III Diagnostiquer les psychoses
3.2. L’établissement d’une clinique différentielle névrose-psychose
3.2.1. La position de J-C Maleval: « Pas de psychoses, que des hystéries.» 4
O instrumento de análise técnica de Costas tem o intuito de analisar de uma forma mais aprofundada a maneira como o atleta realiza este estilo, tendo a preocupação de detetar erros que possam limitar a performance do nadador, como também serve para criar um plano por parte do treinador que permita corrigir erros técnicos. O instrumento é dividido em três fases: (a) partida, (b) nado, e (c) chegada, que depois são divididos em subfases.
A utilização do instrumento para a técnica de nado em causa passa por ser um trabalho de Observação e Análise, sendo um produto criado, desenvolvido e validado na unidade curricular de OATC (Observação e Análise no Treino e em Competição) referente ao curso de mestrado em treino desportivo na Escola Superior de Desporto de Rio Maior.
Os vídeos utilizados para fazer esta análise foram duas provas: a final B nos 100m Costas no Open de Verão e na final olímpica dos 100m Costas.
Fase Subfase
Partida do Bloco Membros Inferiores na linha da bacia – Membros Superiores fletidos - tronco direito - olhar frente
Membros Inferiores na linha da bacia – Membros Superiores fletidos - tronco direito - olhar cima
Membros Inferiores dentro linha da bacia – Membros Superiores fletidos - tronco direito - olhar cima
Membros Inferiores dentro linha da bacia – Membros Superiores fletidos - tronco direito - olhar frente
Membros Inferiores dentro linha da bacia – Membros Superiores extensão – costas inclinadas – olhar para cima
Membros Inferiores dentro linha da bacia – Membros Superiores extensão – costas inclinadas – olhar frente
Membros Inferiores dentro linha da bacia – Membros Superiores extensão – costas inclinadas – olhar frente
Membros Inferiores dentro da linha bacia – Membros Superiores extensão – costas inclinadas – olhar cima
Partida Corpo alinhado
Corpo desalinhado
Corpo alinhado com oscilações Dificuldade na colocação para a partida
Salto Salto para trás
Salto para cima e para trás Salto com costas arqueadas
Salto com costas arqueadas e com arrastamento das pernas Percurso Subaquático Ação descendente – Ação Ascendente
Ação continua Saída Percurso Subaquático Saída aos 5m Saída entre os 7,5 e 10m Saída entre os 10 e 12,5m Saída entre os 12,5 e os 15m Cabeça Na linha da água
Acima da linha da água
Na linha da água com água acima do queixo Na linha da água com água abaixo do queixo
Visão Olhar para os pés
Olhar para o teto
Posição Tronco na água Tronco alinhado á superfície da água Tronco desalinhado á superfície da água Acima da linha da água
Abaixo da linha da água
Postura do Tronco na Água Fletido Dorsiflexão Plano Inclinação do Tronco na Água
Tronco acima da bacia Tronco alinhado com a bacia Posição da Bacia no
Nado
Bacia alinhada á superfície da água Bacia abaixo da linha da água Bacia desalinhada á superfície da água Posição do ombro na
Água
Na linha da água Acima da linha da água Pouco abaixo da linha da água Demasiado abaixo da linha da água Posição do MS na
braçada subaquática
Braço em Extensão – “ Rudimentar” Braço Fletido – “ Biomecânica” Mãos sobrepostas
Posição Cotovelo na braçada
Extensão na Ação Ascendente e Extensão na Ação Descendente Extensão na ação Ascendente e Flexão na Ação Descendente Posição Cotovelo na
braçada Aérea
Cotovelo na linha ombro Cotovelo fora da linha ombro Posição da Mão na Água Dedos Juntos
Dedos Afastados Posição dos MI na Água Superfície da água
Acima da linha da água Abaixo da linha da água
Demasiado abaixo da linha da água Posição Pernas/Joelhos
no batimento
Extensão Fletidas Posição Joelhos no
batimento das pernas
Abaixo da linha da água Acima da linha da água Próxima da linha da água Ação das pernas no
batimento
Alternadas Cruzadas Sobrepostas Posição Pés no Nado Dorsiflexão
Flexão Plantar Extensão Plantar
Viragem Rolamento
Sem rolamento Chegada Chegada por cima
Chegada por baixo Chegada lateral
Tabela 84. Instrumento de Costas, adaptado Hugo Louro (2010).
A tabela 85 está ilustrada a prestação que os dois nadadores obtiveram, podendo desde logo comparar as diferenças entre ambos, uma vez que, um deles tornou-se campeão olímpico nos 100m Costas, enquanto o nadador português obteve o melhor tempo do ano no seu escalão (18 anos).
A tabela está dividida em duas colunas em que na coluna do lado esquerdo estão colocadas as subfases de um nadador, já a coluna no lado direito representa as subfases de outro nadador.
