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Objectifs de la thèse

Na continuidade do estudo desenvolvido nas secções anteriores, analisam-se as interações do par (C, D), a partir das transcrições concernentes às regras de uso de vírgula no contexto das funções sintáticas.

Regra de proibição uso de vírgula entre o sujeito e o predicado

Formulação e identificação da regra (Atividade 1, exercício 1 e Atividade 2, exercícios 1 e 3)

O par (C, D) apresenta algumas incoerências na formulação da regra. Como se pode verificar na secção 4.1.3., o aluno C demonstra reconhecer a utilidade dos testes de substituição pronominal na identificação da função de sujeito. Porém, embora revele conhecimentos sobre a função de sujeito e formule a regra de uso de vírgula, não justifica a sua opção. Em contrapartida, o colega não consolida os testes de substituição pronominal, mas faz referência aos erros de pontuação das colunas A e B, ao refletir sobre as vírgulas pontuadas incorretamente. Por último, o aluno D formula a regra sem nomear as funções sintáticas de sujeito e predicado, tal como se verificou na secção 4.1.3. Na Atividade 2, os alunos reconhecem a regra sem hesitações, referindo que não se deve colocar uma vírgula entre o sujeito e o predicado. Ao nível das aprendizagens o aluno C apresenta uma evolução significativa, ao identificar que não é preciso adicionar uma

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vírgula à frase. Assim, considera-se que o par (C, D) consolida os seus conhecimentos através dos exercícios concretizados na Atividade 1.

Na continuação da Atividade 2, o par (C, D) identifica a função de sujeito e, posteriormente, formula a regra fazendo referência ao sujeito. A partir desta observação, infere-se que os alunos possuem poucos conhecimentos sobre o predicado, visto que não se pronunciam sobre esta função sintática.

Distinção entre sujeito e vocativo (Atividade 3, exercício 3)

Na Atividade de revisão de texto, os alunos sentem dificuldades na distinção entre sujeito e vocativo. O aluno C corrige o colega, mencionando que a função sintática presente na frase é o vocativo ao invés do sujeito e, como tal, explica a necessidade do uso da vírgula. Para além disso, acrescenta que o vocativo surge num contexto de chamamento.

Regra de proibição de uso de vírgula entre o verbo e o complemento direto Formulação da regra (Atividade 2, exercício 1)

O par (C, D) formula a regra com algumas incoerências. Na observação da coluna B, os alunos detetam frases mal pontuadas, porém, não identificam a função sintática de complemento direto. Concretizando, o aluno D constrói a regra referindo o grupo nominal, em vez de complemento direto. Por outro lado, o aluno C associa este exercício ao anterior (formulação da regra de proibição de uso de vírgula entre o sujeito e o predicado) e percebe que as colunas que apresentam mais vírgulas estão incorretas ao nível da pontuação. Nesta perspetiva, constata-se que o aluno identifica uma das fases da sequência didática presente nas atividades, que diz respeito à formulação da regra (ver Apêndice I).

Explicitação da regra (Atividade 2, exercício 1)

O par (C, D) não explícita a regra indicando, somente, a vírgula proibida na frase. Neste sentido, os alunos revelam conhecer as vírgulas obrigatórias e proibidas, porém, ainda sentem dificuldades em identificar e descrever a regra de uso de vírgula associada ao complemento direto. Assim, para as regras de uso de vírgula serem consolidadas, os alunos precisam de realizar exercícios de treino, construção e consolidação como os propostos nas três atividades. Deste modo, os alunos ficam preparados para refletir sobre as especificidades intrínsecas a cada regra.

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Regra de proibição de uso de vírgula entre o verbo e o complemento indireto Identificação da regra (Atividade 2, exercício 1)

Na identificação da regra de uso de vírgula, os alunos apresentam ideias distintas. O aluno C assinala a vírgula proibida, através da identificação da função sintática de complemento indireto. Em oposição, o colega confunde o vocativo com o complemento indireto e o seu par esclarece-o, novamente, com o teste da interrogativa. Assim, verifica-se que o aluno D não consolida a regra de proibição de uso de vírgula entre o verbo e o complemento indireto e que o colega o ajuda, sem recorrer à substituição pronominal. Numa breve análise a esta categoria e fazendo referência à anterior, o par (C, D) identifica as vírgulas proibidas, mas revela um desconhecimento evidente sobre os constituintes da frase e as funções sintáticas, dificultando a formulação das regras de uso de vírgula.

Regra de proibição de uso de vírgula entre o verbo e os dois complementos Formulação da regra (Atividade 1, exercício 7)

O par (C, D) apresenta as dificuldades indicadas nas categorias anteriores, sobre os conceitos essenciais de funções sintáticas, como os constituintes da frase. Em particular, o aluno D não diferencia o predicado de complemento direto, como também não formula a regra dos complementos. Em contrapartida, o aluno C durante as conversas com o colega, expõe as suas ideias com maior assertividade, demonstrando que identifica as vírgulas proibidas dos dois complementos, permitindo-lhe a construção da regra subjacente às funções sintáticas mencionadas. Importa referir que o aluno deteta uma das regularidades referentes à construção das regras de uso de vírgula (ver Apêndice I), tal como sucedido na categoria da regra de proibição de uso de vírgula entre o verbo e o complemento direto.

Regra de uso de vírgula obrigatória do vocativo

Identificação da regra e contextos do vocativo (Atividade 1, exercício 9 e Atividade 2, exercício 1)

O par (C, D) possui bons conhecimentos sobre a regra de uso de vírgula obrigatória do vocativo, ao expressar que o vocativo está sempre entre vírgulas e em várias posições, numa frase. A par desta observação, é visível que as interações entre os dois alunos proporcionam a construção de ideias essenciais sobre a função sintática de vocativo.

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Na Atividade 2, o par (C, D) mantém as mesmas conceções sobre o vocativo, demonstrando entusiamo na partilha de opiniões. Os alunos identificam as vírgulas (obrigatórias) que estão bem assinaladas e fazem referência ao contexto em que o vocativo ocorre. A partir desta observação, é notório que o par (C, D) considera o contexto como um fator determinante na identificação da função de vocativo (Cf. secção 4.1.3.) e descreve com clareza a posição das vírgulas junto ao vocativo. Como última nota, nos exercícios enunciados, denota-se uma evolução dos alunos ao nível da construção de novas ideias sobre esta função sintática. A título de exemplo, o aluno D reforça a necessidade do vocativo estar delimitado entre vírgulas.