VI Quelle méthode pour la recherche en psychanalyse ?
6.2. Méthodologie freudienne de la recherche
6.2.3. Le rôle du « deviner» [Erraten] dans la recherche freudienne
“Nada é tão prático como uma boa teoria” (Kurt Lewin,1994)
As teorias ajudam-nos a compreender porque é que alguma coisa aconteceu ou prever o que irá acontecer dadas determinadas circunstâncias.
O estudo da aprendizagem está intimamente relacionado com o desenvolvimento da Psicologia enquanto ciência. Ancoradas nas diferentes correntes da Psicologia, desenvolveram-se diversas teorias sobre a aprendizagem, que, com diferentes enfoques, procuram explicar como os indivíduos aprendem, como se expressa o desenvolvimento mental de uma pessoa e como se estruturam os modelos de conhecimento (BRONNER M ,2007, p.159).
Em um sentido mais amplo, Morin E.(2001 apud Camargo Ribeiro, 2010, p.111), refere que o PBL parece ser capaz de responder de forma satisfatória aos objetivos apontados pela UNESCO para a educação no século XXI, isto é, aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a conviver com outros e aprender a ser.
Segundo Menezes (2009, p. 35) em seu artigo de revisão, a concepção de ensino-aprendizagem comportamentalista do século passado foi dando espaço a uma visão construtivista da aprendizagem, na qual o processo cognitivo se conforma e reforma pelo conhecimento prévio, perspectivas culturais e qualidade da interação com professores e pares.
Do ponto de vista pedagógico, o PBL tem origem nas idéias do socioconstrutivismo. Está fundamentado nos princípios da Aprendizagem de Adultos, em que o mais importante é a aplicação diária daquilo do que se aprende (RIBEIRO, 2010, p.13-4). A filosofia pedagógica do PBL é portanto, o aprendizado centrado no aluno.
Ainda que conte com mais de 30 anos de pesquisa e utilização bem-sucedida o PBL tem sido ocasionalmente criticado por não ter uma base científica. Isto ocorre porque nenhuma fundamentação teórica específica foi explicitada por seus idealizadores (PENAFORTE; MAMEDE, 2001, p. 49-50).
Ainda , na percepção do autor, o PBL, em seu formato original (curricular), teria suas raízes no princípio da aprendizagem autônoma de Dewey e na idéia de Bruner de que a motivaçao intrínsena (epistêmica) atua como uma força interna que leva as pessoas a conhecerem melhor o mundo (SHMIDT,1993, p. 438).
Alguns dos principais fundamentos conceituais que orientam o desenvolvimento das atividades da ABP se relacionam a Dewey – experiência e pensamento reflexivo –, a Bruner – aprendizagem pela descoberta – e a Ausubel – aprendizagem significativa (SMOLKA, 2011, p. 73).
O PBL também estaria pautado no pressuposto de que a aprendizagem é influenciada pela metacognição e por fatores sociais.
A aprendizagem parece ser mais rápida quando os alunos possuem habilidades de auto-regulação, que são favorecidas no PBL, quando do estabelecimento de objetivos (CAMARGO RIBEIRO, 2010, p. 18).
Os princípios da aprendizagem que formam a base do PBL apresentados na figura 01, a seguir, guardam muitas semelhanças com as teorias de Ausubel,
Bruner, Dewey, Piaget, Rogers, entre outros (DOCHY et cols, 2003 apud CAMARGO RIBEIRO, 2010, p. 16) .
Dentre as teorias que explicam a forma como os adultos aprendem, a literatura cita a teoria socioconstrutivista e a andragogia.
Atualmente a aprendizagem dos adultos têm sido foco de muitos estudos, transformando em tendências educacionais em toda parte no mundo, visando contextualizar práticas docentes e discentes. Conforme publicado na literatura os adultos têm necessidade e querem aprender, mas dentro de suas características: na sua própria velocidade, de acordo com seus objetivos de aprendizagem, para manter sua autoestima e usar esses conhecimentos em benefício próprio e nas suas atividades profissionais.
Sob essa óptica, compreender essas características pelos instrutores irá promover motivação em contexto real de trabalho e trazer melhorias no ensinoaprendizagem.
