II. Ignifugation des polymères
II.4. Nouvelles voies d’ignifugation : modification des charges
Apesar de observado ao redor do mundo inteiro, as características deste modelo são especialmente identificadas nos países em desenvolvimento e subdesenvolvidos. A importância de sua compreensão está especialmente na compreensão da hierarquia dos lugares e de como esta influencia em suas interações.
O modelo apontou que o espaço produzido pelas sociedades é orientado, seguindo uma lógica em que cada lugar oferece diferentes atrativos. Alguns destes lugares conseguem atrair maior intensidade e duração destes fluxos, sendo chamados centros. O conjunto de lugares cujos principais fluxos são dirigidos a estes centros é chamado periferia polarizada. O processo de convergência é chamado polarização. Este predomínio do centro em relação a sua periferia pode ter diversas origens, sendo que historicamente estas origens foram principalmente de ordem política, administrativa, militar, religiosa, cultural, comercial e/ou administrativa.
A Figura 3.4 mostra um espaço sob efeito da polarização (espaço polarizado). Os círculos A e B representam centros. Os círculos A1, A2, A3 e B1, B2, B3 representam, respectivamente, as periferias polarizadas de A e B. Os círculos C e D são lugares não polarizados e as setas simbolizam os fluxos entre os lugares. As subseções após a figura tecem considerações a respeito das características e da dinâmica dos espaços polarizados.
Figura 3.4: Espaço polarizado
As próximas quatro subseções a seguir (de 3.2.2.1 a 3.2.2.4) apresentam temas importantes para a compreensão do funcionamento do ambiente de centro e periferia.
3.2.2.1 Conexões entre o Centro e a periferia
As conexões são as estruturas que ligam lugares, permitindo que estes interajam. As características das conexões entre os lugares são fatores preponderantes para que os centros exerçam influência sobre sua periferia. Normalmente os centros possuem as melhores conexões com os elementos do espaço, tanto em quantidade quanto qualidade, o que reforça ainda mais sua posição na hierarquia espacial.
Estas conexões podem ser desde uma simples estrada até infra-estrutura telefônica ou um canal político, com a eleição de parlamentares que representem uma determinada região.
3.2.2.2 Desigualdades nas interações entre centro e sua periferia
As interações entre os centros e sua periferia polarizada normalmente são desiguais, sendo favoráveis ao centro, que recebe fluxos de maior intensidade que o que envia à sua periferia (ver figura 3.4). Apesar deste desequilíbrio sugerir a existência de uma dominação por parte do centro, o usual é uma relação de interdependência entre os lugares. Sob circunstâncias apropriadas o lugar B1, por exemplo, poderia tornar-se o centro e o lugar B tornar-se parte da periferia. Segundo Ministério da Integração Nacional (2003) e Souza (1994), estas desigualdades, entretanto, podem abalar o equilíbrio centro-periferia gerando conflitos.
3.2.2.3 Tamanho da periferia polarizada e competição entre centros
O desenho da periferia polarizada de um centro não é estático. Depende de fatores como as atividades exercidas pelos lugares e a circulação de fluxos entre centro e periferia. Os lugares procurarão arranjos que lhes sejam mais convenientes, e fatores como as conexões existentes e ganhos nas interações serão decisivos no arranjo do espaço polarizado.
Os diferentes centros procurarão expandir suas periferias polarizadas de maneira a se beneficiarem de maior variedade e quantidade de fluxos disponíveis. Esta expansão, entretanto, gera competição entre os centros que disputarão por áreas de influência. A figura 3.4 mostra um exemplo desta disputa onde os lugares C e D interagem com os
centros A e B, mas não estão necessariamente caracterizados por pertencerem a uma periferia polarizada específica.
3.2.2.4 Hierarquia dos lugares na região polarizada
Existem múltiplos níveis hierárquicos na organização dos lugares no espaço. Um centro pode ser considerado parte da periferia polarizada de um lugar de maior atratividade. A Figura 3.5 mostra dois centros (A e C) que fazem parte da periferia de um terceiro Centro chamado B.
Figura 3.5: Hierarquia dos lugares
Esta hierarquia é subjetiva. O critério adotado para classificar os lugares na hierarquia espacial pode ser econômico ou administrativo, por exemplo.
Friedman (apud Silva, 1976) classifica os lugares em quatro tipos, em função da dinâmica do lugar no sistema espacial em que está inserido:
a) núcleo (que é o centro): região central que corresponde às atividades econômicas metropolitanas concentradas com alto potencial para a inovação e crescimento. Estes centros podem ser de importância nacional, regional, sub-regional ou local; b) região de transição ascendente: áreas periféricas cuja localização é próxima à região central e são áreas de expansão natural desta ou então cujas disponibilidades de recursos naturais e/ou humanos promovem um dinamismo das atividades locais; c) regiões-Fronteira de recursos: áreas periféricas de povoamento recente, resultando na transformação de áreas isoladas em áreas produtivas, geralmente num curto espaço de tempo. Este interesse geralmente advém dos recursos naturais da região;
d) região de transição descencional: áreas periféricas de povoamento antigo, com atividades estagnadas ou declinantes.
Dentre os trabalhos nacionais na organização e hierarquia do território brasileiro merecem destaque:
a) Divisão Territorial Básica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): seu objetivo é subsidiar: elaboração de políticas públicas; decisões quanto à localização de atividades econômicas, sociais e tributárias; planejamento, estudos e identificação das estruturas espaciais de regiões metropolitanas e outras formas de aglomerações urbanas e rurais. Esta divisão se baseia na divisão geopolítica oficial do país em unidades federativas e municípios. Oferece múltiplos níveis de agregação territoriais (por exemplo as micro e mesoregiões) definidos a partir de critérios como o processo social, o quadro natural e a rede de comunicação e de lugares como elemento da articulação espacial;
b) Regiões de Influências das Cidades (REGIC): também elaborado pelo IBGE, em 1993, é voltado para estimar os fluxos de bens e serviços existentes no território brasileiro segundo os preceitos teóricos dos lugares centrais e suas áreas de influência;
c) Aglomerações Urbanas e Topologia da Rede Urbana Brasileira: Realizado pelo IBGE, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e Universidade de Campinas, em 1999, partiu dos trabalhos REGIC e da Divisão Territorial Básica (divisão em mesoregiões). Teve como objetivo a definição da topologia da rede urbana brasileira dentro do contexto de desenvolvimento regional brasileiro, caracterizando doze sistemas urbano-regionais priorizando os critérios de contigüidade espacial e de dependência funcional.