Chapitre 2 : L’ubérisation
III. Les conséquences de l’ubérisation
2. Une nouvelle forme de concurrence pour les entreprises classiques
SUJEITO 7
TÍTULO: TRÊS ANOS DE GINÁSTICA E MUITA HISTÓRIA PARA CONTAR SUBTÍTULO: COM O NOSSO PROFESSOR
UNIDADE DE ANÁLISE NÚCLEOS DE SENTIDO
Nosso professor ... é muito rigoroso. Outro dia ele se estressou comigo e eu me estressei com ele (...)Embora eu não me arrependa, fiquei com raiva de mim mesma por ter respondido da forma que fiz (...)
V.I.: rigor, arrependimento. C.V.: estresse, raiva Eu sei que o certo é assim, como ele age. Esses gritos são em razão da
gente. Ele só quer o nosso bem. É como ele mesmo fala, por exemplo: uma menina está com o pé solto durante um salto, aí ele diz: estique a ponta. Aí ele repete a frase várias vezes. A menina parece não ouvir ou finge não ouvir, então ele solta o grito. E não é que dá certo! A menina nunca mais esquece de esticar a ponta. Comigo já aconteceu várias vezes (...)
I.E.: o grito para o bem. O grito é realmente necessário? Pode haver o bem sem grito? É por que não é possível o fazer sem grito?
(...) Com todos os defeitos da gente o professor pensou várias vezes em acabar com o grupo, mas ele não acabou com nada, pois ele ama muito esse grupo. O professor Leonardo também nos elogia muito e nos dar apoio. Ele respeita as decisões que tomamos em nossas reuniões. O que nós decidimos, ele nos apóia.
V: elogio, respeito, solidariedade. I.E.: a vontade de desistir.
I.E.: o amor pelo grupo supera a vontade. Assim que comecei a fazer ginástica, eu achava o professor muito
chato, não confiava nele, mas, depois fui me acostumando e comecei a confiar mais. Foi convivendo com Leonardo que aprendi a entendê-lo e sei que os gritos e as reclamações foram para o nosso bem. Hoje eu agradeço a ele de coração por tudo. Quero dizer pra ele: professor receba os beijos e abraços da sua querida aluna que te ama.
I.E.: Contraponto com a falta de confiança. V: confiança, gratidão.
I.E.: convivência enquanto caminho de aprendizado e de entendimento.
I.E.: a gratidão: “Professor receba os beijos e abraços da sua querida aluna que te ama”.
DADOS DE IDENTIFICAÇÃO: SUJEITO 7
TÍTULO: TRÊS ANOS DE GINÁSTICA E MUITA HISTÓRIA PARA CONTAR SUBTÍTULO: APRESENTAÇÕES, FAMA E PRAZER
UNIDADE DE ANÁLISE NÚCLEOS DE SENTIDO
A ginástica me dá muito prazer, das quais eu destacaria duas formas: o prazer que sinto ao treinar e o prazer que sinto ao me apresentar. São duas formas de prazer totalmente diferente um do outro. Quando treino eu sinto muito, mas muito mesmo prazer, já quando eu vou me apresentar na escola, por exemplo, me dá um prazer diferente, porque vem acompanhada de um nervosismo. É o nervosismo que me dá na hora de me apresentar que faz toda a diferença. Quando vejo aquela multidão para nos ver apresentando me dá logo um nervoso, mas também me dá prazer. Afinal quem é que não gosta de público?
I.E.: Treinar/trabalhar e se apresentar/vaidade, desperta prazer.
I.E.: O treino prazer.
I.E.: se apresentar prazer mais nervosismo (gerado pela dúvida da aceitação/julgo do público).
Os alunos da nossa escola nos apóiam muito. Em minha escola todos os meus colegas e os das outras meninas da ginástica, nos
acompanham, desde os treinos até as nossas apresentações. Eles ficam sabendo com antecedência quando vamos apresentar, ficam
perguntando. Eu noto que eles olham com orgulho o GGTP, principalmente se algum componente do grupo for colega deles. É muito bom poder saber que as outras pessoas da escola sentem orgulho de nós. Eu acho que isso me faz ficar nervosa quando estou me apresentando, refletindo no prazer que sinto.
I.E.: o apoio dos demais alunos da escola é sentido. V: companheirismo.
I.E.: A admiração dos colegas estimulam a vaidade do narciso.