“Um educador precisa compreender a teoria da aprendizagem como um guia para concessão e a implementação de programas instrucionais eficazes” (MICHAEL B. et cols 2007, p.160).
As teorias que explicam a forma como os adultos aprendem: a teoria socioconstrutivista e a andragogia são uma delas.
2.3.1 Breves comentários sobre Andragogia:
Vamos tecer alguns comentários sobre Andragogia pela sua relação com o PBL e a Educação de Adultos.
Em 1973, o norte-americano Malcolm Knowles publicou um livro ” The Adult Leaner- A Neglected Species”. Knowles definiu o termo Andragogia como “a arte e a ciência destinada a aprender e a compreender o processo de aprendizagem dos adultos”.
Segundo Knowles a educação de adultos não tem sido tão eficaz porque utiliza dos conceitos e métodos da pedagogia que é uma ciência dirigida para educação de crianças. Na percepção do autor a criança é um ser dependente do mundo adulto, entretanto nesse período a pedagogia é capaz de resolver os problemas de sua educação. À medida que ela se torna uma adulta ela começa a auto-dirigir- se e a partir daí ela anseia ser percebida pelo mundo. Portanto, este é um dos pressupostos da teoria de Knowles (1970) onde deve-se criar um ambiente baseado nas características do adulto. O adulto auto-direciona o seu aprendizado, com mais chances de obter resultados que o tradicional, inclusive respeitando as suas características individuais, as diversidades.
A Andragogia parte da premissa de que a maioria dos problemas existentes hoje na educação das pessoas adultas, incluindo o ensino superior, estão associados a um modelo pedagógico que utilizava recursos do processo de aprendizado para crianças, que era a pedagogia. Neste contexto, etmologicamete, a palavra Pedagogia vem do grego ”paid“= criança e “agogus”= líder de.Nesse sentido Knowles pede a substituição da pedagogia pela andragogia.
Segundo Cavalcanti e Gayo (2005 apud Ribeiro, 2010 p. 3), existem diferenças significativas entre crianças e adultos, o que, naturalmente, provoca diferentes processos de aprendizagem nos mesmos indivíduos quando em diferentes fases da vida.Ainda de acordo com os autores citados, o ser humano está em constante transformação, o que gera profundas alterações no homem, estas alterações concentram-se na fase da adolescência, mas resumem-se a esta fase,
ainda que em menos escala, estarão presentes em todas as fases da vida do ser humano.
Teixeira (2006, p. 1) e Goecks (2006, p. 5), citam pesquisas que afirmam que estudantes adultos guardam apenas 10% do que ouviram, após 72h. No entanto, são capazes de lembrar 85% daquilo que ouvem, vêm e fazem, decorrido o mesmo prazo(op.cit).
Ferraz et. al. (2004, apud Ribeiro, 2010, p.5) faz uma crítica e afirma que Malcolm Knowles sistematizou toda a abordagem andragógica e tornou-se um defensor desta idéia, tendo proposto ainda os Contratos de Aprendizagem. De acordo com a percepção de Teixeira (2006, p.1), Knowles ainda que inadvertidamente, importou idéias do marketing e segmentou as técnicas de ensino de acordo com o seu público-alvo. Desta forma, foi muito criticado por muitos.
Independente do modelo teórico/conceitual adotado nas instituições de ensino, que orienta as estratégias a serem empregadas e medidas avaliativas no processo ensino-aprendizagem Santos Ribeiro( 2010, p.5, apud Teixeira (2006b), publicou uma lista de 6 (seis) princípios sobre a aprendizagem de adultos que representam um conjunto de diretrizes para que se possa obter um ambiente de aprendizagem de adultos efetiva, quais sejam:
(a) a aprendizagem deve ser centralizada em problemas: muitas das experiências de aprendizagem consistem em um conflito entre o professor que vê os problemas do seu próprio quadro de referências e o aluno que possui um outro conjunto de experiências a partir das quais deriva um conjunto de problemas diferentes;
(b) a aprendizagem deve ser centralizada em experiências: o problema do professor para desenvolver uma atmosfera de aprendizagem adequada é ajudar que sejam escolhidos e oferecidos tipos de experiências relacionadas com o problema do estudante;
(c) a experiência deve ser significativa para o estudante: as diferentes limitações do estudante em experiências, idades, equilíbrio emocional e aptidão mental podem limitar ou bloquear a sua percepção de que a experiência é significativa para seu problema;
(d) o aprendiz deve ter liberdade de analisar a experiência: para melhor descrever qual a atmosfera adequada para aprendizagem de adultos, podem ser usadas as seguintes palavras: permissiva, de apoio, de aceitação, livre, espontânea, centralizada na realidade e no indivíduo. A aprendizagem é uma experiência social
(e) as metas e a pesquisa devem ser fixadas e executadas pelo aluno: o estudante deve sentir-se livre de errar, de explorar alternativas para solução dos problemas e de participar nas decisões sobre a organização do seu ambiente de aprendizagem;
(f) o aluno deve receber o "feed-back" sobre o seu progresso em relação as metas: Um bom exemplo de oportunidade para avaliação formativa e ao mesmo tempo capaz de proporcionar esse "feed-back" é fazer que o aluno participe de avaliações periódicas ao longo do curso.
