II. Influence de l’ajout de silices modifiées par des phosphonates sur le comportement au feu
II.1. Comportement des composites PBT/silices traitées SiP : effet du type de modification
II.1.4. Effet du SiP sur le PBT
No período colonial, o modelo econômico imposto ao Brasil por Portugal (metrópole) era voltado para a exploração de recursos naturais e produção de bens primários para exportação para as metrópoles européias. A ocupação do país era orientada para atividades de exportação ocorridas principalmente no litoral (os portos, que eram os pontos de escoamento da produção), nas principais zonas produtivas agrícolas, no interior do país em busca de minérios e ao longo dos principais rios navegáveis. A ocupação ainda prosseguiu com outras atividades como a pecuária e plantio de outras culturas, mas estas eram apenas atividades de subsistência e de apoio à exploração dos principais produtos da pauta de exportação.
Apesar do colono já se fazer presente praticamente em todo o desenho hoje ocupado pelo país, surgindo diversas regiões organizadas em torno da produção para exportação, havia pouca interações entre elas. Mesmo com a independência do país, o modelo econômico era ainda muito semelhante ao encontrado no período colonial, onde as regiões econômicas só comerciavam com algumas poucas metrópoles importadoras, mantendo o país ainda como mero fornecedor de produtos primários.
As regiões de menor interesse foram deixadas à margem do processo de desenvolvimento. Não houve fortalecimento de um mercado nacional interno integrado e na diversificação produtiva, problema que se estenderia pelo menos até meados do século XX, com maior participação da economia industrial e urbana e maior preocupação com a integração do país e políticas de desenvolvimento e equilíbrio regionais.
Estudando a história dos transportes no Brasil, (Brasileiro, 2003) classificou em oito as fases históricas da geografia econômica do país e de suas redes de transportes. Analisando esta história, de forma sintética pode-se afirmar que:
- diversos planejamentos do setor de transportes (sempre considerado estratégico para o país) foram efetuados, e suas metas objetivavam especialmente o crescimento econômico (em especial com escoamento da produção para o exterior), a integração regional, segurança nacional (acesso a todo o território);
- a execução do planejamento do setor de transportes sempre padeceu de recursos adequados para expandir e manter as ligações no país, sendo estas insuficientes para fazer frente às demandas;
- na falta de recursos públicos, abriu-se espaço para que a iniciativa privada oferecesse a infra-estrutura de transportes.
5.4 Tópicos conclusivos
As redes de transportes não são um fim em si próprias. Elas têm como função principal dar apoio a outras atividades de maneira a atender as demandas de deslocamento de modo eficiente e eficaz. Estas redes de transportes são vitais para o funcionamento da sociedade. A presença destas redes não assegura o desenvolvimento de uma região, mas sem seu devido funcionamento este desenvolvimento se torna praticamente inviável.
Estas redes devem ser observadas dentro de um contexto maior. O ambiente em que se inserem deve ser explorado profundamente. As demandas deste ambiente, sua organização, seu funcionamento, sua capacidade de fornecer os recursos necessários e sua capacidade de receber impactos. Cada ambiente apresenta um cenário próprio e assim deve ser atendido pelas redes de transportes. Estes ambientes possuem dimensões como a econômica, social, bioma, física, administrativa, política e cultural que devem ser observadas. Uma solução num lugar pode não ser adequada em outro. Este planejamento deve ser regional e multi- setorial, atendendo as demandas presentes e futuras, respeitando todos os envolvidos direta e indiretamente. Para tanto, devem ser observadas uma série extensa de fatores.
As interações entre estas redes e o ambiente que as envolve vai além do atendimento aos deslocamentos demandados e do fornecimento de recursos para tal. Há pressões do ambiente sobre as redes de transportes e externalidades destas no ambiente. Tais interações podem ser positivas ou negativas e há de se cuidar para que a harmonia entre ambos seja mantida. Muitos projetos falham por não procurar esta harmonia que é a sustentabilidade. Esta sustentabilidade deve ser multi-setorial (entre as dimensões do ambiente), interna
(entre os componentes da própria rede) e nas interações entre as redes e os ambientes em que se inserem, garantindo os deslocamentos e com minimização dos impactos negativos no ambiente.
O planejamento tem suas limitações e estas devem ser observadas. As redes atuam num dado espaço, com certos recursos e tem limitações em sua ação. Não respeitar tais fronteiras pode gerar conflitos e a perda do escopo dos projetos.
Deve-se também entender o porquê das viagens. Suas razões, destinos, volumes, periodicidade, padrões, além de estimar-se a evolução destas não apenas a partir das expectativas de mudanças nas redes de transportes, mas também da observação do ambiente de transportes em que se inserem.
Outras redes de serviços (como as elétricas, educacionais e de comunicações) também subsidiam o desenvolvimento regional. O planejamento das redes de transportes tem que ser conjunto ao planejamento destas outras redes.
Há diferentes modos de transportes, cada um com suas particularidades e mais propício a determinadas demandas de deslocamentos. O planejamento deve vê-los como opções complementares, tornando o aspecto da intermodalidade estratégica posto que a interconexão entre os diferentes modos podem ampliar a capacidade de provisão de serviços destas redes.
Em sua organização, as redes de transportes têm três importantes atributos que merecem destaque: a) conectividade (ligar cada lugar aos outros); b) acessibilidade (proximidade com os outros lugares); e c) eficiência (o quanto conexão se aproxima do melhor serviço possível). Principalmente por estes atributos que elas são avaliadas. Mesmo que todos os lugares estejam ligados por conexões, alguns destes podem estar em condições desiguais posto que os serviços de transportes que lhes são oferecidos podem ser inferiores aos oferecidos a outros lugares.
Em última instância quem usa e administra estas redes de transportes e quem dirige os ambientes de transportes são seres humanos. Estes têm diferentes entendimentos e interesses nos eventos que envolvem transportes e é importante que suas necessidades e
expectativas sejam mapeadas e postas como fatores indispensáveis no planejamento de transportes.
É importante a observação da história dos transportes no país. Lendo-a pode-se perceber que os problemas que hoje exigem soluções foram constantes ao longo das décadas e não se pode repeti-los. A importância das ligações no país sempre foi considerada primária.
6. ELABORAÇÃO DO SISTEMA DE INDICADORES DE TRANSPORTES NO