I.E.: As apresentações do grupo ginástico eleva a auto- estima dos alunos que acompanham a ginástica da escola. Isso gera responsabilidade e expectativa sobre as componentes do grupo. Com isso eis o motivo do nervosismo: responsabilidade em responder a expectativa gerada.
Quando eu me apresento em outros lugares, fora da escola, o prazer se potencializa. Na hora em que vou me apresentar eu sinto um pouco de tudo: confiança, segurança, medo, ansiedade, nervosismo, alegria, calma. Tudo se mistura na hora. No final o que resta é uma sensação de felicidade, de alegria.
V: confiança, segurança, alegria, calma. C.V.: medo, ansiedade, nervosismo.
I.E.: O misto de sensações que podem ou interpretadas enquanto valores e seus antagônicos contra valores, resultando em felicidade/alegria.
Um sentimento de desafio nos toma quando vamos nos apresentar em escolas particulares, talvez por sermos alunas de escola pública, sem patrocínio e com pouco apoio, acho que nossa vontade é mostrar que isso não faz muita diferença na hora de mostrar os exercícios. Eu, juntamente com as demais meninas, assim como os meninos da ginástica, fazemos muito sucesso por onde passamos. Isso nos enche de orgulho e até penso que isso me ajudou a superar alguns medos, a controlar minha ansiedade e o nervosismo.
I.E.: A desigualdade como desafio. Não há complexo de inferioridade de uma vez que o sujeito afirma que no hora de mostrar os exercícios pouco importa ter ou não ter o apoio.
I.E.: A convivência com a sensação de sucesso ajuda a aumentar a auto-estima, superar o medo e controlar a ansiedade.
O que nos enche de orgulho e que nos dar mais prazer é quando tudo
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algum colega do grupo se apresentando, os outros ficam de fora torcendo pra dá tudo certo. Torcemos muito um pelo outro, isso nos deixa felizes e quanto maior é a felicidade, maior é o prazer, e quanto mais prazer nós sentimos melhor é. Quem é que não gosta de sentir prazer? E é isso que a ginástica me dá. E se apresentar então! A ginástica me dá muito prazer mesmo.
I.E.: O resultado pelo trabalho traz orgulho e o prazer. I.E.: A felicidade está em sentir a atitude solidária. I.E.: quanto maior a felicidade, maior é o prazer. I.E.: ginástica fonte de prazer.
DADOS DE IDENTIFICAÇÃO: SUJEITO 7
TÍTULO: TRÊS ANOS DE GINÁSTICA E MUITA HISTÓRIA PARA CONTAR SUBTÍTULO: BOAS LEMBRANÇAS
UNIDADE DE ANÁLISE NÚCLEOS DE SENTIDO
No meu segundo ano de ginástica aconteceram muitas coisas boas. A ginástica me proporcionou momentos que nunca imaginei que pudessem acontecer em minha vida, como por exemplo, conhecer lugares diferentes... Nesses lugares ganhei muitas medalhas de participação e o grupo recebeu algumas doações de figurino.
V: caridade, benevolência.
I.E.: A ginástica e os momentos nunca imaginados: conhecer lugares diferentes.
Uma lembrança boa que vou levar pra sempre comigo do GGTP é quanto à viagem que fizemos a Campinas, interior de São Paulo (...) Foram quatro dias, todos muito bem aproveitados. Uma oportunidade em que pude conhecer muitas pessoas,... Gostei muito dos uruguaios porque foram bem simpáticos conosco.
I.E.: o corpo que carrega registros em forma de imagens memorizadas.
I.E.: viagem enquanto acontecimento que gera conhecimento. I.E.: o simpático é apreciado.
Embora pareça pouco tempo, afinal foram apenas quatro dias, tivemos uma convivência mais intensa. Tive a oportunidade de conviver com as demais meninas do GGTP, onde pude conhecer melhor as pessoas que fazem parte do grupo. Conversei mais com Y, ela foi muito legal comigo, da mesma forma, acho que fui com ela. Tive a oportunidade de consolidar amizades verdadeiras. Além de conhecer mais cada uma das meninas, também tive a oportunidade de conhecer melhor o professor..., também gostei muito dele, ele foi muito legal durante a viagem, sempre muito engraçado, ..., parecia uma criança, brincamos muito. Esses dias pra mim foram inesquecíveis.