Nesse raciocínio, entende-se que o aluno ocupa o centro do processo, compartilha uma aprendizagem contínua, evolutiva, complexa e não deverá haver conflitos de experiências entre aluno e professor com relação à problemática. O professor será um acompanhante, facilitador do processo de construção do conhecimento. A metodologia PBL foi fundamentada na Educação de Adultos, tendo praticamente os mesmos princípios.
A ABP desenvolve no discente a capacidade de aprender a aprender, de trabalhar em equipe, de ouvir outras opiniões, contrárias ou não às suas e o induz a assumir um papel participativo e responsável pelo aprendizado (RIBEIRO e MIZUKAMI, 2005, p.89).
2.3.2 Relatório DELORS (1996-1998)
Como já comentamos, vale ressaltar que todo professor precisa levar em consideração, em seu processo contínuo de avaliação o desenvolvimento dessas quatro competências básicas do ser humano, premissas da educação do milênio (Delors,1996). Foi nessas premissas que o PBL foi fundamentado.
Entre 1993 a 1996, a Comissão Internacional sobre educação para o século XXI da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), desenvolveu um estudo que culminou na produção do “Relatório
Jacques Delors” publicado no Brasil com o título ”Educação-um tesouro a descobrir ” em 1998.
Esse relatório foi uma síntese do pensamento das maiores autoridades mundiais sobre educação no final do século XX, sendo investido portanto de importância inquestionável, para o planejamento de atividades educacionais atuais e futuras.
“O documento centra suas conclusões na premissa de que a aprendizagem, neste século, deverá se estender ao longo da vida, correspondendo à perspectiva da “educação permanente” ou educação continuada, na educação de adultos, também chamada Andragogia (CAVALCANTI; GAYO, 2005).
Segundo Fernandes e colaboradores (apud Mitre S., 2003, p. 393), o aprender a aprender na formação dos profissionais de saúde deve compreender o aprender a conhecer, o aprender a fazer, o aprender a conviver e o aprender a ser, garantindo a integralidade da atenção à saúde com qualidade, eficiência e resolutividade. Portanto, as abordagens pedagógicas progressivas de ensino- aprendizagem vêm sendo construídas e implicam formar profissionais como sujeitos sociais com competências éticas,políticas e técnicas e dotados de conhecimento, raciocínio,crítica, responsabilidade e sensibilidade para as questões da vida e da sociedade, capacitando-os para intervirem em contextos de incertezas e complexidades.
Esses desafios que a educação atualmente busca através destes pilares direcionam para o aprender a aprender, são apresentados no quadro 02, a seguir:
Uma análise desses pilares aponta a necessidade do professor em diversificar sua metodologia, suas práticas pedagógicas e principalmente sua forma de avaliar, pois é importante observar que em um mesmo grupo existem diferentes alunos. Dentro dessa premissa, a educação proposta por este relatório, colabora para a coesão social, no sentido de formar sujeitos capazes de se adaptarem às transformações sociais (DELORS,1998).
Hoje o mercado de trabalho exige profissionais com capacidade de resolução de problemas, habilidades para trabalhar em equipe, ética profissional e cidadania. Nesse sentido, encontra-se também em coerência com o método PBL e com as DCN-Med. (2014), como discutiremos a seguir.
2.4 Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) para o curso de graduação em