Ryan Murphy – Campeão Olímpico Nadador BSCN Membros Inferiores (MI) dentro da linha da bacia –
Membros Superiores (MS) – Tronco Direito (TD) – olhar em frente (Partida do bloco)
Corpo alinhado (partida) Costas arqueadas (Salto)
Ação Descendente – Ação Ascendente (1º e 2º Percurso subaquático - PSUB)
Saída entre 12,5 – 15m (Saída PSUB) Na linha da água (Cabeça)
Olhar para o teto (Visão)
Tronco abaixo da linha da água (Posição Tronco na água)
Plano (Postura Tronco na água)
Tronco Acima da bacia (Inclinação do Tronco na água) Bacia abaixo da linha da água (Posição da Bacia) Acima da linha da água (Posição ombros na água) Braço Biomecânico (Posição do braço PSUB)
Extensão (AA) e Extensão (AD) (Posição cotovelo na braçada)
Cotovelo na linha ombro (braçada aérea) Dedos Juntos (Posição mãos na água)
Pernas abaixo da linha da água (Posição dos MI na água) Flexão (MI e joelhos no batimento)
Próximos da linha da água (Joelhos no batimento dos MI)
Alternadas (Ação das pernas no batimento) Extensão Plantar (Pés no nado)
Rolamento
Chegada por baixo (Viragem)
Membros Inferiores (MI) dentro da linha da bacia – Membros Superiores (MS) – Tronco Direito (TD) – olhar para cima (Partida Bloco)
Corpo alinhado (partida)
Costas arqueadas e arrasto das pernas (Salto)
Ação Descendente – Ação Ascendente (Percurso subaquático - PSUB)
Ação Continua (2º PSUB)
Saída entre 10 – 12,5m (Saída PSUB) Acima da linha da água (Cabeça) Olhar para o teto (Visão)
Tronco acima da linha da água (Posição Tronco na água) Plano (Postura Tronco na água)
Tronco Acima da bacia (Inclinação do Tronco na água) Bacia abaixo da linha da água (Posição da Bacia) Acima da linha da água (Posição ombros na água) Braço Biomecânico (Posição do braço PSUB)
Extensão (AA) e Extensão (AD) (Posição cotovelo na braçada)
Cotovelo na linha ombro (braçada aérea) Dedos Juntos (Posição mãos na água)
Pernas abaixo da linha da água (Posição dos MI na água) Flexão (MI e joelhos no batimento)
Abaixo da linha da água (Joelhos no batimento dos MI) Alternadas (Ação das pernas no batimento)
Extensão Plantar (Pés no nado) Rolamento
Chegada por baixo (Viragem)
Tabela 85. Diferenças Técnicas de nado entre Campeão Olímpico e o BSCN.
As diferenças encontradas entre os dois nadadores foram algumas, onde posso destacar alguns aspetos, que de certa forma podem influenciar a prova de um atleta, nomeadamente:
(a) O posicionamento da cintura pélvica, uma vez que, RM antes de iniciar a partida tem este segmento corporal fora da água, ao contrário do BSCN que durante a preparação para o início da partida tem este segmento submerso;
(b) no momento antes do sinal de partida ambos atletas apresentam praticamente a mesma subfase da partida do bloco, variando apenas o foco do nadador, uma vez que, um olha para a frente e o outro olha para cima;
(c) durante a realização do voo ambos realizam uma ação em que ficam com o corpo arqueado, no entanto o BSCN faz um arrastamento dos MI, ao invés de RM que através de uma excelente impulsão na parede não toca com a parte inferior do corpo na água, fazendo com que as mãos possam ser a primeira parte do corpo a entrar na água, apesar de ambos entrarem praticamente na mesma distância na água;
(d) no caso dos PSUB ambos os atletas apresentam a mesma subfase (ação descendente – ação ascendente) no primeiro percurso, porém no segundo PSUB existe dois comportamentos diferentes, porque RM realiza a mesma ação motora, enquanto BSCN faz uma ação continua
que de certa forma influencia a distância realizada durante o PSUB, dado que o nadador norte- americano faz aproximadamente 10 a 11m, enquanto o nadado português faz entre 6 e 7m, por outro lado a distancia entre a superfície da água com a posição do corpo na água é maior no RM, do que o BSCN;
(e) outro aspeto no nado em que existe diferenças entre ambos está relacionado com a fase da inclinação do tronco, no qual é visível que RM tem o tronco abaixo da linha da água, mais precisamente no momento da rotação dos ombros, enquanto o atleta português apresenta o tronco acima da linha da água, uma vez que, no momento da rotação dos ombros a água não banha totalmente a zona peitoral;
(f) ambos os nadadores apresentam uma inclinação no tronco no momento do nado, no entanto este aspeto é mais acentuado no nadador português;
(g) no segundo PSUB o nadador RM executa 9 batimentos com os MI, já o BSCN realiza apenas 4 batimentos;
(h) o movimento ondulatório executado pelos dois nadadores é diferente, uma vez que, RM apresenta uma grande amplitude e frequência gestual dos MI ao contrário do jovem atleta;
(i) a distância provocada pelo deslize no PSUB é mais curta no BSCN; (j) na braçada aérea o BSCN tem as mãos viradas para fora, embora com uma ligeira flexão dos dedos, ao contrário de RM que tem as mãos viradas para fora na fase descendente da recuperação aérea, ficando posicionadas da forma mais correta, de maneira que o dedo mínimo possa ser o primeiro segmento do corpo a entrar na água.