peça para a

montagem do mesmo produto, a utilização de um sistema computadorizado para autorizar as liberações de material para o sistema torna-se quase obrigatória.

Para esses autores, no entanto, independente da complexidade do sistema que será utilizado, informatizado ou não, para fazer a liberação de material no início do processo, o padrão de comportamento de liberar o material no início do processo assim que esses recursos, não- restritivos, ficarem ociosos, é o conceito mais difícil de ser superado. Para isso, é tarefa da administração criar a mudança cultural necessária para a aceitação desses conceitos.

4.5.4 Gerenciamento do Pulmão e o Processo de Melhoria Contínua

Até aqui foram apresentadas a importância dos CCR no Throughput e no inventário dos sistemas de produção e a necessidade de serem protegidos contra muitas interrupções diárias que ocorrem na produção. Uma observação cuidadosa desses pulmões pode evidenciar muito as causas das flutuações inevitáveis no sistema de produção e no seu mercado.

Para Souza e Baptista (2010) o Gerenciamento do Pulmão (GP), apresentado por Goldratt e Fox (1989) é o mecanismo proposto pela TOC para controle e execução do plano “Tambor”, ou seja, é utilizado como um método para assegurar que a programação da restrição e a programação de montagem e entregas seja cumpridas, e concentrar os esforços de melhoria. Consiste na divisão do pulmão em três partes iguais cada uma delas correspondendo a uma categoria de prioridade. Durante a primeira parte do pulmão (passados um terço do pulmão de tempo), denominada região verde, não se espera que a ordem já tenha chegado ao seu destino (O CCR, a Montagem ou a expedição, dependendo do tipo de pulmão). Contudo, durante a segunda parte, ou região amarela, a expectativa é que a ordem já tenha chegado. Caso contrário, o gestor deve localizá-la e monitorá-la, porém, não há a necessidade de apressá-la. Entretanto, se mais de dois terços do pulmão se passarem, atingindo a região vermelha, a não chegada da ordem a seu destino deve levar o gestor a tomar uma atitude imediata. Fazer o que for possível para acelerar a ordem. Como uma das premissas desse mecanismo é que o tempo efetivo de processamento das ordens não seja maior do que 10% do lead time de produção, uma premissa válida para a grande maioria dos ambientes de manufatura, mesmo as ordens vermelhas têm ainda 33% do lead time