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Endommagement des matériaux

1.2 De la cavitation à l’érosion

1.2.3 Endommagement des matériaux

Após a análise das interações do par (A, B) sobre a identificação de funções sintáticas, analisam-se as transcrições das regras de uso de vírgula no contexto das funções sintáticas (ver Apêndice V). Como mencionado na secção 4.1.1, as conceções dos alunos são organizadas por categorias com os respetivos exemplos. As categorias dizem respeito à regra de proibição de uso de vírgula entre o sujeito e o predicado, regra de proibição de uso de vírgula entre o verbo e o complemento direto, regra de proibição de uso de vírgula entre o verbo e o complemento indireto, regra de proibição de uso de vírgula entre o verbo e os dois complementos (direto e indireto) e a regra de uso de vírgula obrigatória do vocativo.

Regra de proibição de uso de vírgula entre o sujeito e o predicado Formulação da regra (Atividade 1, exercício 1)

Na formulação da regra de proibição de uso de vírgula entre o sujeito e o predicado, no exercício 1 da Atividade 1, o aluno B refere que a coluna A não tem sinais de pontuação, ao invés da coluna B (ver Apêndice I). Porém, o aluno A, repara que na coluna B a vírgula está entre os nomes e o predicado. A partir das ideias mencionadas pelo par (A, B), conclui-se que a primeira observação recai sobre a marcação da vírgula. Esta primeira observação está correta, todavia, na enunciação da regra de uso de vírgula, o aluno A teve de reformular a ideia do colega substituindo “os nomes” por sujeito. Novamente, o aluno A corrige o seu colega e ajuda-o a chegar aos conceitos através da sequência proposta nas atividades. Deste modo, o aluno A reconhece que os grupos nominais podem ser substituídos pela função de sujeito, demonstrando que tem conhecimentos sobre os

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constituintes da frase e a sua relação com o sujeito. Neste sentido, este primeiro exercício permitiu que os alunos refletissem sobre as etapas anteriores e construíssem a primeira regra.

Distinção entre o sujeito e vocativo (Atividade 2, exercício 3 e Atividade 3, exercício 5) No exercício de pontuação de um texto (ver Apêndice II), o aluno B coloca uma vírgula entre o sujeito e o predicado. O aluno A ajudou o colega na correção, ao referir que a vírgula não poderia estar assinalada depois de “o professor e os colegas do Francisco”, por se tratar da função de sujeito (ver Apêndice V). No entanto, como o aluno B não compreende que a função sintática é o sujeito, assinala vírgulas antes e depois da transcrição mencionada, definindo-a como o vocativo. Este exemplo demonstra que o aluno B apresenta dificuldades em distinguir o sujeito de vocativo. Por outro lado, um dos fatores que pode ter despoletado esta situação, pode estar relacionado com facto de o aluno B, desconhecer que o vocativo não controla a concordância verbal, ao invés do sujeito. Se se analisar o exemplo anterior, comprova-se que o sujeito – “o professor e os colegas do Francisco” concorda com a forma verbal – “elogiaram-no” (o sujeito está no plural e o verbo está conjugado na 3.ª pessoa do plural).

Na Atividade 3 de revisão de texto, analisa-se uma transcrição retirada de um texto do aluno A. Nesta transcrição, o aluno B substitui a função de sujeito pelo vocativo, acrescentando uma vírgula depois do sujeito da frase (ver Apêndice V). Posteriormente, o aluno A reformula a resposta do aluno, identificando o sujeito presente na frase. Numa breve análise, verifica-se que o aluno B coloca vírgulas sem identificar as funções sintáticas e, por esse motivo, ocorrem situações como a mencionada. Importa referir que o aluno B segue sempre o mesmo raciocínio, manifestando dificuldades na distinção entre sujeito e vocativo.

Regra de proibição de uso de vírgula entre o verbo e o complemento direto Formulação da regra (Atividade 1, exercício 3)

Na formulação da regra de proibição de uso de vírgula entre o verbo e o complemento direto, o aluno B opta por identificar a função sintática de complemento direto ao aplicar o teste da interrogativa. O aluno A acompanha o raciocínio do seu par e formula a regra com algumas hesitações. Neste primeiro exemplo, verifica-se que o par (A, B) coloca as

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usuais interrogativas de instanciação para identificar o complemento direto, sem recorrer aos testes de substituição pronominal.

Aplicação da regra (Atividade 2, exercício 1)

O aluno B identifica a vírgula incorreta na frase e as vírgulas bem assinaladas (ver Apêndice V), porém, não menciona que a vírgula mal assinalada está associada à regra de proibição de uso de vírgula entre o verbo e o complemento direto. No entanto, denota- se que o aluno B tem conhecimentos sobre a marcação de vírgulas, quando refere que a frase tem “vírgulas a mais”. Por outro lado, o colega identifica a vírgula incorreta através da identificação do complemento direto, pelas usuais interrogativas de instanciação.

Regra de proibição de uso de vírgula entre o verbo e o complemento indireto Identificação da regra (Atividade 2, exercício 1)

O par (A, B) reconhece a regra de uso de vírgula, ao observar que a frase tem uma vírgula incorreta entre o verbo e o complemento indireto. Em seguida, o aluno A identifica o complemento indireto através do teste da interrogativa. Embora o aluno analise corretamente os exercícios propostos nas atividades, aplica sistematicamente o mesmo teste, sem utilizar outras formas de identificação de funções sintáticas.

Regra de proibição de uso de vírgula entre o verbo e os dois complementos Identificação da regra (Atividade 1, exercício 7)

O par (A, B) não explícita a regra adequadamente, na medida em que não referencia a vírgula proibida entre o verbo e o complemento. O aluno B reformula a regra, mencionando que a vírgula não pode estar entre dois nomes. Neste sentido, o aluno demonstra, novamente, que não domina os constituintes da frase ao referir “nomes” (ver Apêndice V). Em contrapartida, o aluno A acha que não faz sentido separar os complementos. Embora o par (A, B) não tenham formulado a regra corretamente, de uma forma geral, compreende quais são as vírgulas proibidas das funções de complemento direto e indireto, sem adicionar outras vírgulas à frase analisada (ver Apêndice V).

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Regra de uso de vírgula obrigatória do vocativo Identificação da regra (Atividade 2, exercícios 1 e 3)

O par (A, B) identifica o vocativo na frase ao confirmar que está entre vírgulas. Posteriormente, o aluno A opta por explicar ao seu colega as várias “posições” do vocativo e da vírgula na frase, transmitindo-lhe os seus conhecimentos acerca desta função sintática.

Na primeira frase “Que horas são, João?”, o par (A, B) identifica o vocativo por ter sido utilizado num contexto de chamamento. A partir da identificação do contexto, os alunos decidem manter a vírgula junto do vocativo.

Na frase seguinte, o par (A, B) deteta a falta uma vírgula junto ao vocativo. Esta situação demonstra que os alunos aplicaram a regra de uso de vírgula obrigatória do vocativo.