I.E.: quanto maior for o tempo de convivência, maior é a intensidade dessa, e quanto maior é a intensidade melhor é para conhecer as demais pessoas. “Além de conhecer mais cada uma das meninas, também tive a oportunidade de conhecer melhor o professor..., também gostei muito dele, ele foi muito legal durante a viagem, sempre muito engraçado”. O exercício do conhecimento do outro depende do tempo de convivência. Ao conhecer o outro em me conheço. I.E.: Relação de reciprocidade.
I.E.: brincar enquanto referencia infantil. I.E.: Imagens que persistem na memória corporal. Das duas apresentações que o GGTP fez, uma eu participei, eu
achei boa, mas o professor disse: foi perfeita. Diferente da segunda apresentação, na qual eu não me apresentei. Mesmo assim ficou muito bonita, porque no final nós sempre arrasamos (...)
I.E.: auto-estima elevada.
I.E.: A importância do juízo de valor do professor. I.E.: Superestima.
T é uma amiga, companheira de ginástica. Ela viajou conosco para Campinas, era uma das mais antigas. Ela é bem criativa e sempre participava muito bem das apresentações.
I.E.: Suportar e controlar a vontade: quando tolerar é um esforço.
I.E.: A experiência que se guarda dento do coração, funciona como metáfora para falar da experiência sentida e registrada no corpo. A companheira criativa (Leitura corporal de uma companheira).
(...) A emoção veio na hora de decolar, ainda na ida, me deu uma vontade de chorar. Eu estava sentada entre ..., segurei na mão delas e não me contive, chorei, elas então me abraçaram, foi aí que eu me acalmei. Não sei por que eu fiquei assim, mas aconteceu. Já na descida, o avião parecia uma montanha russa. Eu e Y não agüentamos, ela começou a gritar e eu a rir. Como diz Aa: foi hilário, tudo de bom.
I.E.: A emoção sentida implica em outras manifestações corporais, por exemplo, o choro. De onde veio o choro desse sujeito? Talvez de um conjunto de textos com significados importantes. Não foi o decolar, mas o que esse fato desencadeou no sujeito, tipo: lembranças que revelam o caminho até aquele instante, a falta da família, ou mesmo, uma emoção que não se explica.
I.E.: A reação de rir, contrária ao choro.
Apontam emoções muitas vezes antagônicas, mas despertadas no mesmo contexto, suscitam referencias distintas que na ora emociona para o choro, ora para o riso.
194 SUJEITO 7
TÍTULO: TRÊS ANOS DE GINÁSTICA E MUITA HISTÓRIA PARA CONTAR SUBTÍTULO: FAZENDO A DIFERENÇA
UNIDADE DE ANÁLISE NÚCLEOS DE SENTIDO
Ver meus pais, todas as meninas me olhando e me apoiando a fazer o que eu gosto. Receber o elogio e o apoio do professor Leonardo, principalmente quanto as nossas decisões faz diferença pra mim. Essas coisas me motivam a continuar fazendo o que gosto: a ginástica.
I.E.: Ver me olhando: quem aprecia quem?
Aprecio a medida que sou apreciada: será essa a lógica da vaidade do ginasta?
O que faz a diferença no GGTP é o fato de sermos um grupo de ginástica, numa escola pública, municipal. E, apesar das dificuldades que toda escola pública enfrenta, nós fazemos os exercícios muito bem, somos alegres, exibidas, bonitas, entre outras coisas. Mas, o que faz mesmo a diferença são quatro coisas, a saber: é que nós todas temos muita força de vontade e acreditamos, acima de tudo, no nosso potencial; que ajudamos um ao outro a alcançar nossas metas; e respeitamo-nos, sem pré- julgar ninguém.
I.E.: Assistir e apoiar. O elogio é um apoio. I.E.: Participação nas decisões.
I.E.: A ginástica é uma prática apreciada pelo conjunto de fatores que implica o contexto com o outro seja na apreciação, seja no apoio verbal.
I.E.: O diferencial: fazer ginástica com qualidade na escola pública. Escola pública relacionada com dificuldades. I.E.: Somos (visão sobre o grupo) alegres, bonitas e exibidas. I.E.: O que faz a diferença no coletivo: força de vontade, fé no talento, colaboração, solidariedade, desejo, respeito, aceitação.
DADOS DE IDENTIFICAÇÃO: SUJEITO 7
TÍTULO: TRÊS ANOS DE GINÁSTICA E MUITA HISTÓRIA PARA CONTAR SUBTÍTULO: O LIMITE COMO A ÚLTIMA FRONTEIRA A CONQUISTAR
UNIDADE DE ANÁLISE NÚCLEOS DE SENTIDO
...a ginástica nos envolve numa rotina de convivência que nos faz aprender muita coisa para a vida da gente. Entre elas estar: ser alguém na vida; respeitar os pais e as outras pessoas; vencer desafios e superar obstáculos; e finalmente, pensar no limite como a última fronteira até alcançá-la.
...hoje eu sei que posso vencer na vida e que meu esforço é fundamental pra isso (...)
I.E.: A ginástica ensina para a vida. A ginástica envolve seus participes numa rotina de convivência.
V: respeito, superação.
I.E.: realização: “ser alguém na vida.” e “vencer desafios”. I.E.: Qual o seu limite? Aonde você quer chegar? (Eu) Faço essas questões para fazê-los pensar qual o limite deles agora e como eles podem superá-los. Como resultado: “...hoje eu sei que posso vencer na vida e que meu esforço é fundamental pra isso (...)”
(...) O grupo Ginástico da Escola Municipal Terezinha Paulino é o lugar aonde eu me sinto em paz com a minha alma; sinto prazer e alegria; é o lugar onde eu encontro a calma; é nesse lugar que sei que eu posso aprender coisas boas; foi nele que aprendi o que era respeitar o meu colega, a escutar as pessoas e ajudar ao próximo.
V: Paz.
I.E.: GGTP.: um lugar de bem estar e aprendizagem. Bem estar: sentir paz, prazer, alegria, calma. I.E.: aprender coisas boas: respeito, benevolência e caridade.
A ginástica me proporcionou alegria de viver; prazer de fazer ginástica e de me apresentar para outras pessoas; oportunidade de estudar ballet, ... oportunidade de viajar para fora do Rio Grande do Norte e de avião,... Vi a ginástica proporcionar outras conquistas para outras colegas:...
A ginástica trouxe: prazer no fazer e no exibir-se; alegria para o viver; oportunidades: estudar ballet, viajar. I.E.: a ginástica oportuniza pessoas seguirem outros caminhos.
(...) Quem sabe um dia veremos eles nas seleções brasileiras de GR e de AE, torço muito pra que isso aconteça.
I.E.: desejar o sucesso dos outros, mostra um sujeito que compartilha sonhos, solidária e benevolente.
...como se consegue tudo isso? As apresentações que fazemos fora da escola são tudo de bom, que se possa imaginar. Elas são importantes porque é nesses lugares que aparecem as oportunidades. É lá que somos vistas e reconhecidas pelo esforço e o trabalho que nós desenvolvemos no GGTP. Todas as bolsas conquistadas até o momento saíram das apresentações que fizemos.
I.E.: As apresentações fora da escola são apreciadas e aprovadas por dar visibilidade e apontar oportunidades. V: trabalho, esforço, persistência.
...“Esses exercícios vou levar para sempre comigo, pois, para mim
isso é uma experiência de vida”. I.E.: os fatos vividos como exercícios para a vida. I.E.: lições aprendidas registradas no corpo. Lembranças longevos.
O que me deixa triste é saber que um dia eu vou ter que abandonar a ginástica. Fico triste, pois sei que vou ter que deixar meus amigos e isso inclui o professor. Deixarei pra trás minha tranqüilidade, minha paz, minhas conquistas, mas levarei comigo a minha força, a força que desenvolvi na ginástica, a força de vontade.
I.E.: o entendimento que a ginástica não é para sempre, assim como as relações que existem na convivência das pessoas nas aulas.
I.E.: ginástica espaço de tranqüilidade, paz, conquistas pessoais, força (auto-confiança), força de vontade. V: tranqüilidade, paz, força de vontade, trabalho. C.V.: Tristeza, saudade.
Lembro o dia em que a ginástica ficou um tempo de recesso e eu fiquei morrendo de saudades dos treinos, das meninas, das dores e de me apresentar. O importante pra mim é fazer ginástica. Eu não quero sair da ginástica nem tão cedo, mas muita coisa pode acontecer. Seja feita a vontade de Deus.
I.E.: a abstenção da vida no grupo fez o sujeito sentir falta inclusive da dor.
I.E.: o importante: viver o grupo. Viver o grupo e não sair da ginástica.
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